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Bru Fioreti

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13 dicas para ser feliz na vida e na carreira, segundo o Dr. Felicidade

Bru Fioreti

18/09/2018 05h00

A felicidade não está em abafar as emoções negativas, mas em se permitir senti-las e saber lidar com elas (FOTO: PEXELS)

Responda rápido: qual seu maior objetivo na vida? "Ser feliz", é provável que tenha respondido.

Pois cada vez mais estudiosos se debruçam sobre o tema "felicidade", no campo de estudos conhecido como Psicologia Positiva, hoje utilizado tanto para aumentar os níveis de satisfação e bem-estar individuais quanto para elevar resultados em organizações.

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Neste fim de semana, fui assistir à palestra de uma das maiores autoridades no assunto, que esteve em São Paulo para o evento G.A.T.E. (Global Access Through Education), focado em educação internacional e desenvolvimento.

Trata-se de Tal Ben-Shahar, o professor da aula mais concorrida de Harvard, sobre felicidade, psicólogo, Ph.D. em comportamento organizacional. autor de best-sellers — como "Aprenda a Ser Feliz", que já foi lançado no Brasil. Não à toa, ficou conhecido como Dr. Felicidade.

Ênfase no "doutor", porque todas as dicas que ele deu em sua palestra eram amplamente embasadas por pesquisas.

1) Dê a si mesmo a permissão para ser humano

O que na prática significa experimentar emoções negativas também, em vez de rejeitá-las. Se você é humano, não vai sentir só coisas boas, entenda que isso é normal e não tente brigar com sua natureza.

É o que ele chama de "paradoxo": se você rejeita a emoção negativa, bloqueia também as positivas. Quanto mais nega, mais a sensação ruim se fortalece, o que vale para tristeza, raiva, inveja… Emoções dolorosas fazem parte da nossa natureza psicológica. Então abrace a dor para que as emoções positivas possam aflorar.

2) Desenvolva a "aceitação ativa" para lidar com emoções ruins

Você não deve bloquear as emoções ruins, mas pode escolher como lidar com elas. O que faz com a emoção é o que mais importa! Aceite o que sente primeiro, escolha agir diferente depois.

Está com raiva? Ok, mas não precisa sair xingando todo mundo. Com medo? Vai com medo mesmo — frase que se tornou popular na internet mas que, segundo o expert, é a própria definição de coragem. "Coragem é ter medo e seguir em frente da mesma forma", diz Ben-Shahar.

3) Extravase as emoções

A ideia de se entregar à dor tem a ver com se permitir chorar, mas também com liberar as emoções negativas falando delas na terapia, com amigos, discutindo o que sente em casa, escrevendo… Até para depois disso se abrir às emoções boas.

Escolha as formas que mais se encaixem para você extravasar o que sente.

4) Encare o fracasso como parte natural do processo

É preciso aceitar a ideia de fracasso para poder crescer. O professor enfatiza que as pessoas mais bem-sucedidas do mundo fazem isso. Aprender com os erros, "aprender a falhar".

Pense no exemplo de Thomas Edison, o maior inventor que a humanidade já conheceu. Ele foi a pessoa que mais patenteou invenções, mas foi a que mais falhou também — o que não é acaso, o sucesso está atrelado ao fracasso.

"As biografias são os melhores livros de autoajuda que existem", resume Ben-Shahar.

5) Pare de enxergar o estresse como algo negativo

Estresse de fato faz mal. Mas pesquisas mostram que só afeta negativamente a saúde e a mente quando é visto como negativo. A perspectiva, a forma como as pessoas veem o estresse, é mais importante do que se pensava.

O estresse vem do excesso de coisas a fazer, e provavelmente isso não vai mudar. O que precisa ser alterado, então, é a forma como o encaramos. "O estresse é um assassino silencioso, mas só se você acreditar nisso", diz o professor. "Achamos difícil compreender essa lógica porque temos a mentalidade ocidental, que separa corpo e mente, mas somos uma coisa só. Nossa percepção afeta nosso corpo, nossa saúde."

6) Descanse mais e dê-se tempo para se recuperar do estresse

O estresse em si pode fazê-lo mais forte, mas apenas se você se permitir descansar. A recuperação, a pausa, é tão importante na vida quanto para a efetividade dos exercícios físicos. "Estressar seus músculos faz com que cresçam, mas seu corpo precisa de tempo para se recuperar e absorver o processo. O que faz mal é o excesso."

A recuperação, segundo o Dr. Felicidade, deve se dar em três níveis:

  1. micronível, relacionado a pausas no dia a dia de trabalho, como parar para se movimentar ou fazer respirações profundas a cada três horas;
  2. nível médio, o que está relacionado ao sono e a dias "off", e quando ele diz isso sugere fortemente que a pessoa se desconecte mais do celular também;
  3. nível macro, que é sair de férias.

7) Faça exercícios 3 vezes por semana e de preferência dance

Há muita literatura sobre exercício e bem-estar, começando pela química "da felicidade" que libera no cérebro e passando por estudos que relacionam a prática regular de atividade física a melhorias de produtividade, criatividade, memória e relacionamentos positivos.

Outro estudo comprovou que, mesmo se começarem tardiamente a prática de exercícios, as pessoas têm 52% menos risco de desenvolver Alzheimer e demência.

"Não fazer exercícios é como tomar um depressivo", sentencia.

Quanto fazer? Trinta minutos três vezes por semana são suficientes, de qualquer atividade, incluindo caminhada, natação ou dança — que Ben-Shahar recomenda especialmente. "As pessoas dançam sorrindo, é o melhor exercício."

8) Saia mais da cadeira

Não é apenas se exercitar regularmente, mas trazer mais movimento para a rotina. "Ficar sentado é o novo cigarro", compara o professor, citando estudos que relacionam o sedentarismo aos efeitos nocivos de fumar. "Não fomos feitos pra ficar só na frente de uma tela o dia todo. O movimento é uma necessidade natural, não apenas física mas psicológica."

Repense a quantidade de tempo que permanece imóvel, sentado. Tente quebrar o sedentarismo, literalmente, em pequenos passos.

9) Cuide dos relacionamentos — e tem que ser ao vivo!

Inúmeros estudos da Psicologia Positiva mostram que os relacionamentos são o fator número 1 para aumentar a felicidade. Não é de se estranhar, portanto, que os países com os maiores níveis de felicidade relatados tenham como foco a relação humana.Um deles é a Dinamarca, onde 93% das pessoas são frequentadoras de clubes sociais, como entidades religiosas, esportivas etc. Os outros são países latino-americanos — incluindo o Brasil –, nos quais os laços familiares são ultravalorizados.

Pense na quantidade de abraços que nós brasileiros damos! Isso fomenta emoções positivas, o próprio Ben-Shahar já comandou estudos sobre o tema.

Mas as relações precisam ser reais. Estudos mostram que quanto mais tempo passamos na rede social, mais sozinhos nos sentimos na prática. Não se trata de cortar as redes, mas de limitar seu tempo de uso, para priorizar conexões genuínas, olho no olho. "Você precisa se desconectar para se conectar com as pessoas."

10) Faça o bem

Dar mais do que receber é outra chave do bem-estar.

Há uma pesquisa famosa sobre o tema, no qual foi dado dinheiro a um número de participantes para que gastassem primeiro consigo mesmos e depois com outra pessoa. Em ambos os casos, imediatamente seu nível de satisfação aumentava. Porém, depois de um dia e até de semanas, apenas quem havia gastado dinheiro comprando algo para o outro ainda se sentir mais feliz.

Ou seja, o impacto de fazer o bem é duradouro e, de fato, traz felicidade. E não precisa ser financeiro! Sempre há algo a dar, nem que seja carinho ou um ombro amigo.

11) Mantenha um diário de gratidão

O hábito de ter um diário, de escrever diariamente sobre suas emoções, foi amplamente estudado pela Psicologia Positiva. O mais efetivo é escrever pelo que é grato, preferencialmente escolhendo três gratidões todo dia.

Mesmo se você incorporar hábito apenas uma vez por semana, vai ter um impacto positivo sobre sua felicidade a longo prazo. E pode ser feito em grupo, com a família, durante o jantar…

Você pode agregar a esse hábito o de escrever sobre o que pretende fazer no dia que tem pela frente. Pesquisas mostram que fazer a lista de afazeres ajuda as pessoas a ficarem menos pessimistas e mais resilientes.

12) Escreva uma carta de gratidão a alguém

Ben-Shahar também é um entusiasta do método preconizado por Martin Seligman, professor da Universidade da Pensilvânia considerado um dos pais da Psicologia Positiva. Trata-se da Carta de Gratidão. Basta escrever uma carta explicando por que você é grato a uma pessoa e depois ler essa carta ao vivo para o interlocutor.

É um dos exercícios mais estudados, mensurados e bem-sucedidos desse campo de estudos. Aumenta o nível de felicidade de maneira duradoura não só para quem escreve a carta, mas, claro, em quem a recebe na leitura em voz alta.

Incorpore sem restrições: dá para fazer uma vez por mês, a cada três meses…

13) Foque na criatividade e na inovação

O Dr. Felicidade citou várias vezes o quanto essas duas habilidades serão as mais valorizadas no futuro e trouxe uma pitada de como ativar isso na sua vida: ficando entediado.

Sim, o tédio é uma ferramenta poderosa para a criatividade, mas para isso você precisa se desconectar, reduzir o tempo gasto nas redes sociais e se permitir criar e se entreter — o que vale também para crianças.

Segundo ele, a  percepção de que todos estão com vidas perfeitas nas redes sociais aumenta a decepção das pessoas, o que pode fazer com que se sintam inadequadas e levar à depressão. Outra razão para privilegiar interações olho no olho.

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.