Bru Fioreti http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Tue, 16 Jul 2019 07:00:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Seu estilo fala! Saiba como lapidá-lo para melhorar a imagem que transmite http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/16/seu-estilo-fala-saiba-como-lapida-lo-para-melhorar-a-imagem-que-transmite/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/16/seu-estilo-fala-saiba-como-lapida-lo-para-melhorar-a-imagem-que-transmite/#respond Tue, 16 Jul 2019 07:00:07 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2137

Não é sobre consumir: é sobre formar um estilo coerente com a imagem que deseja transmitir, sair do piloto automático (Foto: Pexels)

Você está resolvida com seu estilo? Ele te ajuda a transmitir uma imagem coerente com o que quer para sua carreira?

Ah, e antes que você pense que esse é um post para incentivar a mudar todo o guarda-roupa, ou gastar com isso, já aviso: é quase que o contrário! Um estilo bem-resolvido te faz consumir menos.

A premissa é: cuidar da imagem pode ajudar, sim, na carreira, porque influencia na impressão que os outros têm sobre você. É aquele plus à competência que você vem lapidando com estudos + prática profissional.

A primeira impressão

Para formar a primeira impressão, segundo pesquisas da psicóloga de Harvard Amy Cuddy, estudiosa da linguagem corporal, a gente se faz duas perguntas: “Essa pessoa é confiável?” e “Essa pessoa é competente?”. Mais de 80% da impressão inicial passa por esse crivo.

Acontece que essas perguntas e a resposta para elas acontecem em geral mesmo de a gente abrir a boca, em cerca de 7 segundos! Nossa postura, nossa aparência, nossas expressões faciais e, em um segundo momento, a maneira como interagimos determina tudo isso.

A impressão das pessoas sobre nós pode mudar depois. Mas ela precisará passar pelo filtro do primeiro contato — mais ou menos positivo.

Como estratégia para construir uma marca pessoal forte, sugiro que tiremos a apresentação da nossa “casca” do piloto automático, que repensemos o que comunicamos.

Antes de seguir o texto, pergunte-se: que imagem eu gostaria de transmitir? Essa é a pergunta necessária para iniciar a gestão de marca pessoal (o branding pessoal, o tema que estudo e sobre o qual sempre falo).

A partir dessa premissa, que tal lançar um novo olhar sobre a maneira como lidamos com nosso estilo e nos expressamos?

O que você veste comunica

Você já deve ter lido que para ir a uma entrevista de emprego, por exemplo, é mais adequado vestir cores claras, a fim de gerar aproximação.

Há muitos estudos sobre o que as cores podem transmitir, mas, mesmo sem saber disso, podemos usar ideias que nos são intuitivas. Exemplo: cores fortes e “brilhantes” fazem com que a gente “chegue chegando”, portanto transmitem uma imagem de extroversão e são ótimas para quem quer chamar a atenção ou causar um impacto.

Já as mais claras, em tons pastel, transmitem calma, serenidade, e portanto aproximam (daí a dica da entrevista de emprego). Em contrapartida, cores escuras tendem a criar barreiras, a afastar. Então pode ser estratégico, dependendo dos seus objetivos, se vestir de terninho preto com salto alto. Ou ser uma péssima ideia…

Qual seu caso?

É bom considerar não só as cores como sua mescla com as formas, os tecidos, os acessórios, o penteado… A combinação forma o estilo.

Um blazer muda completamente de cara se estiver combinado com um scarpin ou com um tênis. Um terno completo, todo bem cortado porém estampado, transmite uma mensagem absolutamente mais alegre e ousada que um risca de giz. Um jeans puído  não é a mesma coisa que um jeans com corte reto…

Em geral, para uma imagem mais polida e profissional, indica-se usar alguma peça de alfaiataria, evitar peças justas ou curtas demais. Mas essas regras podem não fazer o menor sentido para sua área de atuação ou deixar todo mundo igual — o que é o avesso de criar uma imagem marcante.

Fica a reflexão: não há certo ou errado, há o que funciona para seu branding.

O desafio da camiseta branca

Costumo dizer que você pode testar se seu estilo está condizente com seu branding pessoal fazendo o #desafiodacamisetabranca.

Vista calca jeans + camiseta branca e comece… como você combina as peças para que essa dupla básica fique com a sua cara? Parta daí para entender o que te define do ponto de vista da imagem. A maneira como arruma o cabelo, a maquiagem que usa ou não usa, os acessórios que agrega, o sapato, tudo isso comunica.

A ideia não é seguir uma fórmula, mas criar a sua. Entender o que quer transmitir e, se precisar, buscar referências de imagens que te ajudem na construção da sua.

Dica extra: faça uma limpa no guarda-roupa e só deixe peças que tenham a ver com o que quer passar. Limpe sem dó! Facilita na hora de se trocar e ajuda a se manter em uma linha coerente de estilo.

E digo mais. Chega de achar que repetir peças é ruim para a sua imagem. É justamente ao usar os mesmos acessórios ou repetir aquele tipo de roupa que se cria uma marca-registrada. Se essa marca for a que você deseja, bingo!

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Observe como se expressa

Em seu famoso TED, Amy Cuddy explica que não só a postura confiante faz com quem sejamos percebidos dessa forma, como também faz com que nos sintamos de fato mais poderosas.

A postura da Mulher-Maravilha, com o peito estufado e as mãos na cintura, é uma delas. E dois minutinhos, segundo a pesquisadora, dão conta de disparar uma química cerebral positiva e trazer o resultado de confiança desejado.

Sobre gestos e expressões, mais do que querer moldá-los a uma regra de etiqueta, é interessante observá-los. Olhe para fotos e gravações para entender como anda sua postura, se faz muitas caretas, se sorri mais ou menos e eventualmente amenizar ou enfatizar alguns traços.

Muitas pessoas reclamam que são mal interpretadas, que são entendidas como arrogantes quando na verdade só não são de sorrir muito. Pois é: o ser humano interpreta as expressões, e as mais sorridentes ajudam na aproximação…

Claro, depois que tiver a chance de abrir a boca e conversar, tudo pode mudar. Aí é hora de cultivar a autenticidade e focar a conversa no outro, se quiser ser lembrada de forma positiva.

Se quiser, afinal quem define o que quer transmitir é você.

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Autopromoção: 5 táticas para “se vender” na rede social sem parecer chata http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/09/autopromocao-5-taticas-para-se-vender-na-rede-social-sem-parecer-chata/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/09/autopromocao-5-taticas-para-se-vender-na-rede-social-sem-parecer-chata/#respond Tue, 09 Jul 2019 07:00:29 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2120

Poste apenas seus feitos e ninguém vai gostar de te seguir. Revele bastidores e percalços por trás da conquista e veja o jogo virar (Foto: Pexels)

A autopromoção aparece como uma das principais características comuns às líderes de sucesso, segundo recente pesquisa sobre habilidades mais marcantes em mulheres que ocupam altos cargos.

Embora o termo, assim como a ideia do marketing pessoal, tenha um cunho pejorativo para muita gente, é apenas uma ferramenta para mostrar o que tem de bom a mais pessoas. Nada a ver com inventar feitos, se gabar ou se apropriar do que não fez ou ser arrogante.

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Autopromoção é uma competência fundamental em mercados ultrassaturados. Feliz ou infelizmente, nesse cenário, não basta ser bom, é preciso mostrar que é, e a rede social é um amplificador de talentos.

Com essa premissa em mente, e defensora que sou da prática do branding pessoal — a gestão da carreira sob a perspectiva de que todos podemos nos tratar como marcas –, separei 5 dicas para praticar autopromoção nas redes sociais sem cair na arrogância nem se tornar aquela pessoa chata que ninguém tem vontade de seguir.

Antes de continuar, uma dica: tenha olhar crítico, claro, mas não deixe que isso te trave.

Teste, veja o que funciona, persista apesar dos poucos likes que sua nova postura de trabalhar o profissional na internet pode gerar.

Considere com cautela comentários de falsos amigos e familiares, pense no público que deseja atingir e no objetivo que tem ali: firmar-se como autoridade na sua área.

1) Use um só perfil para trabalhar pessoal e profissional

Muita calma na hora de aplicar essa dica: misturar perfis profissional e pessoal não é sobre postar tudo o que quiser sobre ambas as esferas, mas ter um viés mais profissional na rede e compartilhar algumas e bem escolhidas fatias da vida privada. 

Se fizer questão de postar coisas muito íntimas, aí pode valer ter duas redes. 

O ponto é outro: não deixar seu perfil completamente frio, como uma espécie de currículo ou portfólio com o único objetivo de autopromoção. Ninguém gosta disso. 

É mais efetivo — e atrativo — mesclar as duas agendas. 

Como saber o que é o quê? Use a dica do livro chamado “Branding Yourself, segundo o qual o parâmetro para postar algo ou não é se perguntar se sua mãe gostaria do post ou se ele desagradaria um superior hierárquico ou um cliente. 

Pensando a rede com viés profissional, é preciso filtrar mais o que posta.

2) Seja útil e revele o caminho das pedras

Parte da sensação ruim que as pessoas relatam ao usar redes sociais tem a ver com a comparação. A vida das pessoas parece perfeita; as férias, mais divertidas; o trabalho, mil vezes mais cheio de oportunidades e desafios empolgantes que os nossos. 

Não é necessariamente assim na vida real, todos sabemos, mas a sensação incomoda e vira-e-mexe ressurge.

Por isso, se quiser ser vista com mais simpatia em sua jornada de autopromoção, comente um pouco sobre o lado B da jornada, revele desafios, permita-se mostrar alguma vulnerabilidade. 

Não precisa reclamar da rotina, basta mostrar as pedras que encontrou no caminho até as conquistas de agora. Dividir desafios e aprendizados, mostrar a quantidade de trabalho por trás dos seus feitos. Postar-se majoritariamente feliz e empolgada e vez ou outra “quebrar” isso.

Você é humana, não precisa agir como uma máquina na internet nem fora dela, e gerar identificação em vez de fomentar inveja é bem mais efetivo para construir uma marca pessoal. 

Além disso, mostre-se útil. O que deu certo e deu errado para você pode servir como dica para mais gente do que imagina. Inspirar, entreter, ensinar, motivar… Qual verbo tem a ver com sua jornada e pode nortear sua produção de conteúdo?

Quando faz branding pessoal, você foca na reação que quer provocar no outro, e essa é a maior diferença entre pensar apenas no que quer mostrar de si mesmo e se preocupar com quem está do outro lado.

Suas conquistas se tornam interessantes apenas se estiverem em um contexto de troca, se transmitirem verdade.

O que você oferece de útil a quem te segue?

Se houver uma resposta concreta, haverá também uma audiência feliz pelas suas vitórias e disposta a te seguir e indicar.

3) Apresente-se bem, ninguém quer adivinhar o que você faz

É básico, mas necessário frisar: sua foto de perfil e sua “bio”, a descrição do que faz, ajudam a identificar o que você acha mais importante sobre sua carreira logo de cara no Instagram, no LinkedIn, no Facebook…

Se a ideia for praticar uma autopromoção na medida, descreva seu cargo, mas coloque algum traço a mais que a defina. Tome cuidado com emojis, que infantilizam, e evite frases inspiracionais que não dizem nada concreto sobre você. 

Você não é só seu cargo, mas se não contar o que faz ninguém vai adivinhar. 

4) Poste com a frequência certa e “exista” online

Saber usar as ferramentas a seu favor inclui ter bom senso com a quantidade de postagens. Mas se o bom senso estiver difícil, considere que, no Instagram, os Stories devem ser preferencialmente alimentados todos os dias e o feed em si fica “bem servido” com um mínimo de duas, três fotos semanais. 

Para saber onde postar o quê: no feed, o que for mais inspiracional e merecer ser lembrado; nos Stories tudo o que estabeleça um diálogo e que seja mais perecível como conteúdo. 

Já no LinkedIn, artigos semanais são bem-vindos e atualizações mais amiúde no formato menor. Como atualizações, valem opiniões sobre temas do dia e também conteúdos relevantes de outras pessoas compartilhados. 

Se você não posta, não existe no ambiente online. E a ideia é ser lembrada, certo?

5) Interaja e eleve o ânimo das pessoas

A rede é social, e tanta gente esquece isso… A conexão com as pessoas é o mais importante, mas costuma ser negligenciada quando a pessoa está apenas preocupada em postar todos os seus feitos. 

É por essas e outras que autopromoção acaba ganhando um viés pejorativo, de mentira, de exagero, de “egotrip”

Se conversar com as pessoas, agradecer aos elogios, interagir e aplaudir seus pares, essa má impressão se dissipa. 

Mostre sua personalidade, sim, mas exerça a habilidade de se colocar no lugar do outro. Se você comentasse em um post, não gostaria que a pessoa respondesse? 

Em último caso, quando falo em branding pessoal, sempre sugiro a seguinte sequência de perguntas: 

  • Você se seguiria?
  • Curtiria seu conteúdo?
  • Sentiria-se bem ao acompanhar suas redes sociais? 
  • Está mostrando seu melhor, mas ao mesmo tempo acrescentando algo a quem te segue?

Depois de fazer as perguntas acima, você terá uma ideia se está fazendo gestão de marca pessoal ou se está “marketeando” da maneira errada.

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Puxar papo, dar feliz aniversário: 5 passos pra você melhorar no networking http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/02/precisa-melhorar-no-networking-aprenda-como-nesse-guia-de-5-passos/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/02/precisa-melhorar-no-networking-aprenda-como-nesse-guia-de-5-passos/#respond Tue, 02 Jul 2019 07:00:13 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2102

Todo lugar é lugar para networking. Frequente eventos da área, esforce-se para ir àquela festa, largue o celular um pouco… Tudo começa aí (Foto: PEXELS)

Você já ouviu falar que ter uma boa rede de contatos é essencial para se manter atualizada sobre o mercado, ser considerada para oportunidades, criar uma marca pessoal forte… Mas está praticando o networking?

Dá trabalho, eu sei.

Networking não é só frequentar eventos nem só falar com os colegas do job atual. Tampouco se resume a trocar contatos com pessoas do meio. É preciso ter coragem para dar o primeiro passo, mas também se esforçar para mantê-los.

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Começa com um interesse genuíno pelo outro desde o início. Requer escuta ativa (quando você não tenta adivinhar o que diz nem se apressa em dar seu ponto, mas de fato absorve o que está sendo dito). Envolve disposição para olhar as necessidades dele e contatá-lo vez ou outra.

Mas não é uma dádiva caída dos céus. Por mais tímida ou sem paciência que você seja, pode tentar os passos a seguir e sair da toca, puxar assunto, gerar conexões e mantê-las ao longo do tempo.

Ideias de como, aqui.

1) Ir sozinha a eventos

Talvez um dos maiores desafios para as pessoas introvertidas: sair sozinha, seja para se divertir, seja para participar de eventos profissionais. A única maneira de tornar isso menos doloroso é se arriscar sem companhia.

Comece na vida pessoal, indo ao cinema sem acompanhante, ou almoçando sozinha para se adaptar ao fato de não ter ninguém ao lado para distrair sua atenção. Treine ficar cada vez menos tempo olhando para o celular nesses momentos, ao poucos… tendo paciência consigo mesma.

Depois tente ir a eventos que não tenham aquele momento destinado a networking, como palestras pontuais ou conferências grandes, nas quais ninguém vai reparar se você ficar na sua.

E aquelas festas para as quais foi convidada, mas não conhece tanta gente? O happy hour com conhecidos? Tente dar as caras de vez em quando e aproveite o ambiente descontraído. Ali, outras pessoas devem “ajudar”, puxando assunto com você.

É sobre se acostumar com o desconforto, até que consiga encarar um grupo pequeno ou um encontro com viés profissional e se apresentar, partindo para o passo 2.

2) Puxar assunto

O pesadelo do “small talk”, a chamada conversa de elevador, fica menos assustador com três providências: a técnica do ensaio mental; o hábito de desgrudar do celular e olhar para a cara das pessoas para dizer “oi”; e o treino de puxar papo com gente que conhece, mas não tanto.

Já falei outras vezes do ensaio mental, utilizado por atletas e por executivos que precisam se sair bem em apresentações grandes e importantes. É sobre treinar mais de uma vez o que vai falar em determinada ocasião, até visualizar o cenário com nitidez e minimizar as possibilidades de se sentir insegura.

Vale na frente do espelho, mas funciona melhor se feito com alguém próximo. Treine quebrar o gelo, e a pessoa que está com você pode tentar dar respostas.

Outra possibilidade é visualizar o pior cenário: quais seriam as situações mais constrangedoras e como você se sairia? Pior que isso vai ser difícil, então o receio diminui.

Já o hábito de cumprimentar os outros requer um olhar amigável, e só pode acontecer se você se permitir não olhar para o chão nem para a tela mais próxima. É preciso abrir espaço para troca de olhares. Só lhe convido a fazer isso e verá como provavelmente seu olhar será possivelmente retribuído com um início de conversa, ainda que tímido e breve.

Uma terceira maneira de se acostumar ao papo com gente fora do seu círculo social é treinar com pessoas desconhecidas pero no mucho: aquela vizinha que todo dia topa com você no elevador, a caixa de supermercado sempre simpática, a colega que já encontrou várias vezes na máquina de café…

Falei tudo no feminino porque costuma ser mais fácil mesmo bater papo com outras mulheres — várias alegam ficar menos tímidas assim.

Dá para recorrer ao clássico comentário sobre o tempo, mas avançar um pouco mais comentando amigavelmente sobre algo que a pessoa está vestindo ou carregando; ou fazendo uma pergunta genuína sobre ela (que esteja vinculada ao contexto do encontro). Às vezes um mero “já nos vimos tantas vezes aqui e nem perguntei seu nome, eu sou…” pode quebrar o gelo e dar início a um bate-papo.

3) Mostrar-se útil

Um dos mais conhecidos networkers, Keith Ferrazi, autor do clássico “Nunca Almoce Sozinho”, explica que networking é sobre generosidade. Não existe nada de errado em estabelecer um contrato não dito do tipo “queremos ambos fazer negócio em algum momento, você interessa para mim e eu para você”. Nem é vergonhoso acionar alguém que não seja seu amigo para estabelecer uma proveitosa relação profissional.

Mas começar essa relação requer jogo de cintura. Ou seja: não chegue pedindo favor e considere o contexto da primeira interação. Por internet ou ao vivo, tudo se resume a mostrar interesse no outro, antes de querer mostrar seu ponto ou pedir algo. Ofereça algo primeiro e só depois peça.

No dia a dia, pode ser um convite para um evento, um post que viu e pode ser útil para a pessoa, a prontidão para responder às suas perguntas. Isso precisa fluir e ser verdadeiro — se não for de sua natureza praticar a gentileza, volto a uma das minhas palavra preferidas: TREINE.

É mais simples do que parece. Quando estiver com a pessoa, pergunte sobre ela e ouça sem querer interromper, olhe seus interesses nas redes sociais, demonstre interesse. Vai ser fácil lembrar algo que a favoreça vez ou outra e manter o contato casualmente.

Não confundir com forçar a barra, que seria algo como mandar mensagem todo dia, se sentir no direito de mandar áudios grandes ou stalkear o outro no LinkedIn ou no Instagram. Pense no tipo de interação que deixaria você confortável e feliz e faça o mesmo.

Quando precisar de alguma ajuda dessa pessoa, peça. Ela não vai lhe julgar e vai ajudar sem problemas. Teste.

4) Categorizar a agenda

Tudo começa, claro, por organizar os contatos: juntar os telefones e e-mails que colheu ao vivo (inclusive os cartões) com as trocas de WhatsApp num só lugar, ou com uma sinalização específica do tipo “contatos de trabalho”.

Na sequência, tente separar os nomes com o máximo de clareza possível, na própria agenda do celular ou em uma lista num bloco de notas ou num aplicativo similar, como o Evernote.

O importante é categorizar o contato por importância e com uma palavra-chave que ajude na hora de procurá-lo.

Acredite: uma agenda organizada aumenta as chances de você manter a relação, como sugiro no tópico a seguir.

5) Cultivar as pessoas

As pessoas querem se sentir importantes e únicas, por isso mandar mensagens genéricas de feliz Páscoa ou feliz Natal não faz muito pela manutenção dos relacionamentos.

Quando falamos em networking de verdade, falamos em manter relações profissionais genuínas e não considerar o outro apenas um contato frio, distante, impessoal.

Por mais superficial que seja a relação, mandar feliz aniversário é uma das providências mais efetivas para ser lembrado. Todo mundo se importa com o próprio aniversário, bem como com o nascimento dos filhos e datas especiais para si mesmo.

Reserve sua energia para interações personalizadas.

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Pensando em trabalhar por conta? Veja 7 duras verdades sobre empreender http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/06/26/pensando-em-trabalhar-por-conta-veja-7-duras-verdades-sobre-empreender/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/06/26/pensando-em-trabalhar-por-conta-veja-7-duras-verdades-sobre-empreender/#respond Wed, 26 Jun 2019 07:00:13 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2093

Flexibilidade você pode conseguir, só não confunda com trabalhar menos. Empreendedoras são as mais conectadas (Foto: PEXELS)

O sonho de empreender nunca foi tão difundido. Existe uma aura de autorrealização, da jornada rumo a grandes sonhos e até de enriquecimento fácil em torno disso. Mesmo para quem não sonha grande, a mesma toada, tão difundida nas redes sociais, vem com a promessa de liberdade de decisão, controle sobre o próprio tempo e outras benesses de não depender de ninguém.

São verdades, claro. Mas existe todo um lado B a ser explorado.

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Embora eu não seja a favor do pensamento de que a pessoa é uma empreendedora nata — percebo, isso sim, que empreender envolve habilidades e competências que podem ser desenvolvidas –, admito que para alguns é bem mais difícil trabalhar sem a segurança de uma empresa maior, um chefe para tomar decisões e até a sensação de segurança da carteira assinada.

Independentemente de você ser mais ou menos propensa à aventura empreendedora, vai precisar estar ciente de alguns fatos.

Não são possibilidades, são fatos mesmo. Coisas que nem sempre aparecem em destaque ou na frase motivacional dos chamados empreendedores de palco, mas que vão lhe ajudar a manter os pés no chão e ajustar as prioridades antes de demitir o patrão.

Vamos a elas.

1 – O dinheiro da sua empresa não é seu

Parece banal, mas estudos mostram — e minha experiência com pequenos empreendimentos atesta — que parte considerável dos empresários não separa como deveria o que é caixa da empresa e o que é despesa particular.

Se a empresa fatura X por ano, não é que esse X é seu e pode ser gasto à vontade!

Pelo menos não se quiser garantir a saúde financeira da empresa. Mesmo que ela seja composta de uma pessoa só, pode carecer de investimento para materiais, transporte, taxas etc.

Acostume-se com a ideia de ter um pró-labore e de guardar dinheiro em caixa para sazonalidades. Mesmo no trabalho freelancer, há fases de muita demanda e outras de zero trabalho. Como os boletos não se pagam sozinhos, é preciso haver programação.

Achar que tudo o que ganhou naquele mês pode ser torrado sem consequências é a mais imprudente das ilusões.

2 – Você vai ter que aprender a lidar com $

É por isso que quis colocar esse tópico.

Por mais que possa contratar um contador e criar um departamento financeiro, você, empresária, precisa entender o mínimo sobre fluxo de caixa, taxas e impostos. Vai ter que fazer contas e separar o que é seu e o que é da empresa, eventualmente cortar gastos supérfluos, rever os fixos, investir para crescer.

Alguma educação financeira vai lhe poupar prejuízo.

3 – Você não trabalha menos

Não, fato.

Pergunte a qualquer empreendedor e ele vai lhe explicar que, de certa forma, você trabalha o tempo todo. Seja porque está de olho em referências ou na concorrência mesmo nos momentos de lazer, seja porque os pepinos lhe acompanham aonde for.

O telefone toca e, sim, você precisa atender, senão nada se resolve. A mensagem chega e, a menos que dê seu OK, a decisão fica ali em suspenso, gerando prejuízo.

Por mais que tenha flexibilidade para ir ou não ao escritório e que possa, em muitos casos, trocar até o dia pela noite, menos você dificilmente irá trabalhar.

4 – Sua chance de tirar férias diminui

Não trabalhou, não ganhou. E a menos que tenha muito bem resolvidos os tópicos 1 e 2, vai precisar estar sempre na ativa, pelo menos nos primeiros anos. Vejo muita gente que atua como freelancer ou abriu um negócio exaurida porque não sai de férias de verdade há tempos.

Estou falando de não trabalhar mesmo, ok? De fazer uma viagem, ou ficar em casa, mas totalmente desconectada do celular e do computador, sem resolver problemas. Não é só o afastamento geográfico do trabalho.

Se não delegar tarefas e/ou se planejar para isso, folgar por quatro dias que seja vai ser raríssimo.

Sei que nessa hora sempre tem alguém que diz que não precisa disso se realmente amar o trabalho. Mas há controvérsias.

A Síndrome de BurnOut — esgotamento por excesso de trabalho — foi reconhecida neste ano como doença pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Sem o completo desligamento de aparelhos eletrônicos e de resoluções de trabalho, você provavelmente não estará descansando de verdade, o que pode trazer consequências físicas e psicológicas.

Portanto, se empreender, não se esqueça de se organizar para descansar.

5 – Você vai ter dúvidas o tempo todo

Vai precisar lidar com a incerteza e fazer testes — pivotar, para usar a linguagem comum em start-ups.

Muita gente que empreende parece segura, confiante com seu produto ou serviço, o que não significa ausência de medo.

Há muito a perder com cada decisão errada, mas a única maneira de evoluir em um negócio próprio é escolher caminhos para ele. E isso requer tentativa e erro.

Portanto, sim, você terá dúvidas e muitas vezes se sentirá solitária na jornada. Não necessariamente terá sócias ou pessoas que entendam tão bem quanto você do seu negócio para opinar. Vai ter que bancar as próprias decisões e os próprios erros.

6 – Se não se mexer nada acontece

A essa altura você já entendeu, mas não custa repetir. O negócio não se resolve sozinho, as oportunidades não pipocam do nada, salvo deliciosas exceções.

Há um trabalho constante de lidar com problemas internos e externos, de manter contato com clientes, organizar a agenda, atualizar-se com o que a concorrência está fazendo, observar o mercado e as tendências

É muito trabalho e, se estiver sozinha, todos os departamentos serão você. É preciso se organizar e se manter fiel a uma rotina, na maior parte do tempo. Até a sua flexibilidade precisará ser organizada para que possa ser viabilizada.

Ir atrás do que quer é a base do empreendedorismo. Não cabe aí vergonha nem preguiça.

7 – Você será seu departamento de marketing

Divulgar o que faz, saber “vender seu peixe” é a parte mais dolorosa do trabalho para muitos.

Se for seu caso, considere se preparar para abrir a boca em reuniões e eventos, desinibir-se e ter cara de pau para mandar mensagens oferecendo trabalho e aprender a lidar com redes sociais.

Sim, o bê-á-bá da divulgação hoje envolve alguma dose de marketing em redes sociais, em vários moldes: fazendo conteúdo, entrando em contato com futuros clientes, divulgando feitos…

Se não tiver ninguém mais para fazer isso por você, vai ter que perder o medo e pôr a mão na massa, goste ou não.

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3 técnicas para realizar o dobro nos 6 meses que faltam para o ano acabar http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/06/19/3-tecnicas-para-realizar-o-dobro-nos-6-meses-que-faltam-para-o-ano-acabar/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/06/19/3-tecnicas-para-realizar-o-dobro-nos-6-meses-que-faltam-para-o-ano-acabar/#respond Wed, 19 Jun 2019 07:00:54 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2078

Que tal aproveitar o dia mais tranquilo para fazer um balanço e programar o restante do ano? (Foto: PEXELS)

Do plano de se aperfeiçoar no inglês ao projeto fora do escopo do dia a dia que não saiu do papel, o que gostaria de fazer ainda neste ano, mas deixou engavetado até agora? Já se passaram seis meses de 2019, e você só se tocou agora de que deixar para depois pode custar mais um fim de ano com a incômoda sensação de que poderia ter feito mais?!

É o seu caso?

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No que depender de mim, ajudarei você a evitar essa frustração, não com pílulas motivadoras, mas com técnicas eficazes de produtividade.

A ideia aqui é dividir com você três das ferramentas mais utilizadas no coaching de empresas e executivos para acelerar seus resultados.

Aproveite o feriado para sentar e fazer seu plano de ação usando o trio de ideias a seguir.

1) Usar a proporção 80/20 para priorizar

Conhecida como a Lei de Paretto, a proporção 80/20 postula que 80% dos resultados que obtemos decorre de apenas 20% das atividades que fazemos. Há várias maneiras de aplicar essa teoria, popularíssima no campo da administração. Mas aqui vamos nos ater ao viés da produtividade.

Imagine que a maior parte dos resultados positivos que vem tendo na sua vida pode estar vindo de atividades com as quais você ocupa pouquíssimo tempo!

Isso é especialmente aplicável quando se trata de planos B ou de projetos que não estão exatamente previstos no trabalho. Aquela ideia que parece mirabolante sobre a qual você gostaria de pesquisar mais; o curso extra que ninguém mais está fazendo, o projeto fora da caixa que está começando como um hobby, o evento que vai custar todo o fim de semana “só” para fazer contatos…

As atividades que estão sendo negligenciadas, ou ocupando apenas 20%  do seu tempo, são as mesmas que poderiam elevar a autoconfiança, trazer reconhecimento profissional, acelerar a transição de carreira e assim por diante. Ou seja, você pode estar ocupando só 20% do seu tempo e dedicando pouquíssima energia (e até dinheiro) ao que é mais importante e traz 80% dos resultados.

Entendeu?

Para aplicar a Lei de Paretto, sugiro que liste todas as atividades que faz hoje profissionalmente (tarefas diárias, cursos, reuniões, pesquisas…) e coloque a média de tempo que gasta para cada uma. Depois escolha, entre elas, aquela que traz mais resultados macro — de longo prazo, ou que sejam fundamentais para levar sua carreira ao próximo nível.

É nesta atividade que deve se concentrar até dezembro. Substitua uma tarefa menos importante por essa, dedicando mais tempo ao que definiu como importante no dia a dia.

Para fazer com que isso funcione em meio à rotina corrida, use a técnica a seguir.

2) Mirar na Lei de Parkinson para render mais

A Lei de Parkinson postula que as tarefas se expandem de acordo com o tempo que damos a elas. Ou seja: se você determinar que vai fazer algo até dezembro, provavelmente levará esse tempo para finalizar, mas se determinar que terminará em um mês, há grandes chances de cumprir esse prazo.

Por isso, depois que definir o que é prioridade para que 2019 seja um ano especialmente produtivo, como propus no tópico anterior, é hora de planejar um passo a passo considerando prazos mais apertados do que gostaria.

Para que a técnica funcione melhor, sugiro se comprometer com alguém — um cliente, um sócio, um amigo ou até nas redes sociais. A vergonha por “furar” vai lhe estimular a cumprir o que prometeu. Se marcou uma reunião com a diretoria para o início do mês que vem para apresentar uma ideia provavelmente vai se obrigar a montar uma apresentação.

Outra tática é se colocar à prova. Se tiver um exame de proficiência em língua estrangeira para prestar em outubro, vai valorizar cada aula do curso às terças e quintas à noite e ainda arrumará um tempinho para estudar em casa.

Use isso no dia a dia, diminuindo os prazos para tudo o que puder e se comprometendo a entregar.

3) Aplicar a técnica do Roadmap para planejar

É fundamental estabelecer prioridades e encurtar prazos no dia a dia, mas, sem um planejamento de longo prazo, a chance de se perder ou desanimar no caminho é grande.

Aí entra a ferramenta do roadmap, que nada mais é que estabelecer os passos necessários para chegar a um objetivo e posicioná-los em uma linha do tempo.

Faça assim: trace uma linha diagonal em uma folha em branco e coloque o ponto inicial sendo hoje e o final em dezembro de 2019. Comece de trás para frente, perguntando-se o que quer ser realizado no fim do ano. A partir disso vá se perguntando: “Para que isso tenha acontecido, o que preciso ter feito antes?”.

Vá fazendo essas perguntas e esmiuçando as atividades necessárias até chegar ao início — o dia de hoje.

Minha sugestão é que, depois disso, você olhe a linha do tempo em ordem cronológica e analise se precisa alterar algum prazo ou incluir algum passo que não vislumbrou.

Use o roadmap como um guia de prioridades mês a mês e cheque sempre se está dedicando tempo extra para as tarefas que tendem a trazer 80% dos resultados profissionais desejados. Realize-as mais rapidamente, usando os prazos estabelecidos usando a Lei de Parkinson e se comprometendo com terceiros.

Cheque o andamento dos objetivos na primeira semana de todos os meses e ajuste o roadmap se precisar.

2019 (ainda) promete, mas só vai cumprir se você se esforçar para isso.

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5 dicas para fazer do seu namorado um parceiro de crescimento profissional http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/06/12/5-dicas-para-fazer-do-seu-namorado-um-parceiro-de-crescimento-profissional/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/06/12/5-dicas-para-fazer-do-seu-namorado-um-parceiro-de-crescimento-profissional/#respond Wed, 12 Jun 2019 07:00:37 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2058

Treinar para reuniões, poupar em conjunto, organizar a semana: usem o tempo juntos para crescer também na carreira (Foto: PEXELS)

Vamos partir da premissa de que você escolheu uma pessoa do bem e que torça para seu crescimento profissional, certo?

A partir disso, posso dizer que existem formas de praticar o incentivo mútuo que vão além do “boa sorte nessa entrevista, amor”. Separei 5 dicas para começar hoje, no Dia dos Namorados, a levar essa parceria para o próximo nível.

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Vamos a elas.

1 – Use os fins de semana juntos para fazer mais programas culturais

Não é sobre tornar 100% dos momentos úteis, mas sobre acrescentar algo cultural ou produtivo para a carreira de ambos nos momentos a dois.

Fins de semana, por exemplo, não precisam estar completamente fora da programação de desenvolvimento profissional. Fica mais fácil, porém, quando os dois compartilham o objetivo de relaxar aprendendo.

Programas culturais são um meio-termo bom, porque acrescentam conhecimento sem necessariamente ter aquela cara de “estamos trabalhando”. Cinema, museu, feira…

Usem a cabeça para aprender algo juntos — ambos se tornarão mais interessantes e elevarão a qualidade dos assuntos, que tal?

2 – Compartilhem cursos, assistam a TEDs, comentem leituras

Além dos programas culturais, por que não adicionar uma palestra online aqui, um documentário acolá? Não precisa fazer um clube do livro privado, mas vale trocar impressões sobre leituras, compartilhar textos e até fazer o mesmo curso online.

São pequenas atitudes que podem parecer artificiais de início — caso não estejam acostumados a falar tanto de trabalho –, mas que contribuirão para cada um crescer na carreira e intelectualmente… e até se conhecerem melhor.

3 – Aproveitem o domingo à noite para fazer o planejamento semanal

Se você ainda não está programando as principais tarefas da semana, faça o teste de se sentar diante de um caderno ou de um bloco de notas na sexta-feira no fim do dia ou no domingo à noite para definir a prioridade da semana, alocar as principais tarefas e incluir alguns programas que não estariam previstos na agenda convencional de trabalho.

Essa é uma das técnicas mais básicas de produtividade, porque incentiva fazer mais do que ir e voltar do trabalho e entrar no piloto automático.

A sugestão é que ambos se sentem lado a lado para organizar, como se fosse uma reunião express de diretoria. Em menos de 10 minutos vocês terão se programado e estarão com menos daquela clássica queda de ânimo de fim de domingo. Pode fazer e me contar :-).

4 – Use a inteligência emocional para separar o conselheiro do namorado

Se vocês são um casal que troca figurinhas profissionais e treina junto para reuniões importantes ou conversa sobre os desafios do dia a dia, parabéns, isso tende a ser saudável e produtivo.

Acontece que muitas pessoas fazem isso e ficam magoados um com o outro quando recebem um feedback sincero, o que prejudica a relação.

Nessa hora, sugiro se lembrar de que ali quem está falando é seu parceiro de incentivo profissional, talvez uma das poucas pessoas que vai poder dar uma opinião sincera (aquela que seus colegas e amigos chegados podem estar sem coragem de falar).

Desde que haja delicadeza na forma de falar, que a intenção seja de ajudar e que o trato seja de se ajudar mutuamente, será ótimo saber em que você tem oportunidade de melhorar. Trabalhe a capacidade de lidar com críticas para separar as opiniões tóxicas dos feedbacks construtivos.

5 – Faça um plano financeiro de casal à parte dos individuais

Parte importante da vida profissional tem a ver com saber lidar com dinheiro.

Se ainda não guardam nada e nunca conseguem fazer uma viagem a dois, por exemplo, tentem criar uma poupança do casal à parte para viagens ou para programas do fim de semana. É um bom jeito de treinar o hábito de poupar, e o estímulo de fazer algo a dois vai ajudar na programação.

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Novo livro dá dicas para ser uma influencer no LinkedIn. Veja 5 passos http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/06/05/novo-livro-da-dicas-para-ser-uma-influencer-no-linkedin-veja-5-passos/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/06/05/novo-livro-da-dicas-para-ser-uma-influencer-no-linkedin-veja-5-passos/#respond Wed, 05 Jun 2019 07:00:05 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2039

Todo mundo é um influenciador digital em potencial, mas para que aconteça é preciso produzir conteúdo constantemente (Foto: PEXELS)

alguns anos o LinkedIn vem se consolidando como plataforma de conteúdo, perdendo o viés apenas de ferramenta de busca de vagas e se tornando uma ferramenta de branding e marketing pessoal.

Mas como começar a trilhar o caminho da produção de conteúdo por ali? Quais temas escolher? Como melhorar o perfil?

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O novo livro “Unique Stories” se propõe a responder tudo isso. Foi escrito por Flávia Garmonar, expert em LinkedIn e uma de suas Top Voices, com mais de 1 milhão de seguidores na plataforma.

A obra parte da premissa de que todos somos potenciais influenciadores, e isso pode se concretizar desde que tenhamos verdade e nos dediquemos a encontrar e disseminar nossa “unique story”, uma história particular que tenha sido decisiva para a nossa carreira e tenha força para nos conectar com os outros.

Aqui, divido 5 dicas que considerei as mais preciosas para quem quer exercitar seu poder de influência no LinkedIn. Vamos a elas.

1. Encontre sua história única e a destaque no perfil

A descrição do seu perfil, assim como a foto, são seus cartões de visita. Eles estão coerentes como a imagem que deseja transmitir?

Flávia indica, para começo de conversa, evitar fotos com baixa resolução ou “cortadas”, aquelas que são tiradas em grupo e editadas.

Além disso, crie uma história que defina sua trajetória profissional e mostre um diferencial, em vez de só repetir o currículo no topo do perfil. Seus dados básicos já estarão preenchidos, use esse espaço para agregar, mostrar personalidade, incluir o que não caberia em um CV tradicional. Considere ainda tornar o próprio cargo que ocupa mais atrativo e interessante do que o que está na carteira de trabalho.

Vale a pena gastar tempo escrevendo este texto, mostrar a mentores e outros profissionais, lapidando o máximo possível o que será a primeira impressão que vai causar na rede. Procure o que de mais interessante e único lhe aconteceu como ponto de partida. Todo mundo tem uma história e algo interessante a dizer. Basta se dedicar para encontrar o caminho.

2. Trabalhe o LinkedIn como o que é: uma rede social

Se você quer mais do que procurar vagas nessa plataforma é bom começar a interagir com as pessoas. Tentar contato com gente interessante, que admire, é um bom começo. Mas o faça sempre com respeito e delicadeza, para não parecer spam nem ser taxado de inconveniente.

Responda comentários, curta e comente posts bacanas, compartilhe dados e links bacanas, faça posts menores além dos artigos.

A presença digital requer constância de conteúdo e interação, de preferencia diária. Se você aparecer duas vezes por mês para dar uma espiada, vai ter perdido a chance de conversar e escrever sobre os tópicos do momento.

3. Use sua especialidade e divida os aprendizados

O primeiro aspecto é básico: escreva artigos, e eles não precisam ser minúsculos, deixe isso para o Twitter. Para iniciar sua jornada como autor no LinkedIn é preciso produzir conteúdo sempre, só assim para se tornar relevante e influenciar seguidores.

E o livro traz algumas soluções para resolver a crise do “o que eu escrevo?”, dentre as quais destaco a capacidade de se colocar na posição de aprendiz e a de falar sobre sua especialidade e sua experiência no mercado.

Até os mais prosaicos acontecimentos do seu dia a dia podem se tornar análises curiosas e úteis — e esta é uma palavra importante. Pense em como pode ser útil e influenciar na tomada de decisão de quem está lendo seu texto. As pessoas querem resolver seus problemas, veja como pode ajudá-las e elas retribuirão com engajamento.

Colocar-se na posição de aprendiz também é eficiente para a construção de autoridade. Você pode dividir o que leu, falar sobre um documentário a que assistiu, indicar um curso… E também ganhará com isso. Flávia cita que aprendemos 95% melhor quando ensinamos!

4. Lapide os títulos para que sejam mais atraentes

Não é exatamente uma novidade, mas convém ressaltar: criar títulos considerando como as pessoas procuram informação na internet ajuda seu texto a performar melhor. Sim, tudo a ver com o famoso SEO — Search Engine Optimization.

Dados do próprio LinkedIn mostram que 85% das pessoas só leem os títulos. Entende a importância disso para a criação da sua reputação na rede social?

Pense ainda no comportamento do consumir, que mudou drasticamente nos últimos anos. Ele tende a tomar mais decisões por impulso, no que o Google chama de “micromomentos”, que incluem entrar na internet para saber coisas, pesquisar lugares, descobrir como fazer alguma coisa ou comprar.

Tenha isso em mente ao escrever. Em qual desses micromomentos você pode se encaixar?

Lembre-se ainda de procurar fotos atraentes para os artigos e enriquecê-lo com links e referências externas.

5. Crie repertório como uma tarefa diária

Se você não evoluir como profissional e pessoa, como vai alimentar o conteúdo? Escrever artigos requer repertório, o conhecimento que você acumula.

Isso pode vir da vivência no dia a dia — Flávia sugere anotar ou tentar escrever assim que algo despertar uma ideia de texto.

Também indica ler o máximo de livros possível, consumir mais artigos compartilhados no próprio LinkedIn, frequentar eventos da sua área, sair da toca!

 

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Criatividade é para você, sim! Turbine a sua quebrando 3 mitos sobre o tema http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/05/29/criatividade-e-para-voce-sim-turbine-a-sua-quebrando-3-mitos-sobre-o-tema/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/05/29/criatividade-e-para-voce-sim-turbine-a-sua-quebrando-3-mitos-sobre-o-tema/#respond Wed, 29 May 2019 07:00:15 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2016

Criatividade não é só sobre ter “a” grande ideia nem requer um lugar especial. Você pode acessar seu lado criativo onde está (Foto: PEXELS)

Você se considera criativa? E se eu disser que é menos sobre SER e mais sobre ESTAR? Ou, melhor, sobre LAPIDAR e TREINAR?

É assim que se entende criatividade hoje. Por mais que algumas pessoas pareçam mais criativas que outras, há pelo menos duas questões a serem consideradas: 1) o que isso significa na prática, afinal? ; 2) será que podemos aumentar nossa capacidade criativa?.

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Então, antes de se julgar pouco apta a ter boas ideias, entenda que esta é uma habilidade de pessoas normais e que, mesmo sem o chip da criatividade — se é que isso existe –, você pode desenvolvê-lo com treino.

Outro ponto: criatividade não serve só para produzir obras de arte, ao contrário, é o básico do básico para se tornar boa em resolver problemas. E estes, ah, eu sei, você tem para resolver, né?

É sobre criar algo a partir do que está posto e fazê-lo consciente e ativamente. Debruçando-se sobre a questão vai parecer que, do nada, você teve uma resposta. Não é “do nada”. A resposta, ou a solução criativa, veio porque você pensou sobre aquilo. Deu material para seu cérebro trabalhar e persistiu.

Pensando nisso, trago três dos principais mitos sobre criatividade e ideias para quebrá-los na prática. O objetivo é simples: fazer você ativar seu lado criativo. Dá para fazer isso agora e para conseguir resultados melhores no trabalho atual.

Veja como a seguir.

MITO 1: Criatividade é coisa para artistas, para quem nasceu com isso

Essa ideia é tão difundida quanto falsa.

A vasta pesquisa feita pela autora Carol S. Dweck, professora de psicologia na Universidade Stanford, e publicada no livro best-sellerMindset”, demonstra que podemos nos desenvolver em níveis muito mais altos do que pensamos, inclusive na seara artística, desde que nos esforcemos para isso.

Basta acreditar no esforço, valorizar o processo e, principalmente, persistir.

A pesquisa desafia o próprio conceito de gênio — para Carol, o gênio é aquele que treinou e masterizou uma competência, não alguém que nasceu com um talento especial e viu brotar uma sacada do nada.

Falei sobre crenças e sobre o mindset de crescimento, o ideal para desenvolver qualquer nova habilidade.

Tente isto em casa 

Escolha uma coisa nova que gostaria de aprender. Uma, apenas uma. E proponha-se a trabalhar para isso todos os dias por meia hora durante um mês. Anote o que sabe sobre o tema no dia 1 e depois o que sabe sobre o tema no dia 30. É uma prova dos 9 que parece banal, mas que vai lhe provar que pode melhorar em qualquer habilidade tendo nascido com propensão para aquilo ou não.

Quando pensar em desanimar ao se comparar com a pessoa que já nasceu com mais habilidade que você, lembre-se de que, se essa mesma pessoa não treinar nada, provavelmente ao longo da vida se tornará medíocre no tema. Sem esforços não há gênios — não sou eu quem diz, mas a aprofundada pesquisa da Carol Dweck.

MITO 2: A criatividade aflora em ambientes propícios

Uma das maiores quebras desse muito veio de uma pesquisa da Lancaster University publicada em fevereiro deste ano, que comprovou não existir relação entre ouvir música e fazer trabalhos criativos. Pelo contrário! Contrariando a crença de que um bom som estimula essa habilidade, os pesquisadores mostraram que ele, mesmo sendo apenas instrumental, pode confundir o pensamento e a articulação verbal. Isso mesmo: atrapalha!

Ou seja, talvez você, aí fechada em um escritório sem sal, pretensamente careta, pode ter as ideias bem mais geniais do que a pessoa que está no coworking mais cool da cidade, cheio de cantinhos instagramáveis e uma música hipster bacana rolando no café.

É claro que pessoas têm diferentes perfis e tendem a ser estimuladas de diferentes maneiras. Mas você entendeu: não precisa esperar as condições ideais externas para criar. Encontrar soluções criativas é algo que está dentro da mente.

Outro exemplo que já citei aqui é o dos escritores profissionais. Os monstros espetaculares de Stephen King não foram criados em meio de parques temáticos, mas em escritórios que nada tinham de fantásticos. A “mágica” estava na sua constância em sentar-se à mesa para escrever, no encarar a página em branco com regularidade.

Tente isto em casa 

Sente-se, insista, encare também a tela em branco que uma hora a criatividade vem. Crie um horário fixo para trabalhar no projeto que exige mais esforço ou criatividade e mantenha-se ali mesmo quando o dia não for produtivo. Ele virá. Tente fazer isso em silêncio até para dar uma chance aos estudos recentes sobre o tema e, se puder, no período da manhã.

MITO 3: Criatividade mesmo é pensar fora da caixa

Ser criativo pode ser simplesmente ver o que os outros não estão vendo. Soluções simples, elementares, podem ser as mais criativas, mesmo sem qualquer grau de inovação.

Lembra o conceito de criatividade como resolução de problemas? Pois é. Buscar o elementar, o básico, pode ser o ponto de partida do seu olhar criativo, muito mais do que pirar em soluções mirabolantes. É o tal do feijão com arroz bem feito, o óbvio que está embaixo do nariz sem ser notado.

Quem sabe não está aí sua capacidade criativa?! Voltada a treinar o olhar para ver o que ninguém mais parece enxergar e trilhar o caminho óbvio?!

Tente isto em casa

Descanse a mente. Seu cérebro tem uma capacidade limitada e não vai conseguir concluir o óbvio se estiver atolado. Comece solucionando problemas simples em horários diferentes para observar qual funciona melhor para você. Normalmente, as manhãs são fresh. Mas observe seu caso!

Comece treinando com seus problemas. O que anda lhe aborrecendo? Quais seriam as maneiras mais simples de resolver a questão? Coloque todas as alternativas no papel e escolha a que mais se adequa. Pode ser que a mais óbvia não seja a melhor, mas muitas vezes, você vai notar, tampouco seria a mais complexa de todas.

Quanto mais treinar escrever soluções, mais rapidamente as opções aflorarão na próxima vez e, com o tempo, a necessidade de escrever para organizar a cabeça diminuirá. Como boa parte das competências, esta melhora consideravelmente se você treinar.
“Só” isso.

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Autoconfiança é a chave para crescer na carreira! Aumente a sua em 5 passos http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/05/23/autoconfianca-e-a-chave-para-crescer-na-carreira-aumente-a-sua-em-5-passos/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/05/23/autoconfianca-e-a-chave-para-crescer-na-carreira-aumente-a-sua-em-5-passos/#respond Thu, 23 May 2019 07:00:41 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1998

Autoconfiança pode sim ser construída e realizar metas diárias é um dos atalhos (Foto: PEXELS)

Claro, você precisa antes de tudo ser boa no que faz para subir na carreira, ter um negócio bem-sucedido e ser reconhecida como autoridade em uma área. Mas se não tiver confiança para dar as caras e comunicar isso pode ser que seus resultados sejam inferiores à sua competência.

Talvez você já esteja passando por isso, talvez queira prevenir uma situação de insatisfação profissional…

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Em todo caso, vale considerar o que uma pesquisa recém-saída do forno demonstrou recentemente: a maioria das mulheres que chegam a cargos de liderança tende a acreditar que não tem barreiras relevantes para o sucesso. Elas também são seguras o suficiente para comunicar seus planos e se autopromover.

Em resumo, são AUTOCONFIANTES.

Se você sente que este é seu calcanhar de Aquiles profissional, pode ativamente trabalhar para melhorá-lo. Autoconfiança não é uma benesse que simplesmente nasce com você, um dom. Funciona mais como uma habilidade, uma competência que pode ser desenvolvida.

É para isso que serve o roteiro abaixo, com muitas das dicas baseadas em estudos da Psicologia Positiva.

1) Escolha uma área para ser excelente

Primeiro o mais importante: tornar-se realmente boa em algo e sentir que evolui um pouco a cada dia naturalmente aumentará sua confiança para atuar naquilo ou falar sobre o tema.

Se quer ser vista como excelente, oras, seja excelente!

Mas escolha uma área apenas para se dedicar de início: se quiser ser especialista em várias áreas, a chance de permanecer medíocre nas duas ou três é maior, assim como a possibilidade de desistir no caminho. Fora que você dificulta para as pessoas entender em qual assunto você é expert.

Só existe um porém: muitas vezes, você já é muito boa e não consegue achar que é suficiente e acaba entrando em uma sequência infindável de validações, que resulta numa jornada de cursos e leituras acompanhada de inação.

Leia sobre essa mania de fazer cursos e lembre-se: você sempre vai poder evoluir, mas o ideal é começar a atuar antes de se sentir 100% pronta, até porque o tal do 100% pode não vir e você estará se sabotando.

2) Crie metas pessoais diárias

De preferência anote as metas que tem para aquela semana e depois para cada um dos dias. O simples ato de “ticar” algo da lista promove sensação de bem-estar e faz com que se sinta mais autoeficaz — ou seja, mais confiante de que consegue realizar.

A autoeficácia, junto com uma boa autoimagem e uma autoestima em dia, é crucial para a construção da autoconfiança.

As metas diárias, que gosto de chamar de micrometas, podem ser tão simples quanto tomar 2,5 litros de água por dia, caminhar por 20 minutos na hora do almoço ou mandar uma mensagem de agradecimento para uma pessoa. Atitudes simples e no âmbito pessoal mesmo.

Se quiser expandir a técnica, experimente agregar metas profissionais que fujam da agenda cotidiana, como fazer a primeira parte da pesquisa para aquele projeto novo ou ler tantas folhas de livro por dia.

Tudo isso aumenta a autoeficácia e, por consequência, a autoconfiança.

3) Faça um inventário de conquistas

Técnica usada nos processos de coaching ao alcance de todas nós: dedique um tempo a fazer uma lista de tudo que já conquistou na vida. Vale lembrar feitos de infância, conquistas da escola, dificuldades de saúde ou de relacionamento  superadas, diplomas conquistados, cursos concluídos, empregos, atitudes corajosas, “nãos” importantes ditos, superações de toda sorte.

De posse dessa lista, certamente você se sentirá mais confiante de que, sim, realizou muito na vida. Vale ler isso toda manhã ou sempre que precisar de um gás, um “boost” de autoestima.

4) Pare de fugir da terapia

Quantos mal-entendidos perduram sobre o que é e para que serve a terapia a essa altura do campeonato, né? Você não precisa estar passando por depressão ou algo do tipo para procurar um psicólogo e começar a investigar sua mente mais a fundo.

A terapia é uma ferramenta poderosa de autoconhecimento, que permite aprofundar questões da infância, mas também atualíssimas, que podem estar aí, minando sua autoconfiança e lhe sabotando no trabalho atual. Considere essa possibilidade.

Se a terapia parecer demais para você no momento, sugiro que crie o que chamo de Caderno de Você, que nada mais é que o nome que dou para o velho e bom diário.

Neste caderno, você pode escrever sobre seu dia, mas também responder a outras perguntas, muitas delas bastante efetivas para aumentar o autoconhecimento e o nível de satisfação com a vida, como comprovam diversas pesquisas no seguimento de Psicologia Positiva.

Ideias para escrever no caderno:

  • que emoções estou sentindo? e quais gostaria de sentir? 
  • pelo que sou grata no meu dia? e na minha vida?
  • qual meu maior objetivo para hoje? e para a semana? 
  • o que posso fazer para ser 1% mais feliz hoje? 
  • o que valorizo? estou vivendo de acordo com isso? 
  • o que tenho de melhor e posso usar para ampliar meus resultados?
  • para quem eu gostaria de falar algo bom ou quem gostaria de agradecer? 
  • se eu pudesse criar um mantra que me faria feliz hoje, qual seria? 

5) Pratique a autogentileza em rituais diários

Autogentileza e autocuidado são mais que termos da moda, uma maneira efetiva de melhorar a visão que tem de si e forjar tempo para olhar para dentro. Criar rituais diários, ou hábitos, ajuda bastante.

Minha sugestão é um ritual matinal — está aí o sucesso do método d’O Milagre da Manhã para mostrar como isso funciona.

Pode ser um ritualzinho bem menor e mais singelo, de 5 passos: acordar, escrever três agradecimentos em um bloco de anotações, tomar um copo inteiro de água, alongar-se por 5 minutos e fazer café. Pronto, repetir isso todos os dias não só incrementa a eficácia pessoal em um senso mais prático, do qual falei no item 2, como promove a sensação de “olhar para si mesma”.

Rituais de beleza, acender uma vela enquanto relaxa no final do dia, meditar…

A autogentileza passa ainda por um modo de pensar em si. Quando se pegar se maltratando porque cometeu um erro, tente tirar o pensamento de autoflagelo do piloto automático e se conscientizar do mantra: “não existe fracasso, só existe aprendizado”.

Aproveite, se puder, para anotar qual aprendizado tira da situação desconfortável e imediatamente emendar com alguma atividade que lhe tire do ciclo de pensamentos negativos.

 

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Quer se tornar líder? Nova pesquisa desvenda as 5 competências essenciais http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/05/17/quer-se-tornar-lider-nova-pesquisa-desvenda-as-5-competencias-essenciais/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/05/17/quer-se-tornar-lider-nova-pesquisa-desvenda-as-5-competencias-essenciais/#respond Fri, 17 May 2019 07:00:37 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1973

Confiar que não há barreiras para o sucesso e fazer já seu plano de carreira: duas das chaves para aumentar as chances de chegar à liderança (Foto: PEXELS)

A gente sabe que ainda hoje o abismo de cargos de liderança entre homens e mulheres é enorme. Em 2017, o percentual de mulheres líderes representou apenas 25% no mundo todo. Também temos ciência de que isso decorre de uma série de distorções e crenças machistas acumuladas por anos e que estão até a última gota embutidas na cultura organizacional das empresas.

Mas do ponto de vista do comportamento individual, há algo a fazer para combater a disparidade de gênero e criar atalhos para chegar a cargos de liderança? Não diria atalhos, mas, sim, há valores e habilidades que parecem aumentar as chances de crescer e nos sentimos mais satisfeitas com a carreira.

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Os insights vieram de um recente levantamento feito nos Estados Unidos com 230 pessoas, liderado pela consultora Tammy Heermann, vice-presidente sênior de prática de transformação de lideranças da Lee Hecht Harrison (LHH). Os resultados estão sendo usados globalmente pelo programa “Impulsionando Mulheres na Liderança“, coordenado por Mara Turolla, gerente de desenvolvimento de talentos da LHH. 

Na própria pesquisa, mais de 80% dos entrevistados disse perceber que o desenvolvimento das mulheres era um ponto crítico no negócio, mas menos de 30% estavam satisfeitos com as iniciativas para este fim. Por isso, foram levantados dados que incluíam a cultura da empresa, os comportamentos de cada profissional e as práticas organizacionais.

Aqui na coluna, o foco são os comportamentos e os valores mais frequentes entre as líderes. Segundo o levantamento, 5 são unânimes — e são eles que, a seguir, viraram dicas de carreira para você que quer subir de cargo.

1 – Faça um plano de carreira e fale sobre isso

O que foi observado é que as mulheres mais satisfeitas com suas posições nas empresas tinham se planejado para isso! O tal do plano de carreira — que nada mais é do que definir um objetivo, os passos para chegar lá e acompanhar o processo — tem sido mais feito por homens do que por mulheres historicamente.

Mas não basta fazer o plano, tá? É preciso contar para mais gente, angariar aliados, que podem se tornar de mentores a parceiros em projetos. Falar estrategicamente sobre os seus planos não pega mal, ser ambiciosa não é ruim! É assim que a gente aplica o popular “ninguém faz sucesso sozinho”.

Dica prática: fazer um plano de carreira não precisa ser necessariamente ter o nome do cargo e o prazo para atingi-lo na ponta da língua, como era antigamente. Se a ideia de criar um planejamento for muito distante para você, comece por imaginar o objetivo como uma espécie de projeto.

Que projeto de carreira você gostaria de completar em um ano? O que precisa fazer na prática, no dia a dia, para chegar lá? Coloque isso numa linha do tempo, com ações mês a mês. Não é nenhum bicho de sete cabeças e já dá um belo norte.

Escolha bem as pessoas com quem pretende compartilhar seu plano. Uma ideia é começar apenas pedindo feedbacks do que fez até agora e, se sentir abertura, conselhos a esses superiores.

2 – Destrave e entenda o poder da autopromoção

“Mulheres bem- sucedidas sabem como admitir suas qualidades e conquistas, explicar como elas agregam valor à organização, e pedir oportunidades para crescer e progredir”, diz Tammy, no texto da LHH. 

É o avesso de esperar que seus resultados falem por você — seria lindo, mas não é assim na prática. O pior é que, acometidas que somos pela Síndrome da Impostora (já falei dela aqui), muitas vezes achamos que demos sorte, que nem foi tão bem feito assim ou, pior, que vai pegar mal falar bem de si mesma. É ou não é?

Isso se agrava quando vem a hora de pedir uma promoção. Se você nunca comunica o que faz, é claro que se sente insegura em ir de uma hora para a outra pleitear um aumento. Construa esse caminho e não tenha medo de mostrar que consegue e que quer a chance quando vir uma oportunidade.

Dica prática: entenda que a capacidade de comunicar o que faz hoje é tão importante quanto a execução em si e que isso não diminui em nada a qualidade do que fez, pelo contrário! Comece criando uma lista dos últimos resultados que trouxe para o lugar em que trabalha e escreva do lado como na prática “promoveu” essa informação, se é que o fez.

Há ainda algo que possa fazer para levar os créditos? Qual vai ser sua estratégia para deixar isso mais claro na próxima reunião ou no relatório dos resultados?

Destrave a fala sobre si mesma ainda em oportunidades informais, como pausas para o café, contando sobre algo que acabou de dar certo.

3 – Desenvolva suas habilidades de influenciadora

Calma, ninguém está falando sobre influência digital, embora esta seja uma ferramenta utilíssima em vários ramos de atuação. Somos todas influenciados em potencial e, de acordo com a pesquisa, essa é uma habilidade essencial em líderes femininas, que encontram dificuldade para convencer quem trabalha nos níveis superiores, especialmente homens.

Para não ser engolida numa situação assim, é preciso estar confiante e treinada.

Dica prática: é o básico do coaching, tanto para atletas quanto para executivos, mas lá vai: treine o que for fazer exaustivamente até que fique automático para você. Essa técnica aumenta a autoconfiança, porque ajuda na leitura dos diferentes cenários e “limpa” o discurso, torna-o mais assertivo e coerente.

Outra técnica de persuasão sobre a qual já falei aqui é o rapport, a capacidade de espelhar o comportamento do interlocutor por meio de expressões, de gestos.

Cuide ainda da imagem que quer transmitir dependendo de quem for encontrar. Cores, shapes de roupas, cada escolha conta para transmitir uma imagem adequada aos seus objetivos — não venha dizer que isso é futilidade, somos todos “letrados” visualmente, e a primeira impressão é causada em cerca de 7 segundos. Perder essa oportunidade pode ser o equivalente a perder um negócio.

4 – Aprenda a delegar mais

Claro que para ter posições com mais responsabilidade é preciso aprender a delegar, e é isso que as mulheres do estudo faziam: deixavam sua agenda mais voltada a questões estratégicas e repassavam tarefas burocráticas, com prazos e metas bem claros. Isso de estar atolada não é uma qualidade esperada das líderes. Você não precisa estar até o pescoço de trabalho para subir, precisa saber administrar as demandas com inteligência.

Dica prática: comece por saber absolutamente tudo o que faz no dia a dia. Parece banal, mas muita gente não tem a exata noção da quantidade de tarefas que executa em um dia de trabalho e muito menos de quanto tempo leva para cada uma.  Passe de um a três dias anotando tudo e você flagrará os padrões e o que anda roubando seu tempo.

É comum que passemos muito tempo resolvendo coisas pequenas e menos importantes, embora aparentemente urgentes, e deixando as “macro” para depois.

É o avesso do comportamento de uma líder!

A partir do seu levantamento de tarefas, liste todas as que poderiam ser feitas por outras pessoas ou deixadas de lado (acredite, haverá).

O perigo é cair no microgerenciamento, querer saber todos os detalhes do andamento do que delegou… Se perceber que está indo por esse caminho, policie-se. Talvez ninguém faça tão bem quanto você, mas se for você a pessoa a fazer sempre, a tarefa nunca sairá do seu colo e não sobrará espaço para as maiores, que seu novo cargo vai demandar.

5 – Melhore suas crenças sobre o sucesso

Não se trata de negar a realidade sobre a qual falei no início do texto: sim, existem disparidades; sim, as mulheres ainda têm muito menos espaço, sofrem preconceitos, são menos consideradas para cargos superiores. Mas as pesquisadas com cargos mais altos tinham “diferenças sensíveis em seu pensamento. Elas acreditavam que não havia barreiras para si mesmas”. É como se tivessem se blindado mentalmente, sabe?

Dica prática: comece a trabalhar suas crenças limitantes o quanto antes, porque é um processo contínuo. Leva tempo para trocar o mindset fixo (a crença de que as coisas são como são e pouco podemos fazer para modificá-las) pelo mindset de crescimento (segundo o qual podemos desenvolver quaisquer habilidades e quebrar barreiras que não imaginamos).

Esse “trabalhar as crenças” tem a ver com trazê-las à tona, escutar a si mesma quando diz que algo não é possível e se perguntar: “calma aí, por que não?”.

É uma atitude mental, que pode soar clichê para alguns, mas que, segundo os dados mostram, se traduz em confiança e resultados práticos na carreira.

Tem mais dicas sobre como trabalhar crenças e comportamentos para lideranças femininas nesta entrevista com a expert em Psicologia Positiva Flora Victoria, que publiquei aqui na coluna.

 

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