menu
Topo
Bru Fioreti

Bru Fioreti

Categorias

Histórico

Quer ser microinfluenciadora? Veja 8 dicas para fazer disso sua profissão

Bru Fioreti

17/10/2018 04h00

Ser uma microinfluenciadora é uma profissão, mas principalmente uma consequência de levar a rede social a sério (Foto: PEXELS)

Já ouviu o termo influenciador digital, certo? E talvez já tenha se perguntado se poderia também trabalhar com isso, ganhar dinheiro postando conteúdos sobre sua vida ou um tema que ame na internet.

Fazer da rede social uma carreira é um pouco mais complexo do parece, mas a princípio e sem firulas, posso lhe dizer: sim, você pode trabalhar com isso. Principalmente no chamado mercado de microinfluenciadores, pessoas com relevância em algum nicho que tenham pelo menos 1.000 seguidores.

Veja também

No mercado, esse número de "followers" varia. Uma pessoa com 1.000 a 10.000 seguidores no Instagram pode ser considerado um microinfluenciador se tiver engajamento e de fato fizer o que o nome diz: influenciar as pessoas, gerar confiança, estabelecer uma relação com o público.

Mas há quem considere até perfis com 100.000 seguidores dentro do espectro dos microinfluencers. Em resumo, a conexão com o público faz mais diferença que o número isoladamente.

Para entender esse mercado

É sabido, por exemplo, que, quanto menor o número de seguidores, maior o engajamento — ou seja, a quantidade de curtidas e comentários. Isso atrai marcas interessadas na credibilidade dessas pessoas e no baixo custo que trabalhar com elas representa. Pagar vários donos de perfis pequenos porém relevantes é mais barato que contratar uma grande estrela da internet, por exemplo.

O mercado é recente. As marcas ainda estudam como mensurar os ganhos esse tipo de ação. Ainda assim, segundo levamento recente da plataforma Influency.Me, do grupo Comunique-se, mais de 90% das empresas planeja investir no chamado Marketing de Influência, que nada mais é que fazer marketing usando influencers digitais. 

Mas como fazer disso uma profissão? Em geral, primeiro encontrando seu hobby! E ir falando sobre isso até que ele se torne uma fonte de trocas de produtos e serviços (parcerias) e se converta em fonte de renda. Moda? Beleza? Gastronomia? Finanças? Games? Arte? Viagens? Direito? Jardinagem? Nichos são muitos…

Como boa parte dos meus estudos e área de atuação são justamente o posicionamento de profissionais para redes sociais, decidi separar aqui as principais dicas para você que se animou com a ideia de "microinfluenciar".

Vamos às dicas:

Dica 1: Foque no Instagram

Em todas as pesquisas, gestores de empresas e influencers apontam o Instagram como a rede mais relevante desse setor. Não é a única, claro. Facebook, YouTube e inclusive blogs continuam a ser importantes formas de se comunicar com o público. Mas se for para investir em uma rede para se tornar um microinfluenciador, que seja o Instagram. É ele que está na mira de quem paga as campanhas.

Dica 2: Dê atenção a quem já segue você

O engajamento é o fator que mais conta para a contratação de um microinfluenciador. E engajamento depende do público! Responder todos os comentários, se possível rapidamente, inclusive as mensagens deixadas no Inbox, e dar atenção a pedidos do público é essencial.

Também vale fazer Stories com frequência, uma vez que é nesses vídeos rápidos e informais que o público tem mais sensação de "vida real".

Dica 3: Escolha uma área de atuação que ame e se fixe nela

Se estiver pensando em começar na área, pense no que adora e se interessa de verdade. Quais são suas paixões? Seus hobbies? Sobre o que gosta de pesquisar? Para se tornar um influenciador, o primeiro passo é produzir um conteúdo que interesse a você e a um determinado número de pessoas. Quanto mais específico, melhor.

Se for um tema que não faça seus olhos brilharem, provavelmente você vai se cansar de produzir aquele conteúdo e perder a relevância com seu público.

Dica 4: Tenha uma boa frequência de postagens

A influência é consequência de uma relação que você estabelece com o público. Se você sumir, acaba sendo esquecido, o que vale na vida e nas redes sociais.

Depois de achar um tema específico sobre o qual falar, tenha uma frequência constante, uma programação de conteúdo. Não adianta postar um dia e sumir três semanas. Fazer da influência uma carreira depende do que você oferece a quem lhe segue e da fidelidade que tem com essas pessoas.

Dica 5: Entenda que seu negócio é relevância, e não só números

É muito comum que as pessoas desanimem porque têm poucos seguidores. Mas o mercado dos microinfluenciadores valoriza justamente as pessoas que não tem milhões de admiradores, mas alguns poucos extremamente fiéis e engajados, que realmente confiam no que está sendo dito ou promovido ali.

Produza seus posts pensando que é relevante para quem segue você, dentro da área que estabeleceu e espere resultados com paciência.

Dica 6: Valorize a região onde mora

É sedutor ver as blogueiras que viajam o mundo todo, mas a tendência do marketing de microinfluenciadores é buscar os perfis que tenham relevância local. Ou seja, que falem a língua de determinados públicos, que representem uma cidade, um bairro, uma região ou um grupo de pessoas.

Sua localização pode ser uma grande fonte de parcerias e trabalhos para marcas menores ou que queiram atingir um grupo de pessoas menor.

Dica 7: Seja profissional mesmo se isso não for seu trabalho

É aqui que grande parte dos influenciadores peca!

Como muitas vezes a rede social é apenas um hobby, uma diversão ou no máximo fonte de visibilidade local, as pessoas não enxergam o potencial de isso de tornar um trabalho e falham em coisas pequenas. Falham deixando de responder propostas de trabalho, não cumprem prazos, deixam de postar por muito tempo, negligenciam seu tema principal…

Para não cair nessa armadilha, pergunte-se: se a internet fosse a principal ou uma das minhas principais fontes de renda, como eu agiria?

Dica 8: Faça boas relações com outros influenciadores

Criar boas relações é uma das atitudes mais espertas para qualquer área de atuação. Na dos microinfluenciadores é especialmente relevante porque as ações contratadas costumam ser em massa, ou seja, com vários profissionais da internet.

Então, você pode ou não ser indicado por um colega. Pode ou não entrar na turma dos que são convidados para ações e eventos do seu nicho de atuação. Seja gentil, troque figurinhas com pessoas do meio: custa pouco e dá muito resultado.

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.