Bru Fioreti http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Wed, 20 Mar 2019 07:00:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Pensando em fazer mais um curso? Veja essas 7 dicas antes de se matricular http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/20/pensando-em-fazer-mais-um-curso-veja-essas-7-dicas-antes-de-se-matricular/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/20/pensando-em-fazer-mais-um-curso-veja-essas-7-dicas-antes-de-se-matricular/#respond Wed, 20 Mar 2019 07:00:47 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1799

O que você lê, vê, frequenta, paga, ignora… Tudo isso está nas suas mãos, na era da Faculdade Você, onde você é aluna e professora (Foto: Pexels)

Até pouco tempo o caminho para o sucesso parecia linear e certeiro: você estudava muito, passava no vestibular, cursava a universidade, fazia um estágio, era efetivada, fazia pós, pedia um aumento, e assim seguia até, quem sabe, atingir a posição de chefia e se aposentar, mudando uma, duas, três vezes de empresa. Com pequenas variações, essa era a linha do tempo vista como símbolo de segurança profissional.

O cenário mudou tanto que nenhuma das etapas descritas acima hoje é óbvia.

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Você não se sente segura de que, ao sair da faculdade, conseguirá um emprego na área. Inclusive porque a área (e o que aprendeu nas aulas) tende a ficar obsoleta com muito mais rapidez do que antigamente. As promoções também seguem critérios mais complexos; os MBAs não garantem nada; é quase impossível imaginar como será seu cargo ideal em 10 anos…

Não quero fomentar pânico, mas alertar para uma nova maneira de pensar a carreira, considerando a evolução constante como protagonista.

Relatórios de pesquisas de tendências e gurus de carreira convergem em um fato: fazer a curadoria do próprio conhecimento é mais do que um diferencial, uma condição para se manter no mercado de trabalho nas próximas décadas.

Matricule-se na Faculdade “Você”

De certa forma, você já aplicava um pouco disso.

Em certo ponto, escolheu o curso e a faculdade a fazer, pesquisou aquela extensão universitária, matriculou-se em um curso livre no ano passado… Entendeu que cruzar os braços sobre um diploma não funcionava. Talvez já esteja ciente de que não haverá um diploma pronto a tempo de contemplar as dezenas de novas profissões que ainda nem surgiram.

Aí entra o aprofundamento do chamado “lifelong learning” (ou educação continuada). A ideia de que você faz sua própria faculdade, e ela não termina em quatro anos, nem em oito, nem em 12.

Ela não termina, porque a evolução do mercado de trabalho não termina. Porque você pode CONSTRUIR a sua nova profissão.

Claro que o modelo customizado de educação pode incluir cursos tradicionais, exames etc. Mas não se resume a isso.

A educação continuada que proponho aqui requer estar ligada a tudo o que se passa na sua área de interesse, enquanto observa o que muda rapidamente ao redor. Dizer não aos excessos de informação que não acrescentam, procurar formações pouco óbvias… E mais importante: não se contentar em aprender passivamente, mas aplicar o conhecimento.

Existe uma fórmula?

Soa complexo porque o lifelong learning não é uma fórmula facilmente replicável, não tem começo, meio e fim. O que funciona para a outra pessoa pode não funcionar para você.

A própria ideia de “funcionar” fica difusa: em termos de aprendizado e gerenciamento de carreira, pode ser que os conhecimentos sejam acessados de formas inesperadas e em momentos diferentes.

Você pode ir mudando de profissão e suas necessidades irem se adaptando a isso, certo? O que soube até agora pode não ser suficiente, mas ao mesmo tempo pode servir como diferencial…

Em um cenário sem 1 + 1 = 2, o que proponho são dicas para começar a cursar a Faculdade Você e ir aperfeiçoando — assim, no gerúndio — a sua “grade curricular” ao longo do tempo. Ela é sua e precisa de uma aprovação mais importante que a do MEC. Ela serve para levar evolução e resultado à sua vida.

7 dicas para “inaugurar” a Faculdade Você

  1. Conheça suas dificuldades técnicas para a área atual e as de interesse. Faça uma lista honesta do que não sabe, mas é essencial. Vários dos seus “gaps” profissionais são resolvidos com cursos simples, até gratuitos, basta começar pelos mais importantes.
  2. Invista em autoconhecimento. É um departamento importante na sua “universidade”, porque é nele que treinará as soft skills, as habilidades não técnicas, os verdadeiros diferenciais num futuro próximo.
  3. Diga não a algumas “propostas irrecusáveis”. A mentalidade da educação continuada é fazer uma “curadoria”, priorizar, escolher o que mais se adequa ao seu perfil e investir tempo e dinheiro no conhecimento que de fato interessa. Pesquise bastante antes de sair fazendo um curso atrás do outro, desconfie das ofertas e das propagandas que prometem demais. Um curso é um curso, um início. Caso decida se matricular, siga a dica a seguir.
  4. Aplique 100% do que aprender. Pode ser ligar e contar o que viu de novidade para alguém, publicar um texto, iniciar um pequeno projeto… Conhecimento não aplicado é conhecimento morto: tenha isso como mantra para que sua faculdade particular traga resultados e não sirva apenas como vaidade do tipo “fiz vários cursos neste ano”. Se não aplicou nada, fez mesmo?!
  5. “Estude” antes o que pretende estudar. De extensões em universidades a mestrados e eventos, tudo isso serve como uma base para que comece, ao menos, a ler sobre autores e palestrantes presentes. Consuma algum conteúdo de graça na internet para formar a SUA opinião sobre esses nomes e filtre o que realmente agregará valor à sua carreira e, portanto, valerá o investimento financeiro e de tempo.
  6. Experimente em vez de só consumir. Ler livros e artigos, assistir a aulas ou a vídeos, comparecer a eventos… Tudo isso vale menos se você não internalizar o conteúdo. Assim como não aplicar o conhecimento depois, não mergulhar nele pode deixar tudo superficial e perecível. Está diante de uma nova tecnologia? Não se amedronte, teste! Propuseram um desafio? Tente! A mão na massa e o compartilhamento aceleram o processo de converter informação em conhecimento.
  7. Avalie os resultados. Em vez de provas, você terá a autoavaliação. De tempos em tempos, reveja tudo o que tem feito no seu plano de evolução pessoal e profissional e meça os avanços. Pergunte-se se focou nas coisas certas, se sente evolução, se conseguiu aplicar algo novo à sua carreira e qual é o próximo passo. Medir os avanços no meio do caminho é fundamental. Uma ideia: faça isso pelo menos de 6 em 6 meses.
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5 formas de transformar seus “defeitos” em diferenciais de mercado http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/13/5-formas-de-transformar-seus-defeitos-em-diferenciais-de-mercado/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/13/5-formas-de-transformar-seus-defeitos-em-diferenciais-de-mercado/#respond Wed, 13 Mar 2019 07:00:09 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1780

Seu sonho é um dia sem interrupção? Ou está cansada de não se encaixar? Esses “defeitos” podem ser oportunidades de carreira (FOTO: PEXELS)

Nada é mais improdutivo que buscar a perfeição. E nada mais estratégico que aproveitar suas oportunidades de melhora — para usar o jargão corporativo — como diferenciais profissionais.

Tudo começa por reconhecer seu pacote de qualidades e defeitos, entendendo quais lhe definem como profissional ou geram desconforto constante. O perfeccionismo, a introspecção ou o tédio com o sistema das 9h às 18h são problemas até que você os encare e faça algo produtivo e os converta em oportunidades.

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Em vez de ansiedade e culpa por não se encaixar no que aprendeu ser o padrão de trabalho, planejamento de carreira e ação! É para lhe inspirar nessa direção que proponho as “soluções” a seguir.

1) Você se sente diferente de todo mundo

Bom para… usar a rede social para gerar identificação com as pessoas ou criar projetos e produtos para seu “nicho”.

O ideal de vida perfeita pipocando todos os dias nas nossas timelines do Facebook e do Instagram está gerando uma saturação já reconhecida pelo mercado da influência online. Cada vez mais existe público para a chamada “vida real”,  que traz à tona problemas cotidianos com humor ou divide angústias e inseguranças até antes guardadas a sete chaves.

Esse “não se encaixar” é um diferencial porque fomenta a conexão com pessoas que se sentem da mesma forma que você. Ou seja: o seu “defeito” certamente é o de muita gente do lado de lá, que vai se identificar, se sentir acolhida, seguir seu perfil e quem sabe comprar o que tiver a vender, sejam ideias, produtos ou serviços.

Vale para pessoas que desejam seguir carreira na internet, mas também para profissionais em geral que precisem de mais credibilidade e visibilidade para o que fazem.

Usar seus diferenciais é um bom começo para aderir à tendência do personal branding, a gestão da marca pessoal como chamariz para qualquer tipo de carreira ou negócio.

Outra sacada é pensar nas soluções que poderia oferecer para pessoas parecidas com você. Lembre-se: tem mais gente por aí querendo as mesmas coisas, você pode explorar esse nicho de mercado com projetos, serviços ou produtos específicos.

2) Você é perfeccionista

Bom para… trabalhar com dados, problemas complexos ou revisão de materiais.

Já falei aqui na coluna que perfeccionismo é diferente de excelência porque pode travar a execução de tarefas e gerar sofrimento. Mas proponho usar essa propensão, por assim dizer, para tudo o que requeira atenção aos mínimos detalhes.

Para não cair no problema da revisão infinita, certifique-se de negociar prazos realistas e se comprometer com algo novo na sequência para se obrigar a mudar de foco.

3) Você não tem paciência para muita gente

Bom para… quem gostaria de trabalhar sozinha e/ou em formato de home office.

Faça da sua tendência à introspecção (que aqui pode ser eufemismo para impaciência) uma vantagem competitiva e inicie aquele plano B de empreender sem pagar funcionários nem aluguel.

Cada vez mais empresas oferecem trabalho sob demanda, remoto ou em consultorias pontuais. Investigue a sua área e comece aos poucos, fazendo uma transição até se sentir confiante e ter um “colchão” financeiro que permita sair do formato convencional.

Se este for o seu perfil, talvez note que rende mais na vida solo, sem interrupções, sem irritabilidade… Mas fica a sugestão: tente não se isolar tanto. Mantenha contato com ex-colegas nem que seja fora do horário de trabalho e saia de casa uma vez por dia.

4) Você não se dá bem com rotina

Bom para… trabalhos remotos ou atuar por projeto, o que é possível em muitas áreas.

Se você é da saúde, pode tentar variar os locais de trabalho em vez de assinar contrato em apenas um. Se é da comunicação, das artes ou das “exatas”, aceitar jobs sob demanda, que exijam uma temporada de alguns meses “in company” ou alguns dias de dedicação onde estiver.

Mudar seu sistema de trabalho está fora de cogitação agora?

Transforme sua dificuldade de fazer mais do mesmo em um diferencial de criatividade: proponha projetos novos no trabalho, inicie um hobby ou “brinque” consigo mesma de fazer uma coisa nova sempre que possível, nem que seja ler algo diferente a cada semana ou conhecer um lugar novo na cidade.

5) Você tem dificuldade de focar

Bom para… profissões do tipo “apaga incêndio”, como assistir ou agenciar profissionais de alto escalão, fazer gerenciamento de rede social ou resolver problemas urgentes em áreas como TI ou saúde, por exemplo.

Isso porque você tende a funcionar melhor com prazos curtos, com senso de urgência, algo que lhe deixe alerta e ative seu “modo concentração” imediatamente.

Caso a natureza do seu trabalho não seja tão emergencial, experimente 3 itens básicos: comprometer-se com outrem a entregar o que precisa em prazos menores, usar fone de ouvido (com sons neutros) e se afastar do celular.

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Você mais confiante e feliz: lições da embaixadora da felicidade no Brasil http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/08/voce-mais-confiante-e-feliz-licoes-da-embaixadora-da-felicidade-no-brasil/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/08/voce-mais-confiante-e-feliz-licoes-da-embaixadora-da-felicidade-no-brasil/#respond Fri, 08 Mar 2019 03:01:49 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1735

“Nunca se encolha diante dos desafios”, aconselha Flora Victoria, a maior autoridade em Psicologia do País (Foto: Divulgação)

Confiança e felicidade: se você não desejar isso, vai querer o quê? Foi pensando em se aprofundar nessas necessidades básicas humanas que Flora Victoria começou a estudar um tema até então desconhecido no Brasil: a ciência da Psicologia Positiva. Isso aconteceu no início dos anos 2000, quando fazia a transição de uma bem-sucedida carreira executiva para empreender no ramo de coaching, também incipiente por aqui na época.

De lá até ser considerada a embaixadora da felicidade no Brasil foram anos de cursos internacionais e a superação de desafios como sua natural tendência à introspecção.

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Hoje, as credenciais de Flora Victoria são reconhecidas mundo afora: fundadora da Sociedade Brasileira de Coaching, é mestre em Psicologia Positiva aplicada pela UPENN (Universidade da Pensilvânia, um dos berços dessa ciência), especialista em felicidade e florescimento humano e autora dos livros “Semeando Felicidade” e “Florescimento na Prática”.

Sua postura é confiante e seus planos, ambiciosos: pretende apresentar projetos que impactem a felicidade no Brasil à ONU.

O caminho para isso está sendo traçado: ela já está em Miami para participar do World Happiness Summit, o maior evento do mundo dedicado a estudos sobre a felicidade, a foi convidada para representar o Brasil no lançamento do World Happiness Report, que será realizado no dia 20 de março, Dia Internacional da Felicidade, na sede da ONU, em Nova York.

Neste que é considerado o Mês da Mulher e da Felicidade, conversei com Flora sobre sua trajetória, os desafios da satisfação profissional para as mulheres e pedi dicas para cultivar a felicidade no dia a dia.

Como começou seu interesse por estudar a felicidade? 

Começou junto com o meu interesse pelo coaching, na década de 1990, quando estava trilhando a minha carreira como executiva na Volkswagen. E, como o coaching é muito focado em metas, a meta maior acaba sendo a felicidade.

A Psicologia Positiva conheci quando li o livro “Authentic Happiness“, do Martin Seligman, em 2002, em uma das minhas viagens aos Estados Unidos. Percebi que ali encontraria os pilares para nos tornarmos felizes e que isso traria para o coaching um embasamento positivo muito importante.

O que fez a grande diferença na vida da Flora profissional ao longo dos anos?

Foram três pontos: a exposição a contextos de negócio importantes, o uso das características de influência e de forças de caráter e os relacionamentos positivos.

1) Experiência. Comecei a trabalhar muito nova, aos 13 anos, e fui uma das primeiras executivas da Volkswagen. Fiz uma carreira brilhante lá, liderando projetos entre Brasil e Alemanha. Depois trabalhei com a implantação das telecomunicações no País, entre Brasil e Estados Unidos, e em paralelo estava fundando a Sbcoaching, começando uma empresa do zero e trazendo a Psicologia Positiva para cá. Então, tive muita experiência e exposição a contextos importantes de trabalho.

2) As características que tenho. Sou uma Alpha muito forte: 98% de forças em Alpha estrategista e quase 90% em visionária (porcentagens baseadas no Alpha Assessment, teste de competências de liderança). Tenho visão e planejo, empreendo. Também conheço e uso minhas forças de assinatura: a persevarança, que é uma força de coragem para realizar tudo o que sempre visionei, e a perspectiva, que envolve transformar sabedoria em aplicação prática (as forças de assinatura são mapeadas em outro teste, um dos mais famosos da Psicologia Positiva, que você encontra aqui). Considero que um dos meus principais papéis é traduzir o que há de mais novo na ciência de uma forma simples e aplicável.

3) Relacionamentos. A minha parceria de mais de 30 anos com o Villela (da Matta, com quem é casada e de quem é sócia), a relação com os meus mentores, os parceiros daqui e internacionais, os coaches que trabalham conosco… As pessoas fazem toda a diferença.

Qual a maior limitação que superou para chegar à posição atual?

Uma das grandes limitações que tive que superar foi que a de preferir o mundo da introversão. Ou seja, eu prefiro o mundo das ideias e poucas pessoas para recuperar minhas energias. Tive que superar isso para subir ao palco e dar treinamentos para centenas de pessoas. Hoje já sou uma extrovertida adaptada, passei por esse processo para chegar à posição atual.

Como embaixadora da felicidade, conta pra gente: o que faz a SUA felicidade, qual a aplicação de tudo o que sabe sobre isso no seu dia a dia?

A felicidade não cai no colo, tem que decidir ser feliz! E tem que praticar: é como aprender algo novo, vem da prática.

Hoje sou muito feliz porque tenho um senso de propósito forte, a certeza absoluta de que tenho o papel de contribuir com as pessoas, de transformar o Brasil num país melhor, de impactar o mundo. Vou estar na ONU no dia 21 de março, o Dia Internacional da Felicidade. Para mim, foi uma imensa alegria quando recebi o convite para estar lá no lançamento do World Happiness Report, porque a ONU faz parte de um dos meus planos de longuíssimo prazo: apresentar um projeto que impacte o Brasil e o mundo.

Outra coisa que me faz feliz é estar no controle da minha vida, usando meus talentos e forças para cumprir meu propósito, além de ter pessoas competentes e especiais comigo.

Sou também muito focada em realizações e conquistas, tenho metas e procuro atingi-las consistentemente e achar os caminhos para chegar lá. E finalmente trabalho as emoções, agradeço todos os dias as oportunidades e os recursos que tenho.

Então é isso: decida, pratique os pilares fundamentais da felicidade. Tenha senso de propósito, se engaje com a sua vida, busque suas metas, tenha emoções positivas, bons relacionamentos e, acima de tudo, evolua constantemente, empreenda todo o tempo e se torne uma pessoa melhor a cada dia.

Afinal, o que é ser feliz profissionalmente?

É amar o que você faz, fazer tudo muito bem feito, com competência e se sentir a melhor profissional da sua área. Contribuir com o meio ao seu redor, com o sistema do qual faz parte. E ter pessoas boas à sua volta.

Que lições tirou da sua carreira e que poderia compartilhar com outras mulheres?

A mais importante para mim é: nunca se encolha. Em todos os problemas, desafios, dificuldades que passei, a primeira tendência era me encolher. E sempre buscava o oposto, que era me expandir por meio da perseverança, da criatividade, do senso de propósito. Isso me ajudou a superar todo e qualquer desafio ao longo dessa jornada. Não se encolha jamais, brilhe, assuma quem você é, coloque suas metas e alcance-as!

Você observa diferenças na maneira de conduzir a carreira entre homens e mulheres? Se sim, pode nos dar algum conselho?

Existem, sim, diferenças. Homens geralmente são mais competitivos e agressivos, mas não é uma regra. Se puder dar um conselho seria: não se preocupe com isso! Não use como desculpa, não se apoie nisso. Faça metas claras, seja assertiva, comunique suas conquistas, busque seu espaço, galgue as posições que deseja. Se for competente, vai chegar aonde quer!

Você teria dicas ou etapas para atingir a felicidade profissional?

Vamos lá:

  1. Supere-se a todo momento. Procure evoluir e ser melhor a cada dia.
  2. Engaje-se com a sua vida! Esteja no controle dela, se envolva em tudo o que faz pessoalmente e profissionalmente. Use suas forças e talentos.
  3. Tenha uma missão, um senso de propósito muito forte que te guie a superar as dificuldades.
  4. Vivencie emoções positivas. Não espere que coisas boas aconteçam para sentir as emoções! Sinta as emoções por decisão própria. Emoções como amor, alegria, interesse, gratidão, entusiasmo. Decida: hoje quero estar mais amorosa, mais alegre, mais entusiasmada…
  5. Procure ter objetivos claros, metas desafiadoras de curto, médio e longo prazos. Aprenda a fazer suas listas de metas e traçar os caminhos para chegar lá. Se não sabe fazer isso bem, contrate um coach, é a melhor coisa a fazer.
  6. Cultive relacionamentos positivos. Encontre pessoas que te apoiem, que tenham valor, que adicionem para você e você para elas. Aproxime-se de pessoas com as quais valha a pena conviver e que contribuam com as pessoas à sua volta.

Esses tópicos são os pilares do “Projeto Semear”, que é a tese do meu mestrado na UNENN, e usei mais de 300 fontes bibliográficas para chegar a esses seis pilares fundamentais para a gente ser feliz.

Tome essa decisão de ser feliz e pratique coisas simples, como metas de desenvolvimento. Fazer uma meditação de 5 minutos todo dia, encontrar pessoas que possam te ajudar e que te inspirem, praticar a gratidão todos os dias… São coisas simples para aplicar as seis dicas acima.

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Chega de dúvidas! Conheça 5 técnicas para tomar decisões melhores http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/02/27/chega-de-duvidas-conheca-5-tecnicas-para-tomar-decisoes-melhores/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/02/27/chega-de-duvidas-conheca-5-tecnicas-para-tomar-decisoes-melhores/#respond Wed, 27 Feb 2019 07:00:10 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1717

Aprender a ouvir a intuição e pintar o cenário mais difícil: o que ajuda você a decidir mais rápido? (Foto: PEXELS)

Pedir aumento agora. Investir naquele curso caro. Largar tudo para abrir um negócio. Insistir um pouco mais no emprego sem graça.

Quantas dúvidas rondam sua cabeça dia e noite e permanecem sem resposta por dias, meses e até anos? A indecisão prolongada lhe deixa exaurida, desanimada, com a sensação de que “perdeu o bonde”. Eu sei, todas passamos por isso.

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A tomada de decisão muitas vezes vai ser, sim, dolorosa. Afinal, escolher um caminho exclui o outro, e ninguém quer sair perdendo. A dificuldade para priorizar é comum, queremos manter todas as possibilidades à mão — o que é insustentável.

Quantas vezes você ficou em cima do muro, e a vida decidiu por você? A pessoa enrola para sair do trabalho que detesta e acaba demitida; não toca o projeto inovador por medo e alguém faz na frente; e assim por diante.

Mas tomar decisão não precisa ser tão extenuante nem tão demorado. A seguir, proponho cinco técnicas que vão ajudar a acelerar o processo e clarear as ideias.

1 – Avaliar perdas e ganhos

Ferramenta muito utilizada em treinamentos de líderes, consiste em definir a decisão que precisa ser tomada em uma frase e listar o máximo de perdas e de ganhos ao escolher aquilo. É recomendável escrever, para que as ideias não fiquem perdidas.

Depois, é hora de analisar e comparar as perdas e os ganhos, perguntando-se:

  • como eu poderia minimizar as perdas?
  • como eu poderia maximizar os ganhos?

Com essas questões preenchidas, chega a hora de questionar o que traz menos danos e mais ganhos.

Esta, claro, é uma forma de tomar decisões estritamente racionais. Se depois disso ainda assim tiver dúvida, melhor adicionar uma ou mais técnicas abaixo para ajudar a desempatar.

2 – Pintar o pior cenário possível

Pode soar contraditório, mas é uma ideia boa para aplacar a ansiedade. Ao imaginar todos os cenários possíveis a partir da escolha feita, incluindo um em que tudo dá errado, você se sente mais segura com relação ao futuro. Nada parece imprevisível, aumentando a sensação de controle.

Aí entram as comparações.

Se o pior cenário de uma decisão ainda for melhor que a situação atual, é fácil saber o que fazer. Pode acontecer ainda de o pior cenário despertar o desejo de se preparar melhor ou buscar uma terceira via.

De qualquer forma, terá ganhado clareza sobre o porvir.

3 – Imaginar-se no auge da confiança

Funciona bem em situações em que o único entrave para uma mudança é o medo.

As perguntas a se fazer são: “se eu estivesse no auge da autoconfiança, como agiria diante disso?” e “que decisão eu tomaria se não tivesse medo agora?“.

A percepção de que o que está travando a escolha é “apenas” o receio de sair da zona de conforto estimula a decisão.

4 – Aprender a escutar a tal da intuição

Se você ACHA que quer mudar de emprego, a chance de que PRECISE fazer isso é imensa. Os palpites que pipocam na mente costumam ser poderosos e vir de sentimentos e constatações acumulados em meses.

A intuição, como bem explica Gary Klein no livro “The Power Of Intuition”, é fruto de experiência e preparo, algo natural no ser humano e ótimo guia para a tomada de decisões — não totalmente confiáveis, mas muitas vezes corretas.

Até porque a intuição não provém de algo sobrenatural (pelo menos não na definição usada neste texto e no livro de Klein). Nasce de experiências anteriores e análise do cenário atual. Seu palpite (ou intuição) de que algo não vai bem na empresa ou de que aquela pode ser uma boa oportunidade têm boas chances de estar certo.

Chances, não certezas. Mas existem certezas absolutas?

5 – Verbalizar o problema para alguém de confiança

O mais básico dos conselhos — e um dos mais eficientes.

Ao expressar o drama em voz alta você se entende melhor (é a mesma lógica de escrever).

Se o confidente em questão for do tipo que questiona com uma postura acolhedora, melhor. Isso vai ajudá-la a enxergar o que muitas vezes está embaixo do seu nariz.

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Trabalhar da cama é tendência! Descubra as vantagens e se é para você http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/02/21/trabalhar-da-cama-e-tendencia-descubra-as-vantagens-e-se-e-para-voce/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/02/21/trabalhar-da-cama-e-tendencia-descubra-as-vantagens-e-se-e-para-voce/#respond Thu, 21 Feb 2019 07:00:32 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1687

Se você prefere sair pouco de casa, incluindo para trabalhar e encontrar os amigos, considere-se parte da “tendência caseira” (FOTO: PEXELS)

Se puder, você leva o computador para a cama ou prefere pular logo dali e ir para o escritório? E à noite: fica louca para dar uma volta ou está perfeitamente feliz com Netflix e uma taça de rosé ou uma comidinha de delivery? Talvez você se identifique com o grupo crescente de pessoas, incluindo adolescentes, que, literalmente, paga para ficar em casa.

Digo literalmente porque o estilo de vida caseiro — ou “homebody“, batizado assim em uma matéria publicada na Vox — costuma vir acompanhado de um pacote de pequenos confortos. Não é difícil associar a onda ao crescimento de serviços de streaming, delivery de comidas e bebidas e até a serviços de assinatura pelo correio, aqui no Brasil e no mundo todo.

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Nos EUA, pessoas com idade entre 18 e 24 anos chegam a passar 70% a mais de tempo em casa que o restante da população. Entre os que têm até 30 anos, mais de 80% recusam convites para sair frequentemente — preferem uma boa noite de sono.

Um estudo da British Journal of Psychology com cerca de 15 mil pessoas de diferentes lugares e condições diversas ainda associou o gosto por ficar sozinho em casa ao nível de inteligência. Segundo os cientistas, as pessoas que encontram mais prazer e satisfação no lar doce lar que socializando tendem a ter QI maior.

Pensou em home office? Acertou

Talvez diante desses dados você esteja se sentindo mais esperta e conectada às tendências, hã? Mas, em termos de trabalho, a paixão pela cama e pelo dia a dia longe da rua está diretamente conectada à habilidade de render bem em sistema home office — e aí os problemas começam para muita gente.

Mesmo se não for adepta da “tendência caseira”, pode vir a precisar se adaptar à vida freelancer. Inúmeros estudiosos apontam para o crescimento do modelo de trabalho remoto e diluído, ou seja, não apenas para uma empresa, mas para várias e por períodos predeterminados, por job.

As vantagens são conhecidas: flexibilidade de horário, economizar tempo e dinheiro com deslocamento ou aluguel de espaço, não ter que responder para chefe são as principais.

Por outro lado, provavelmente esse sistema não lhe trará benefícios trabalhistas, exigirá mais proatividade para conseguir trabalhos e, sem dúvida, fará aflorar a necessidade de desenvolver disciplina.

Como render mais em casa

Há alguns entraves clássicos para quem precisa ou quer começar a trabalhar de casa, e a seguir trago dicas para solucioná-los.

  • Problema: ficar enrolando na cama. Solução: para quem gosta justamente de iniciar o dia respondendo e-mails da cama, isso não costuma ser um problema, está incorporado à rotina. Se não funcionar para você, levante-se e troque de roupa. Não precisa se arrumar como se fosse para o escritório, basta tirar o pijama e mudar de cômodo para entrar no “modo trabalho”. Ter um local da casa destinado a ser o escritório também costuma ser útil.
  • Problema: ser muito interrompida. Solução: se sua casa permitir, use a técnica de vários escritores — Stephen King, por exemplo — e isole-se em um cômodo, ou ao menos feche a porta. Não adianta? Mais ideias: converse com os outros moradores e peça para não ser interrompida; ou use a técnica de blocos de atenção de 90 minutos e vá checar as pessoas ou os animais nesses pequenos hiatos interblocos; ou coloque fone de ouvido e finja não ouvir para mandar o recado sem falar nada (essa dica é do guru Tim Ferrisss).
  • Problema: pular de uma tarefa para outra sem focar. Solução: aqui entra o velho e bom planejamento. Quando é sua própria chefe, você precisa estabelecer as prioridades do dia e fazer um acordo consigo mesma de cumpri-la. Falei várias vezes sobre isso na coluna (aqui tem dicas vindas da Psicologia Positiva para combater o estresse profissional). Mas o básico é: programe tudo um dia antes, no fim do “expediente” — e, se estabelecer até esse horário for um problema, leia abaixo.
  • Problema: nunca parar de trabalhar. Solução: tão comum quanto prejudicial, tem a ver com não estabelecer um horário de trabalho. Mesmo se ele mudar de dia para dia e for extremamente flexível, ao menos coloque um limite de horas por dia e controle. Colocar um alarme com a hora para fechar o computador e se afastar do celular ajuda. Mais uma ideia? Faça alguma atividade para demarcar o fim do trabalho: meditação, fazer comida, sair para se exercitar, tomar um banho. Crie um pequeno ritual.
  • Problema: sentir-se solitária. Solução: primeiro, pense se de fato você adere bem à onda “homebody“. Pode ser que não, que prefira trabalhar rodeada de pessoas, e tudo bem. Se gostar do home office na maior parte do tempo, porém, procure reservar um ou dois dias da semana para trabalhar em um café, ou marque almoços durante a semana. Esse respiro é importante não só para desanuviar, mas também para se manter conectada com o que acontece fora do seu universo particular.

 

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Desmotivada no trabalho? Veja como dar um gás nos 16 dias até o Carnaval http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/02/13/desmotivada-no-trabalho-veja-como-dar-um-gas-nos-16-dias-ate-o-carnaval/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/02/13/desmotivada-no-trabalho-veja-como-dar-um-gas-nos-16-dias-ate-o-carnaval/#respond Wed, 13 Feb 2019 06:00:15 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1638

Qualquer lugar é lugar! Use o calendário de atividades proposto neste post para ganhar clareza na carreira e ganhar motivação  (FOTO: PEXELS)

O mês mais curto do ano é também o que precede o Carnaval e o que a gente pratica o “deixa a vida me levar” sem dó nem piedade, certo? Não aqui nesta coluna! Justamente por isso, podemos usá-lo como o período ideal para tomar pequenas atitudes, uma por dia, que podem alterar seu rumo profissional e aumentar a motivação.

Já é conhecido o poder das pequenas metas, os chamados “passinhos de bebê”, para quem pretende fazer grandes mudanças, mas não tem possibilidade, coragem nem clareza de que caminho seguir.

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Por isso, o calendário de atitudes que listo a seguir tem como foco a tríade aumentar a clareza sobre o que quer + fomentar a automotivação + iniciar um planejamento — combo perfeito para dar os primeiros passos na transição de carreira tão desejada ou naquele projeto que anda empacado.

A ideia é que você chegue ao Carnaval (digo, à sexta dia 01/03) com a lição de casa feita e “comece o ano” depois dele com ainda mais motivos para celebrar. São 16 dias e 16 pequenas tarefas a cumprir, começando… já!

  1. Faça HOJE uma lista das mudanças que precisa fazer
    Mudanças grandiosas podem começar por pequenas listas. Escreva tudo o que queria que fosse diferente na sua vida e na sua profissão e escolha uma ou duas mudanças que dependam de você para começar já — sugiro uma profissional e uma pessoal.
  2. Liste todos os conhecidos que podem ajudá-la
    Partindo das pequenas mudanças que decidiu no dia 1, faça uma nova lista com as pessoas que conhece de perto ou não e que podem ajudar de alguma maneira no seu projeto. Marque um café (ou uma cerveja, você é quem sabe) com uma para a próxima semana.
  3. Comece a fazer um exercício físico diário
    A lógica desse calendário pré-Carnaval é se mexer, sair da inércia, até para comprovar que consegue realizar mais. Vamos ser mais literais nessa história de movimento e começar a fazer exercício. Pode ser caminhar para o trabalho, subir escadas… Pelo menos 20 minutos por dia, valendo!
  4. Use uma parte deste fim de semana para pesquisar
    Pegue sua lista de mudanças e comece a pesquisar. Google mesmo! Busque por livros, cursos, pessoas, leia artigos sobre o tema e crie uma pasta de referências no computador ou no Pinterest sobre o que quer para o futuro. Informe-se e inspire-se.
  5. Comece a dedicar uma hora por dia à leitura
    Leitura de artigos, mas também de livros, tá? Se pensa em mudar de área ou quer desenvolver a comunicação — útil em qualquer área –, ler vai ser uma mão na roda. Comece a meta de ler uma hora por dia com 10 minutos, depois 20… Vá aumentando.
  6. Organize as finanças e pare de tapar o sol com a peneira
    Não saber quanto entra e quanto sai de dinheiro, endividar-se, não poupar… Tudo isso gera angústia e atrasa os planos profissionais. Primeiro, porque você pode se sentir presa em um trabalho de que não gosta. Segundo, porque isso tende a afetar o equilíbrio emocional. Caia na real e olhe para a conta!
  7. Reative um antigo mentor profissional e peça conselhos
    Um professor em quem sempre confiou, ex-líder ou ex-colega de baia ou aquela amiga que você classifica como “fada sensata”. Peça conselhos, conte suas vontades, troque informações com quem torce por você.
  8. Comece a fazer uma agenda
    Parece banal, mas o simples fato de ter os compromissos anotados dá uma sensação de controle aumenta a confiança. Use a agenda do Google mesmo, ou uma de papel. Anote não só compromissos profissionais como exames marcados, lembretes para falar com pessoas e, claro, as missões diárias deste calendário.
  9. Faça uma faxina de programas, pessoas e gastos
    Vamos usar a seguinte lógica: para entrar mais leitura, pessoas do bem e novos projetos na sua vida, algo tem que sair! Que seja o que não lhe faz bem ou rouba tempo! Remova os sugadores de energia que descrevi na semana passada, incluindo compromissos inúteis, pessoas, gastos…
  10. Escolha uma tarefa atual para fazer com excelência
    Não importa com que trabalhe, sempre há algo a ser feito de maneira excelente. O guru Tom Peters é um dos grandes defensores da excelência como forma de deixar sua “marca” no mercado. Opte por uma tarefa que merece toda a sua atenção e que lhe traga visibilidade. Treine ser excelente.
  11. Faça uma análise cuidadosa de suas qualidades e defeitos
    O que você tem de melhor? E quais falhas precisa corrigir? Responder a essas duas perguntas com sinceridade e calma faz maravilhas por você, porque abre os olhos para o que de fato precisa ser exaltado (você anda usando bem o que faz bem?) e melhorado. Importante: isso aqui não é para se martirizar, mas para sair com atitudes!
  12. Liste 3 melhorias que precisa fazer na sua “imagem”
    Pensando imagem aqui como mais do que roupas e corte de cabelo — embora possa incluir isso. O que você pode fazer para transmitir uma imagem mais coerente com seus sonhos profissionais? Pense em postura, comportamentos, conhecimentos, habilidades… Escolha os itens mais importantes para “repaginar”.
  13. Entre em contato pela internet com quem pode lhe ajudar
    Com quem gostaria de falar para saber mais sobre algo que ama? Mande mensagem ou procure eventos gratuitos nos quais essas pessoas estarão presentes para ouvi-las.
  14. Matricule-se em uma atualização ou curso rápido
    Se depois da sua limpa financeira tiver sobrado dinheiro, pode ser uma boa fazer um curso breve para entender se realmente curte aquela nova área ou melhorar o currículo. Se estiver sem grana, ok, há muitos cursos e vídeos gratuitos na internet. Comece!
  15. Crie uma rede de apoio profissional com amigas
    Dividir as angústias profissionais e o desejo de tocar algum projeto diferente com uma ou mais amigas faz maravilhas pela motivação. Crie essa rede de apoio em um grupo de WhatsApp.
  16. Faça uma linha do tempo do que quer realizar em 6 meses
    Chegamos ao último dia, hora de dedicar um tempinho para traçar uma linha do tempo de seis meses, demarcando objetivos mês a mês. Não precisa ser nada imenso. Inspire-se nesta lista e inclua pequenos avanços. Qual seu objetivo daqui a seis meses? Trace os passos para chegar lá e coloque na linha do tempo. Aí é só partir para o seu Carnaval!
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7 vampiros de energia que podem estar sabotando seu trabalho http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/02/06/7-vampiros-de-energia-que-podem-estar-sabotando-seu-trabalho/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/02/06/7-vampiros-de-energia-que-podem-estar-sabotando-seu-trabalho/#respond Wed, 06 Feb 2019 06:00:13 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1643 Você já deve ter percebido que algumas coisas, situações, trabalhos ou pessoas deixam você mais ou menos energizada, certo? Já pensou em fazer um inventário disso para ter mais clareza sobre o que anda roubando sua produtividade? Pois é o que proponho neste texto: uma pausa para entender o que pode estar minando sua ação no dia a dia, silenciosamente.

Sabe aquele colega que interrompe o tempo todo ou que reclama todo dia? Não seria ele um vampiro de energia no seu dia a dia? (Foto: PEXELS)

Tempo + energia = produtividade em alta

Costumo dizer que a dupla tempo e energia forma o tecido do qual é feita a produtividade. Sem tempo livre, você não consegue encaixar o que realmente precisa fazer para atingir seus objetivos e cumprir seu propósito de vida — aquilo que dá sentido a tudo o que faz, sabe? E sem energia não tem como produzir nada! Falo de energia física, mental e até espiritual.

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A energia tem a ver com muitos fatores, nem sempre tão tangíveis. Começa pela alimentação, o movimento do seu corpo, sua saúde.

Avança para a distribuição, a natureza e a qualidade das tarefas que faz no dia e continuamente. Os hábitos, os horários, o seu trabalho, o que consome em termos de informação todo dia.

Culmina na troca com as outras pessoas — não subestime o poder dos relacionamentos inclusive na esfera profissional — e a troca de você com você mesma, ou seja, seu diálogo interno.

Um balanço da energia profissional

É muita coisa afetando seu equilíbrio, então vale a pena perguntar a si mesma:

  • Como anda meu nível de energia para trabalhar?
  • Como ele varia ao longo do dia? 
  • O que anda me afetando negativamente?
  • O que me faz bem e me sentir cheio de vida? 
  • O que preciso alterar agora para melhorar minha energia?

7 possíveis vampiros “energéticos”

Para ajudar na missão pró-energia, listo a seguir alguns dos mais comuns “vampiros” no dia a dia de trabalho. São fáceis de identificar, e você pode (tentar) cortar alguns deles já.

Vamos a eles:

  1. Colegas que interrompem e pedem ajuda o tempo todo: isso tem mais a ver com a sua incapacidade de dizer não que com o comportamento deles. Ajude, sim, mas priorize as suas tarefas para então poder dedicar mais tempo aos outros, a não ser que seu trabalho seja justamente esse. Peça para não ser interrompido em um período de tempo e diga que vai auxiliar assim que conseguir. As pessoas podem torcer no nariz na hora, mas se acostumam.
  2. Grupos de WhatsApp: por meio de memes ou discussões quilométricas, os grupos são ladrões de atenção que devem ser acessados fora do trabalho. A cada pausa para espiar um grupo você leva em média 15 minutos para retomar a atenção inicial. É muito tempo ao longo do dia, e muita energia dispensada! Remova as notificações e isso já vai lhe poupar muito tempo e energia.
  3. Alimentação pesada: não vou detalhar quais alimentos provocam a sensação de letargia pós-almoço (deixo isso com nutricionistas), mas aconselho a observar seu corpo e como ele reage a determinadas refeições. Dependendo da qualidade e da quantidade que come, você pode ter uma baixa de energia facilmente confundida com desânimo. Observe-se!
  4. Pessoas que reclamam de tudo ou falam mal de todos: mau humor e reclamação são contagiantes, e você já sentiu isso. Não seja você a pessoa que fomenta as fofocas ou as lamentações diárias no escritório! Tente mudar a postura e não alimentar essas conversas. Por mais difícil que esteja a situação, deixe os desabafos para momentos pontuais. Se forem rotina, viram também vampiros de energia.
  5. Sua ruminação mental sobre os pedidos da chefia: todo mundo já passou por aquele momento de “birra” dos superiores. É normal, aceitável. Porém, entregar-se a isso é muito mais prejudicial para você do que para eles. Procure se policiar para não entrar em um “looping” de pensamentos negativos a cada solicitação ou reunião. Enquanto estiver nesse trabalho, faça o melhor. Caso esteja insatisfeita, vá para ação! Comece a se mexer para procurar outro trabalho ou mudar de  área — só essa perspectiva já aumenta seu nível de energia!
  6. Falta de organização ou de rotina: quanto tempo você demora para entender onde estão os documentos? E para determinar o que vai fazer primeiro? Ou ainda para organizar os e-mails? Trocar de roupa? Ter um sistema de organização, especialmente para o trabalho, é essencial para poupar energia e tempo. Há inúmeras técnicas para isso. Deixei acima links de colunas anteriores para ajudá-la na missão.
  7. Fazer uma “to do list” diária imensa: muita gente acha que fazer uma lista de tarefas com tudo o que vier à cabeça é suficiente para organizar o dia. É até saudável, mas não resolve se for mal feita. Cada vez que você olha para aquela lista imensa e constata que não fez nem metade dela, uma frustração imensa aparece e rouba sua empolgação. Diminui também a autoeficácia (a crença que você tem de que consegue realizar). Inúmeras pesquisas mostram que tendemos a calcular mal o tempo que levamos para cada tarefa. Então, vai uma dica prática: quando fizer sua “to do list” para amanhã remova pelo menos a metade do que pôs lá. Só de ver que riscou mais itens no fim do dia, sua energia já será outra!
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4 lições de carreira de Lady Gaga, do início até “Nasce Uma Estrela” http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/01/30/4-licoes-de-carreira-de-lady-gaga-do-inicio-ate-nasce-uma-estrela/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/01/30/4-licoes-de-carreira-de-lady-gaga-do-inicio-ate-nasce-uma-estrela/#respond Wed, 30 Jan 2019 06:02:48 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1616

Com Bradley Cooper no badalado “Nasce Uma Estrela”: mais um talento revelado ao público (Foto: Divulgação)

“Nasce Uma Estrela” colocou Lady Gaga nos holofotes de uma maneira diferente, como atriz e sem máscaras. Pela primeira vez em muito tempo — na verdade, desde que se tornou famosa, há mais de dez anos — podemos vê-la sem peruca, excesso de maquiagem, roupas extravagantes. E gostamos do que vemos.

O filme está fazendo um sucesso estrondoso e levou Gaga a concorrer a dezenas de prêmios: está indicada como melhor atriz e melhor canção no Oscar e no Grammy também pelo hit do longa, “Shallow”. Levou várias estatuetas nos últimos meses, entre elas o de melhor atriz e melhor música no Critics Choice Movie Awards e um no Globo de Ouro por melhor canção.

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O que Gaga tem, além do inegável talento musical? Bem, ela reúne algumas das características comuns a profissionais de sucesso. Persistência, ousadia e gerenciamento inteligente da imagem pessoal, para início de conversa.

Já estive frente a frente com Lady Gaga, em 2011, quando assinou uma coleção de maquiagens com renda revertida para fundos contra a Aids. Ela desfrutava o sucesso de “Born This Way” e circulava com próteses no rosto (que pareciam implantadas, mas não eram). Causava um estranhamento proposital e não trazia respostas prontas. Seu posicionamento era tão forte quanto sua imagem. Sua ode ao “diferente”, ao desencaixado dos padrões, reforçou o relacionamento peculiar e próximo com os fãs, outro fator de sucesso da artista.

São várias lições profissionais — algumas delas decifradas aqui.

1) Ter uma visão clara e persistir no objetivo

Gaga nunca teve problema em dizer que se achava uma estrela. Uma estrela desencaixada, mas uma estrela.

Aprendeu a tocar piano nova, aos 4 anos, e passou a se apresentar na pré-adolescência. Tinha essa visão clara do que queria e persistiu, da cena underground de Nova York até os grandes palcos, resistindo a incontáveis nãos.

E aí está nossa lição #1 de carreira: ter clareza do que quer e persistir naquilo envolve superar as negativas que inevitavelmente aparecem. Não só Gaga foi rejeitada, mas a maioria absoluta das pessoas de sucesso levaram “foras” profissionais que trouxeram aprendizado e fortaleceram seu desejo de dar certo. 

Se você se encontra entre “nãos” hoje pense nisso. Se a visão for clara (ou seja, se tiver um objetivo), você pode ajustar a rota, mas isso não significa desistir.

2) Criar uma imagem marcante e polêmica

Vestida de carne, de borracha, irreconhecível. Gaga usou o tapete vermelho sabiamente: seu visual era tão exótico que ficava impossível para qualquer veículo de imprensa ignorar sua aparição. Ela estava em todas as reportagens e galerias sobre o estilo das famosas. E isso a fazia ser lembrada.

Nos palcos e no tapete vermelho, Gaga surpreende na estética e torna impossível para os veículos não noticiarem sua presença (Foto: Divulgação)

Sua gestão de imagem é uma das mais bem-sucedidas entre os pop stars porque a fez se destacar da multidão, gerar interesse. A gestão de marca pessoal — ou branding pessoal, se assim preferir — envolve não só cabelo, maquiagem e roupas, mas a postura. Gaga manteve um discurso coerente anos a fio, sem medo de ser diferente.

Gostando ou não, todo mundo sabia que ela existia. Hoje, ainda mais, embora já não “precise” de looks exuberantes para ser notada. Gaga sabe desconstruir a própria imagem que criou, mas isso é assunto para outro tópico.

Ao contrário do que prega o senso comum, o gerenciamento de imagem não beneficia somente os artistas. Entender o poder do que veste, do que diz e das associações que faz é parte fundamental da diferenciação do mercado. A primeira impressão é formada em média em sete segundos — é o tempo que se tem para ser ou não lembrada de maneira positiva. Ou simplesmente ser lembrada…

Varia de profissão para profissão quão extravagante pode ser sua imagem. A polêmica diferencia e pode ser efetiva, mas é arriscada. E sempre haverá um meio-termo para você. Criar uma marca, acentuar sua personalidade em acessórios e corte de cabelo, bem como em posicionamento diante de determinados assuntos e comportamentos constantes.

Que imagem você transmite hoje? Você some na multidão ou é fácil lembrar de você? Tem algum diferencial ou característica marcante? Pelo que costuma ser lembrada? Faça essas perguntas a si mesma se quiser usar a imagem a seu favor, em qualquer área de atuação.

3) Manter um discurso coerente e fiel ao seu público

Mantendo um discurso coerente e direcionado aos seus “desajustados” — como ela mesma se caracteriza –, Gaga criou uma relação peculiar com os fãs, a quem chama de “little monsters“. Usou Twitter e Facebook todos os dias para fortalecer esses laços quando isso era muito menos óbvio do que hoje. Entendeu desde o início que seu sucesso se daria graças à existência de um público disposto a aplaudi-la.

E você, entende isso? Tal visão é especialmente valiosa para quem pretende usar as redes sociais como instrumento de divulgação do trabalho. Frequentemente os profissionais esquecem que criar conteúdo para a internet envolve pensar no que o outro quer ler/assistir/consumir. Envolve interação! 

Conhecer seu público ou interlocutor é uma das chaves da boa comunicação. Vale pensar nisso também na hora do networking. Quando fizer contatos, observe com quem fala, pergunte sobre ele, procure criar uma conexão verdadeira. Assim como os fãs de Lady Gaga, seus seguidores ou colegas querem ser ouvidos, querem ser vistos, querem respeito. O ser humano quer atenção (inclusive você).

Poucas coisas são mais sedutoras e efetivas nas esferas profissional e pessoal quanto dar atenção ao outro. Experimente.

4) Correr riscos mesmo depois de atingir o sucesso

Gaga poderia ter se contentado com a linha musical que a fez ganhar centenas de prêmios e fama desde 2008, ano de lançamento do álbum “The Fame”. Claro, ela se manteve no pop, porém deu passos inesperados, que a tiraram da zona de conforto. Não como um tiro no escuro: além de mantê-la desafiada artisticamente, essas invenções artísticas fizeram parte de uma estratégia para ganhar visibilidade e se manter relevante no cenário de abundância de informação e novos talentos. 

Surpreendeu os fãs ao dar um passo ao lado de sua carreira no pop para cantar jazz com Tony Bennett (Foto: Divulgação)

Sempre há algo novo sobre Gaga, um Single, um vídeo, um projeto… De preferência anunciado pela própria (o controle da imagem, lembra?) antes para os fãs. Para isso, se envolve em parcerias que podem fugir do óbvio. Já fez clipe com Beyoncé, mas também cantou jazz com Tony Bennett, antes de sua mais recente ousadia, que foi protagonizar “Nasce Uma Estrela”.

Do ponto de vista da imagem, também surpreende. Hoje não se sabe se ela vai aparecer no red carpet fantasiada como a “antiga Gaga” ou vestida dela mesma. A artista sabe surpreender e criar expectativa sobre sua presença. 

E isso nos leva à última lição de carreira deste post: correr riscos sempre, para se manter no topo. O que a levou a atingir resultados incríveis na carreira pode não suficiente para os próximos passos. E aí? É hora de se desafiar, aprender habilidades novas, mudar a estratégia, testar novas possibilidades e, por que não?, surpreender. Pense em como isso se aplica à sua carreira.

Se sua imagem antiga não condiz com o que quer daqui para frente, o que precisa mudar? Como vai começar a se reposicionar? Caso já tenha atingido o que queria, mas sente que o mundo está mudando rápido demais e precisa se atualizar, comece a se mexer para isso! Saia da zona de conforto, começando por estudar um tema desafiador ou convivendo com ideias e pessoas diferentes de você.

Mais um detalhe: parte do sucesso de Gaga está em criar uma rede de apoio que inclui não só os fãs como parceiros de peso. Faça o mesmo.

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Quer tirar o plano B do papel? Comece agora e siga esses 10 passos http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/01/23/quer-tirar-o-plano-b-do-papel-comece-agora-e-siga-esses-10-passos/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/01/23/quer-tirar-o-plano-b-do-papel-comece-agora-e-siga-esses-10-passos/#respond Wed, 23 Jan 2019 06:00:41 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1604

Você não tem bola de cristal para saber se o plano B vai vingar… Mas pode fazer algo para que isso aconteça começando por hoje. Que tal? (Foto: PEXELS)

A grande dificuldade — e também desculpa — para não mudar de área, de trabalho ou de CLT para PJ é a falta de tempo para começar a trabalhar no plano B. Pode ser que você também esteja presa numa espiral expressa por frases “como encaixo isso na agenda se trabalho o dia inteiro?” e “não sei por onde começar”.

A grande sacada, porém, é justamente começar. Mesmo se ainda não visualizar como vai gerenciar o tempo nem tiver certeza do prazo final.

Saia da inércia, trace um plano com as informações de que dispõe agora e vá aperfeiçoando no caminho. E na prática, #comofaz? É o que você vai ler no passo a passo a seguir.

1) Escolha apenas um plano B dos vários que pensou

Você deve ter várias ideias de planos B, diversas possibilidades à vista e inúmeros talentos a explorar. E pode estar aí a razão para tanta hesitação: você tem opções demais e não consegue escolher apenas uma para se dedicar. É a tal da síndrome do Netflix travando a sua carreira! Chega, né?

Liste todas as ideias de projetos que você gostaria de tocar para ser mais satisfeita na vida profissional e escolha aquele que faz seu olho brilhar e parece viável. Guarde o restante da lista e deixe ali, para um momento futuro.

2) Encontre seus “gaps”

Uma vez escolhido um projeto para se dedicar, é hora de fazer outra lista: a de “recursos” necessários para fazer a ideia se concretizar. Entram aqui recursos financeiros e humanos (pessoas a contratar e habilidades que você precisa desenvolver). O que falta para que você se sinta mais apta a levar o plano adiante?

Apenas tenha cuidado para não empacar nessa etapa, achando que nunca está pronta, que nunca sabe o suficiente para dar andamento ao que quer. Você pode e deve ir se aperfeiçoando no paralelo, enquanto começa a agir em outras esferas do plano B.

3) Escolha um “ponto de apoio”

Para servir de ombro amigo, para trocar impressões ou segurar a onda quando necessário (dinheiro, filhos, inseguranças ou qualquer outra “onda” que faça sentido para você).

É uma figura confiável que pode saber dos seus planos, mas não necessariamente estar em sociedade com você. É bom não pular essa etapa porque empreender costuma ser solitário e ter alguém para dividir a saga ajuda emocionalmente.

4) Trace um plano com prazos

Você escolheu um projeto, começou a se preparar e contou para uma pessoa confiável? Então está mais do que na hora de colocar o objetivo no papel. Não precisa ser complexo, mas o plano precisa existir na prática. Qual a ideia? O que ela tem de diferencial? Quais são as prováveis etapas para chegar lá? E os prazos para cada etapa? Que prazo você imagina para finalizá-la?

Eu disse “imagina” de propósito. Talvez você não entenda muito bem qual seria o prazo final, mas precisa partir de algum lugar… mesmo que seja de um palpite. Palpite este que pode tranquilamente ser ratificado ou rechaçado depois. Ok! Só não vale parar.

Um roteiro assim ao menos ajuda a visualizar o que quer e motivar.

Claro que se for um empreendimento maior, vale a pena procurar um especialista e traçar um business plan, mesmo que simplificado, para mapear tarefas que talvez sozinha você não preveja.

Ah, e seja qual for seu caso, não saia da etapa 4 sem definir os primeiros passos. Lembre que sair da inércia é o objetivo número 1.

5) Comece a guardar algum dinheiro

Mesmo se não precisar e a necessidade de verba extra não estiver prevista no seu plano de mudança, vale a pena poupar, porque isso costuma trazer uma sensação de segurança e comprometimento. Se você abre mão de algo por esse plano B, ele começa a ficar mais real, palpável.

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6) Trabalhe nos fins de semana

Que lindo se você tiver energia para encaixar a dedicação extra no fim do expediente ou estiver engajada no tal Milagre da Manhã, acordando às 5 horas… Se não for o caso, é melhor assumir que vai precisar trabalhar uns bons fins de semana para se concentrar no projeto “vida nova”.

De pesquisas na internet a novos contatos, de planilhas a compra de materiais… as atividades relativas ao plano B tomam tempo. Quanto menos dedicar a ele por semana, mais o prazo vai esticar. Uma escolha.

Seja qual for a data e o local usado, é bom se certificar de não ser interrompida (o que rouba a atenção e induz a erros) e de criar uma agenda contínua de dedicação.

Duas semanas sem lembrar que o plano B existe e você pode voltar à estaca zero. Aí surgem o desânimo para recomeçar, a baixa confiança e, claro, as desculpas.

7) Faça testes em pequena escala

Os donos de start-ups bem-sucedidas sabem disso: é preciso fazer testes sem grandes possibilidades de prejuízo para saber se a ideia genial da sua cabeça é tão genial aqui fora.

Pense em como essa máxima se aplica ao seu negócio. De um perfil novo no Instagram à distribuição de samples, de uma pequena temporada em outra cidade a um trabalho freelancer na área nova, defina qual o teste a fazer em curto prazo.

Essa etapa traz insights sobre o que alterar enquanto ainda é fácil.

8) Avise pessoas-chave sobre a empreitada

Guardar a ideia a sete chaves é bom até a página dois. Chega um momento em que você já avançou na preparação e acionar parceiros passa a ser interessante. Não se trata de escancarar a ideia, mas de saber como e para quem falar sobre ela. Futuros investidores? Potenciais clientes? Entendidos no tema?

Outro lembrete: não se travar com a ideia original do projeto. Pode ser que ao longo dos meses pessoas lancem coisas similares ou que o mercado mude. Pois adapte o plano B ao cenário sem sofrimento.

E isso nos leva à próxima etapa.

9) Revise as metas e os prazos

Rever o que planejou pode e deve ser feito durante todo o processo. As conjunturas externas e as etapas mal calculadas trazem essa necessidade, o que não precisa ser motivo de autoflagelo. O plano está ali como um norte, não uma sentença.

Só não mude o que planejou toda hora, marque momentos para acompanhar o andamento das tarefas — uma vez por semana está ótimo.

10) Assuma o plano B antes de se sentir 100% confiante

Você já deve ter lido algo sobre começar antes de estar pronta. É um bom lembrete de que, se você esperar as condições ideais,  talvez elas nunca venham e você perca o timing para divulgar sua ideia para o mundo. Por isso o prazo é tão importante. Ele funciona como um empurrão para sair da toca, mesmo morrendo de medo.

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Perfeccionista ou relapsa? Entenda qual o meio termo que o mercado quer http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/01/16/perfeccionista-ou-relapsa-entenda-qual-o-meio-termo-que-o-mercado-quer/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/01/16/perfeccionista-ou-relapsa-entenda-qual-o-meio-termo-que-o-mercado-quer/#respond Wed, 16 Jan 2019 06:00:59 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1579

Priorizar tarefas e entender que autenticidade é valorizada no mercado hoje: pense nisso antes de esperar que 100% dos “jobs” saiam perfeitos (FOTO: PEXELS)

Você já deve ter lido em alguma matéria com dicas de carreira que apontar “perfeccionismo” como um defeito na entrevista de emprego virou motivo de chacota. Pudera: o candidato que diz isso lá no fundo não enxerga a mania de perfeição como um defeito real, mas como uma qualidade, e diz isso para se esquivar de confessar falhas profissionais das quais se envergonha. Tipo dificuldade com cumprimento de prazos, baixa inteligência emocional, pouca capacidade de liderança ou baixo conhecimento técnico…

Mas, de fato, ser perfeccionista pode ser um entrave não só para o desenvolvimento profissional, como para a satisfação pessoal. É, no fim das contas, um defeito!

Pesquisa de 2017 mostrou que os níveis de perfeccionismo aumentaram nas últimas três décadas em relação às gerações anteriores. O estudo foi feito em Inglaterra, Canadá e Estados Unidos e associou o aumento do número de perfeccionistas ao boom de  ansiedade, depressão e problemas de autoimagem no mesmo período.

Um vício paralisante

Expert no tema, Brené Brown classificou a prática como autodestrutiva e viciante e explicou que “a necessidade de ser o melhor está relacionada, no fundo, ao medo de nunca ser suficiente”. Como se a aprovação só pudesse vir de uma entrega perfeita.

E, claro, a entrega perfeita demora mais, causa mais sofrimento e, convenhamos, pode nunca vir — afinal, como atingir a perfeição no trabalho? É um conceito individual… Os perfeccionistas sabem do que estou falando!

Além de pouco produtivo e sofrido, o perfeccionismo pode ser paralisante.  

Nada mais equivocado em termos do que as empresas buscam nos profissionais hoje. Em reportagem recente na revista “Entrepreneur”, jornalistas perguntaram a profissionais em altos cargos e de inovação quais seriam as principais tendências de mercado para 2019 e pelo menos um terço deles citou a autenticidade como chave para a sobrevivência de empresas e profissionais.

E autenticidade pressupõe ser diferente, ter defeitos, ser melhor em umas coisas que em outras e, veja só, assumir isso. É sobre “ser você” em vez de ser perfeita.

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Os 4 pilares do profissional “bom o suficiente”

Para um perfeccionista, a ideia de diminuir o nível de exigência é uma tragédia. Mas listei aqui quatro pensamentos que podem ajudar a entender por que o meio termo entre a perfeição e o desleixo é mais adequado aos tempos atuais.

Como seria o profissional produtivo, mas não “perfeito”, então:

  1. Entrega o melhor possível, mas tem agilidade. Ele cumpre prazos na maior parte do tempo e consegue entender que existe um limite para a quantidade de revisões do trabalho. Busca fazer seu melhor, mas não se martiriza diante de erros.
  2. Sabe priorizar as tarefas sem precisar de microgerenciamento. Para aumentar a performance, aprende a detectar o que é mais importante para os resultados da empresa ou o reconhecimento do seu trabalho e dedica mais tempo e atenção a isso. E o faz por conta própria! Aprender a priorizar é escolher conscientemente as tarefas que precisam ser nota 10 e as que podem ser 7 ou 8 .
  3. Pede mais prazo ou joga limpo diante das dificuldades. Se o profissional se liberta da ideia de ser perfeito, sente-se à vontade para renegociar prazos e fazer perguntas, pedir informações sobre o que não entendeu. Não tem problema em vez ou outra expor seus pontos vulneráveis porque quer melhorá-los dia a dia. Prefere o desenvolvimento contínuo em vez de uma falsa imagem de sabe-tudo. 
  4. Procura ser acima da média no que é sua maior habilidade. É um passo a mais na priorização. Requer, além do alinhamento de expectativas com a empresa, autoconhecimento. Na prática, você entende  no que é boa e se esmera na sua praia, sabendo que assim terá mais chances de se destacar. Nas demais esfera, busca o aperfeiçoamento e se desafia, porém seu a “neura” de precisar dominar o tema.

Mais dicas práticas para combater o perfeccionismo

  • Entenda que criatividade, carisma e outros pontos que lhe tornam interessante tendem a vir justamente dos seus diferenciais e muitas vezes das imperfeições;
  • Aceite que para se diferenciar no mercado atual é preciso cultivar a autenticidade e pergunte-se: “o que me diferencia?”. Procure seus pontos fortes e seus desafios sem usar o termo “defeito”;
  • Faça uma lista de todas as atividades do trabalho e crie uma priorização. Você pode dar nota mais alta para as que precisam ser próximas da perfeição (lembrando que perfeição é uma meta inatingível) e mais baixa para outras. Mais uma ideia: separe as tarefas entre as que demandam tempo e precisam estar impecáveis e as que precisam ser entregues rapidamente, custe o que custar. Parece difícil, mas funciona.
  • Limite o uso da rede social, principalmente se notar que a comparação está fazendo mal à sua autoestima;
  • Estabeleça prazos mais curtos para a entrega e se comprometa publicamente com isso. Assim você se certifica de que vai largar o osso naquela data. Sim ou sim!

 

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