Bru Fioreti http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Tue, 21 Jan 2020 07:00:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Quer ter mais foco e energia? Novo livro traz 9 dicas práticas http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2020/01/21/precisa-aumentar-foco-e-energia-novo-livro-traz-9-dicas-praticas/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2020/01/21/precisa-aumentar-foco-e-energia-novo-livro-traz-9-dicas-praticas/#respond Tue, 21 Jan 2020 07:00:58 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2682

Qualidade do sono, refeições regradas e exercícios matinais constantes: eis a tríade pró-saúde e bem-estar do dr. Suhas Kshirsagar

Dormir mal. Ter quedas de energia durante o expediente. Viver estressada além da conta. Pular refeições no trabalho. Exagerar na esbórnia alimentar noturna. Não conseguir manter uma rotina de exercício físico.

A lista de disfunções que a vida de muito trabalho provoca é grande e talvez você tenha se identificado com algumas delas. Mas seriam elas provocadas pelo trabalho?

Veja mais:

Em parte… Mas está nas nossas mãos ajustar o que for possível para respeitar nosso relógio biológico, que vai ficando desregulado ao longo da vida devido às más escolhas da vida moderna.

Esta é a premissa do novo “Mude seus horários, mude sua vida”, livro do dr. Suas Kshirsagar cuja tradução acaba de chegar ao Brasil. A premissa da obra é ensinar “como usar o relógio biológico para perder peso, reduzir o estresse, dormir melhor e ter mais saúde e energia”.

Você faz parte da natureza

O livro mistura descobertas da ciência moderna com a milenar Ayurveda para nos provocar sobre a relação que desenvolvemos com o tempo, a alimentacão, os exercícios físicos e principalmente o sono.

Por que isso está aqui, numa coluna que primordialmente fala sobre o trabalho? Porque sem esses elementos resolvidos, a performance cai e felicidade na carreira mais ainda.

Não somos uma esfera só da vida.

E mais: somos parte da natureza. Temos, todos (incluindo outros animais e plantas) um ritmo circadiano, que ocorre num período de 24h e é, segundo o livro, o elo entre a sabedoria ayurvédica e a cura da ciência das doenças crônicas. A função celular muda de acordo com a hora do dia, pesquisadores ganhadores do Nobel comprovaram.

Considerar a existência de um relógio biológico e implementar práticas que o regulem e diminuam o que chamam de “fadiga generalizada”, eis a defesa de pesquisadores e do autor do livro.

“O corpo é um instrumento complexo que reflete quem você é. Quando você fica infeliz, seu corpo lhe fala sobre sua infelicidade. Quanto mais você o ignora, mais alto ele se expressa.”

Se essa frase faz sentido para você, deve aproveitar especialmente as dicas a seguir — alguns dos seus conselhos e técnicas mais interessantes e aplicáveis para todos, embora o autor frise que temos peculiaridades e que devemos aprender a ler os sinais do nosso corpo.

E acrescento, independentemente das dicas que elenco aqui, consulte SEMPRE seu médico.

Regulando o relógio biológico, segundo Kshirsagar

  1. Tente ter mais autoconsciência e entender sobre seus horários e sua rotina. Não fique no piloto automático, em vez disso faça-se sempre a pergunta “como me sinto?” e as seguintes (pode ser em um diário de bem-estar). Que horas você acorda? Acorda bem? Toma café da manhã? Almoça o quê e a que horas? Caminha durante o dia, se mexe? Come lanchinhos? Como se sente, qual sua energia durante o dia de trabalho? Dorme no mesmo horário? Rola na cama antes de dormir? Essas perguntas ajudam a destrinchar como andam seus horários e a quantas anda seu relógio biológico. E a entender o que precisa ser regulado para melhorar a qualidade de vida.
  2. Durma sempre no mesmo horário e vá para a cama no máximo às 22h30. Embora Kshirsagar baseie boa parte do livro em conselhos específicos para os chamados doshas, os tipos Vata, Pitta e Kapha da Ayurveda, algumas das dicas baseadas no trio sabedoria milenar + pesquisas científicas + experiência com clientes valem para quaisquer tipos. Dormir mais cedo é a principal delas — mesmo para quem se considera noturno. Vá deitar sempre na mesma hora para educar seu corpo a liberar os hormônios certos na hora certa. Para quem precisa ter mais energia, concentração e fazer melhores escolhas alimentares, o sono — ele diz — é a solução que vem primeiro.
  3. Almoce sempre que possível às 12h. Ter a refeição mais substancial do dia às 12h é uma das bases do método do dr. Kshirsagar. Ele diz que isso facilita a manutenção do peso e reduz a incidência de problemas digestivos. Com isso, o autor defende, você vai reduzir  a quantidade de snacks ao longo do dia. Ele indica ainda cortar os lanches noturnos. O jantar deve ser cedo (por volta de 18h30) e conter cerca da metade da quantidade do almoço. 
  4. Tente fazer exercício, mesmo que bem leve, de manhã. E antes do café. Não estamos falando de exercícios intensos, mas de 20 minutos de caminhada leve, alongamento ou movimentos de ioga, apenas para despertar o corpo. Com o tempo pode-se aumentar a intensidade. Além de explicar pela lógica da Ayurveda, Kshirsagar apresenta estudos comprovando que são mais eficientes para o metabolismo que prática intensa de exercícios no final da tarde ou à noite.  “A maioria não precisa de tanta atividade física quanto pensa. Passar uma hora na esteira no fim do dia não vai lhe servir tanto quanto 20 ou 30 minutos de exercício assim que você acorda”, explica. Se possível, faça ao ar livre. 
  5. Pratique atividades físicas todo santo dia. Reiterando: isso ajuda a regular o sono e aumenta a energia. Um estudo com pessoas que sofriam de fadiga crônica mostrou que, ao fazer exercícios de baixa intensidade regularmente, 60% delas aumentaram o nível de energia ao longo do dia.
  6. Pare de contar calorias. O autor diz que isso vem da crença equivocada de que seu corpo é uma máquina simples e não um sistema altamente complexo. Em vez disso, priorize organizar o horário das refeições e foque sempre em nutrientes.
  7. Tente incluir a prática de atenção plena ou meditação. A ideia é equilibrar seus pensamentos e seu corpo, e meditar contribui para isso, por meio da chamada “consciência interoceptiva”,  ou consciência do funcionamento fisiológico do organismo, essencial para lidar com anseios, impulsos e ansiedade. Na prática, chegamos lá, por exemplo, com meditação sentada (focada em respiração ou mantras) e meditação em movimento (caminhando, como no chamado “banho de floresta” japonês, para observar a paisagem e o clima).
  8. Previna-se do jet lag social. É um termo usado por pesquisadores para descrever a falta de sincronia entre o que você faz durante a semana e seus horários do fim de semana. Isso tem um efeito nocivo sobre o clico circadiano e contribui para maiores índices de doenças metabólicas e obesidade. A solução seria tentar evitar mudanças abruptas na rotina no fim de semana.
  9. Crie uma rotina noturna sem TV nem celular. Para não prejudicar o relógio biológico, é preciso se afastar da luz à noite. O autor sugere, depois das 20h30, fazer atividades como escrever em um diário,  tomar um banho, beber algo morno, tentar uma massagem com óleo… Estabelecer um ritual relaxante de você com você mesma.
]]>
0
Precisa de autoconhecimento? Tente essas 7 maneiras de ampliá-lo http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2020/01/14/precisa-de-autoconhecimento-tente-essas-7-maneiras-de-amplia-lo/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2020/01/14/precisa-de-autoconhecimento-tente-essas-7-maneiras-de-amplia-lo/#respond Tue, 14 Jan 2020 07:00:11 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2657

Sair sozinha, caminhar na natureza, meditar, ouvir mais… Essas são alguns formas de ampliar o autoconhecimento (Foto: Pexels)

Em um cenário de valorização crescente das soft skills (as ditas habilidades humanas) no mercado de trabalho, conhecer as que você tem deixa de ser diferencial e passa a ser condição para prosperar.

Você pode argumentar que algumas grandes empresas ainda não valorizam tanto essas skills, como criatividade e inteligência social. E tenho que concordar, ainda tem muito chefão por aí achando que é normal gritar com a equipe ou pressionar até a demissão em vez de fazer reforço positivo.

Mas não é tendência, não é praí que o mercado avança, entende? A valorização de quem sabe lidar com gente e se conhece, lida bem com as próprias emoções e demandas de trabalho é crescente, e não há birô de futurismo que aponte em outra direção.

Ao que te pergunto: você se conhece bem?

Lida bem com as próprias emoções e com as dos outros? Consegue gerir o próprio tempo ou espera alguém orientar para tudo? Resolve problemas criativamente ou se desespera a cada revés?

Tudo isso vem do autoconhecimento. Saber quem você é, destrinchar as próprias habilidades e deficiências, saber organizar um plano de evolução constante, fazer a curadoria do próprio conhecimento, procurar crescer como profissional e como pessoa…

Autoconhecimento, aceite, não é blá-blá-blá de gente “viajandona”, que quer enrolar no trabalho ou quer fazer bonito em rede social. Nunca foi tão evidente que é uma ferramenta para ter mais sucesso e satisfação profissional.

Ok, e na prática como faz?

Por alguma razão, para muita gente parece intangível a ideia de buscar conhecer a si mesma, ainda que desde os primeiros filósofos da humanidade isso tenha aparecido como uma sábia orientação.

Mas o que costumo recomendar é fazer uma ou mais das práticas que vou descrever aqui, lembrando que autoconhecimento é processo — não para nunca, até porque você evolui, muda junto com as coisas ao seu redor.

Fazer da busca por autoconhecimento um hábito, ativamente cultivado, vai melhorar sua inteligência emocional e permitir que vá lapidando as soft skills mais adequadas à sua área de atuação.

Veja mais

A seguir, algumas sugestões de providências para quem quer começar o processo.

  1. Ficar mais sozinha. Fazendo qualquer tipo de atividade ou nenhuma, mas preferencialmente sem mexer no celular nem ver televisão. A ideia aqui é se observar, entender como se porta quando está só, colocar-se nos holofotes para si mesma sem tentar preencher esse vazio. Para quem não está acostumada, sugiro sair para almoçar ou ir a um café só, observar a natureza ou até ir ao cinema (você vai se ocupar com o filme, mas o ato de ir sem companhia já conta). Ah, e caminhar, mas isso pode entrar no tópico seguinte.
  2. Encontrar a sua maneira de meditar. É sobre observar os pensamentos sem julgar, aquietando a mente, sim, mas sem a pretensão de zerar as ideias. Você pode tentar ainda uma espécie de mindfulness diferente, quando caminha na natureza sem ouvir música nem nada, observando a própria respiração e o ambiente. É uma prática calmante e parte importante desse processo de olhar para dentro. 20 minutos por dia estão de bom tamanho.
  3. Procurar terapia, coaching ou quaisquer processos para olhar para a própria vida. Pode incluir terapias alternativas se elas forem mais a sua cara e se prestarem a fazê-la refletir. A terapia com um psicólogo, claro, é o que há de mais rico para fazer isso em profundidade. Já o processo de coaching é do tipo que tem começo, meio e fim, e é ideal para quem quer traçar um objetivo e cumpri-lo.
  4. Ler mais do que vê TV. A gente processa a leitura de uma forma diferente, ela nos faz pensar criativamente e parece nos fornecer uma janela maior para a reflexão. Mesmo as leituras que nada tenham a ver com autoconhecimento têm um papel no crescimento pessoal.
  5. Fazer cursos e não só os de autoconhecimento. Mais ou menos como os livros, sabe? Mas aqui a proposta é conhecer coisas e pessoas novas e permitir que esse conhecimento te transforme. Inclua a prática de atividades físicas, comprovadamente preciosa para o corpo e a mente.
  6. Falar mais de si mesma ou ouvir mais sobre os outros.  A interação humana é preciosa para o autoconhecimento. Se você faz o tipo introvertido e não fala nunca de si, experimente começar a contar um pouquinho sobre si, falar mais, porque ouvir a si mesma pode te ensinar muito sobre você, ainda mais se for observadora. Por outro lado, se é do tipo que fala bastante, que tal colocar para si mesma a meta de ouvir mais? Ouvir de verdade: ou seja, sem tentar adivinhar o tempo todo o que o outro vai dizer ou interrompê-lo. Em resumo, ouvir e observar as pessoas ajuda a gente a se ler melhor.
  7. Permitir-se ser vulnerável e sofrer. Essa é pra você que acha que precisa ser uma fortaleza sempre. Não é bem assim, a gente se conhece mais na crise e na dor que nas facilidades. Permita-se sofrer, faça um exercício de acolher as dores e os sentimentos “feios” (oi, inveja e raiva) não para sucumbir a eles, mas para entender-se plenamente. Você é um ser humano, tem emoções boas e ruins. Abrace também a sua sombra para que sua luz possa brilhar mais — e fico por aqui, porque terminar com uma frase de efeito nunca feriu ninguém ;-).
]]>
0
Metas de ano novo: use essas 3 técnicas para traçar objetivos que funcionem http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2020/01/07/metas-de-ano-novo-use-essas-3-tecnicas-para-tracar-objetivos-que-funcionem/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2020/01/07/metas-de-ano-novo-use-essas-3-tecnicas-para-tracar-objetivos-que-funcionem/#respond Tue, 07 Jan 2020 07:02:08 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2629

Ache um lugar tranquilo e, em vez de listar metas, tente responder: que tipo de pessoa eu quero ser e que vida quero levar? (Foto: Pexels)

Talvez a essa altura você ja tenha rascunhado suas metas para 2020, ou, se estiver lendo isso em outra época do ano, nem se lembre do que planejou. Não importa: quaisquer metas que tiver pensado podem ser adaptadas segundo as três técnicas abaixo, que pincei das muitas que criei e estudei nos últimos anos para elaborar textos, cursos e ajudar clientes de pessoas física ou jurídica.

Não existe mágica de realização de metas.

Veja mais

Acordar às 5h da manhã, por exemplo, evidentemente pode trazer horas para seu dia que, se bem utilizadas, rendem mais produtividade. Mas não funciona para todo mundo, simplesmente porque não é todo mundo que quer e que vai manter uma rotina antes do sol nascer.

Aí está o ponto: é precisar mexer nos hábitos para encaixar o que quer incluir de novo na vida e manter isso, como parte da rotina.

Boa parte das metas falhas porque é mal elaborada (não condiz com o que a pessoa quer de verdade e é irreal) ou porque é mal planejada (não é “quebrada” em tarefas menores, tem prazo mal calculado, considera uma mecânica de realização fixa e portanto falsa).

Além disso, existe o intangível, existe aquilo que você e eu não controlamos e que nunca está previsto nas metas. Como saber que uma greve vai atrasar a entrega de um documento e que isso vai impactar sua inscrição? Ou calcular que a pessoa responsável pela promoção teria um afastamento por ordem médica?

Vamos focar no que conseguimos controlar — nosso foco, nossas atitudes, nossas reações e nossa resiliência (peça-chave para metas, porque é com ela que a gente se adapta às transformações e se mantém na linha).

As três técnicas a seguir ajudam nisso. Mescle-as para formular as metas do seu jeito, sem se esquecer de colocar no papel.

1) Foque na pessoa que quer se tornar em vez de no que quer realizar

O comum é vislumbrar resoluções de ano novo como objetivos “picados”. Quero emagrecer tantos quilos, fazer academia 3 vezes por semana, ler mais, voltar para o inglês, mudar de emprego, começar um hobby…

É um caminho, ok.

Mas minha sugestão é você se permitir um exercício de olhar para a sua vida como um todo. Do ponto de vista macro, que pessoa deseja ser no final de 2020? Ou lá em 2030? Tente nesse primeiro momento não fazer uma lista de atividades ou de metas curtas, mas imaginar de fato a sua versão melhorada depois de um tempo.

Em dezembro de 2020:

  • Como imagina a sua vida?
  • O que PRECISA ter mudado?
  • Como se sente?
  • Que pessoas têm por perto?
  • Que bens possui?
  • Como está seu trabalho?
  • O que te faz mais feliz?
  • Onde mora?
  • Que hábitos você tem?
  • Como é sua rotina?
  • O que entrou na sua vida?
  • O que fazia e não faz mais?

Essas perguntas dão uma visão mais clara do você quer se tornar.

Estabelecer a rotina que quer ter e o que não pode ter deixado de acontecer é fundamental: esses dois tópicos em especial guiarão o processo e farão suas metas serem mais aplicáveis e, de fato, importantes para você.

Escreva como um texto mesmo, ou grave um áudio do que for imaginando e depois coloque no papel. Só aí vamos para a etapa de converter tudo isso em metas pontuais, com prazo e tarefas — o que explico no tópico a seguir.

2) Trace metas práticas, que se convertam em tarefas

Entendido o cenário amplo, ou seja, a vida que deseja ter e a pessoa que deseja se tornar ao final do prazo estabelecido, é hora de estabelecer como isso pode ser realizado na prática.

Parte do que visualizou para si mesma é para daqui a um ano, mas pode ser que algumas coisas se encaixem melhor em um prazo de 3 ou 5 anos. Tudo bem. Agora é hora de olhar para tudo o que desejou e colocar em tópicos (metas) com prazos (a data final de realização).

Se você desejou estar mais saudável em 2020, fazendo corrida e tomando aulas de ioga lá em dezembro, isso poderia se desdobrar numa sequência mais ou menos assim, a partir de janeiro: voltar a fazer exercícios pelo menos três vezes por semana, largar o cigarro, cozinhar em casa quatro vezes por semana, me matricular no ioga…

Suas metas são basicamente o que é preciso fazer para você se tornar a pessoa que deseja, entendeu?

Uma vez listadas, coloque o prazo final de realização pergunte-se:

  • que passos eu preciso dar para atingir essa meta?
  • o que é preciso ser feito para chegar lá?
  • outra pergunta útil: o que tem que ter acontecido para eu ter esse resultado?

Muita gente tem dúvida sobre como fazer isso, mas é verdade é que se você estiver com preguiça não vai conseguir mesmo!

Para começar a correr, por exemplo, são muitas etapas envolvidas. Se você não sabe todas, sem problema: coloque ao menos o primeiro passo e depois vá atualizando. Mas não trave aí!

Metas efetivas não são construídas num arroubo em janeiro. O ideal é que sejam revisitadas, atualizadas em prazo, escopo e etapas. Que as tarefas necessárias para cada uma sejam repensadas e que você cheque se aquilo ainda faz sentido mesmo. E essa checagem tem que acontecer de tempos em tempos.

Por isso, uma vez que pensou macro, na pessoa que quer se tornar, e elencou as tarefas necessárias para atingir o que deseja, que tal pensar em ciclos mais curtos? O que vou sugerir: quebrar sua meta de 4 em 4 meses.

3) Faça metas em ciclos de 4 meses

Os ciclos de quatro meses nada mais são do que as etapas de uma meta maior cortada num prazo mais curto. Isso é eficaz porque:

  1. aumenta a sensação de realização, uma vez que você vai se sentir bem por ter cumprido aquela etapa, em vez de esperar um ano para ter esse alívio; 
  2. deixa a meta mais palatável, aquilo que parecia enorme deixa de assustar e parece caber mais na rotina se estiver contido em quatro meses; 
  3. evidencia as tarefas contidas na metas, ou seja, o que é preciso fazer na prática, no dia a dia, para que realize o que deseja. Você visualiza melhor o que quer; 
  4. mantém a motivação lá em cima, porque (isso todos sabemos bem) o maior gargalo das resoluções de ano novo é a perda da motivação ao longo dos 12 meses. Fazendo de 4 em 4, isso não acontece; 
  5. existe um prazo mais palpável, curto, para revisitar e flexibilizar o que for necessário. Muita coisa acontece no caminho e talvez você precise esticar o prazo ou mudar alguma estratégia.

O que traçar para o ano, portanto, pode ser desdobrado em três blocos de metas menores de janeiro a abril, de maio a agosto e de setembro a dezembro.

Este primeiro bloco é importantíssimo, é o que chamo de “bloco pontapé”. Nele, você dá o start em tudo o que for possível e é quando sua motivação está no nível máximo.

Nada muda por ser janeiro, a não ser o fato de que estamos com a mente direcionada a realização. Use isso a seu favor, desenhe seus blocos de quatro meses e comece a agir — que é quando a coisa realmente acontece.

 

]]>
0
Balanço 2019: use esse guia de 4 fases para se autoavaliar e traçar metas http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/12/31/balanco-2019-use-esse-guia-de-4-fases-para-se-autoavaliar-e-tracar-metas/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/12/31/balanco-2019-use-esse-guia-de-4-fases-para-se-autoavaliar-e-tracar-metas/#respond Tue, 31 Dec 2019 07:00:49 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2600

Aqui vai uma proposta: contemple o ano que passou pensando no que aprendeu e quer melhorar em 2020 (Foto: Pexels)

Tanta retrospectiva aparecendo aí e você ainda não fez a sua? Pois se for para lembrar o que aconteceu em 2019 na sua vida que seja com um olhar generoso. Não para colocar panos quentes no que teve de ruim, mas para enxergar o aprendizado que tira de cada erro, de cada queda.
Não é papo motivacional, é estratégia calcada em Psicologia Positiva para, daí, formular metas mais efetivas para o ano que chega.

A seguir, proponho um guia de quatro passos para fazer seu balanço do ano. É só usar como roteiro e anotar o que for lembrando e os insights que surgirem.

1) Balanço de metas cumpridas

Vamos começar por olhar as resoluções de Ano Novo passadas e, mesmo se não fez isso bem estruturado, por entender o que queria realizar e conseguiu. Ou não. E por quê.

  • De tudo o que planejou executar em 2019, o que realizou?
  • E o que não realizou?
  • Pense no porquê da realização e da não realização para cada meta. O que você fez ou não fez para obter esse resultado? Qual o seu papel nisso? Aconteceu algo externo?
  • O que tira de aprendizado do que foi realizado? Que comportamentos, atitudes, posturas, reações, planejamentos, pessoas etc têm sido favoráveis à realização na sua vida?
  • O que tira de aprendizado do que NÃO foi realizado? Que comportamentos, atitudes, posturas, reações, planejamentos, pessoas etc têm sido prejudiciais de alguma forma à realização na sua vida?
  • Tem alguma coisa que parecia superimportante realizar no início de 2019 e que hoje não faz mais sentido? Reflita sobre isso. (Aqui, é para que comecemos a pensar nas chamadas metas autoconcordantes, que são as metas que de fato são importantes para você e “casam”com seus valores. Quando você traça metas não autoconcordantes, a chance de falhar é maior, porque falta motivação intrínseca — mais um termo da Psicologia Positiva para explicar a motivação intensa, que vem de dentro, relacionada a algo que seja autoconcordante e que você, de fato, deseja intensamente realizar).
  • Tem algo que, olhando da perspectiva atual, gostaria de ter traçado como meta em 2019 e não o fez? Por que isso teria ajudado? (Atenção aqui para não cair em autocomiseração, tá? É apenas um exercício teórico para ajudar na formulação das novas metas e te ajudar a se autoinvestigar em termos do que realmente é uma meta importante na sua vida).

2) Balanço da esfera pessoal

Por esfera pessoal, vamos entender tudo o que não concerne a trabalho, de saúde a espiritualidade. A ideia é entender como está sendo sua vida nessas esferas e o que pode/quer melhorar.

Comecemos por dar nota de 0 (zero) a 10 para cada área a seguir, pensando em como ela está hoje. Se tiver dúvida do que significa o termo, pergunte-se “o que isso quer dizer para mim?” e dê a nota.

Outro ponto: se você não está em um relacionamento amoroso hoje, isso quer dizer que sua nota nesse tópico precisa ser baixa? Não! É sobre como você se sente sobre aquela área da vida. Se está tudo bem, a nota é alta, ok?

Vamos lá então. De 0 (zero) a 10, quão bem você está hoje e esteve em 2019 nas seguintes áreas:

  • saúde
  • relações familiares
  • relacionamento amoroso
  • relacionamentos com amigos
  • lazer e diversão
  • qualidade de vida no geral
  • espiritualidade
  • inteligência emocional 

Agora é hora de se aprofundar nos porquês.

  • Por que você deu a nota que deu para cada seguimento?
  • Por que não foi nota 10? (se deu nota 10, obviamente, ignore)
  • O que precisa evoluir em cada uma dessas áreas? E, disso, o que merece se tornar meta para 2020?
  • Se pudesse escolher apenas uma área para priorizar em 2020, qual seria?
  • Pelo que sente gratidão em cada esfera acima?

3) Balanço da carreira

Vamos usar a mesma estratégia de autoavaliação do tópico anterior para a esfera da carreira.

A carreira, ao contrário do que pode parecer, não é só seu trabalho atual, é tudo o que tiver a ver com a vida profissional, incluindo estudos e até a evolução de comportamento, que respinga na atuação profissional. É o processo todo.

Vamos lá então. De 0 (zero) a 10, quão bem você está hoje e esteve em 2019 nas seguintes áreas:

  • trabalho/ocupação atual
  • ganhos financeiros
  • estudos (mesmo autodidata)
  • perspectiva profissional (tem um plano ou um rumo?)
  • comportamento no trabalho (e soft skills)
  • networking

Agora é hora de se aprofundar nos porquês.

  • Por que você deu a nota que deu para cada seguimento?
  • Por que não foi nota 10? (se deu nota 10, obviamente, ignore)
  • O que precisa evoluir em cada uma dessas áreas? E, disso, o que merece se tornar meta para 2020?
  • Se pudesse escolher apenas uma área para priorizar em 2020, qual seria?
  • Pelo que sente gratidão em cada esfera acima?

4) Metas macro para 2020

Com base em tudo o que respondeu até aqui, vamos pensar no que merece virar objetivo para 2020, usando os aprendizados para evitar cometer os mesmos erros.

Chamei de “metas macro” porque são aquelas que ainda precisam ser desdobradas em tarefas práticas e ir para o dia a dia — que é quando, de fato, qualquer meta acaba se concretizando. Mas isso é tema para outra coluna. Hoje é dia de pensar na cena completa, nos sonhos, no que quer terminar 2020 tendo conquistado.

  • De todas as metas cumpridas em 2019, qual pode ir para o próximo passo e se tornar uma nova e mais ambiciosa meta? Eu quero isso de verdade? Por quê?
  • De todas as metas não cumpridas em 2019, qual merece continuar no meu radar neste ano que chega? Eu quero isso de verdade? Por quê?
  • O que não posso terminar o ano de 2020 sem ter realizado de jeito nenhum? Isso é viável de ser realizado no período? Depende mais de mim que dos outros?
  • Qual área da esfera pessoal (tópico 2) eu quero priorizar em 2020? Por que isso é muito importante para mim?
  • Qual área da esfera da carreira (tópico 3) eu quero priorizar em 2020? Por que isso é muito importante para mim?
  • Se eu pudesse compilar todas essas metas no máximo 5 metas macro para o ano, quais seriam elas?

Com isso em mãos, é hora de destrinchar as metas em tarefas menores, para aumentar a chance de serem realizadas e tornar os grandes feitos palatáveis para o dia a dia.

Mas se você passou pelo roteiro todo que criei aqui, escreveu tudo isso… olha, o primeiro e importante passo, parabéns, você já deu.

]]>
0
Melhore no Natal! Veja como usar as festas para o seu autodesenvolvimento http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/12/24/melhore-no-natal-veja-como-usar-as-festas-para-o-seu-autodesenvolvimento/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/12/24/melhore-no-natal-veja-como-usar-as-festas-para-o-seu-autodesenvolvimento/#respond Tue, 24 Dec 2019 07:00:53 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2588

Já pensou que o encontro de familia é uma chance de observar de onde vêm seus padrões de comportamento e investigar talentos adormecidos? Experimente esse olhar, é no mínimo curioso (Foto: Pexels)

Calma que ninguém aqui está sugerindo que você trabalhe em plena reunião familiar!

É só que essas ocasiões em que estamos mais relaxadas (bem, algumas vezes estamos) e em meio a gente que nos conhece desde os primórdios são preciosas sob a ótica do autoconhecimento e do autodesenvolvimento. 

Pensa aqui comigo: você está no ambiente que cresceu ou pelo menos com algumas das pessoas que fizeram parte da sua história, e o que está ali pode dizer muito sobre você. Não determina quem você vai ser daqui para frente, mas dá pistas sobre o que te trouxe até aqui, de gostos a comportamento, de traços de personalidade que desenvolveu a padrões que muitas vezes detesta, mas tem dificuldade para quebrar.

Veja mais:

E tem as coisas boas também. Os talentos que esse pessoal todo reconhece em você, as boas histórias que te tornaram essa pessoa (cheia de qualidades, tenho certeza) que você é.

Dito isso, essa coluna natalina vem para te ajudar a colocar no radar alguns pontos para observar durante a convivência familiar mais intensa.

O primeiro passo é aceitar essa premissa e se colocar na posição de observador.

Por que seu pai age daquela forma quando está cansado? O que da sua mãe acaba de reconhecer em si mesma? E não é que seu filho leva jeito para as mesmas coisas que você? Que rituais são típicos da sua família e como ajudaram a te moldar?

Pegue sua tapinha de champanhe para elocubrar com o parente mais próximo, ou simplesmente observe na sua, entre uma delícia da ceia e outra.

E use depois. Use isso para se desenvolver, porque crescimento pessoal não tira férias.

Ouvir sobre a minha infância

Recentemente fiz uma coluna toda falando sobre como investigar o que fazemos bem naturalmente e depois lapidar esse talento é um caminho mais eficiente para a masterização, para se tornar excelente em algo e ter mais felicidade na carreira. Um dos tópicos essenciais para desnudar a vocação, aquela propensão para determinadas áreas, era investigar a infância.  

Caso seja difícil para você se lembrar desses traços, ou não consiga considerar que fazia nada tão bem, recorra àquele famíliar que adorar rememorar. Pergunte sobre como você passava a maior parte do tempo, que elogios recebia, quais críticas… Colha o máximo de informações sobre a pequena você, sem julgamento, e depois anote.

Em um momento oportuno, procure entender o que tem de vocação naquilo que apurou, quais eram as facilidades que tinha e que ainda fazem seu olho brilhar, que oportunidades podem vir se você voltar a flertar com esse talento.

O que eles fazem e eu também

Isso é um misto de auto-observação com observação. Em vez de discutir quando algo irritar ou simplesmente se fechar, observe atentamente os comportamentos que se apresentam. Ver os outros da família fazendo o que não gostamos muitas vezes dá um clique para o fato de fazermos igual. Já te aconteceu?

Os padrões que reproduz no seu trabalho ou em outros relacionamentos podem estar ali, debaixo do seu nariz, gritando para serem reconhecidos. E, claro, a partir da observação, a ideia é que você trace um plano para se melhorar como pessoa e lapidar o que for preciso.

Esse exercício todo não é para ir lá e colocar o dedo na cara de ninguém — deixe a festa acontecer harmoniosamente e use o que puder para você mesma.

As soft skills que posso desenvolver

Por fim, não custa lembrar, as festas de família são o que há de mais fértil p0ara treinar as habilidades mais valorizadas por recrutadores de RH hoje. Estou falando das soft skills, as habilidades não técnicas, que são as que destacam um profissional já tecnicamente excelente dos outros. Criatividade, empatia, inteligência emocional, comunicação, inteligência social, escuta ativa… Todos temos várias soft skills afloradas, mas elas podem ser desenvolvidas com treino.

Treine a empatia quando estiver com bode de alguém no próximo jantar. O que aconteceu para essa pessoa ser assim? No lugar dela, será que eu não agiria igual?

Treine escuta ativa, a capacidade de ouvir sem adivinhar nem interromper, com aquela tia que fala devagar demais ou conta muitas histórias.

Treine as inteligências emocional e social com aqueles parentes que vierem falar de política de uma maneira que te faz querer brigar. Por que não treinar a comunicação, de preferência a não violenta, nessa hora também?

Eu sei, eu sei. É um baita desafio.

Mas as soft skills não são importantes só para o mercado de trabalho, mas para a vida. Aproveite seu Natal com as soft skills que conseguir desenvolver. Observe mais, tenha paciência, aproveite todas as chances de se tornar uma pessoa melhor.

Um pouco de espírito natalino nunca prejudicou carreira nenhuma 😉

]]>
0
45 livros para repensar a vida e dar uma reviravolta na carreira em 2020 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/12/17/45-livros-para-repensar-a-vida-e-dar-uma-reviravolta-na-carreira-em-2020/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/12/17/45-livros-para-repensar-a-vida-e-dar-uma-reviravolta-na-carreira-em-2020/#respond Tue, 17 Dec 2019 07:00:17 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2563

Qual sua próxima leitura? Aqui, te sugiro uma lista de livros para ajudar a repensar aspectos da sua carreira (Foto: Pexels)

O post de hoje é do estilo atendendo a pedidos.

Recebo muitas solicitações de dicas de livros que ajudem no autoconhecimento, a repensar a carreira e trabalhar a produtividade e o branding pessoal.

Os livros a seguir se prestam a ajudar desde quem nunca leu nada sobre o tema até quem quer dar um passo a mais.

Pois bem. Muitos dos que estão aí eu amo; em outros vejo defeitos na escrita, mas acho úteis; alguns ainda acho básicos demais hoje, mas podem não ser para o seu momento profissional — e por isso figuram na lista.

Também não ratifico e concordo com 100% do que está em todos eles, mas a graça desse tipo de leitura não é justamente abrir a mente e estimular novas formas de pensar? Não é sobre concordar com tudo, é sobre ler, evoluir, se entender, se reinventar…

Pesquise o que mais se adequa à sua necessidade e aproveite o recesso na companhia de um, ou mais, deles.

Para ajudar na produtividade

  • Faça o mais difícil primeiro, Brian Tracy
  • Como ter um dia ideal, Caroline Webb
  • O poder do hábito, Charles Duig
  • A arte de fazer acontecer, David Allen
  • Trabalhe 4 horas por semana, Tim Ferriss

    Para pensar em si mesma como uma marca

  • The Brand You: 50 ways to transform yourself from an employee into a brand, Tom Peters (em inglês)
  • Personal Branding: construindo sua marca pessoal, Arthur Bender
  • Nunca Almoce Sozinho, Keith Ferrazi
  • Desvendando os segredos da linguagem corporal, Allan e Barbara Pease
  • Ferramentas de Titãs, Tim Ferriss
  • As 48 leis do poder, Robert Greene
  • Promova-se, Dan Schawbel
  • Detonando, Gary Vee

Veja mais:

Para colocar o pé no futuro e começar a “pensar business”

  • As pequenas grandes coisa: 163 maneiras de buscar a excelência, Tom Peters
  • Homo Deus, Yuval Noah Harari
  • 21 lições para o século 21, Yuval Noah Harari
  • A start-up enxuta, Eric Ries
  • Abundância, Peter H. Diamandis e Steven Kotler
  • A sociedade em rede,  Manual Castells

    Para lapidar o comportamento

  • Agilidade emocional, Susan David
  • The power of intuition, Gary Klein
  • Roube como um artista, Austin Klein
  • Estratégias de Vida, Philip C. McGraw
  • Como fazer amigos e influenciar pessoas, Dale Carnegie
  • Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes, Stephen Covey
  • Foco, Daniel Goleman
  • Inteligência Emocional, Daniel Goleman
  • Dar e receber, Adam Grant
  • Como desenvolver saúde emocional, Oliver James

Para refletir sobre propósito e repensar a carreira

  • Garra, Angela Duckworth
  • O ciclo do sucesso, Brian Tracy
  • Seja Mais Feliz, Tal Ben Shahar
  • Mindset, Carol Dwek
  • Florescer, Martin Seligman
  • Maestria, George Leonard
  • Maestria, Robert Greene

Para combater a autossabotagem feminina

  • O mito da beleza, Naomi Wolf
  • Ouse crescer, Tara Mohr
  • How to raise your self esteem, Nathaniel Branden (em inglês)
  • O jogo interior do tênis, W. Timothy Gallwey,
  • Escolha sua vida, Paula Abreu
  • Os pensamentos secretos das mulheres de sucesso, Valerie Young
  • A coragem de ser imperfeito, Brené Brown
  • Mais forte do que nunca, Brené Brown
  • Mulheres no Poder, um manifesto, Mary Beard
]]>
0
O que você faz de melhor? Aprenda a usar isso para dar uma guinada em 2020 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/12/10/o-que-voce-faz-de-melhor-aprenda-a-usar-isso-para-dar-uma-guinada-em-2020/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/12/10/o-que-voce-faz-de-melhor-aprenda-a-usar-isso-para-dar-uma-guinada-em-2020/#respond Tue, 10 Dec 2019 07:00:53 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2541

Quão animador é começar a fortalecer o que já tem de bom profissionalmente em vez de focar nos seus gaps? Foto: Pexels

Parece difícil aceitar que podemos ter uma carreira bem-sucedida focando no que somos boas.

É, a gente aprendeu a lutar contra a ideia de que é possível ter felicidade profissional e ganhar dinheiro com o que gostamos de fazer. A gente associa trabalho a um esforço negativo (aliás, associa o esforço em si a algo negativo), a sofrimento, se culpa se as coisas “caírem no colo”. E quando alguém diz que podemos aproveitar nossos talentos e propensões para ganhar a vida soa ingênuo e até falacioso.

Cada vez que dou um dos meus treinamentos de carreira e branding pessoal reitero essa percepção. Não uma ou duas mulheres, mas muitas delas têm entraves para associar “fazer o que amo” e “ser bem-sucedida, inclusive financeiramente“.

No entanto, a prática mostra que não é nenhum absurdo.

A maioria das pessoas mais bem-sucedidas em suas áreas de atuação aproveitaram suas facilidades naturais, as desenvolveram e, com treino, estudo e (muita) prática, as levaram ao próximo nível para se destacar. Ralaram muito no caminho e ainda ralam, aprendem sobre novas áreas, sim, mas não perdem de vista o que as fez chegar ali: o que têm de bom, o que faz seus olhos brilharem, os assuntos dos quais nunca se cansam.

Anotou isso?

  1. o que têm de bom
  2. o que faz seus olhos brilharem
  3. os assuntos dos quais nunca se cansam

Já pensou que sua guinada profissional pode vir de, enfim, abraçar o que te apaixona e empacotar isso de uma forma que satisfaça alguma necessidade do mercado?

Pois vem pensar.

Uma abordagem positiva, mas não ingênua

Se você quiser acelerar seus resultados na carreira, é hora focar nas qualidades, no que já tem de bom, em vez de se esforçar o dobro para mascarar ou se tornar mediana no que não é boa.

Eu sei: muitas vezes você não pode fazer isso de imediato, precisa preparar uma transição profissional para chegar lá. Mas e daí?

Tomada a decisão de focar no positivo, pode começar aí, exatamente de onde está, a estudar e praticar, abraçando o que veio no “pacote você” no paralelo. Vai trabalhando no que está hoje e se tornando melhor na nova seara.

Temos uma tendência a minimizar o que sabemos fazer com os pés nas costas. Comece agora a lutar contra isso: o que fácil para você não é fácil para o outro. Eis a oportunidade de ser pago por isso.

E os gaps profissionais, não fazemos nada com eles?

Não é bem assim. Se você tem um problema no trato com as pessoas e ocupa cargo de liderança, é recomendável que melhore na comunicação e na empatia. Caso seja uma pessoa tipicamente de Humanas e tenha começado a trabalhar numa empresa que lida com dados e esfera digital, não adianta espernear: é bom que entenda o básico da linguagem para se comunicar bem com o time de desenvolvedores.

Só não precisa se tornar expert nisso, entende? Não deveria gastar a maior parte do seu tempo e da sua energia com aquilo no qual dificilmente vai ser brilhante ou ter prazer em fazer.

Para conseguir resultados profissionais melhores, o caminho é se tornar espetacular no que já é boa, ou pelo menos no que já é apaixonada. O interesse profundo faz maravilhas pelo aprendizado!

E talvez a sua dúvida agora seja a definição de qual a habilidade desenvolver. Para isso, fiz o roteiro a seguir.

Veja também:

Como descobrir “a” habilidade e usá-la melhor em 2020

  • O que faço bem desde criança?
  • O que para mim é ultratranquilo de fazer e para os outros não?
  • Por qual habilidade sou sempre elogiada?
  • O que me dá mais prazer de fazer?
  • O que me faz perder a noção do tempo e de onde estou enquanto executo?
  • O que faria até de graça na vida?
  • O que já sei, mas sempre gosto de estudar e aprender mais?
  • Que assuntos sempre estão no topo dos meus interesses?
  • O que amaria praticar e estudar mais?
  • O que me apaixona?
  • Do que nunca me canso? (que assunto, atividade, prática…) 

E aí, diante dessa autoinvestigação, cabe se perguntar:

  • O mercado hoje aceita bem/valoriza o que eu tenho de melhor?
  • Como posso usar essa minha habilidade para resolver problemas de mais pessoas?
  • Qual o próximo passo que preciso dar para comunicar melhor minha habilidade?
  • Qual o próximo passo para começar a lapidar minha grande habilidade a partir de agora?
  • Como posso tentar inserir mais dela na minha prática do trabalho? 

Esse roteiro serve para que você leve para a prática a habilidade que decidiu masterizar — aquela na qual decidiu tornar-se mestre, especialista. Sem imaginar como vai comunicar ao mercado e fazer dela um bom negócio, isso tudo aqui fica na esfera da satisfação pessoal e do hobby e não da carreira.

Tudo bem, se for seu objetivo.

Mas, para testar a ideia de usar suas propensões naturais como diferencial de carreira, sugiro escolher a habilidade usando o primeiro questionário e decidir se esmerar nela.

Então, passar a focar nisso e a comunicar a decisão para mais pessoas com o tempo, levando a construção da sua marca pessoal para determinada especialidade e um nicho específico, aquele que valoriza e contrataria o que você tem a oferecer.

É uma estratégia pró-vocação que já deu certo para muita gente, por que não com você?

]]>
0
10 providências para tomar em dezembro e alavancar sua carreira em 2020 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/12/03/10-providencias-para-tomar-em-dezembro-e-alavancar-sua-carreira-em-2020/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/12/03/10-providencias-para-tomar-em-dezembro-e-alavancar-sua-carreira-em-2020/#respond Tue, 03 Dec 2019 07:00:00 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2531

Para usar o poder dos ciclos a nosso favor: façamos em dezembro um misto de balanço e planejamento profissional (Foto: Pexels)

Bem sei que dezembro não é exatamente o mês mais convidativo para pensar em carreira. Amigo secreto, festa e recesso parecem bem mais sedutores que focar no emprego que deseja mudar ou na necessidade de se atualizar profissionalmente.

Mas os ciclos importam, nos entendemos por meio deles, e por isso usar o último mês do ano como forma de balanço e de pré-recomeço é uma estratégia eficaz.

Não dói tanto quanto parece, prometo.

O que proponho aqui é uma lista de atitudes/providências para lapidar seu momento profissional, organizar a casa e e deixar tudo preparado para usar o início de ciclo que janeiro inspira de forma frutífera.

Vamos aos tópicos, separados em duas etapas, a de repensar e a de renovar.

Fase 1) Repensar

  • Providência 1. Faça um inventário de emoções frequentes. Durante três dias, anote as emoções que sente ao longo do dia, especialmente enquanto trabalha. Alegria, ansiedade, medo, gratidão, tranquilidade, exaustão… Use os nomes que fizerem sentido para você e depois faça as contas: quais são as mais frequentes no dia a dia? Esse exercício serve como um alerta para o que está te deixando mais ou menos feliz e norteia providências adicionais. Tipo: se exercitar mais, sair mais cedo sempre que possível, aproveitar melhor as manhãs, respeitar a pausa do almoço etc.
  • Providência 2. Analise seus três principais gaps (falhas, lacunas) profissionais no ano. Uma análise sincera que você pode fazer se baseando em feedbacks que teve, mas também na própria autoavaliação. De tudo o que não está fazendo tão bem, o que está tendo um impacto negativo maior sobre a sua performance? Lembre-se aqui de considerar traços de comportamento, além de habilidades técnicas, como gaps. Escolha ao menos uma falha para começar a lapidar.
  • Providência 3. Encare o gap profissional que vem se arrastando há tempos. Esse tópico é para cair na real com relação a temas negligenciados por anos. O inglês que você nunca leva a sério, a impaciência que se recusa a tentar melhorar, o problema para falar em público que anda te limitando… A sugestão é encarar o problema e escolher já em dezembro elaborar um plano para solucioná-lo. Topa?
  • Providência 4. Faça uma lista de sucessos profissionais. Como nem só de analisar o que falta vive o bom profissional, a quarta etapa do processo de repensar a carreira envolve entender o que tem dado certo. De elogios que recebeu a momentos em que teve a sensação de dever cumprido, vale tudo de positivo nessa lista — um poderoso indício do que te faz feliz e do que tem talento para executar (e que deveria ser mantido no radar, mesmo se mudar de área).
  • Providência 5. Dedique alguns dias a uma avaliação isenta do mercado. Encare isso como um relatório que deveria entregar a alguém e explicar o que está em alta, o que é tendência, o que não dá mais ibope… Os caminhos da sua área de atuação e os comportamentos que a impactam. Em vez de só acreditar no que os outros dizem, habitue-se a ser você mesma uma investigadora do mercado. Isso melhora sua capacidade de tomar decisões e te deixa menos suscetível a opiniões.

Veja mais

Fase 2) Renovar

  • Providência 6. Liste os cursos ou eventos que gostaria de frequentar em 2020. Para quem gosta de pesquisar cursos, viagens e eventos, eis o passo mais prazeroso. Listar tudo o que interessa e inspira para só depois escolher aquilo que cabe no orçamento e trará os melhores resultados profissionais. Deixe para fazer as escolhas finais depois de ter feito a providência 10 e entender melhor o que pretende profissionalmente para 2020.
  • Providência 7. Marque café/chá/cerveja com 3 pessoas improváveis até o fim do ano. Aproveitando o clima festivo, proponha reativar sua rede de contatos já em dezembro. Escolha ex-colegas ou pessoas com quem possa ter uma troca pessoal e profissional boa. Lembre-se de contribuir para o outro e não só esperar um benefício para você. Assunte sobre mercado, ouça mais. Sugestão: colocar “reativar 3 contatos por mês” como meta para o ano que vem. Você já começou, agora é só continuar!
  • Providência 8. Recorde todos os hobbies e planos B que já cogitou e escolha um — somente um — para começar. Não espere janeiro, comece nem que seja lentamente agora a organizar tudo. O movimento, o ato de lidar com áreas novas, estimula a criatividade e pode ser o respiro que está faltando para uma vida atribulada e de rotina mecânica.
  • Providência 9. Faça uma megalimpa. Limpa no guarda-roupa, nos armários e nas gavetas, no escritório e em casa. A superfaxina de fim de ano é uma forma de simbolicamente abrir espaço ao novo e de fato escolher uma vida com menos acúmulo e mais organizada. Tente e sinta como só isso já dá uma sensação boa de recomeço!
  • Providência 10. Crie um esboço do ano que deseja. Você pode deixar essa providência para a última semana do ano, mas já ir pensando: afinal o que eu quero para 2020? O que está ao meu alcance conseguir? Se eu puder escolher algo para mudar no meu rumo profissional, qual seria? Fazer essas perguntas, escrever e criar uma linha do tempo pensando em como poderia chegar ao fim do ano que vem com os resultados que espera é um clássico do planejamento pessoal — e é um clássico por isso mesmo, porque tende a dar senso de direção e funciona. 
]]>
0
Chega de gente tóxica! Aprenda a atrair pessoas que acrescentem à sua vida http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/11/26/chega-de-gente-toxica-aprenda-a-atrair-pessoas-que-acrescentem-a-sua-vida/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/11/26/chega-de-gente-toxica-aprenda-a-atrair-pessoas-que-acrescentem-a-sua-vida/#respond Tue, 26 Nov 2019 07:00:31 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2503

Atraia pessoas que te elevem na profissão e na vida fazendo isso pelos outros! Os semelhantes, neste caso, se atraem (Foto: PEXELS)

A gente se contamina pelos outros, claro que você já sentiu isso. Mau humor, reclamação, insegurança: tudo isso parece ser contagioso; assim como bom humor, calma e animação também o são.

Mas como podemos nos certificar de atrair as pessoas certas, que nos influenciem positivamente? E como podemos saber que tipo de pessoas NÓS SOMOS?

Dia desses li um artigo do PhD George S. Everly no qual ele falava sobre o que chama de “nutric people”, um conceito sem tradução exata que tem a ver com pessoas que “nos nutrem”, apoiam e incentivam o crescimento e o desenvolvimento do outro.

Em suas pesquisas, o especialista demonstrou que somos mais resilientes, por exemplo, quando temos apoio de alguém para sê-lo. Concluiu ainda que o nosso sucesso e a nossa felicidade são facilitados quando nos cercamos de pessoas que nos acolhem, acreditam no nosso potencial e nos ajudam a nos sentir bem sobre nós mesmas.

O que o doutor Everly disse que mais me chamou a atenção, porém, foi: se você quer atrair esse tipo de gente (que apoia, acolhe e eleva o outro) deveria, antes de tudo, se esforçar para ser uma delas.

Ao que pergunto: você é?

Identificando seus padrões

Para avaliar que tipo de pessoa você anda sendo, pense no que é um típico colega, amigo ou parente tóxico. Geralmente é um perfil que faz você se sentir usada ou sugada, solta o veneno sempre que dá, deixa tudo “pesado”.

Agora tente imaginar se não é você quem precisa repensar os comportamentos, se não está intoxicando o ambiente por causa das seguintes características:

  • Insegurança. Embora as pessoas tóxicas possam mascará-la com arrogância
  • A necessidade de apontar defeitos, mesmo dizendo que não tem a intenção ou que quer ajudar 
  • O hábito de falar coisas negativas sobre todo mundo “só de brincadeira”
  • A capacidade de fazer o outro se sentir exaurido
  • Aquele “talento” de fazer o outro se questionar e ficar inseguro

Ok. Agora vamos à meta real, que é atrair pessoas que sejam o oposto disso. Pela lógica do dr. Everly, conseguimos elevar nosso ciclo de amigos e colegas de trabalho buscando ser uma “nutric person”, uma pessoa que reúna as características abaixo: 

  • Torce pelas pessoas, para que realizem seus sonhos, e tenta ajudar 
  • Sempre tem uma boa palavra, um discurso motivador
  • Ajuda sem necessariamente esperar retorno
  • Costuma estar mais feliz do que triste 
  • Quase sempre está sorridente 
  • Faz você se sentir energizada e bem consigo mesma 
  • Estimula sua autoestima, elogia genuinamente 
  • Parece te compreender. Mesmo quando discorda, respeita o outro 
  • Confiável, você fica à vontade com ela
  • Confiante, e isso é transmissível (mais gente acaba se sentindo assim ao seu redor)
  • Tem integridade: vive de acordo com seus valores e princípios e não se corrompe 

Veja mais

O que fazer na prática

A lista acima serve para nortear sua jornada para ser a pessoa que deseja atrair. Simpática, do bem, empática, acolhedora, confiante.

Comece praticando um ou dois itens da lista que não sejam tão naturais para você e perceba como os iguais, nesse caso, se atraem. 

Apoie e ouça mais as pessoas, elogie quando houver algo digno de nota (basta procurar o lado bom, treinar o olhar), não critique tanto as pessoas, pare de reclamar dos problemas. Chegue sempre pensando em como tornar o ambiente mais leve.

Naturalmente, com essa postura, as pessoas tóxicas tenderão a se sentir desconfortáveis com você — criticarão sua nova postura, em um primeiro momento, e depois apenas se afastarão.

Ou seja, naturalmente, com seu comportamento e sem dizer uma palavra, você faz uma faxina de gente tóxica no seu grupo de amigos e colegas de trabalho.

Vale, porém, caprichar na limpa do que anda intoxicando sua vida — listando pessoas, lugares e ocasiões que te fazem mal e merecem ser deixadas de lado. No paralelo, apenas aguarde o poder da estratégia do dr. Everly: agindo como gostaria que agissem com você, seu único trabalho vai ser identificar seus pares, as pessoas que vão, de fato, acrescentar à sua vida.

]]>
0
Quer ser uma verdadeira girlboss? Evolua na autoliderança em 5 passos http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/11/19/quer-ser-uma-verdadeira-girlboss-evolua-na-autolideranca-em-5-passos/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/11/19/quer-ser-uma-verdadeira-girlboss-evolua-na-autolideranca-em-5-passos/#respond Tue, 19 Nov 2019 07:00:24 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2480

Confiança, autorresponsabilidade, sororidade e emoções positivas: eis o que cultivar para ser uma autêntica girlboss, líder de si mesma (Foto: PEXELS)

Já percebeu como a gente reclama dos nossos chefes, mas às vezes esquece que nós somos nossas principais chefes?

Digo isso não só pela motivação de entender que você é a CEO da própria vida, a líder dos seus projetos, a dona do seu nariz — embora o seja. Mas para trazer a ideia de que liderar a si própria não é só ostentar #girlboss nas nossas redes sociais, é de fato desenvolver confiança e responsabilidade, saber apoiar e ser apoiada, transmitir coisas positivas e, claro, ser mais feliz.

Veja mais:

A começar por um questionamento.

Pergunte-se, sinceramente: Como eu estou como líder de mim mesma e qual meu desempenho atual como principal responsável pela minha vida?

Pense em uma nota de 0 a 10 e justifique no papel mais próximo a sua resposta.

Trata-se de um exercício simples, porém muito interessante para avaliar a quantas anda a sua autoliderança — a capacidade de liderar a si mesma, assumindo total responsabilidade pela sua vida (o que evidentemente inclui sua carreira) e fazendo as ações necessárias para ter o futuro que deseja.

Seja qual for sua nota, ela sempre pode ser melhorada, com disposição para o autodesenvolvimento. A seguir, sugiro 5 passos para aumentar a autoliderança. São eles:

  1. Começar pela autorresponsabilidade
  2. Aumentar a confiança com micrometas  
  3. Controlar a Síndrome da Impostora  
  4. Confiar no poder da sororidade
  5. Cultivar emoções positivas  

1) Começar pela autorresponsabilidade

Essa é a base da autoliderança, porque é impossível se autoliderar sem reconhecer a porcentagem de responsabilidade que é sua na sua vida.

Sem isso, a gente passa os dias culpando os outros pelo que não conseguiu, se fazendo de vítima ou com raiva do mundo injusto. E tendemos a perder o parâmetro do que poderíamos fazer quando o mundo lá fora não corresponder às nossas expectativas.

Isso é autorresponsabilidade: entender, de verdade, que mesmo que o curso das coisas não for o que eu desejar, ainda serei eu a dona da minha vida e a responsável por manter as coisas caminhando, e bem. Sem apontar culpados ou contar histórias para me desculpar pelo que não deu certo. Quando não prospero, eu aprendo, eu cresço, eu me torno uma pessoa melhor.

Quão familiar é esse tipo de pensamento para você?

Aproveite para se autoavaliar e entender se assume o posto de líder da própria vida. Pode parecer um peso, mas não é. É libertador.

2) Autoconfiança com base em micrometas 

Eu costumo dizer que a autoeficácia é o atalho para a autoconfiança.

Entendendo autoeficácia como a crença na própria capacidade de realizar, pense em como se sente fortalecida, confiante, satisfeita quando cumpre um objetivo.

Mesmo que seja algo aparentemente banal, como tomar 8 litros de água todo dia naquela semana, sair para caminhar como se propôs ou entregar tudo o que precisava no prazo.

Por isso que é tão eficiente a criação de pequenas metas diárias — vamos chamá-las de micrometas — para aumentar gradativamente a autoconfiança e, consequentemente, a autoliderança.

Escreva todo dia à noite as micrometas que quer executar no dia seguinte e não se esqueça de se certificar que as tenha feito. Comece pequeno, mas comece.

O prazer de dar “check” na lista de tarefas cumpridas é a semente da autoconfiança crescendo em você. É a sua líder interior se tornando mais forte e profissional.

3) Observe sua Síndrome da Impostora

Talvez só de ler sobre “ser líder de si própria”,  ter autorresponsabilidade e cumprir metas você tenha secretamente pensado que não é capaz. Que desiste de tudo o que faz, que as pessoas pensam que você é superautorresponsável mas no fundo não é… e assim por diante.

Talvez você pense constantemente que não é tão boa, que vão descobrir seus podres, que deu sorte, que é uma farsa.

Essa censura interior, normalmente mais intensa em mulheres que em homens, é a tal da Síndrome da Impostora. Já falei algumas vezes dela porque é comum que nos atrapalhe na execução dos nossos planos.

Afinal, como liderar a si mesma se questiona a própria capacidade o tempo todo? Até dá, mas é muito sofrimento envolvido, muito desgaste — e, se você sente isso, sabe do que estou falando.

Minha sugestão para diminuir seus danos é nomear essa voz que fica aí, te contando mentiras sobre você. Isso: nomear a sua censora interior.

Toda vez que essa vozinha inconveniente aparecer, pergunte-se se ela realmente te representa ou se é apenas alguma forma de medo. Medo de errar, de falhar, de ser julgada, de não ser perfeita… E faça o que for preciso mesmo assim, com medo, como boa líder de si mesma que você é.

Quanto mais praticar esse reconhecimento da Síndrome, mais forte vai se sentir. Lembre-se de focar na evolução como métrica do sucesso, porque isso também ajuda a lidar com os reveses.

4) Pratique a sororidade na esfera do trabalho 

Fomos treinadas para competir, para desconfiar uma das outras — há vasta literatura feminina mostrando isso. Essa competição feminina distrai e envenena o dia a dia, nos desviando do que interessa: a autoliderança e a liderança em si, essa que pretendemos ocupar cada vez mais na sociedade.

Usando a lógica da Psicologia Positiva, vemos que a felicidade não é um jogo de soma zero: se você está feliz, a outra pessoa pode estar feliz também, quanto mais melhor! Sua felicidade não diminui a da outra pessoa, ou não deveria.

Na prática, é sobre apoiar outras mulheres nas suas jornadas e não se sentir ameaçada o tempo todo. Crescer e deixar crescer, estimulando um ambiente positivo de estímulo à confiança, que a combater a Síndrome da Impostora em mais mulheres.

Divida suas fraquezas com mais mulheres, se tiver abertura para isso, e mostre uma pontinha de vulnerabilidade para a colega que precisa do seu apoio. Isso reforça o crescimento coletivo, aumenta a sensação de ter uma rede de apoio e, sim, faz com que você se sinta mais no comando — pode testar.

5) Cultivar emoções positivas 

Inúmeros estudos atestam os benefícios de propositadamente cultivar emoções positivas no dia a dia. A prática mais sugerida e eficiente é começar o dia escrevendo a emoção positiva que mais gostaria de sentir naquele dia, um simples gesto que tende a aumentar as chances de senti-la.

Pense no que a faria render mais, superar amarras, sentir-se confiante, ter prazer no trabalho, ser menos arredia com as pessoas…

Se quiser cultivar essas emoções mesmo quando as coisas não estiverem bem, pode começar perguntando-se “como estou me sentindo agora?”. É uma forma de autoconhecimento, de rastrear como se sente com cada acontecimento, e também de se acostumar a trazer as emoções à consciência em vez de apenas sucumbir a elas, passivamente.

Comece pela já comprovada gratidão, escrevendo um belíssimo “obrigada” por algo de bom que exista na sua vida pela manhã. Passe então a se perguntar do que pode se orgulhar hoje e complemente com a sensação positiva desejada para o dia.

Dominar mais as emoções que sente é um grau mais avançado de autoliderança que está, sim, ao nosso alcance. Que tal treinar?

]]>
0