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3 dicas para produzir melhor em home office e tentar nesta semana

Bru Fioreti

12/05/2020 04h00

Trabalhe com afinco em um ambiente por algumas horas e depois vá zanzar pela casa. Sua criatividade agradece (Foto: Pexels)

Fazer home office tem suas peculiaridades. Alguns amam, outros estranham, sentem falta do contato com mais gente. Mas, convenhamos, não estamos em tempos de home office convencional. Nada é convencional no que estamos vivendo.

Então, por que tentar apenas as dicas mais batidas?

Se você precisa produzir nesse período ou, assim como eu, encara um nível saudável de produtividade como algo positivo para a sanidade mental e a autoconfiança, talvez seja hora de tentar um olhar diferente para o trabalho remoto.

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No texto de hoje, separei três ideias efetivas e menos convencionais que podem te ajudar a manter a produtividade (dentro daquele conceito: fazer mais do que é mais importante, e não se atolar!). Eu mesma levo as três muito a sério, além de muitas dicas para home office que indiquei no início da quarentena.

Vamos ao trio de técnicas.

1) Migre dentro de casa

Você já viu dicas do tipo "tenha um cantinho de trabalho" definido em casa, "vista-se para trabalhar" mesmo que só vá caminhar até a sala. E, ok, são realmente estratégias válidas. Para saber se funcionam para você, vale, inclusive, testá-las por uma semana pelo menos.

Mas existe uma estratégia adicional e bem menos falada.

Trata-se de trabalhar de forma concentrada por umas quatro horas naquele ambiente que escolheu e depois MUDAR de ambiente, em casa mesmo, para cada nova tarefa.

Aliás, você pode mudar de cantinho a cada atividade diferente iniciada.

Do cama para o sofá, deste para a mesa, da mesa para trabalhar de pé um pouco num lugar da cozinha. Soa estranho, eu sei. Mas é efetivo, porque o ambiente nos influencia mais do que gostamos de admitir e,  como estamos mudando pouquíssimo de cenário, isso pode acabar limitando a criatividade.

Pequenas alterações já ajudam a "abrir a mente".

Alimente e ative seu cérebro dando a ele doses, ainda que homeopáticas, de novidade.

Foco intenso em algum trabalho e depois vagar pela casa não é procrastinar. Ou é. Mas quem falou que procrastinar é necessariamente ruim?

Veja a seguir.

(Foto: Pexels)

2) Procrastine de propósito

Vamos levar mais método para a procrastinação nossa de cada dia, que tal?

Simples. Comece a se debruçar muito sobre uma ideia, pesquise o que precisa, faça esboço, fale com pessoas confiáveis sobre ela… Intensifique o foco, tente pedir para não ser interrompida. Porém, antes de cair naquele ciclo de exaustão, de continuar ali trabalhando, simplesmente deixe cair o lápis. Ou a caneta. Ou o computador — não literalmente, por favor.

Comece uma outra atividade totalmente diversa da anterior. Pode ser cozinhar, lavar louça, desenhar, cantar, algo que te dê a sensação de esvaziar a cabeça ou que simplesmente "vire a chavinha".

Comece a nova atividade (ou "não atividade") sem compromisso com ter ideias, pare o looping de pensamento anterior e deixe a mente trabalhar em segundo plano. Tente dormir cedo, cuidar de si.

A ideia que procura, ou pelo menos a semente para ela, muitas vezes vai pipocar na cabeça nessa fase 2, a fase da procrastinação.

Um estudo mostrou que apenas 16% das pessoas tinham ideias criativas enquanto estavam no ambiente de trabalho. Era longe do monitor, indo pra casa ou fazendo algo nada a ver que a sacada que procurava aparecia.

Isso também acontece no sono. Se curtir a ideia, tenha um bloco de anotações ao lado da cama para registrar as ideias com as quais acordar de manhã.

Dia desses aconteceu comigo.

Estava trabalhado há semanas numa ideia e não me vinha o nome ideal que eu precisava ter para colaborar. Acordei com esse nome "soprado" no meu ouvido, depois de um dia especialmente estressante, depois de quase desistir da ideia…

Cada um vai explicar isso de alguma maneira. Mas, no mínimo, podemos concordar que, ao me debruçar com tanto afinco no tema complexo, dei elementos para a minha mente trabalhar. Um dia, quando ela quis e eu permiti ao aquietar minha agitação, me presenteou com a resposta.

3) Faça uma limpeza radical

Consumo excessivo nunca esteve tão fora de moda e muitos apontam que é só o começo desse olhar mais sustentável — ainda bem. Aqui, quero apontar para os malefícios do excesso de coisas ao redor não só para o ambiente, mas para a nossa clareza mental.

Parece intangível. Mas basta tentar para sentir a diferença.

Vale para a limpeza do guarda-roupa, da cozinha e vale também para os espaços que escolher para trabalhar. Mesmo se for pequeno, se possível, que seja limpo e pouco povoado de objetos.

"Seu espaço físico reflete seu estado mental. Se seu ambiente estiver desorganizado, sua mente também estará. Tudo é energia. Seu ambiente exerce influência sobre você, quer você perceba ou não", diz o autor Benjamin Hardy em seu livro "Força de Vontade não Funciona".

O autor ainda acrescenta algo importante: tire a maioria dos seus gatilhos de distrações e vícios de perto. Televisão, celular, snacks sem nutrientes e, caso possa, tente, se tiver como, se afastar por algumas horas de pessoas que costumam te interromper no meio do caminho.

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.

Blog da Bru Fioreti