Bru Fioreti http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Tue, 19 Nov 2019 07:00:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Quer ser uma verdadeira girlboss? Evolua na autoliderança em 5 passos http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/11/19/quer-ser-uma-verdadeira-girlboss-evolua-na-autolideranca-em-5-passos/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/11/19/quer-ser-uma-verdadeira-girlboss-evolua-na-autolideranca-em-5-passos/#respond Tue, 19 Nov 2019 07:00:24 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2480

Confiança, autorresponsabilidade, sororidade e emoções positivas: eis o que cultivar para ser uma autêntica girlboss, líder de si mesma (Foto: PEXELS)

Já percebeu como a gente reclama dos nossos chefes, mas às vezes esquece que nós somos nossas principais chefes?

Digo isso não só pela motivação de entender que você é a CEO da própria vida, a líder dos seus projetos, a dona do seu nariz — embora o seja. Mas para trazer a ideia de que liderar a si própria não é só ostentar #girlboss nas nossas redes sociais, é de fato desenvolver confiança e responsabilidade, saber apoiar e ser apoiada, transmitir coisas positivas e, claro, ser mais feliz.

Veja mais:

A começar por um questionamento.

Pergunte-se, sinceramente: Como eu estou como líder de mim mesma e qual meu desempenho atual como principal responsável pela minha vida?

Pense em uma nota de 0 a 10 e justifique no papel mais próximo a sua resposta.

Trata-se de um exercício simples, porém muito interessante para avaliar a quantas anda a sua autoliderança — a capacidade de liderar a si mesma, assumindo total responsabilidade pela sua vida (o que evidentemente inclui sua carreira) e fazendo as ações necessárias para ter o futuro que deseja.

Seja qual for sua nota, ela sempre pode ser melhorada, com disposição para o autodesenvolvimento. A seguir, sugiro 5 passos para aumentar a autoliderança. São eles:

  1. Começar pela autorresponsabilidade
  2. Aumentar a confiança com micrometas  
  3. Controlar a Síndrome da Impostora  
  4. Confiar no poder da sororidade
  5. Cultivar emoções positivas  

1) Começar pela autorresponsabilidade

Essa é a base da autoliderança, porque é impossível se autoliderar sem reconhecer a porcentagem de responsabilidade que é sua na sua vida.

Sem isso, a gente passa os dias culpando os outros pelo que não conseguiu, se fazendo de vítima ou com raiva do mundo injusto. E tendemos a perder o parâmetro do que poderíamos fazer quando o mundo lá fora não corresponder às nossas expectativas.

Isso é autorresponsabilidade: entender, de verdade, que mesmo que o curso das coisas não for o que eu desejar, ainda serei eu a dona da minha vida e a responsável por manter as coisas caminhando, e bem. Sem apontar culpados ou contar histórias para me desculpar pelo que não deu certo. Quando não prospero, eu aprendo, eu cresço, eu me torno uma pessoa melhor.

Quão familiar é esse tipo de pensamento para você?

Aproveite para se autoavaliar e entender se assume o posto de líder da própria vida. Pode parecer um peso, mas não é. É libertador.

2) Autoconfiança com base em micrometas 

Eu costumo dizer que a autoeficácia é o atalho para a autoconfiança.

Entendendo autoeficácia como a crença na própria capacidade de realizar, pense em como se sente fortalecida, confiante, satisfeita quando cumpre um objetivo.

Mesmo que seja algo aparentemente banal, como tomar 8 litros de água todo dia naquela semana, sair para caminhar como se propôs ou entregar tudo o que precisava no prazo.

Por isso que é tão eficiente a criação de pequenas metas diárias — vamos chamá-las de micrometas — para aumentar gradativamente a autoconfiança e, consequentemente, a autoliderança.

Escreva todo dia à noite as micrometas que quer executar no dia seguinte e não se esqueça de se certificar que as tenha feito. Comece pequeno, mas comece.

O prazer de dar “check” na lista de tarefas cumpridas é a semente da autoconfiança crescendo em você. É a sua líder interior se tornando mais forte e profissional.

3) Observe sua Síndrome da Impostora

Talvez só de ler sobre “ser líder de si própria”,  ter autorresponsabilidade e cumprir metas você tenha secretamente pensado que não é capaz. Que desiste de tudo o que faz, que as pessoas pensam que você é superautorresponsável mas no fundo não é… e assim por diante.

Talvez você pense constantemente que não é tão boa, que vão descobrir seus podres, que deu sorte, que é uma farsa.

Essa censura interior, normalmente mais intensa em mulheres que em homens, é a tal da Síndrome da Impostora. Já falei algumas vezes dela porque é comum que nos atrapalhe na execução dos nossos planos.

Afinal, como liderar a si mesma se questiona a própria capacidade o tempo todo? Até dá, mas é muito sofrimento envolvido, muito desgaste — e, se você sente isso, sabe do que estou falando.

Minha sugestão para diminuir seus danos é nomear essa voz que fica aí, te contando mentiras sobre você. Isso: nomear a sua censora interior.

Toda vez que essa vozinha inconveniente aparecer, pergunte-se se ela realmente te representa ou se é apenas alguma forma de medo. Medo de errar, de falhar, de ser julgada, de não ser perfeita… E faça o que for preciso mesmo assim, com medo, como boa líder de si mesma que você é.

Quanto mais praticar esse reconhecimento da Síndrome, mais forte vai se sentir. Lembre-se de focar na evolução como métrica do sucesso, porque isso também ajuda a lidar com os reveses.

4) Pratique a sororidade na esfera do trabalho 

Fomos treinadas para competir, para desconfiar uma das outras — há vasta literatura feminina mostrando isso. Essa competição feminina distrai e envenena o dia a dia, nos desviando do que interessa: a autoliderança e a liderança em si, essa que pretendemos ocupar cada vez mais na sociedade.

Usando a lógica da Psicologia Positiva, vemos que a felicidade não é um jogo de soma zero: se você está feliz, a outra pessoa pode estar feliz também, quanto mais melhor! Sua felicidade não diminui a da outra pessoa, ou não deveria.

Na prática, é sobre apoiar outras mulheres nas suas jornadas e não se sentir ameaçada o tempo todo. Crescer e deixar crescer, estimulando um ambiente positivo de estímulo à confiança, que a combater a Síndrome da Impostora em mais mulheres.

Divida suas fraquezas com mais mulheres, se tiver abertura para isso, e mostre uma pontinha de vulnerabilidade para a colega que precisa do seu apoio. Isso reforça o crescimento coletivo, aumenta a sensação de ter uma rede de apoio e, sim, faz com que você se sinta mais no comando — pode testar.

5) Cultivar emoções positivas 

Inúmeros estudos atestam os benefícios de propositadamente cultivar emoções positivas no dia a dia. A prática mais sugerida e eficiente é começar o dia escrevendo a emoção positiva que mais gostaria de sentir naquele dia, um simples gesto que tende a aumentar as chances de senti-la.

Pense no que a faria render mais, superar amarras, sentir-se confiante, ter prazer no trabalho, ser menos arredia com as pessoas…

Se quiser cultivar essas emoções mesmo quando as coisas não estiverem bem, pode começar perguntando-se “como estou me sentindo agora?”. É uma forma de autoconhecimento, de rastrear como se sente com cada acontecimento, e também de se acostumar a trazer as emoções à consciência em vez de apenas sucumbir a elas, passivamente.

Comece pela já comprovada gratidão, escrevendo um belíssimo “obrigada” por algo de bom que exista na sua vida pela manhã. Passe então a se perguntar do que pode se orgulhar hoje e complemente com a sensação positiva desejada para o dia.

Dominar mais as emoções que sente é um grau mais avançado de autoliderança que está, sim, ao nosso alcance. Que tal treinar?

]]>
0
Estafa de fim de ano? Use essas 5 ideias para combater cansaço no trabalho http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/11/12/estafa-de-fim-de-ano-use-essas-5-ideias-para-combate-la-no-trabalho/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/11/12/estafa-de-fim-de-ano-use-essas-5-ideias-para-combate-la-no-trabalho/#respond Tue, 12 Nov 2019 07:00:17 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2455

Reuniões mais produtivas, pausas menos mecânicas. Use inteligentemente cada intervalo fora da mesa (Foto: Pexels)

Essa mochila chamada 2019 está aí pesando nas suas costas?

Pois na de muita gente com quem tenho falado sim. Um cansaço que grita pela pausa de fim de ano e se recusa a dar trégua no mês todinho (ou um pouco mais) que falta para isso.

Essa sensação tem a ver com a chamada fadiga de decisão, o cansaço do cérebro vinculado à quantidade de escolhas que temos que fazer em um dia e que parece ter um efeito cumulativo — quanto mais dias sem descansar, mais decisões você toma sem dar a necessária para o corpo.

Junte-se a isso a pressão por se reinventar profissionalmente, as notícias de mudanças no mercado e a hiperconexão e chuva de informações na qual vivemos inseridas e, pronto, temos o cenário perfeito para a estafa.

Como encaixar alguma descompressão para segurar a onda até o ano acabar? Ideias aqui.

1) Inclua pausas ativas

Dependendo do seu tipo de trabalho e de empresa, eu diria apenas: inclua pausas, ponto.

Use a técnica dos blocos de atividades semelhantes para dividir seus afazeres de 90 em 90 minutos (responder e-mails, escrever, pesquisar dados, trabalhar em tabelas ou quaisquer atividades parecidas que possam ser feitas em um bloco de tempo). Assim que o bloco de tempo terminar, levante da cadeira nem que seja por 3 minutos para esticar o corpo e olhar para longe da tela.

Se possível, faça uma breve visita ao café, pegue uma água, caminhe um pouco sem olhar o celular.

Por pausa ativa entenda ainda aquela caminhada no quarteirão depois do almoço ou a conversa com um colega entre um bloco e outro. Não é à toa que as start-ups têm seus espaços para leitura ou jogo de ping pong! Brincar um pouco entre uma atividade e outra é não só saudável como também produtivo.

Se trabalhar em home office, use a mesma lógica dos blocos e tente se levantar entre um e outro, agregando à pausa o frugal hábito de tomar água. Parece pouco, mas já ajuda bem na descompressão.

2) Use mais os ouvidos e menos os olhos

Estão aí a moda dos podcasts e todas as músicas que você tem à disposição para te entreter entre uma atividade e outra. Como em geral usamos demais os olhos no dia a dia profissional, sugiro dar um descanso para eles sempre que possível.

Descanso para eles aqui quer dizer: pare de olhar um pouco para telas! Ocupe-se, se precisar, ouvindo conteúdos de entretenimento, notícia ou técnicos.

Se for ler artigos, olhar as redes sociais ou assistir a vídeos, mesmo que de temas diferentes do que trabalha, desgasta o sentido que mais usa. Deixe isso para o início do dia, quando tem mais energia; e da tarde para frente teste ouvir mais. Por que não?

3) Deixe a caneta cair (e chegue antes no dia seguinte se precisar)

A lógica é: temos, via de regra, bem mais energia no início do dia para utilizar. Ficar esticando o expediente é das práticas mais contraproducentes que existem, porque a gente tende a estar cansada e cometer mais erros, além de pesar na “conta emocional”, porque você se sente saturada.

Não dá para finalizar tudo no tempo do expediente? Algo errado nessa conta aí, né? Mas, como não é o tema desta coluna, o que posso sugerir é chegar antes do dia seguinte, com a energia renovada.

Ah, essas esticadas constantes no trabalho, uma hora hoje, 1h30 amanhã… É muito por causa delas que quando chega novembro estamos exaustas. Tente procrastinar menos durante o dia para sair no horário e poder se desconectar!

A era da valorização do comportamento workaholics acabou — e se não acabou onde você trabalha, em breve vai acabar.

Veja mais

4) Cuide do seu método para reuniões

Reunião que não tem pauta preestabelecida é um convite à perda de tempo. Mesmo as feitas para levantar ideias precisam ter algum método para funcionar e não se estender demais.

Certifique-se ao menos de ter, você, um método para aproveitar o tempo em grupo. Anotar os pontos de atenção, ir com dúvidas e pontos importantes já levantados, só interferir quando tiver uma contribuição real…

No final, tarefas distribuídas — afinal, todos se reuniram para decidir algo, certo?

Sei quão óbvio pode soar tudo isso, mas quem já esteve ou está no meio corporativo sabe quanta dispersão e estresse desnecessários acontecem pela quantidade de reuniões improdutivas.

Façamos nossa parte só marcando reunião quando for preciso e cuidando para que o tema central seja mantido no foco.

5) Turbine a organização diária

Sempre defendo que a organização e a disciplina são o contrário da prisão que muita gente pensa, elas são um atalho para produzir mais e ter mais liberdade. Por isso, fica a sugestão: estabeleça 3 metas macro até o Natal (vale para a vida pessoal também) e capriche na organização diária.

Na prática, basta reservar 5 ou 10 minutos no fim do expediente para fazer uma lista completa das tarefas do dia seguinte. Estabeleça quais são prioritárias e considere sempre um tempo maior para execução do que parece que vai ser necessário (15 minutos a mais para terminar aquele relatório; meia hora entre reuniões…).

Cheque todo fim de dia o que foi feito e organize o dia seguinte. Isso vai te ajudar a descomprimir e dormir melhor, além de garantir um dia seguinte mais produtivo.

]]>
0
Transição de carreira: o que mudou e como fazer a sua em 2020 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/11/05/transicao-de-carreira-o-que-mudou-e-como-fazer-a-sua-em-2020/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/11/05/transicao-de-carreira-o-que-mudou-e-como-fazer-a-sua-em-2020/#respond Tue, 05 Nov 2019 07:00:44 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2427

Agilidade, flexibilidade, mais contato com tecnologia e trabalho de branding pessoal: eis os pilares da nova transição profissional (Foto:Pexels)

O que mudou e o que ainda vale quando a gente fala em transição de carreira?

É tanta transformação de cenário que parece ultrapassado recomendar a alguém fazer uma transição profissional nos moldes de 5 ou 10 anos atrás. Até então era sobre investigar o que queria fazer, começar a estudar e trabalhar na nova área em paralelo com a atual para ganhar experiência e/ou clientela, guardar um dinheiro para mudar com tranquilidade e se lançar no novo mercado.

Essa lógica ainda vale? Sim, em parte. Encontrar-se, treinar, estudar, se preparar financeiramente e ter coragem de mudar continua a ser a sequência óbvia e eficiente para mudança de área.

Mas, se quiser embarcar numa mudança agora, de 2020 em diante, vai precisar de mais. Agregue à “receita” anterior pelo menos esses quatro aspectos:

  1. agilidade
  2. flexibilidade
  3. trabalho de marca pessoal
  4. mais contato com tecnologia

Minitransições profissionais na prática

De 2020 em diante, a transição profissional precisa se dar antes da maturação completa da nova área. As coisas precisam andar, mesmo que imperfeitas, entende?

Enquanto você se testa, precisa já ir trabalhando seu nome na nova seara, comunicando que mudou, anunciando suas novas habilidades por meio de um trabalho contínuo de branding pessoal.

Por quê? Porque a rede social facilitou esse trabalho e, se você não o fizer, alguém estará fazendo — e bem. No Linked In, no Facebook, no Instagram, no Whats App e até nos eventos presenciais…

Além disso, os mercados saturam muito mais rapidamente, e quanto antes você já estiver nele, “hackeando” suas facilidades, mudanças tecnológicas e agruras, mais capacidade terá de mudar o que for preciso e se destacar no meio. Daí os aspectos que adicionei à transição de carreira (lembra? agilidade, flexibidade, tecnologia e marca pessoal).

Para levar isso a cabo, vale mais pensar em termos de “minitransições de carreira”: você acompanhando as mudanças constantes na sua área de atuação enquanto elas acontecem, sem grandes rupturas. Apenas se adaptando aqui e acolá ao que cada semestre vai trazendo de novo.

Com flexibilidade e agilidade para testar novas ferramentas e formatos, inteirar-se sobre tecnologias ascendentes, conversar com possíveis clientes e assim por diante.

A cada novo semestre, uma minitransição aplicando os quatro itens, consegue pensar assim? Você vai evoluindo na velocidade do mercado e vai mudando de área, só não drasticamente.

Se não souber nada mais, saiba mudar

Esse papo sobre mudança é real e abrange todas as áreas.

Até 2025, conforme divulgado no Fórum Econômico de 2018, a precisão é que criemos 133 milhões de novos empregos e tenhamos 75 milhões de empregos extintos. Seja lá o viés que você tiver para olhar o futuro, mais ou menos pessimista, fato é: muita coisa vai mudar. E rápido — estamos falando de 2025!

Estudo encomendado pela Dell projetou que 85% das profissões que teremos em 2030 ainda não existem. Podem até ter base no que já está aí, mas serão reinventadas sob a influência da inteligência artificial.

Ok, e como é que a gente se prepara para esse mercado? Eu diria que se preparando para as mudanças. Ou melhor, adaptando-se ao fato de que vai precisar estar em constante mudança.

É sobre aprender a aprender, para usar termo que apareceu na própria pesquisa da Dell. Você pode não saber o que vem aí, mas sabe que vai precisar aprender logo, logo.

Fazer as pazes com esse modelo, sendo ágil e flexível, é se libertar da ideia de esperar o grande momento de transição e abraçar um novo modus operandi, o das minitransições profissionais. O do aprendizado e da mudança que estão sempre logo ali.

Veja mais

O que fazer na prática? Aqui tem 4 dicas

1. Estude tecnologia nem que for só para perder o medo. Em emprego formal, essa habilidade será básica, vão esperar isso de você. Em trabalho solo, também será inevitável lidar com inteligência artificial e as mais diversas formas de tecnologia em algum nível. Nem que seja para contratar alguém para te ajudar… você vai precisar saber o mínimo. Pare de fugir da tecnologia, procure saber o que é inteligência artificial, abrace a postura de aprendiz.

2. Escolha qual minitransição profissional  fazer agora. Se você anda infeliz na sua área e tem vontade de mudar, não espere ter muito dinheiro guardado nem todo o estudo concluído, escolha já a mudança possível! Qual a minitransição de carreira que dá para começar já? Ou seja, como pode começar a atuar na nova carreira/profissão/área com os conhecimentos que já tem e com alguma segurança? Comece no nível que estiver a se testar, sem necessariamente largar o que faz hoje.

3. Escolha uma rede social para trabalhar sua marca. Defendo a criação de uma marca pessoal forte porque é ela que vai te “carregar” de profissão em profissão. A sua área muda, a sua empresa fecha,  os seus gostos se alteram, mas a sua marca permanece acima de tudo o que faz profissionalmente para te ajudar a ter credibilidade e simpatia. Use as redes sociais para ter presença digital e comunicar inclusive seus novos interesses, o que anda aprendendo. É nas redes que vão te procurar quando começar o negócio ou o emprego novo.

4. Aprenda a aprender criando uma agenda fixa para desenvolvimento profissional. Não vai esperar o MBA nem aguardar ter um treinamento na empresa para sacar qual é a daquele app novo! Exerça já a lógica do microaprendizado e de uma vez por todas comece a fazer a curadoria do própria conhecimento.  Suas “minitransições” virão, em grande parte, desses aprendizados aplicados todo mês.

 

 

 

]]>
0
Dificuldade de relacionamento no trabalho? Tente estas 3 técnicas http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/10/29/dificuldade-de-relacionamento-no-trabalho-tente-essas-3-tecnicas/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/10/29/dificuldade-de-relacionamento-no-trabalho-tente-essas-3-tecnicas/#respond Tue, 29 Oct 2019 07:00:58 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2416

Parte da felicidade no trabalho vem dos relacionamentos. Ouvir mais, ser gentil, se interessar pelo outro: pequenos gestos ajudam. Foto: PEXELS

Boa parte do que chamamos de felicidade no trabalho está relacionada às outras pessoas.

A gente cava fundo para descobrir um propósito, algo que traga significado para o que fazemos, e isso importa. Mas, como já falei algumas vezes aqui, a felicidade não é só significado, é a soma de prazer e significado.

Mesmo se você tiver encontrado seu grande motivador para trabalhar com o que trabalha hoje, se não tiver nada de prazer no caminho, poderá se encontrar miseravelmente infeliz.

Os pequenos prazeres na rotina profissional motivam e alegram. Eles importam, e um dos autores que falam disso com mais propriedade é o Tal Ben-Shahar, psicólogo de Harvard e estudioso de Psicologia Positiva, que já entrevistei para a coluna.

Os relacionamentos, a meu ver, são essenciais para deixar a rotina mais prazerosa. Pense no avesso: quando você odeia seus colegas ou brigou com seus pares. É terrível a sensação de trabalhar assim, certo?

Em vez de se indispor, conquistar. Em vez de falar mal, ouvir mais. Em vez de se fechar para as relações, cultivá-las. É isso que quero propor para você hoje, porque funciona e porque vai te fazer mais feliz.

Na prática…

1) Ouça mais e incentive as pessoas a falar sobre elas

Todo mundo adora falar de si mesmo.

Tudo o que aquela colega que parece fechada para o mundo precisa para começar a falar sobre ela (e te adorar por isso depois) é um incentivo. Um sorriso convidativo de bom dia, uma pergunta genuinamente interessada e, pronto, você terá chances de fazer uma amiga.

Muitas vezes estamos tão preocupadas em falar sobre nós mesmas que interrompemos a fala alheia. Ninguém gosta de ser interrompido! Só de ser uma boa ouvinte você já sairá ganhando. Se for uma boa ouvinte e ainda se mostrar interessada em saber mais sobre o outro, bingo.

Deixar que o outro fale mais que você também é uma boa ideia, assim como embarcar nos seus temas de interesse.

Se tiver alguém do trabalho que você realmente queira conquistar, dê uma pesquisada antes no que sabe que a pessoa gosta. Isso é uma técnica boa para puxar assunto com palestrantes ou pessoas que você quer conhecer em eventos também.

2) Faça um esforço para ver o lado bom do outro e elogie

A fofoca pode unir grupos, mas que o fofoqueiro é sempre mal visto lá no fundo, isso é.

Sempre fomenta aquela sensação de “se falou isso de fulana, que trata tão bem, pode tranquilamente fazer o mesmo comigo”. E pode mesmo!

Por isso, o pequeno prazer que a maledicência traz não compensa. Mancha a sua marca pessoal e pode dar problemas.

Em vez disso, exercite um olhar benevolente para as pessoas, de propósito mesmo. Todo mundo tem algo bom se você estiver disposta a encontrar. Lance mão do otimismo aprendido, estudado por Martin Seligman, e procure enxergar o que há de bom naquela situação ou pessoa. E, ao encontrar, diga!

Elogios sinceros são um afago para a alma de qualquer ser humano. Até as pessoas que não lidam bem com elogios em público lá no fundo ficam agradecidas.

Quando elogiar, seja específica e honesta, e a pessoa vai captar.

Se não encontrar nada bom para dizer, não diga. Para que ser desagradável? Isso ficou muito escancarado nas redes sociais, com tantos comentários raivosos publicados, mas sempre existiu.

Se você for a pessoa sincerona que acha que sua opinião importa sempre, isso é pra você: não, ela não importa sempre, você não precisa sair dizendo “verdades” na cara dos outros o tempo todo. Isso pesa o clima e diminui a felicidade do trabalho de todos ao redor — inclusive a sua, embora possa não perceber.

Veja mais

3) Esforce-se para lembrar o nome e o aniversário das pessoas

Dale Carnegie, em seu clássico Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, diz que nada soa mais doce para alguém que ouvir o próprio nome. Pode ver: quando uma pessoa que você não espera que saiba quem você é se lembra de você e do seu nome, não é um pequeno deleite?

Pois é uma habilidade que, mesmo em tempos de Google e celular à mão toda hora, ainda se mostra útil.

A técnica mais utilizada para quem não veio com esse chip de memória tão caprichado (me incluo nessas) é repetir para si mesma o nome. Tentar repetir o nome da pessoa durante a própria conversa e se possível escrever num papelzinho depois para visualizar e ajudar na memorização.

A mesma lógica vale para o aniversário, mas neste caso, claro, recorra a uma agenda ou app para te ajudar. O próprio Carnegie era conhecido por dar parabéns para todo mundo e às vezes ser o único a lembrar a data.

Parece banal, mas esses pequenos gestos aproximam as pessoas.

Quer mais? Olhar nos olhos e não para o celular enquanto fala. Eu mesma treinei clientes para o que parece básico no dia a dia corporativo.

Com uma executiva, quando alguém chegava à sua mesa, ela se irritava, não falava nada nem parava de digitar e soltava um ríspido “fala!”. Apesar de entender a irritação dela, que era muito interrompida, eu não podia incentivar aquilo, porque ela já estava conhecida como intratável na empresa. As pessoas tinham medo dela.

Em vez disso, começou a fazer a seguinte sequência. A pessoa chegava, ela dizia num tom afável “oi, só um minutinho”, terminava o que estava digitando e então olhava para a pessoa com um sorriso de Monalisa (o máximo que conseguia) e dizia “estava só terminando um e-mail, como te ajudo?”.

Isso tudo era muito difícil para ela, contraintuitivo. Mas ela se dispôs a tentar, porque queria melhorar o clima. E o que aconteceu depois desse treino? As pessoas passaram a ser mais amáveis com ela! Lembro de ela vindo contar “fui até elogiada hoje” — o que se deu já na primeira semana da nova postura. Claro, porque agora as pessoas tinham coragem, ela parecia um ser humano.

E, sim, esses pequenos gestos e melhorias no trato ajudam a ter mais felicidade. Trate bem para ser bem tratada. Não funciona 100% dos casos, mas é um excelente começo.

]]>
0
Pausa no “pense grande”: a tendência de carreira agora é “pense micro” http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/10/22/pausa-no-pense-grande-a-tendencia-de-carreira-agora-e-pense-micro/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/10/22/pausa-no-pense-grande-a-tendencia-de-carreira-agora-e-pense-micro/#respond Tue, 22 Oct 2019 06:00:46 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2401

Pensar “micro” é pensar nos formatos de trabalho que se adequam à realidade de agora a 2030. Inclui propósito e várias profissões (Foto: PEXELS)

Você já escutou que deveria pensar grande, que sonhar grande e sonhar pequeno demandam a mesma energia e outras máximas que mostram o lado bom da ambição para o crescimento profissional.

O que quero propor hoje não é exatamente uma oposição à ideia de que você pode querer coisas grandiosas para si mesma. Quero propor uma perspectiva que corre em paralelo: a de que, de agora até os próximos 10 anos, olhar para os pequenos passos e os cenários mais improváveis, nichados e pequenos, pode ser… um grande negócio.

Microtudo

Um dos estudos que cristalizaram em mim essa perspectiva foi o que fiz na plataforma de foresight O Futuro das Coisas. A economista e curadora do programa, Lilia Porto, explicou em uma das aulas que caminhávamos para esse cenário de “microtudo”. Microjobs, microférias, microempreendedorismo e assim por diante.

Faz muito sentido, olha.

Mesmo isso sendo baseado em previsões e possibilidades profissionais para 2030, já se encaixa bem no cenário em que vivemos. O trabalho cada vez mais informal e sob demanda, por exemplo, já é realidade para muitas de nós.

Trabalhamos por “jobs”, por projetos, muitas vezes em home office.

Abrimos nossas próprias empresas não necessariamente porque queremos ser empresárias (nos moldes do que era ser uma empreendedora antigamente), mas porque é a maneira mais eficiente de profissionalizar uma carreira multifacetada que antes não existia.

É a viabilização da cada vez mais comum da carreira slash (a do profissional que não escolhe uma área só de atuação, mas que se divide em várias; ele faz isso, barra aquilo, barra aquilo outro).

Vamos prestar diversos tipos de serviço, vender outras tantos tipos de produto, mas em escala pequena, dependendo do nosso próprio esforço. Como temos vários “patrões”, carecemos de uma estrutura mínima, de uma empresa. Uma microempresa, cujos riscos e custos são menores.

Microempresas essas que podem e normalmente correm em paralelo a empregos formais ou a uma área de atuação principal.

Microférias, já tirou as suas?

E o microtudo vai se espalhando para as férias, que nessas condições precisam ser “quebradas” em várias escapadas. Também para o plano de desenvolvimento profissional, antes estruturado em graduação e pós-graduação e hoje quebrado em etapas pequenas e difusas.

O microlearning veio para ficar, permitindo que o desenvolvimento profissional seja feito por artigos, podcasts e vídeos curtos disponíveis na rede, tanto quanto por MBAs e cursos online montados por empresas e instituições dos mais diversos portes.

A autocuradoria de conhecimento não é só uma realidade, como também uma necessidade em mercados saturados e competitivos. As empresas estimularão isso cada vez mais; e você sentirá essa necessidade para lidar com as novas demandas. Se é que já não sente.

Como as universidades sozinhas não dão mais conta de abarcar todo o conhecimento, ainda mais na velocidade com que se coloca, agregar microlearning ao seu dia a dia profissional é estratégico.

Veja mais

Microinfluenciadora sim, senhora

Sonhar micro — a essa altura você já entendeu — não é sonhar pequeno, mas entender o poder das pequenas jornadas para o novo profissional.

Isso inclui, claro, valorizar o próprio propósito de vida, em vez de apenas emular os sonhos alheios. Quem falou que ser milionária precisa ser seu sonho? E se em vez da casa própria sua meta for ser nômade digital? Algum problema se você quiser continuar trabalhando como freelancer pela vida toda sem expandir o negócio?

No cenário “micro”, seu microcosmo importa ainda mais, e você se sente no direito de sonhar os próprios sonhos e dar a eles a dimensão que quiser.

O que não precisa vir com uma capa de egoísmo, uma vez que viveremos em um mundo de cada vez mais engajamento em grandes causas. Agora é sobre escolher as causas mais conectadas ao seu propósito e aí, dentro do seu mundinho, trabalhar por elas.

Nesse sentido é que eu sempre digo que somos todos microinfluenciadores — e não só digitais. Todos podemos influenciar a comunidade ao nosso redor e fazer isso para alavancar as próprias carreiras, enquanto cumprimos nosso propósito e buscamos deixar um legado para o mundo.

Já pensou nisso?

Você já influencia as pessoas no seu microcosmo, e é tendência, sim, pensar em expandir essa influência para uma rede um pouco maior de pessoas, usando as redes sociais. Veja que eu disse “um pouco maior de pessoas”, justamente porque encorajo você, como já disse algumas vezes aqui, a encontrar um nicho de atuação.

Quando mais específico o que fizer e mais pontual a necessidade do público que suprir, mais facilmente reconhecida será.

Ser uma microinfluenciadora não precisa ser uma “profissão”, mas sugiro que comece a cogitar a hipótese de assumir esse seu lado como um instrumento de construção de marca pessoal e impulso profissional.

Dentro daquela sua comunidade, você pode conseguir muita coisa: se fortalecer na sua área, trabalhar um nicho só seu, fomentar ideias inovadoras, contribuir para grandes causas, dialogar com gente nova e abrir a mente.

Nem que seja algum desses microbenefícios (nem tão micro assim) você vai ter.

]]>
0
Comecei a trabalhar por conta, e agora? Veja a solução para 5 neuras comuns http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/10/15/comecei-a-trabalhar-por-conta-e-agora-veja-a-solucao-para-5-neuras-comuns/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/10/15/comecei-a-trabalhar-por-conta-e-agora-veja-a-solucao-para-5-neuras-comuns/#respond Tue, 15 Oct 2019 07:00:13 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2385

Solidão empreendedora: ela atinge os neoempresários que começam a entender que cada decisão pesa e muito (Foto:Pexels)

Você enfim saiu do emprego e decidiu trabalhar por conta própria. Tudo lindo. Mas aí descobriu o que todo empreendedor, do maior ao menor, sabe: que o processo todo pode ser muito, muito solitário.

Não que você esteja isenta de tomar decisões quando segue uma carreira corporativa, por exemplo. Mas existe uma sensação de decidir menos, porque sempre há alguém acima da gente batendo o martelo. Se aquela decisão não for a melhor, pode até te impactar, mas o nível de comprometimento dificilmente é o mesmo.

Você pode não gostar, não concordar, mas uma hora ou outra desapega e volta a cuidar do seu quadrado.

Quando é a própria chefe, e a empresa é composta apenas por você, cada microdecisão pesa. Todas parecem importar, e importam mesmo. Daí vêm as agruras do que chamo de solidão empreendedora.

O que começa a amenizar essa sensação é a agradável verdade de que você não está tão sozinha assim…

As cinco neuras que listo a seguir, por exemplo, acontecem com quase todas nós em jornada solo. E, para saber lidar com elas, basta colocar a cabeça no lugar.

Mais ou menos assim.

1) Devo focar em uma área só ou tentar várias?

A clássica indecisão de nicho é uma das primeiras que a gente enfrenta quando decide trabalhar sozinha.

Afinal, toda escolha vai significar abrir mão de algo. Mas, em mercados ultrassaturados, escolher um nicho de atuação é inteligência. Quanto mais saturado for o que você trabalha, mais deve se manter firme na ideia do nicho, de focar em um mercado/audiência específico.

Sugestão: niche sem nichar. Explico: nesse comecinho de carreira solo, você pode começar trabalhando em mais de uma área, até três áreas, mas comunicar mais apenas uma. Você pode prestar vários serviços ou vender várias coisas, por exemplo, mas só produzir conteúdo de marca para um deles, o setor mais promissor ou diferenciado.

Assim, você continua pagando as contas com a diversidade de serviços, mas não perde a chance de já ir se posicionando no mercado como um nicho. Quando sentir que está se fortalecendo no nicho, naturalmente vai ficar mais confiante e investir nele.

2) Devo reinvestir o que ganhei desde já?

Se você fez um investimento inicial e ele deu retorno, deveria guardar tudo aquilo, comemorar sem medo de ser feliz ou reinvestir um pouco mais no próprio negócio? Em geral, os especialistas em business te indicarão reinvestir no negócio, para que ele possa crescer.

Tão pouca gente faz isso…

Já atendi clientes no processo de business coaching que sequer tinham estabelecido um pró-labore, tudo o que ganhavam simplesmente era dividido pelas sócias como salário. 100%. Algo que evidentemente recomendei que mudasse. Por quê? Para a empresa ter um colchão mínimo, para poder contratar ou ampliar, para garantir salário nos meses em que não entrasse nada — dependendo do ramo, isso é perfeitamente normal.

Sugestão: ao menos separe as contas da empresa das suas pessoais por menor que seja sua empresa! Determine um salário fixo e tente guardar o excedente para meses de vacas magras. Aprenda ainda que o rendimento da empresa você calcula dividindo por 12 o que ganhou no ano, e não necessariamente se apegando a este ou aquele mês melhor ou pior.

Observar os ganhos e gastos sob uma perspectiva mais macro vai te trazer organização e paz. Pare de torrar tudo o que entra e separe as searas.

3) Devo contratar equipe ou ficar por conta própria?

Mais uma das angústias da neoempreendedora sem resposta pronta. Há quem sugira que você otimize seu tempo fazendo o que sabe de melhor e delegando o que não sabe. Mas essa decisão depende de vários fatores, entre eles seu próprio desejo — ou não — de fazer a empresa crescer.

É, porque não há problema em querer continuar sendo a empresa de uma mulher só!

A única coisa a pesar é que se quiser continuar sozinha, vai ter que ser seus departamentos de marketing, vendas, jurídico, financeiro etc. Você dá conta?

Sugestão: comece com cautela, contratando freelancers para fazer as tarefas que delegaria a um funcionário. Assim você testa a possibilidade, mas sem se comprometer tanto. Estabeleça um prazo para avaliar quão vantajoso foi cada investimento, seis meses por exemplo.

Sugiro realmente pensar na sua empresa como a junção dos departamentos que listei acima. Se você leva o maior jeito para cuidar do departamento financeiro, mas é um terror no de marketing, vai precisar estudar mais e se aperfeiçoar neste ou contratar alguém para te ajudar nele.

Não importa quão micro seja sua empresa, liste os departamentos dela e dê nota. Em seguida questione: como posso melhorar esse departamento daqui em diante com os recursos que tenho?

Veja mais

4) Devo achar alguém pra fazer sociedade?

Conforme a solidão empreendedora bate, pode vir com ela a vontade de se associar a alguém. É tanta gente contando histórias bacanas de união em empresa, por que não, né?

Olha, não tenho absolutamente nada contra isso, mas nos últimos anos como business coach tenho visto muitas parcerias feitas por insegurança. Um sócio precisa entrar porque te agrega em alguma coisa ou em várias, porque complementa você na empresa, e não porque vai te dar mais segurança, apenas.

Sugiro refletir sobre as razões de querer se associar a alguém.

Até porque, além das muitas burocracias que envolvem uma sociedade sacramentada, existe o fator cobranding — a associação da sua marca com a da outra pessoa –, que fica muito intenso nesses casos. Os atributos de marca pessoal daquela pessoa agregam à sua? É um ganha-ganha?

Sugestão: vou dizer aqui o que já recomendei a clientes com a mesma dúvida, que é ter parceiros por projeto. Você não precisa necessariamente começar abrindo uma empresa com alguém, já dividindo um baita investimento e gerenciando pepinos homéricos com alguém que mal conhece. As chances de dar problemas são imensas.

Em vez disso, faça colaborações e parcerias pontuais. As que forem dando certo vão sendo replicadas e, quem sabe, podem vir a se tornar uma empresa conjunta. Para que tanta ansiedade? Faça testes.

5) Devo fazer conteúdo de graça ou cobrar?

Um dos paradoxos de marketing digital mais conhecidos é que quanto mais conteúdo oferece, mais você vende. Isso intriga e traz insegurança para quem está começando a divulgar seus produtos ou serviços porque, claro, parece que você vai entregar o ouro e que depois disso ninguém vai querer pagar por ele.

De uma vez por todas: não é assim na prática!

Quando você oferece conteúdo de qualidade, constrói autoridade no mercado e passa a ser reconhecida por mais pessoas. Com isso, as pessoas tendem a querer mais do que oferece. Além disso, certamente seu produto/serviço terá algo mais pelo qual vale o investimento. Seja conteúdo adicional, seja um método, seja um “empacotamento” especial daquilo…

Cobrar por conteúdo pode ser uma opção, mas antes você precisa oferecer algo digno da atenção e da indicação dos seus seguidores.

Sugestão: pare de pirar com medo de entregar o conteúdo ou ser copiada e comece a fazer da produção de conteúdo um dos departamentos mais organizados e consistentes da sua empresa. Simplesmente porque funciona! Claro, funciona se o que você produzir realmente tiver valor para seu público, tiver qualidade.

É uma estratégia que começa de graça (você só precisa criar um perfil na rede social que mais tiver a ver com sua área) e que ajuda tanto no branding (a gestão da sua marca para que se torne conhecida e reconhecida) quanto no marketing (o relacionamento com o cliente para posterior conquista/venda do que oferece).

 

]]>
0
5 atitudes que você precisa tomar para se tornar autoridade na sua área http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/10/08/5-atitudes-que-voce-precisa-tomar-para-se-tornar-autoridade-na-sua-area/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/10/08/5-atitudes-que-voce-precisa-tomar-para-se-tornar-autoridade-na-sua-area/#respond Tue, 08 Oct 2019 07:00:24 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2366

Estudar, treinar, persistir, se desafiar e lembrar a importância de comunicar o que faz: ser autoridade é um processo ao seu alcance (Foto: PEXELS)

Uma das maneira mais desejadas de se firmar no mercado é ser reconhecida como autoridade nele.

Em vez de cair na vala comum, no instável status “mediano”, ser chamada de especialista, aquela que sabe muito sobre determinado assunto, é consultada quando ele vem à tona e, claro, reconhecida por isso.  

Um sonho para muita gente, mas que deveria vir, antes de tudo, de uma clareza: a autoridade lhe é dada, não é você que diz ser autoridade.

Existe, no entanto, uma boa parte do processo que está nas suas mãos. Você pode conquistar autoridade a cada dia, por meio de estudo, teste, persistência e… tempo.

Por isso, caso seu objetivo seja ser reconhecida dessa forma na sua área de atuação, sugiro começar… ontem! Quanto mais saturado estiver o mercado, mais pessoas vão tentar se apropriar desse lugar, nada mais óbvio que isso.

Por que então, você ainda não começou um processo estruturado para criação de autoridade?

Por medo, por incerteza, por preguiça… Pensando nas razões mais comuns, separei cinco atitudes fundamentais para trabalhar a construção de autoridade — comece hoje, e comece pelo passo 1. 

1) Enfrente o medo de escolher

É o que mais vejo quando falo com clientes que desejam se firmar como autoridade ou, simplesmente, ocupar um lugar especial no mercado. Apesar de quererem essa posição, as pessoas temem perder oportunidades quando definem uma área de atuação específica ou quando fecham um nicho de mercado para trabalhar.

Claro que escolher é sempre “perder” algo. Mas é também o atalho mais eficiente para a construção da sua marca profissional. Se você faz coisas demais, não é lembrada por nada específico; dificulta o trabalho do recrutador e do público de se lembrar de você.

Flerte, sim, com várias áreas.

Mas depois de um período de testes — imprescindível principalmente no início da carreira — comece a se aprofundar mais em um dos temas, de preferência aquele que satisfizer a duas condições:

  • tiver a ver com suas maiores habilidades/vocação. Sim, você precisa se interessar e gostar dele, porque o processo de se tornar autoridade é longo e por vezes sofrido. A mágica vai acontecer no bastidor, e se aquilo não te apaixonar, você vai desistir no primeiro revés;
  • tiver eco no que o mercado precisa. Estamos afinal, falando de profissão, então convém observar se o que você pretende estudar e trabalhar com afinco satisfaz alguma necessidade mercadológica.

2) Estude mais do que seus pares

Uma vez que determinou o tema de interesse, é hora de começar a estudar — lamento informar, um processo que nunca termina. A grande característica das pessoas que se tornam especialistas reconhecidas em algum assunto é que tentam absorver o máximo de conhecimento sobre aquele tema.

São, a priori, curiosas, com interesse genuíno na área. E por isso não separam tanto quando estão trabalhando ou não. Saber mais sobre seu tema do coração é uma missão, quase uma obsessão.

Além do estudo verticalizado na área, abrem a mente para outros temas, uma maneira reconhecida de cultivar a criatividade e, portanto, encontrar novas formas de entender o tema de sua especialidade.

Entende não é sobre fazer uma faculdade, uma pós e pronto? É um processo contínuo de aprendizagem que constrói a autoridade ao longo dos anos.

3) Comunique o que sabe insistentemente

Para ser reconhecida como autoridade, como uma profissional excelente, primeiro SEJA essa profissional. Dito isso, não custa lembrar a tendência, especialmente feminina, de não se autopromover, de não se empossar de seus feitos publicamente.

Essa autossabotagem pode ser a diferença entre você “apenas” ser autoridade ou ser também reconhecida como tal. Se os outros não souberem, essa autoridade não lhe será dada!

Há duas formas primordiais de fazer isso: networking e produção de conteúdo.

O contato com as pessoas torna possível que mais gente saiba o que você está fazendo e perceba, sem tanto esforço, que vem se tornando uma especialista no tema. O contato flui naturalmente, e o tête-à-tête continua a ser infalível na criação de conexões genuínas. Esse networking deve envolver pessoas da área e de fora dela.

Já a produção de conteúdo é superacessível em termos de redes sociais. É sobre saber e mostrar que sabe, o que pode ser feito por vídeos e artigos, por exemplo. Não produzir conteúdo é desperdiçar uma ferramenta eficiente de divulgação do seu trabalho, ignorar a chance de ser recompensada por tudo o que anda estudando e testando no bastidor.

Você não faz, outros farão. Talvez outros piores que você, mas que deram as caras e portanto passaram a “existir” diante do público.

Não precisa nem deve ser uma egotrip, tá? Tem maneiras de se autopromover sendo útil e agradável para si e para os demais.

Encare como parte do trabalho.

4) Exercite a chamada capacidade negativa

Em seu livro Maestria, Robert Greene traz esse conceito para explicar a importância de se deixar deslumbrar pelo novo, de ver e ouvir genuinamente, mesmo quando achar que já sabe muito sobre um tema.

Habilidade rara, porque envolve propositadamente ir contra a nossa tendência natural a nos aprofundar e aceitar aquilo que nos parece mais familiar e vai de encontro às nossas crenças.

A capacidade negativa é a negação do viés cognifitivo segundo o qual a gente ouve o que quer, para confirmar o que já pensava antes — sim, isso existe e nenhum de nós está imune.

E requer treino, porque envolve abafar o seu ego intelectual/profissional para entender e assimilar o fato de as coisas não serem absolutas, e poderem ser vistas sob novas perspectivas.

Eis uma das bases para ter um olhar mais criativo.

Treinando a mente aberta, permita-se fazer testes, protótipos, flertar com novas ideias e ferramentas para que a prática aprimore seus conhecimentos.

Veja mais

5) Tenha paciência para masterizar

A autoridade vai sendo construída com o tempo.

Não necessariamente você vai precisar gastar as famigeradas 10 mil horas para se tornar muito boa em alguma coisa para começar a ser reconhecida.

Mas é inegável que, sim, precisará de uma quantidade de horas considerável de estudo e prática. E prática com atenção — horas com qualidade destinadas àquele assunto. Por isso falei sobre a importância de ter um interesse genuíno e um propósito que te mantenha apaixonada.

Vai ser cansativo, pode não dar resultados imediatos, mas vai ter prazer também e esse prazer precisa morar não só no desejo de reconhecimento, mas no processo de ser tornar mestre em algo.

Como diz Greene no livro: “A melhor maneira de neutralizar a impaciência natural é cultivar uma espécie de prazer na dor — como os atletas, você passa a gostar do exercício exaustivo, da superação dos limites e da renúncia às práticas simplistas e ineficazes”.

A autoridade, com o tempo, virá. Mas será apenas uma das benesses do processo.

Se com tudo isso ainda te parecer que vale a pena, é porque, no mínimo, um desejo intenso para começar o processo você tem. Volte à fase da escolha e… boa prática.

]]>
0
Sua carreira está dando certo? Aprenda a mensurar seu sucesso em 5 passos http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/10/01/sua-carreira-esta-dando-certo-aprenda-a-mensurar-seu-sucesso-em-5-passos/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/10/01/sua-carreira-esta-dando-certo-aprenda-a-mensurar-seu-sucesso-em-5-passos/#respond Tue, 01 Oct 2019 07:00:03 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2350

Qual é a sua métrica de sucesso? Comece pensando no que te faz feliz no dia a dia profissional, no que traz prazer e significado (foto: Pexels)

Você já pensou em qual é a sua métrica de sucesso?

Refiro-me à maneira como mensura no dia a dia se está ou não sendo bem-sucedida.

É um conceito que uso para diminuir o peso da comparação e ajudar a lidar com as dúvidas decorrentes da solidão profissional, que gera uma baita insegurança: será que deveria estar fazendo isso mesmo? fiz a escolha certa? deveria estar ganhando mais? fazendo mais? fazendo menos? devo mudar de área de novo?

Nessa hora, ajuda muito ter olhado para dentro e gastado alguns minutos para estabelecer sua própria forma de “medir” o sucesso, escrevendo critérios próprios de satisfação na carreira.

Para encontrar essa fonte de felicidade profissional no cotidiano sem perder o foco do macro, tracei o passo a passo a seguir. São 5 etapas para guiar a criação da SUA métrica de sucesso. Realizando e mais consciente dessas realizações no dia a dia, você diminui o peso da comparação e foca o máximo possível nos seus resultados, no que te importa!

É um misto de propósito, ressignificação do dinheiro, plano de autoeficácia e foco.

Vamos aos passos.

1) Priorize a evolução e o processo

O que é sucesso pra você?

Saber a resposta para essa pergunta pouparia uma porção de frustrações, comparações infrutíferas e decisões equivocadas na sua trajetória profissional.

E talvez você até já tenha uma boa resposta, mas muito provavelmente (arrisco dizer) calcada demais em um resultado específico, um pote lá no final do arco-íris. Enquanto não chegar a esse pote, ah, não vai ser sucesso e felicidade de verdade.

Todos os estudiosos de Psicologia Positiva, a ciência da satisfação com a vida, reiteram que calcular a própria felicidade pensando apenas em um resultado lá na frente é um convite à frustração.

A felicidade, inclusive no campo profissional, mora no presente, no hoje. Se esse pote no fim do arco-íris for uma quantia em dinheiro, pior…

Não me entenda mal: é desejável e saudável ter metas profissionais, objetivos específicos financeiros e um plano de carreira bem delineado. Isso ajuda a ganhar foco e confiança no processo e poupa tempo com distrações.

Mas não serve, por si só, como métrica de sucesso, porque pode nos deixar frustradas a maior parte dos dias.

Para isso, vamos trocar “o que é sucesso” por “o que faz você se sentir bem-sucedida?”— algo que aprendi em um treinamento de Psicologia Positiva com a Villela da Matta, da SBCoaching.

Responda a essa pergunta pensando no que a faria se sentir bem-sucedida todos os dias, focando, portanto, no processo, na evolução constante. Uma métrica de sucesso realista começa por aí: saber que evoluiu um pouquinho todo dia. Se está melhor que ontem, já tem um ótimo começo.

2) Faça a pergunta que não quer calar 

Ou as perguntas, mas aquelas que te levem a entender esta: “O que eu gosto de fazer e posso entregar de melhor para o mundo com meu trabalho?”. 

Encontrar um propósito vinculado ao trabalho é um eficiente atalho para a felicidade, porque ajuda a encontrar razão para fazer o que faz e aumenta a resiliência — claro, se você tem um “porquê” para estar ali tende a ficar mais ligada no todo e menos preocupada com os revezes e os pormenores chatos.

Então, vale a pena se perguntar como pode usar o que tem de melhor para fazer algum bem, uma sensação boa de exercer sua vocação (ou uma delas) e levar significado ao dia a dia, mesmo se o trabalho em si não for dos mais prazerosos.

Se não encontrar a resposta, ou achar que seu propósito está mais conectado ao que faz em casa ou em um voluntariado, por exemplo, tudo bem.

Tente apenas encontrar algo mais do que bater o ponto, ainda que seja focar nos pequenos prazeres do dia a dia profissional.

Ser feliz, segundo o psicólogo de Harvard Tal Ben-Shahar, é um misto de prazer e significado. Quanto mais de um ou de outro tiver nas suas 8h de labuta, melhor. Está aí mais uma sementinha para compor sua métrica de sucesso.

Veja mais

3) Não quantifique o sucesso só em dinheiro

Ter meta financeira é uma coisa. Achar que ganhar dinheiro é sinônimo de sucesso é outra. Por mais que você possa considerá-lo como uma de suas métricas, convém lembrar que os grandes estudos sobre felicidade demonstraram que dinheiro, de fato, não é eficiente em aumentar a felicidade. 

Em 2018, por exemplo, o Instituto Gallup comandou uma pesquisa com 1,7 milhão de pessoas em 164 países. O resultado foi que depois de ter uma certa quantia em dinheiro (em torno de 60 a 75 mil dólares anuais) ganhar mais não fazia diferença para aumentar os níveis de felicidade.

De verdade, descobriram que ter quantias maiores diminuía a satisfação com a vida, não pelo dinheiro em si necessariamente, mas pelos fatores adjacentes, como sentir que tem menos tempo, fazer menos atividades prazerosas, os valores…

O que nos interessa aqui é: dinheiro, por si só (uma vez que você já conseguiu o que precisa para viver bem), não tende a “resolver” sua felicidade. Para isso, é mais jogo pensar em outras métricas de sucesso: diferentes tipo de reconhecimento, o prazer de entregar algo que queria, realizações específicas da sua área de atuação, estar sempre aprendendo algo diferente, se desafiar a fazer coisas novas etc.

Claro, tenha suas ambições financeiras enquanto cuida do que gasta, do que guarda e do que ganha. Só não limite sua felicidade profissional a isso porque simplesmente não funciona.

4) Trabalhe em planos trimestrais  

Para manter a sensação de realização em alta, recomendo que você troque o hábito de fazer planos anuais por fazer metas trimestrais, mais facilmente mensuráveis e mais palpáveis. É uma maneira inclusive de desapegar do viés financeiro do trabalho, uma vez que é mais raro aumentar ganhos substancialmente de três meses em três meses.

Pergunte a si mesma:

  • o que anda me empolgando?
  • no quero de verdade trabalhar pelos próximos meses?
  • o quero estudar ou gostaria de me aprofundar?
  • qual projeto posso entregar nesse período?
  • o que vai me deixar confiante e satisfeita por ter feito em 3 meses?

Escrever essas metas e checar se realizou dali a a três meses vai aumentar sua autoeficácia — a crença na sua capacidade de realizar — e dar gás para fazer isso de novo e de novo. A autoeficácia é um dos pilares da construção de autoconfiança: com pequenas metas e realizações, você se mantém em ação e motivada para continuar nessa toada.

Com a métrica de sucesso focada em pequenas realizações e satisfação mensurada a cada três meses, você não esmorece, sempre vai ganhar uma pílula de automotivação.

5) Elimine o ruído e mantenha-se no plano 

A grande vantagem de elaborar a sua própria métrica de sucesso é não depender da dos outros.

Para outra pessoa, ficar milionário pode ser incrível, mas pode não fazer sentido para você. Para fulana, seria espetacular ganhar aquele prêmio; pra você pode ser mais legal tirar 30 dias direto de férias. Para aquela outra, o ápice é ser convidada para um cargo alto em uma multinacional; pra você continuar empreendendo na sua empresa de uma mulher só talvez seja o cúmulo do cool!

Uma vez que você sabe quais critérios utilizar para saber se está sendo bem-sucedida — nas esfera pessoal e profissional, porque, sim, elas andam juntas –, pouco importa o que os outros dizem!

Mas para isso te convido a eliminar ruídos: ter cuidado com comentários que não condizem com o que te importa; recusar-se a fazer programas ou trabalhos que fujam do seu propósito ou do seu plano trimestral; ter cautela com a perda de tempo com os objetivos e a agenda alheios (cada um tem seu objetivo; cuidar do seu é a prioridade).

O que não agrega ao seu plano e não te completa como pessoa e profissional, é ruído. Esse foco vai acelerar seus resultados e, se eles estiverem alinhados com sua métrica de sucesso como um todo, vai aumentar o que de fato importa: a sua felicidade.

]]>
0
Mania de cursos, medo de ousar… Você pode ter a Síndrome da Boa Aluna http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/09/24/mania-de-cursos-medo-de-ousar-voce-pode-ter-a-sindrome-da-boa-aluna/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/09/24/mania-de-cursos-medo-de-ousar-voce-pode-ter-a-sindrome-da-boa-aluna/#respond Tue, 24 Sep 2019 07:00:28 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2336

Muitas de nós continuamos a agir como se estivéssemos na escola na vida profissional (Foto: Pexels)

Muito já se falou sobre a Síndrome da Impostora, aquela sensação de não se sentir competente o suficiente e ter conseguido coisas por mera sorte que atinge 70% das pessoas em algum momento da carreira. E já se falou bastante também que essa condição afeta mais as mulheres, que enfrentam desafios sobrados na busca pelo reconhecimento profissional historicamente.

Mas e a Síndrome da Boa Aluna, você conhece?

Talvez vocês não tenham sido apresentadas, mas se você é a louca dos cursos, tem uma dificuldade enorme de enfrentar o superior ou sente que seu lugar é ali mesmo, assistindo os outros falar (em vez de ser a pessoa que fala), provavelmente faz parte do time das mulheres que se sabotam ao reproduzir os padrões do era recompensado na escola.

Pensa comigo.

A gente costuma ser aplaudida quando é a boa aluna, nossos pais gostam, o professor elogia, os colegas invejam. É bom, a gente quer mais disso, é uma fórmula de aprovação testada e aprovada.

E eis que algumas de nós acabam trazendo para a maturidade os comportamentos adotados com sucesso na escola.

Acontece que, para impulsionar a própria carreira, a gente precisa acreditar no nosso próprio conhecimento e não só aprender, precisa ensinar e agir com mais ousadia também.

Precisa crescer.

Os 4 principais “sintomas” da boa aluna

Vamos identificar os comportamentos dessa Síndrome — em tempo, não é uma síndrome reconhecida pela Medicina, tá? É um comportamento observado por estudiosos e um termo adotado para ajudar mulheres a diminuir suas crenças limitantes. 

  1. O primeiro “sintoma” é a adaptação às figuras de autoridade. É como se a gente tivesse um treinamento intenso e uma aptidão especial para prever o que as autoridades esperam (na figura do professor, quando pequenas). Tudo bem até aí. O desajuste é se adaptar facilmente demais a qualquer um quem entra numa posição de liderança, sem nem tentar questioná-lo ou influenciá-lo. É aceitar como certo e pronto, é ser facilmente comandada.
  2. Talvez o comportamento mais evidente na “boa aluna” seja achar que nunca está preparada o suficiente. É aqui que entram as mulheres que fazem cursos infinitos, que se preparam até demais para qualquer desafio profissional. Sabe como é? Sempre mais um curso online; um livro que ainda não leu, um treinamento a mais antes de apresentar, um teste necessário antes de abrir a própria empresa etc etc etc. É a “overpreparação” que barra realizações e atrasa o curso profissional.
  3. O terceiro traço é evitar improvisar. Tem a ver com a preparação excessiva, claro, e com sentir que ela em si não tem repertório para falar de bate-pronto, porque não é A professora, ou seja, A autoridade em determinado tema. Como assim simplesmente chegar e falar, fechar o negócio ou liderar a reunião?! Afinal, ela está acostumada a procurar fontes externas de autoconhecimento em vez de confiar que também sabe bastante coisa. 
  4. Por fim, quem tem a Síndrome da Boa Aluna faz um bom trabalho, mas escolhe comunicá-lo muito discretamente, em vez de dar visibilidade a ele. Até porque essa pessoa associa autopromoção a comportamento agressivo e inadequado, e não entende que mostrar aos outros o que fez de bom é justo e merecido. Pesquisas mostraram que as líderes de sucesso são as que aprendem a reconhecer seus feitos e a comunicá-los sem amarras — ou seja, não sabe “bom alunismo” no jogo da liderança feminina. 

Veja mais

Como Combater a Síndrome da Boa Aluna

Para trazer atitudes práticas de como parar de se sabotar com a lógica da boa aluna, vou recorrer à autora Tara Mohr, que escreveu o livro Ouse Crescer, no qual trata desta Síndrome e de outros males da autossabotagem feminina.

  • Relação com a autoridade: em vez de apenas oferecer o que a figura de autoridade quer, encontrar maneiras de influenciar essas pessoa, dentro da organização que trabalha, ou quem sabe em casa. Cogite também você mesma se tornar a figura de autoridade, por que não?
  • Preparação ou improviso: você não precisa mais ter a tabuada na ponta da língua, a escola já foi! Para ser brilhante na sua área, deve desenvolver um pensamento independente. Quando for se preparar para situações profissionais, comece a dosar o tempo de preparado para dar margem ao improviso.
  • Conhecimento vindo de dentro, e não só de fora: quanto mais alta a posição, mais vai precisar encontrar suas próprias respostas. Desafie-se hoje a perguntar a si mesma (escreva se precisar) o que deve fazer sobre questões complexas sobre as quais está em dúvida, em vez de abordar alguém para isso. Teste ser sua guru.
  • Fazer um bom trabalho ou fazê-lo e dar visibilidade a ele: Não existem mais as boas notas para te premiar, no mercado atual é preciso deixar mais gente saber sobre seus feitos. Assuma com naturalidade o que for mérito seu, não tente dizer que foi dos outros e não se desculpe pelos seus acertos — é isso que as acometidas pela Síndrome da Boa Aluna fazem. Fale sobre o que fez de bom, isso não é se gabar. Você se acostuma.

 

]]>
0
Não sossega em nenhum trabalho? Descubra que critérios usar antes de mudar http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/09/17/nao-sossega-em-nenhum-trabalho-descubra-que-criterios-usar-antes-de-mudar/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/09/17/nao-sossega-em-nenhum-trabalho-descubra-que-criterios-usar-antes-de-mudar/#respond Tue, 17 Sep 2019 07:00:49 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2318

Avaliar as finanças, considerar o impacto no currículo e praticar a auto-observação : não pule de galho em galho sem fazer isso (Foto: PEXELS)

Mudar de ideia, mudar de planos, mudar de ares, mudar, mudar…

Se você faz a linha inquieta no trabalho deve ter: 1) medo de ser julgada por algum recrutador; 2) dificuldade de se sentir autoridade em algum tema; 3) achar que tem algum problema com você.

Sobre a história do recrutador, fato: pular de trabalho em trabalho passa uma mensagem de pouca resiliência e eventual instabilidade. Se você vai tocar sua carreira assim, sugiro ter boas respostas na ponta da língua e saber que pode ser descartada em concorrências que não cheguem ao olho no olho, e sejam só via currículo tradicional.

Sobre ter dificuldade de se saber muito sobre algo… fato. Como se aprofundar sem experimentar o assunto por um período razoável? A maturação de qualquer habilidade requer tempo, não à toa o período de experiência dura pelo menos 3 meses.

Toda mudança é desconfortável e, paradoxalmente, pesquisas mostram que é nessa fase que a gente absorve mais informações. Então, abraçar o desconforto por um pouco mais de tempo deveria ser uma atitude estratégica para você considerar de hoje em diante.

Para abraçar o desconforto, porém, é preciso permanecer onde está mesmo quando tudo não está fluindo maravilhosamente. Requer um autoacordo em prol do seu desenvolvimento profissional.

Não se engane: às vezes é só trocar de problema

Já sobre ter “alguma coisa errada com você” porque não sossega profissionalmente… meu palpite (baseado em experiência) é que não. Não é algo errado, é um comportamento para ser ajustado.

As mudanças excessivas de trabalho geralmente se dão por baixa resiliência, que é a capacidade de voltar ao eixo, ao estágio anterior, rapidamente mesmo tendo passado por algum revés. Uma soma de flexibilidade + tolerância + inteligência emocional, ou a falta disso tudo.

Exemplo: se você se cansa dos trabalhos por causa das pessoas, lamento, mas em geral está apenas trocando de problema.

Caso o faniquito de sair tenha a ver com a ânsia de testar coisas novas, é bom considerar que isso pode ser feito no mesmo trabalho e também por meio de hobbies, planos B…

Além disso, reflita se isso de ansiar por novidade o tempo inteiro não vai te impedir de se tornar especialista, de se aprofundar em algo. Aprender sempre é bom, mas pode ser sobre o mesmo tema, entende?

Pode não ser o que você quer, claro.

Só considere que você não vai ser autoridade em nada se mudar de segmento toda hora. Porque, por mais acelerado que esteja o mundo, sua curva de aprendizagem é a mesma e precisa da tal da maturação, do tal do platô, como já expliquei aqui na coluna.

Veja mais

Ansiedade X birra X carreira slash

Outro fator que pode estar fomentando a vontade de mudar em você: a FOMO profissional (Fear Of Missing Out no âmbito da carreira): achar que está sempre perdendo alguma superoportunidade, que o trabalho das pessoas é mais interessante, desafiador e bem pago que o seu.

Já pensou isso? Se sim, tome cuidado com as redes sociais, informe-se para além do seu feed do Instagram e do Facebook se quiser saber de fato como são as empresas….

Essa ansiedade por conhecer novos lugares e até abraçar novas profissões — sim, porque a mudança em série pode não ser de trabalho, mas de carreira — tem eco nas gerações atuais que, de fato, terão várias profissões ao longo da vida e abraçarão o formato slash. Lembra que falei dele? Ter uma carreira/outra/aquela outra. E viver com esse combo de profissionais numa boa.

Isso é diferente de não aguentar crítica e de forma mimada recusar-se a continuar em uma área só porque nem tudo deu certo como você gostaria.

O que é dar certo, afinal?

Pergunte a profissionais de qualquer área experientes e eles te dirão que é sobre cair e levantar, testar novas habilidades e explorar novos cenários, mesmo dentro da mesmíssima cadeira, da mesmíssima empresa. Não é porque você recebe um não que “não dá pra coisa”.

Quando mudar de trabalho ou de área?

Uma coisa é vontade de mudar de ares (legítima, porém nem sempre a ser executada de forma acelerada e impensada). Outra é estar de fato estagnada, perdendo tempo e repetindo mecanicamente o que faz.

Muitas vezes a gente sente que está estagnada, mas é só a fase de aprendizado mesmo. Ou acha que estagnou porque domina a parte técnica do trabalho, mas está precisando é evoluir nas soft skills (as habilidades não técnicas, como criatividade, comunicação ou empatia).

São elas as que mais desenvolvemos tendo que aturar quem não gostamos ou lidar com quem temos pouca afinidade, por exemplo.

Se você leu isso e ainda assim pensou: não, no que faço hoje eu não aprendo absolutamente nada, são outros quinhentos. Tente oferecer projetos novos, mudar de área ou, se trabalhar por conta, procurar novas atividades para incrementar a profissão.

Não custa lembrar que sempre se pode começar um plano paralelo de mudança de carreira, que ocupe noites ou fins de semana, e constitua uma nova área de atuação. Até para preparar as finanças para a mudança que planeja.

Outro aspecto: fazer mais de uma coisa e se dedicar a um novo projeto é um combo interessante para avaliar se dissipar a atenção das tarefas do dia a dia não vai, por si só, ajudar a desanuviar e te manter feliz em todas as áreas.

Pode ser cansaço…

Observe, por fim, se não é um caso de cansaço extremo, que pode caminhar para uma Síndrome de Burnout. Começar a adoecer demais, ter vontade de chorar ou de brigar o tempo todo, levantar da cama exausta e sem vontade de ir, sentir-se perseguida ou julgada… esses são alguns sinais de observação.

O mesmo vale se a empresa for sua, tá? Aprenda a separar apego com o projeto de performance, e a definir hora de trabalhar e hora de descansar (muitos empresários se gabam de não ter isso definido e, sinceramente, é uma péssima abordagem para a saúde mental).

Cuide de você, cuide da empresa, e tente ter uma lente neutra para o que é problema e o que é cansaço.

Clareza, tudo começa por aí.

 

]]>
0