Busca um novo olhar? Veja como e por que ativar a futurista que há em você

Buscar sinais e questionar mais, sempre pensando em como as coisas seriam em dez anos… Você futurista começa já! (Foto: Pexels)
O que você quer da sua vida daqui a dez anos?
Como imagina que sua carreira deve ser?
O que quer ter conquistado nesse período?
Já propus diversas vezes esse tipo de pergunta aqui na coluna, mas existe um fator específico que torna as questões de hoje especialmente eficientes: o prazo.
Imaginar a vida, a carreira, o mundo daqui a dez anos é mais eficaz do que daqui a 17, 6 ou 3 anos, segundo os estudiosos do futuro.
É o número "mágico".
Os futuristas costumam trabalhar com o prazo de dez anos para imaginar cenários, sabe por quê?
Primeiro porque é um prazo suficientemente perto do aqui-agora, para que consigamos calcar os pés no chão e partir de algo, de um sinal que já existe. Segundo porque é um prazo suficientemente distante, o que nos ajuda a vislumbrar possibilidades sem tanto apego às circunstâncias atuais.
Daqui a dez anos, em suma, é suficientemente longe e suficientemente perto de hoje.
Olhar para o futuro, para quê?
Essas informações vêm de uma especialização que estou no fazendo no Institute For The Future, instituição americana cujas pesquisas sobre futuro do trabalho já cheguei a publicar aqui.
Um de seus estudos trouxe a informação de como o olhar futurista é útil não só para pessoas, mas também para organizações. Os pesquisadores descobriram que empresas que contratam equipes ou departamentos com esse olhar (destinados a pensar futuros, assim mesmo no plural) lucram 33% mais e têm um crescimento 200% maior que as demais empresas.
Por isso, no mundo todo, empresas começam a criar seus departamentos de futurismo internos.
Veja mais
A futurista que mora em você
Dito isso, e pensando em todas as soft skills que várias pesquisas, incluindo o Fórum Econômico Mundial, têm divulgado como sendo essenciais para os próximos (adivinha?) dez anos, é esperto pensar em desenvolver essa perspectiva para o futuro.
Não é previsão, tá? É uma análise de cenários possíveis e prováveis, e serve, entre muitas coisas, para que possam mudar caminhos, criar soluções e construir os melhores futuros.
Desenvolver o chamado "futures thinking" — ou pensamento para o futuro em tradução livre — pode, além de tudo, contribuir para que outras habilidades aflorem em você e contribuam para seu crescimento.
Segundo o Institute, algumas delas são criatividade, empatia, pensamento estratégico, esperança, flexibilidade mental e a própria capacidade de fazer previsões mais acuradas.
Como começar?
Usando o prazo ideal — daqui a dez anos — para começar a se perguntar para onde as coisas caminham. Qual o impacto dos comportamentos e escolhas que está fazendo individualmente daqui a dez anos? E como planeta, mercado, sociedade… para onde as coisas caminham nesse período?
Para fazer esse exercício, a dica é partir de sinais que estão aqui. Comportamentos, tecnologias, eventos… Tudo pode ser um sinal de algo que está a caminho e talvez nem todo mundo esteja atento.
Falar com mais gente sobre os sinais para ter mais opiniões e procurar fazer o máximo de questionamentos possíveis em torno deles também contribui para abrir a mente e começar a desenvolver o olhar futurista.
Tem muito mais, claro.
Isso não é um guia para ter isso como profissão, mas para ter os benefícios desse tipo de pensamento no seu dia a dia profissional. Questionar, observar e propor soluções tende a impulsionar sua carreira e sua empresa.
Quem sabe seu diferencial daqui a dez anos não começa aqui…
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