Bru Fioreti

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5 descobertas da neurociência que podem multiplicar sua produtividade

Bru Fioreti

12/12/2017 08h00

Seu cérebro é incrível, tem muito mais potencial do que você usa e, eu sei, eu sei… você já escutou isso mil vezes. Mas como colocar esse potencial todo para jogo no dia a dia? Muitas pistas sobre isso têm sido dadas por pesquisas da neurociência. Das inúmeras teorias baseadas em estudos, quero falar hoje das consolidadas.

Muitas delas estão descritas no ótimo livro “Como Ter Um Dia Ideal”, de Caroline Webb, um compilado de conhecimentos científicos escritos de forma prática e acessível para ajudar as pessoas a produzir mais. Boa parte do que há ali se baseia na simples constatação de que o nosso cérebro opera em dois sistemas — o deliberado, que cuida de tarefas sofisticadas, como equilíbrio emocional, raciocínio e planejamento; e o automático, que filtra tarefas para automatizá-las e criar atalhos para acessar informações e poupar o sistema deliberado.

Sobrecarregado, o deliberado torna você menos racional e equilibrado. E ele se sobrecarrega facilmente! Já o sistema automático faz com que você pressuponha muitas coisas e cria linhas cruzadas na comunicação.

E isso não é especulação. Então por que perder tempo indo atrás de soluções milagrosas quando a ciência traz evidências de como seu cérebro opera?

Repense o que disseram a você desde criança! Ser multitarefa pode ser um tiro no pé e decorar só gasta energia do seu cérebro de forma pouco útil (FOTO: PEXELS)

1 – Você funciona melhor se anotar tudo o que vier à mente em vez de tentar resgatar memórias

A capacidade de armazenamento do seu cérebro é limitada, e ele gasta energia toda vez que você precisa que ele resgate informações, por mais simples que sejam.

Quando isso acontece, sobra menos gás para a realização de tarefas complexas, como resolução de problemas ou aprendizado de conceitos — em Português claro, você funciona de forma menos inteligente. Ao criar um processo claro de captura de informações (listas ideias e atividades em um papel ou um bloco de notas do celular), você poupa seu cérebro de lembrar coisas e permite que foque na execução. Bem mais esperto do que perder horas tentando decorar algo, certo?

2 – Ser monotarefa faz você produzir mais rápido e melhor que executar duas tarefas ao mesmo tempo

O tópico anterior já dá uma pista importante sobre como sobrecarregar o cérebro com informações inúteis é um desserviço para a produtividade.

Além disso, pesquisas mostram que fazer várias tarefas ao mesmo tempo “alonga o dia”: ao fazer duas coisas ao mesmo tempo, você gasta 30% mais tempo e comete o dobro de erros do que fazendo uma de cada vez. Há também o famoso levantamento da Microsoft que constatou a média de 15 minutos para retomar a concentração total depois de uma simples interrupção pela chegada de um e-mail.

Mais um dado: quando o sistema deliberado do cérebro fica sobrecarregado por fazer várias coisas ao mesmo tempo, o equilíbrio emocional também fica comprometido. Pense na ansiedade e na irritação que você sente quando tenta resolver tudo de uma vez e é interrompido, por exemplo…

3 – Se você fica na defensiva com pessoas e situações, seu cérebro pode dar “tiult”

O sistema de defesa do nosso cérebro, parte do modo automático que citei acima, está programado para nos ajudar a vencer situações de risco.

Pense  num animal ameaçador na selva nos tempos ancestrais e você entenderá que a reação básica será lutar, fugir ou ficar paralisado. E o cérebro ainda funciona assim, mesmo que os perigos que você enfrente no seu dia a dia de trabalho hoje sejam bem mais frugais do que um leão pronto para devorar a sua família.

Uma pesquisa da Universidade de Yale mostrou que ser exposto ao estresse negativo afeta o córtex pré-frontal, região responsável por boa parcela do sistema deliberado. Ou seja, sentindo-se ameaçado, você comete mais erros, fica mais impulsivo, pensa “pior”.

Como lidar com isso? Rastreando — e anotando — as “ameaças” mais comuns no seu dia a dia, para trazê-las à consciência e tentar não reagir impensadamente a elas. Ah, sim, a ameaça pode ser um colega que você não topa muito fazendo um comentário corriqueiro sobre seu trabalho. Então, convém se precaver… da sua reação acima do tom a isso!

4 – Ter metas focada em ganhos é mais efetivo que pensar no que deseja evitar

As chamadas metas de evitação são aquelas focadas no que você não quer (“quero evitar perder a hora de novo”), enquanto as de aproximação são formuladas de forma positiva, focando no que você deseja no lugar do que tem (“quero acordar no horário e sair com antecedência”).

Uma pesquisa conduzida na Universidade de Rochester comprovou que o segundo tipo deixa as pessoas mais propensas à realização. A razão por trás disso é que o sistema de defesa do cérebro é ativado quando remetemos a situações ruins, o que deixa você com menos recursos mentais para realizar qualquer coisa.

5 – Fazer um “ensaio mental” aumenta em mais da metade suas chances de se repetir a boa performance que programou

Repassar o texto que vai falar em uma apresentação importante ou em uma conversa com o chefe é mais importante do que se supunha.

Visualizar o que deve fazer a seguir é uma técnica bem conhecida no campo dos esportes e que é efetiva porque ativa o cérebro de forma muito semelhante ao que seria a vivência real daquela cena — a semelhança entre o ensaio e o que você executa depois dele fica entre 60 e 90% por cento!

A consequência do ensaio bem feito é a criação de caminhos neurais no seu cérebro que aumentam as chances de que a cena de fato se repita na hora H, já que tendemos a reproduzir aquele comportamento já “decodificado” no cérebro. Isso foi comprovado em várias pesquisas e vem sendo amplamente utilizado no universo corporativo.

Para aplicar a técnica, a recomendação é iniciar visualizando sucessos do passado, usar a respiração para se manter focado e partir para a visualização da cena com o máximo de detalhes sensoriais possível, do início ao fim.

 

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.

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