Bru Fioreti http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Fri, 17 May 2019 13:44:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Quer se tornar líder? Nova pesquisa desvenda as 5 competências essenciais http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/05/17/quer-se-tornar-lider-nova-pesquisa-desvenda-as-5-competencias-essenciais/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/05/17/quer-se-tornar-lider-nova-pesquisa-desvenda-as-5-competencias-essenciais/#respond Fri, 17 May 2019 07:00:37 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1973

Confiar que não há barreiras para o sucesso e fazer já seu plano de carreira: duas das chaves para aumentar as chances de chegar à liderança (Foto: PEXELS)

A gente sabe que ainda hoje o abismo de cargos de liderança entre homens e mulheres é enorme. Em 2017, o percentual de mulheres líderes representou apenas 25% no mundo todo. Também temos ciência de que isso decorre de uma série de distorções e crenças machistas acumuladas por anos e que estão até a última gota embutidas na cultura organizacional das empresas.

Mas do ponto de vista do comportamento individual, há algo a fazer para combater a disparidade de gênero e criar atalhos para chegar a cargos de liderança? Não diria atalhos, mas, sim, há valores e habilidades que parecem aumentar as chances de crescer e nos sentimos mais satisfeitas com a carreira.

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Os insights vieram de um recente levantamento feito nos Estados Unidos com 230 pessoas, liderado pela consultora Tammy Heermann, vice-presidente sênior de prática de transformação de lideranças da Lee Hecht Harrison (LHH). Os resultados estão sendo usados globalmente pelo programa “Impulsionando Mulheres na Liderança“, coordenado por Mara Turolla, gerente de desenvolvimento de talentos da LHH. 

Na própria pesquisa, mais de 80% dos entrevistados disse perceber que o desenvolvimento das mulheres era um ponto crítico no negócio, mas menos de 30% estavam satisfeitos com as iniciativas para este fim. Por isso, foram levantados dados que incluíam a cultura da empresa, os comportamentos de cada profissional e as práticas organizacionais.

Aqui na coluna, o foco são os comportamentos e os valores mais frequentes entre as líderes. Segundo o levantamento, 5 são unânimes — e são eles que, a seguir, viraram dicas de carreira para você que quer subir de cargo.

1 – Faça um plano de carreira e fale sobre isso

O que foi observado é que as mulheres mais satisfeitas com suas posições nas empresas tinham se planejado para isso! O tal do plano de carreira — que nada mais é do que definir um objetivo, os passos para chegar lá e acompanhar o processo — tem sido mais feito por homens do que por mulheres historicamente.

Mas não basta fazer o plano, tá? É preciso contar para mais gente, angariar aliados, que podem se tornar de mentores a parceiros em projetos. Falar estrategicamente sobre os seus planos não pega mal, ser ambiciosa não é ruim! É assim que a gente aplica o popular “ninguém faz sucesso sozinho”.

Dica prática: fazer um plano de carreira não precisa ser necessariamente ter o nome do cargo e o prazo para atingi-lo na ponta da língua, como era antigamente. Se a ideia de criar um planejamento for muito distante para você, comece por imaginar o objetivo como uma espécie de projeto.

Que projeto de carreira você gostaria de completar em um ano? O que precisa fazer na prática, no dia a dia, para chegar lá? Coloque isso numa linha do tempo, com ações mês a mês. Não é nenhum bicho de sete cabeças e já dá um belo norte.

Escolha bem as pessoas com quem pretende compartilhar seu plano. Uma ideia é começar apenas pedindo feedbacks do que fez até agora e, se sentir abertura, conselhos a esses superiores.

2 – Destrave e entenda o poder da autopromoção

“Mulheres bem- sucedidas sabem como admitir suas qualidades e conquistas, explicar como elas agregam valor à organização, e pedir oportunidades para crescer e progredir”, diz Tammy, no texto da LHH. 

É o avesso de esperar que seus resultados falem por você — seria lindo, mas não é assim na prática. O pior é que, acometidas que somos pela Síndrome da Impostora (já falei dela aqui), muitas vezes achamos que demos sorte, que nem foi tão bem feito assim ou, pior, que vai pegar mal falar bem de si mesma. É ou não é?

Isso se agrava quando vem a hora de pedir uma promoção. Se você nunca comunica o que faz, é claro que se sente insegura em ir de uma hora para a outra pleitear um aumento. Construa esse caminho e não tenha medo de mostrar que consegue e que quer a chance quando vir uma oportunidade.

Dica prática: entenda que a capacidade de comunicar o que faz hoje é tão importante quanto a execução em si e que isso não diminui em nada a qualidade do que fez, pelo contrário! Comece criando uma lista dos últimos resultados que trouxe para o lugar em que trabalha e escreva do lado como na prática “promoveu” essa informação, se é que o fez.

Há ainda algo que possa fazer para levar os créditos? Qual vai ser sua estratégia para deixar isso mais claro na próxima reunião ou no relatório dos resultados?

Destrave a fala sobre si mesma ainda em oportunidades informais, como pausas para o café, contando sobre algo que acabou de dar certo.

3 – Desenvolva suas habilidades de influenciadora

Calma, ninguém está falando sobre influência digital, embora esta seja uma ferramenta utilíssima em vários ramos de atuação. Somos todas influenciados em potencial e, de acordo com a pesquisa, essa é uma habilidade essencial em líderes femininas, que encontram dificuldade para convencer quem trabalha nos níveis superiores, especialmente homens.

Para não ser engolida numa situação assim, é preciso estar confiante e treinada.

Dica prática: é o básico do coaching, tanto para atletas quanto para executivos, mas lá vai: treine o que for fazer exaustivamente até que fique automático para você. Essa técnica aumenta a autoconfiança, porque ajuda na leitura dos diferentes cenários e “limpa” o discurso, torna-o mais assertivo e coerente.

Outra técnica de persuasão sobre a qual já falei aqui é o rapport, a capacidade de espelhar o comportamento do interlocutor por meio de expressões, de gestos.

Cuide ainda da imagem que quer transmitir dependendo de quem for encontrar. Cores, shapes de roupas, cada escolha conta para transmitir uma imagem adequada aos seus objetivos — não venha dizer que isso é futilidade, somos todos “letrados” visualmente, e a primeira impressão é causada em cerca de 7 segundos. Perder essa oportunidade pode ser o equivalente a perder um negócio.

4 – Aprenda a delegar mais

Claro que para ter posições com mais responsabilidade é preciso aprender a delegar, e é isso que as mulheres do estudo faziam: deixavam sua agenda mais voltada a questões estratégicas e repassavam tarefas burocráticas, com prazos e metas bem claros. Isso de estar atolada não é uma qualidade esperada das líderes. Você não precisa estar até o pescoço de trabalho para subir, precisa saber administrar as demandas com inteligência.

Dica prática: comece por saber absolutamente tudo o que faz no dia a dia. Parece banal, mas muita gente não tem a exata noção da quantidade de tarefas que executa em um dia de trabalho e muito menos de quanto tempo leva para cada uma.  Passe de um a três dias anotando tudo e você flagrará os padrões e o que anda roubando seu tempo.

É comum que passemos muito tempo resolvendo coisas pequenas e menos importantes, embora aparentemente urgentes, e deixando as “macro” para depois.

É o avesso do comportamento de uma líder!

A partir do seu levantamento de tarefas, liste todas as que poderiam ser feitas por outras pessoas ou deixadas de lado (acredite, haverá).

O perigo é cair no microgerenciamento, querer saber todos os detalhes do andamento do que delegou… Se perceber que está indo por esse caminho, policie-se. Talvez ninguém faça tão bem quanto você, mas se for você a pessoa a fazer sempre, a tarefa nunca sairá do seu colo e não sobrará espaço para as maiores, que seu novo cargo vai demandar.

5 – Melhore suas crenças sobre o sucesso

Não se trata de negar a realidade sobre a qual falei no início do texto: sim, existem disparidades; sim, as mulheres ainda têm muito menos espaço, sofrem preconceitos, são menos consideradas para cargos superiores. Mas as pesquisadas com cargos mais altos tinham “diferenças sensíveis em seu pensamento. Elas acreditavam que não havia barreiras para si mesmas”. É como se tivessem se blindado mentalmente, sabe?

Dica prática: comece a trabalhar suas crenças limitantes o quanto antes, porque é um processo contínuo. Leva tempo para trocar o mindset fixo (a crença de que as coisas são como são e pouco podemos fazer para modificá-las) pelo mindset de crescimento (segundo o qual podemos desenvolver quaisquer habilidades e quebrar barreiras que não imaginamos).

Esse “trabalhar as crenças” tem a ver com trazê-las à tona, escutar a si mesma quando diz que algo não é possível e se perguntar: “calma aí, por que não?”.

É uma atitude mental, que pode soar clichê para alguns, mas que, segundo os dados mostram, se traduz em confiança e resultados práticos na carreira.

Tem mais dicas sobre como trabalhar crenças e comportamentos para lideranças femininas nesta entrevista com a expert em Psicologia Positiva Flora Victoria, que publiquei aqui na coluna.

 

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Preocupada com a profissão? Veja um guia de 8 passos para aceitar mudanças http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/05/15/preocupada-com-a-profissao-veja-um-guia-de-8-passos-para-aceitar-mudancas/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/05/15/preocupada-com-a-profissao-veja-um-guia-de-8-passos-para-aceitar-mudancas/#respond Wed, 15 May 2019 07:00:06 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1931

Como se planejar para o que não sabe? Comece por aceitar que a mudança profissional será constante e tome atitudes diárias (Foto: PEXELS)

Transição de carreira é tendência — e você leu certo.

De todos os caminhos para o trabalho nos próximos anos, o que há de certeiro é que o cenário MUDA, e muda em uma velocidade sem precedentes.

Óbvio que dá um certo pânico. Afinal, como é que a gente se prepara para algo que não pode prever?

Na minha opinião — e experiência profissional –, preparando-se para mudar.

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Aceitando o fato de que as coisas serão diferentes e desenvolvendo a tal da resiliência. É para isso que criei este guia antipânico, um passo a passo para começar a se atualizar agora e abrir a mente para o novo, seja ele qual for. 

Você não precisa de bola de cristal, só precisa desenvolver o olhar e farejar oportunidades em vez de se desesperar com os problemas.

Em 8 passos, possíveis para qualquer um, começando já…

1) Invista pesado em autoconhecimento

Quando falo em investimento, não falo só o que sai da conta bancária, mas sobre tríade dinheiro-tempo-energia: quanto será destinado à sua evolução profissional e como ser humano.

tempo que você gasta em um retiro espiritual pode ser tão ou mais enriquecedor para a carreira quanto um treinamento de um mês em sistemas avançados. 

Como saber? Fazendo um pouco de tudo, variando, abrindo-se ao diferente!

Análise convencional, terapias alternativas, prática de exercícios físicos e respiratórios, processo de coaching, imersões em grupo, documentários, filmes e livros de filosofia, história, psicologia, sociologia, autoajuda e até romances e poesias, experiências das mais diversas entram aqui.

Passe tempo com você, olhando para você, e faça dessa busca pela evolução contínua um hábito diário, variando apenas a fonte de autoconhecimento.

2) Comece a flertar com seus gostos

O uso do verbo flertar aqui é proposital.

Se quiser listar suas habilidades e competências e desenvolver com isso um plano B agora, ótimo. Mas, por ora, a ideia é explorar novos gostos como um mero treinamento para o novo. Coisas pelas quais se interessa e que pode ir trazendo aos poucos para a rotina.

Interesse-se mais pelas coisas, pesquise, vá atrás.

Construir conhecimento é parte fundamental do processo de adaptação às mudanças e pode começar com um Google que você dá naquele autor que não conhecia. Pense em termos de lifelong learning — detalho esse conceito aqui.

3) Busque espaços vazios na sua área de atuação

Por mais saturada que seja a área, sempre há uma nova forma de olhar ou fazer. Por que achamos que tudo precisa ser inventar a roda?

Basta, muita vezes, um olhar curioso, estratégico e sem vícios, sobre o que já faz.

Considere ainda que algumas coisas inovadoras podem estar sendo feitas, mas ainda NÃO COMUNICADAS. Está aí mais um espaço vazio na sua área a ser explorado.

Crie o hábito de anotar essas ideias e revisitá-las alguns dias depois. Bom insights nascem do frugal hábito de escrever o que vem à mente.

4) Crie já um plano B mesmo se não for rentável

Movimento gera movimento. Sempre repito essa frase do Tony Robbins por uma boa razão: funciona!

Mesmo se não estiver precisando complementar a renda, vai se beneficiar da criação de um plano B profissional ou de um hobby que tome corpo.

Lembre-se de que nosso guia antipânico nada mais é que um preparativo para a mudança constante. Quanto mais acostumada estiver a empreender, enfrentar desafios e lidar com o inesperado, mais apta se sentirá para os cenários incertos das próximas décadas.

Comece hoje a treinar a habilidade de levantar algo do zero!

5) Combata a ansiedade ativamente

Não à toa a saúde mental é um dos temas considerados mais promissores para se trabalhar no futuro.

A velocidade das mudanças, a pressão das redes sociais e uma série de outros fatores fazem com que estejamos cada vez mais ansiosas e deprimidas. É um fenômeno mundial que abrange todas as gerações e áreas de atuação.

Eis uma prioridade.

Crie mecanismos de controle do uso de redes sociais e de exposição a telas durante o dia, faça atividades ao ar livre, leia livros (livros!), caminhe, tenha experiências sensoriais, durma bem, tome água…

Siga essas recomendações de saúde que está cansada de conhecer e anda negligenciando. E comece agora, antes de o seu cérebro pifar.

6) Faça trabalhos freelancer como treino

A lógica é parecida com a do tópico 4, mas o incentivo ao trabalho freelancer tem três pontos adicionais:

  1. acostumar-se com um formato de trabalho sem chefe, no qual a gente gerencia com mais afinco as responsabilidades, os horários e os rendimentos financeiros;
  2. manter-se em contato com outras pessoas do mercado e ser lembrada;
  3.  juntar dinheiro extra.

Uma das perguntas que mais respondo sobre transição de carreira é sobre como viabilizá-la. Ué, não tem muito segredo! É preciso tentar acumular algum dinheiro se quiser se sentir mais segura, enquanto ganha experiência na nova área e diminui os gastos que puder. Feito isso, é questão de coragem.

Portanto, se tiver demanda e conseguir tempo, capriche nos “frilas”.

7) Crie uma linha do tempo de desenvolvimento pessoal

Você pode não conseguir fazer um plano de carreira tradicional dependendo da velocidade das mudanças da sua praia, mas sempre poderá fazer planejamentos de médio e curto prazo e organizar o autodesenvolvimento.

Importa menos hoje você imaginar o cargo que pretende ocupar daqui a um ano do que calcular qual habilidade fará diferença para resolver os problemas que já começam a pipocar no mercado.

A educação continuada — e programada — é o novo plano de carreira.

Faça hoje mesmo um plano de evolução para três meses e comprove como a sensação de crescimento já muda sua percepção do cenário ao redor e dá ideias de novos negócios e serviços a oferecer.

8) Entre mais em contato com tecnologias para quebrar o tabu

A aversão ao novo é a maior burrice que você pode cultivar, desculpe a sinceridade.

Ninguém está dizendo para testar 100% das tecnologias e se matricular em todos os cursos sobre inteligência artificial, mas ler sobre o tema, ouvir o que as pessoas ligadas a tecnologia (e mais jovens) têm a dizer e se manter aberta a experimentar um app novo que cair na sua frente não dói, vai?!

Quanto menos desconhecida, menos temida é a tecnologia. E ela não vai regredir só porque você não gosta, só porque prefere as coisas “como eram antes”…

Abrace a ideia, ganhe intimidade com os equipamentos e os termos que surgem, tenha paciência e persista. A masterização, o domínio de qualquer área, requer tempo.

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Estagnada na profissão? Pode ser um bom sinal, veja em quais situações http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/04/30/estagnada-na-profissao-pode-ser-um-bom-sinal-veja-em-quais-situacoes/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/04/30/estagnada-na-profissao-pode-ser-um-bom-sinal-veja-em-quais-situacoes/#respond Tue, 30 Apr 2019 07:00:48 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1911

Exercitar a paciência, aprender a lidar com o “platô”: talvez seu crescimento profissional venha justamente daí (Foto: Pexels)

Das frases motivacionais que lemos nas redes sociais aos colegas de baia: tudo parece nos pressionar para a aceleração. Sentimos que o mundo e a tecnologia evoluem mais rapidamente que as nossas habilidades, que estamos sempre um passo atrás em conhecimento, informação, cargo e remuneração que muitas pessoas.

Achamos que um e-mail não respondido pode nos prejudicar, sentimos FOMO (Fear Of Missing Out) por não estarmos nos lugares da moda e começamos a ficar paranóicas achando que o colega da geração mais nova que chegou ontem pode nos derrubar por ser ousado ou dominar mais a tecnologia.

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Talvez você não sinta isso tudo, talvez sinta algum dos “sintomas” acima.

Mas há de admitir que o ritmo frenético que nos cerca não contribui muito para uma parte inevitável da carreira: o platô — aquela fase em que parecemos não crescer, em que estamos em velocidade de cruzeiro. Os dias que se acumulam sem novidades nem desafios.

Seria o platô um sinal de estagnação profissional? Pois é… nem sempre.

Como se tornar muito bom em algo

Pensando sobre o tema, me lembrei do livro “Maestria“, um clássico do George Leonard que explica o que nos leva a dominar uma nova área. Um dos argumentos fundamentais do autor é que para “masterizar” qualquer tema é preciso treinar insistentemente, mesmo que naquele período a gente sinta que não evolui. É preciso “amar”, enxergar valor na fase do treinamento repetitivo, maçante até.

A repetição, a insistência, faz parte do processo.

Um dia você se toca que aprendeu! E isso só acontece porque treinou, mesmo em meio ao desânimo, mesmo sem perceber que crescia no processo.

Pense nas aulas de violão, no aprendizado de algum esporte ou no curso de inglês, um martírio nos primeiros meses.

Seu platô hoje

Aceitar o tempo de maturação, pouco incensado na sociedade atual, pode ser justamente o que falta para que você atinja seus objetivos profissionais.

Algo como fechar os ouvidos para o ruído lá de fora e se dedicar ao que realmente importa na sua carreira. Vai levar tempo, mas vai ser consistente.

Essa lógica vale especialmente para as situações abaixo.

  1. Construir uma marca pessoal. Leva tempo para consolidar uma imagem profissional. Caso deseje lapidar isso — fazer o chamado personal branding, ou gestão de marca –, vai precisar de meses ou anos para que as pessoas assimilem seu novo posicionamento. Os sinais precisam ser precisos e consistentes, é bater na tecla, sabe? Tudo o que você faz, fala, veste e produz deve ter a mesma mensagem para que a marca seja entendida pelos outros. Quanto mais coerência nesse processo, mais facilmente você ganha reconhecimento. Mas nunca será de uma hora para outra.
  2. Aperfeiçoar-se em uma área nova. Aprender algo novo requer treino — horas de treino –, como nos exemplos explicados anteriormente. Não basta fazer um curso para se tornar expert. As informações devem ser digeridas e levadas para a prática antes de se tornarem “suas”. Tenha paciência, treine, repita.
  3. Criar uma rede de apoio profissional. Networking é no gerúndio, é um processo. Não adianta trocar cartão ou número de Whats App se a relação não for construída aos poucos, com troca genuína de informação, encontros pessoalmente… Sua rede de apoio é a soma do que plantou ao longo da carreira. Quanto mais contatos genuinamente cultivados, mais consistente será sua network.
  4. Levar a cabo um plano B. O mesmo que vale para o aperfeiçoamento de uma área, vale para uma ideia e um negócio. Você pode acelerar com dedicação e fazer testes no caminho, mas não tem como simplesmente pular o tempo de planejamento e de maturação de um conceito. Vá trabalhando em pequenas metas no novo projeto e, quando se der conta, terá evoluído. O platô tem poder!
  5. Ser promovida ou ganhar um aumento. Você é paga para fazer sua função, então, em tese, merece ganhar mais ou subir de cargo se começar a entregar acima do esperado. A promoção ou o aumento de salário (e não estou falando da correção da inflação) não são inevitáveis. Entender isso ajuda a tomar as rédeas da própria carreira e “construir” sua promoção. Primeiro você domina a sua função, então começa a se treinar para a próxima, a fazer a mais. A promoção provavelmente virá como consequência disso, tenha paciência e foco.

 

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3 feedbacks que você não recebeu, mas pode estar precisando http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/04/24/3-feedbacks-que-voce-nao-recebeu-mas-pode-estar-precisando/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/04/24/3-feedbacks-que-voce-nao-recebeu-mas-pode-estar-precisando/#respond Wed, 24 Apr 2019 07:00:12 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1880

Talvez você não goste de ouvir, e talvez ninguém lhe diga… Mas você provavelmente tem muito a melhorar (Foto: Pexels)

A gente costuma ser muito boa em detectar os defeitos dos outros, mas será que a habilidade para enxergar os nossos está afiada assim?

Pode ser que você seja autocrítica e diga que sim. Mas talvez o que realmente precisa ser melhorado não esteja no seu radar. Até porque ninguém nunca disse nada sobre isso!

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E, antes de avançar, façamos uma diferenciação entre autocrítica, aquela voz cruel conosco mesmas, e a autorresponsabilidade, a capacidade de entender no que podemos melhorar, sem culpa nem drama. É sob esse segundo viés que sugiro avaliar os 3 tópicos abaixo.

Como posso melhorar em cada um deles?“. Inspire-se aqui.

1) Você é desagradável com as pessoas

Se você costuma se autodescrever com frases do tipo “eu tenho personalidade forte mesmo”, esteja ciente: muita gente vai interpretar essa “personalidade” toda como grosseria, falta de paciência, intolerância a crítica ou intransigência. 

E justamente por isso talvez ninguém tenha coragem (ou vontade mesmo) de chegar até você e mandar a real. 

Como vou saber?

Comece pela autodescrição: você é impaciente, acha as pessoas lentas ou perde o humor facilmente? Se sim, isso pode sabotar sua trajetória profissional, porque saber lidar com pessoas é metade do caminho para a maioria das profissões. 

Faça terapia, ioga, exercício físico… mas FAÇA ALGO para trabalhar o autoconhecimento e controlar os nervos. 

Outras dicas: observar se as pessoas parecem evitar dizer certas coisas a você e tentar se lembrar de como recebeu críticas ou más notícias das últimas vezes. 

Comportamento pode derrubar até os profissionais mais geniais. Cultive as inteligências emocional e social não porque os outros querem, mas por você! 

2) Sua imagem não se alinha com a da empresa

Imagem profissional, ok? Toda empresa é uma marca, tem uma cultura, valores… O que caracteriza a sua? Fazer esse alinhamento é importante para ter mais motivação, crescimento e felicidade profissional. 

Cuidar da marca pessoal começa por conhecer esses “códigos” e pensar de forma consciente e estratégica a quais dele aderir. 

O estilo de roupa costuma ser um bom parâmetro, porque formamos a primeira impressão em apenas 7 segundos, em um processo primordialmente visual. 

O comportamento também constrói sua imagem. Aqui entra a fama de ser puxa-saco, de estar sempre atrasada ou não cumprir prazos, de fazer fofocas… Geralmente temos uma ideia disso, basta aceitar e querer mudar. 

Fora os casos mais delicados, como o de ter mau hálito, por exemplo. Quem tem coragem de avisar? E como fazer isso sem ofender? Delicado, não? 

Como vou saber?

Aqui a sugestão que dou é perguntar àquelas duas ou três pessoas em quem confia muito e avisar que está aberta ao feedback negativo. 

Outra ideia: mandar uma pesquisa para vários colegas pedindo opiniões sobre você. Deve ser preferencialmente anônima, claro. Você é que precisa ter a maturidade de não tentar adivinhar quem disse o quê, muito menos tirar satisfação. 

Se for para pedir feedback, faça isso de coração aberto, como uma oportunidade de evoluir profissionalmente e como pessoa.

3) Você não é tão boa quanto pensa

Quem nunca torceu o nariz para aquele colega que se acha o máximo, mas não é tão bom na prática ou, pior, fala muito e faz pouco?!

Mas ninguém está imune: você, eu, qualquer um pode se ver de forma equivocada. Não porque não temos valor ou somos sem noção, mas porque nossa entrega pode estar fraca momentaneamente ou porque o contexto do trabalho mudou mais rápido do que a gente.

Muitas vezes até temos o conhecimento necessário, mas a performance não faz jus a ele. Estamos cansadas demais, ficamos desatentas, não demos a atenção devida àquela tarefa, estávamos confiantes demais, subestimamos o prazo…

Como vou saber?

Idealmente alguém traz esse feedback. Seu superior imediato, se for empregada, ou seu cliente, se for empresária. Mas eles estarem em silêncio não quer dizer que está tudo bem.

Sugiro se antecipar a problemas maiores, investigando as razões mais constantes de erro ou de desempenho aquém do planejado.

Está faltando fazer um curso de atualização? Gerir melhor o tempo? Dormir melhor à noite? Entender como limpar a caixa de e-mails? Mudar de fornecedor?

Escolha o fator crucial, aquele que mais está lhe prejudicando hoje, e atue sobre ele. Um por vez. Mas começando já.

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Fadiga de decisão: provavelmente você se sabota por isso e nem sabe http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/04/23/fadiga-de-decisao-provavelmente-voce-se-sabota-por-isso-e-nem-sabe/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/04/23/fadiga-de-decisao-provavelmente-voce-se-sabota-por-isso-e-nem-sabe/#respond Tue, 23 Apr 2019 07:55:49 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1868

Já acordou cansada hoje? Não estaria você acometida pela fadiga de decisão?! (Foto: PEXELS)

Talvez você não saiba, mas provavelmente sofre de um mal moderno chamado “fadiga de decisão”.

É bem que parece: você, eu, quase todos nós temos que escolher tanto ao longo do dia que ficamos cansados, sem energia, sem foco… e, claro, começamos a tomar decisões piores.

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O problema é que a toada de dúvidas que nos assola não tem precedente na História, nosso organismo não está preparado para isso. É a “Síndrome do Netflix”: há tantas opções de filmes e séries ali que, no fim das contas, muitas vezes assistimos à mesma série ou simplesmente desistimos.

Vai dizer que nunca lhe aconteceu isso?!

Muitos “abas” abertas

Muitos estudos sobre como gastamos nosso tempo hoje mostram como o uso excessivo de tecnologia afeta a qualidade do sono, a dedicação às relações pessoais e a produtividade no trabalho. E isso acontece tanto dentro quanto fora do horário de trabalho.

Levantamento da plataforma “RecueTime” trouxe dados curiosos. Entre eles, que produzimos pra valer durante uma semana apenas cerca de 14 horas e que pulamos de um aplicativo ou site para outro pelo menos 300 vezes em um dia. Calcule o que isso faz com nosso pobre cérebro — que, comprovadamente, não está evoluído o bastante para ser mutitarefa!

A plataforma ainda descobriu que 40% dos seus usuários usa o computador depois das 22h e que, em média, todos checam o telefone quase 60 vezes durante o dia.

Entende quantas decisões estão embutidas nesses números? Entrar ou não neste site, comprar ou não, dar like ou comentar, marcar reunião ou mandar e-mail…

Fora as pequenas decisões offline, que vão da escolha do café da manhã ao programa do fim de semana.

Para a nossa mente, vida pessoal e profissional são uma só! O excesso de decisões no trabalho pode, por exemplo, levar você a negligenciar questões familiares importantes. Ou a falta de uma rotina organizada, a perder o foco nos projetos fundamentais.

Ok, e o que eu faço?

Em uma frase, para combater a fadiga de decisão você precisa descansar. Abrir “espaço mental” para a reflexão, a criatividade, despreocupar-se, decidir o mínimo possível por alguns períodos do dia.

Contra fadiga, repouso!

Considere suas horas de sono como um ritual sagrado e não subestime a importância de se desconectar dos e-mails nos fins de semana.

Mesmo nos dias de trabalho, se estiver se sentindo extenuada, tente postergar as decisões importantes para um momento mais sereno. Pesquisas mostram que uma pausa de 15 minutos fora do escritório e de preferência em contato com a natureza trazem a renovação necessária para tomar decisões mais pensadas.

Cuide da rotina

Até para “encaixar” o descanso necessário é preciso simplicar a rotina. São conhecidos os exemplos de CEOs, a exemplo de Mark Zuckerberg e Steve Jobs, que para poupar energia mental usam sempre as mesmas cores e estilos de roupas.

Você não precisa sair só de preto, azul e jeans, mas pode, sim, diminuir a quantidade de COISAS, de ruídos que bagunçam a vida e confundem a cabeça.

Guarda-roupa organizado e mais enxuto, chave sempre no mesmo lugar, gavetas organizadas, e-mails respondidos todos os dias no mesmo horário. Automatize sua rotina o máximo que puder para poupar a si mesma de escolher coisas irrelevantes.

Lembre-se: quanto menos energia gasta com as coisas pequenas, mais energia economizada para as importantes.

Organizar a semana e o dia seguinte, algo que sempre defendo aqui na coluna, também é fundamental, assim como  lembrar que as tarefas duram normalmente mais tempo do que planejamos. Coloque no mínimo 15 minutos entre uma reunião e outra, calcule os compromissos esperando o trânsito mais pesado, preveja que certamente fará uma pausa para aquela olhadinha na rede social…

Nessa organização, reserve o período de maior energia para as tarefas mais impactantes ou complexas. Se for para decidir algo importante, que seja quando sua mente estiver mais “fresca”. Normalmente, por razões obvias, isso acontece de manhã.

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5 dicas para melhorar a comunicação: dá para treinar até em casa! http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/04/10/5-dicas-para-melhorar-a-comunicacao-da-para-treinar-ate-em-casa/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/04/10/5-dicas-para-melhorar-a-comunicacao-da-para-treinar-ate-em-casa/#respond Wed, 10 Apr 2019 07:00:39 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1833

As habilidades relacionadas à comunicação humana serão as mais valorizadas daqui para frente. Como estão as suas? (FOTO: PEXELS)

Não há profissional que estude o mercado de trabalho atual e suas perspectivas para as próximas décadas que discorde: a capacidade de comunicação é o maior diferencial que você pode cultivar na carreira para se sobressair — ou sobreviver — em um cenário de maior competitividade e dominado pela inteligência artificial.

Estudo da Pearson apontou recentemente entre as 20 habilidades mais valorizadas no futuro diversas relacionadas a comunicação, como capacidade de falar em público, clareza no discurso, escuta ativa, empatia e expressão oral.

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É sobre entender de gente, comunicar o que deseja e absorver o que o outro diz. Fazer o que programas de computador não conseguem.

E você, consegue? Responda sinceramente:

  • A quantas anda sua habilidade de se comunicar?
  • É capaz de se colocar no lugar do outro para se comunicar com ele?
  • Expressa bem as ideias, tem fluidez na fala?
  • Consegue se fazer entender e entender o que lhe pedem? 
  • É boa em se conectar com as pessoas, ouvindo o que dizem sem julgar? 

Como melhorar a comunicação

Talvez o maior dos problemas corporativos sejam as relações humanas.

De superiores pouco empáticos, que cobram excessivamente, ao telefone sem fio entre os diferentes departamentos, a baixa capacidade de se fazer entender e compreender o ponto de vista do outro prejudica os resultados dos negócios e, claro, a carreira de cada um.

Como ter bons resultados sem compreender o que foi solicitado? Como pedir um aumento se não sabe como comunicar seus feitos ao longo do ano? Como se apresentar bem em uma reunião? Como comunicar o que faz de melhor sem parecer arrogante?

Essas e outras questões ficam negligenciadas porque entramos no piloto automático de segunda a sexta. Mas podem ser trabalhadas em pequenos passos, e aqui trago digas para desenvolver a “skill” mais importante do futuro profissional a partir de hoje.

  1. Agradeça e elogie. Não interessa a posição que ocupa, ser humano é ser humano e tem necessidades parecidas com a sua. Entre as principais, a de ser aceito (ou não ser rejeitado, se preferir). Por isso, pequenos gestos como elogiar um trabalho bem feito ou agradecer por uma ajuda que recebeu melhoram o relacionamento profissional. Traga as pequenas gentilezas para o dia a dia quando lhe parecer genuíno. 
  2. Olhe nos olhos. Tão banal e tão relevante. Você está ocupadíssima na mesa quando alguém aparece e quebra seu fluxo de pensamento. É chato, eu sei. Mas se for para parar o que está fazendo e se comunicar, pare e olhe para a cara da pessoa! Mexer no celular durante uma reunião também é, além de grosseiro, ineficiente — a nossa capacidade de fazer duas coisas ao mesmo tempo é limitada, comprovadamente. Olhe para o outro, mostre que se importa. Não dói.
  3. Comunique o que faz. Basta entregar bem o trabalho? Seria ótimo, mas há controvérsias. Comunicar o que fez de melhor é uma habilidade que pode lhe destacar dos demais e não precisa vir empacotada como um negativo “marketing pessoal”. É fazer aquele “relatório” eventual sobre os resultados mais relevantes, pedir dicas de como aumentar o desempenho, mas também sobre saber pegar o gancho em uma reunião para dizer o que foi feito e que benefícios trouxe para a empresa — aliás, este deve ser o foco, não o cansativo “eu eu eu”.
  4. “Leia” o chefe ou o cliente. Coloque-se no lugar dele e se questione sobre como o que você faz impacta ou melhora a performance do outro. Se o gestor costuma pedir informações amiúde (perfil microgerenciador), por exemplo, terá várias oportunidades de contar o que está dando certo. Caso seu “chefe” seja o cliente, mostre preocupação, que está ali, e mais: pergunte! Grande parte dos problemas de comunicação vêm de não entender a mensagem e mesmo assim não perguntar, por vergonha, por medo…
  5. Treine em casa. Além de treinar a comunicação como um todo nas situações sociais (falei disso aqui), o discurso para reuniões ou apresentações públicas melhora significativamente com o velho e bom treino diante do espelho ou de alguém em quem confie. É bê-á-bá, mas não custa lembrar: direcione a fala criando um roteiro com os principais tópicos que pretende abordar. Existem vários macetes, mas a chave da fala em público é o treinamento, porque dele vem a segurança necessária para performa bem mesmo em situações desconfortáveis.
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Era do biscoito: Viciada em elogios? Saiba como isso pode lhe sabotar http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/27/viciada-em-elogios-saiba-como-isso-pode-lhe-sabotar-e-aprenda-a-combater/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/27/viciada-em-elogios-saiba-como-isso-pode-lhe-sabotar-e-aprenda-a-combater/#respond Wed, 27 Mar 2019 07:00:36 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1819

Sua autoestima depende de elogios hoje? E sua motivação profissional? (Foto: PEXELS)

É bom ser elogiada, fato. Ainda que possa ter dificuldade na hora de receber e aceitar elogios — tema para uma próxima coluna –, algo em você se sente bem quando recebe um reconhecimento, um afago.

Mas e quando a necessidade de aprovação passa dos limites e se torna uma dependência, a ponto de causar frustração e desmotivação quando não vier?

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Viciada em elogios, eu?

A cada elogio, uma descarga de dopamina invade nosso cérebro dando uma sensação de bem-estar, ainda que volátil. Acontece um dia, outro… e algumas de nós acabamos nos viciando nisso. A prazerosa descarga neuroquímica pode vir de comentários elogiosos ao vivo e até de likes nas redes sociais, assim como de várias interações positivas no dia a dia.

Especialistas dizem, porém, que depender de retorno positivo não é uma ideia sustentável para a manutenção do chamado sistema de recompensa do cérebro. Afinal, se ficamos dependentes de elogios, qual o tamanho do mal-estar quando passamos um ou mais dias no zero?

Na esfera profissional, isso se traduz em comportamento infantilizado e altos e baixos constantes no desempenho.

O problema é que, por mais excelente que esteja seu trabalho, pode ser que não receba aplausos por ele, e quanto mais sua motivação depender de elogios, mas você estará delegando sua perfomance a outrem. Trocando em miúdos: se você só funciona bem à base de aprovação externa, pode se desengajar, perder o rumo e diminuir a performance caso ela não venha.

Autossabotagem, já ouviu falar?

Feedback importa, fato

Gestores atuais costumam se queixar dos millennials, dizendo que são eternos insatisfeitos e que se desmotivam facilmente, precisando de incentivos constantes. Isso é muito estudado e tem lastro na realidade.

Mas a verdade é que todas nós nos importamos com feedback: queremos saber se estamos no caminho certo e se temos perspetivas boas naquele trabalho.

Por isso, para as gestoras, vale mais a pena aprender a lidar com a necessidade maior de retorno do que reclamar dela. Conversar e acompanhar o trabalho de perto, criar situações para dialogar e dar tarefas mais desafiadoras no dia a dia: tudo isso mantém o ânimo dos profissionais acostumados às recompensas rápidas do mundo “internético”.

Já para as “geridas”, é mais esperto desapegar do feedback constante e criar os próprios desafios e metas profissionais — automotivação pura.

Como saber na prática

Para saber se você está caindo no vício por elogio, veja esses três exemplos:

  1. Você desanima toda vez que sabe que fez um trabalho excelente, mas ninguém comentou nada? De vez em quando você esperar reconhecimento é normal, saudável. Mas achar que a cada acerto deveria receber um pequeno prêmio são outros quinhentos…
  2. Sente-se menos bajulada que os outros e “murcha” com isso em vez de usar como combustível para produzir mais ou tomar uma atitude?
  3. Acha que merece aumento em poucos meses só porque “entrega” bem, sem considerar que promoção é um caminho a ser construído? Se ninguém reconhece isso rapidamente, é porque está sendo desvalorizada e se sente péssima com isso?

Há inúmeros casos como os citados acima, e você pode observar no dia a dia quando está delegando sua motivação ao elogio alheio.

Elogio versus crítica

A preocupação excessiva com a crítica também é um sabotador e não é o mesmo que querer fazer um bom trabalho.

É mais sobre ficar ansiosa além da conta — geralmente quem passa por isso sabe quando acontece — com a possibilidade de desaprovação. Isso leva ao “overthinking“, uma sequência de pensamentos destrutivos e improdutivos que travam ou levam à revisão exagerada do que fez, e à síndrome do “nunca estou pronta”.

A dependência do elogio e o medo da crítica caminham juntos. Envolve a necessidade de agradar, ser aceita, e geralmente resulta em levar ambos para o lado pessoal para medir seu valor.

Se fui elogiada, sou ótima, aceita, gostam de mim aqui. Caso contrário, se me criticam, não gostam de mim, me perseguem ou se sentem ameaçados por mim — outra maneira de levar para o pessoal.

Da próxima vez, considere se um elogio não é apenas um elogio, um feliz resultado de um trabalho bem feito, mas que não o torna mais bem-feito. Se não viesse o elogio, ele continuaria a ser ótimo, certo? O que importa para o dia a dia é VOCÊ saber disso. Reconhecimento deve ser consequência.

Considere também que a crítica não é pessoal (geralmente). Ela é sobre o trabalho, não sobre você, seu valor e autoestima não deveriam depender disso. Você não é definida pelos seus erros, aprende com eles para evoluir.

Desenvolver autoconhecimento e ser gentil e paciente consigo mesma ajudam a tirar essa lente de aumento para o que lhe dizem de bom ou ruim. Seu valor é seu.

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Pensando em fazer mais um curso? Veja essas 7 dicas antes de se matricular http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/20/pensando-em-fazer-mais-um-curso-veja-essas-7-dicas-antes-de-se-matricular/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/20/pensando-em-fazer-mais-um-curso-veja-essas-7-dicas-antes-de-se-matricular/#respond Wed, 20 Mar 2019 07:00:47 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1799

O que você lê, vê, frequenta, paga, ignora… Tudo isso está nas suas mãos, na era da Faculdade Você, onde você é aluna e professora (Foto: Pexels)

Até pouco tempo o caminho para o sucesso parecia linear e certeiro: você estudava muito, passava no vestibular, cursava a universidade, fazia um estágio, era efetivada, fazia pós, pedia um aumento, e assim seguia até, quem sabe, atingir a posição de chefia e se aposentar, mudando uma, duas, três vezes de empresa. Com pequenas variações, essa era a linha do tempo vista como símbolo de segurança profissional.

O cenário mudou tanto que nenhuma das etapas descritas acima hoje é óbvia.

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Você não se sente segura de que, ao sair da faculdade, conseguirá um emprego na área. Inclusive porque a área (e o que aprendeu nas aulas) tende a ficar obsoleta com muito mais rapidez do que antigamente. As promoções também seguem critérios mais complexos; os MBAs não garantem nada; é quase impossível imaginar como será seu cargo ideal em 10 anos…

Não quero fomentar pânico, mas alertar para uma nova maneira de pensar a carreira, considerando a evolução constante como protagonista.

Relatórios de pesquisas de tendências e gurus de carreira convergem em um fato: fazer a curadoria do próprio conhecimento é mais do que um diferencial, uma condição para se manter no mercado de trabalho nas próximas décadas.

Matricule-se na Faculdade “Você”

De certa forma, você já aplicava um pouco disso.

Em certo ponto, escolheu o curso e a faculdade a fazer, pesquisou aquela extensão universitária, matriculou-se em um curso livre no ano passado… Entendeu que cruzar os braços sobre um diploma não funcionava. Talvez já esteja ciente de que não haverá um diploma pronto a tempo de contemplar as dezenas de novas profissões que ainda nem surgiram.

Aí entra o aprofundamento do chamado “lifelong learning” (ou educação continuada). A ideia de que você faz sua própria faculdade, e ela não termina em quatro anos, nem em oito, nem em 12.

Ela não termina, porque a evolução do mercado de trabalho não termina. Porque você pode CONSTRUIR a sua nova profissão.

Claro que o modelo customizado de educação pode incluir cursos tradicionais, exames etc. Mas não se resume a isso.

A educação continuada que proponho aqui requer estar ligada a tudo o que se passa na sua área de interesse, enquanto observa o que muda rapidamente ao redor. Dizer não aos excessos de informação que não acrescentam, procurar formações pouco óbvias… E mais importante: não se contentar em aprender passivamente, mas aplicar o conhecimento.

Existe uma fórmula?

Soa complexo porque o lifelong learning não é uma fórmula facilmente replicável, não tem começo, meio e fim. O que funciona para a outra pessoa pode não funcionar para você.

A própria ideia de “funcionar” fica difusa: em termos de aprendizado e gerenciamento de carreira, pode ser que os conhecimentos sejam acessados de formas inesperadas e em momentos diferentes.

Você pode ir mudando de profissão e suas necessidades irem se adaptando a isso, certo? O que soube até agora pode não ser suficiente, mas ao mesmo tempo pode servir como diferencial…

Em um cenário sem 1 + 1 = 2, o que proponho são dicas para começar a cursar a Faculdade Você e ir aperfeiçoando — assim, no gerúndio — a sua “grade curricular” ao longo do tempo. Ela é sua e precisa de uma aprovação mais importante que a do MEC. Ela serve para levar evolução e resultado à sua vida.

7 dicas para “inaugurar” a Faculdade Você

  1. Conheça suas dificuldades técnicas para a área atual e as de interesse. Faça uma lista honesta do que não sabe, mas é essencial. Vários dos seus “gaps” profissionais são resolvidos com cursos simples, até gratuitos, basta começar pelos mais importantes.
  2. Invista em autoconhecimento. É um departamento importante na sua “universidade”, porque é nele que treinará as soft skills, as habilidades não técnicas, os verdadeiros diferenciais num futuro próximo.
  3. Diga não a algumas “propostas irrecusáveis”. A mentalidade da educação continuada é fazer uma “curadoria”, priorizar, escolher o que mais se adequa ao seu perfil e investir tempo e dinheiro no conhecimento que de fato interessa. Pesquise bastante antes de sair fazendo um curso atrás do outro, desconfie das ofertas e das propagandas que prometem demais. Um curso é um curso, um início. Caso decida se matricular, siga a dica a seguir.
  4. Aplique 100% do que aprender. Pode ser ligar e contar o que viu de novidade para alguém, publicar um texto, iniciar um pequeno projeto… Conhecimento não aplicado é conhecimento morto: tenha isso como mantra para que sua faculdade particular traga resultados e não sirva apenas como vaidade do tipo “fiz vários cursos neste ano”. Se não aplicou nada, fez mesmo?!
  5. “Estude” antes o que pretende estudar. De extensões em universidades a mestrados e eventos, tudo isso serve como uma base para que comece, ao menos, a ler sobre autores e palestrantes presentes. Consuma algum conteúdo de graça na internet para formar a SUA opinião sobre esses nomes e filtre o que realmente agregará valor à sua carreira e, portanto, valerá o investimento financeiro e de tempo.
  6. Experimente em vez de só consumir. Ler livros e artigos, assistir a aulas ou a vídeos, comparecer a eventos… Tudo isso vale menos se você não internalizar o conteúdo. Assim como não aplicar o conhecimento depois, não mergulhar nele pode deixar tudo superficial e perecível. Está diante de uma nova tecnologia? Não se amedronte, teste! Propuseram um desafio? Tente! A mão na massa e o compartilhamento aceleram o processo de converter informação em conhecimento.
  7. Avalie os resultados. Em vez de provas, você terá a autoavaliação. De tempos em tempos, reveja tudo o que tem feito no seu plano de evolução pessoal e profissional e meça os avanços. Pergunte-se se focou nas coisas certas, se sente evolução, se conseguiu aplicar algo novo à sua carreira e qual é o próximo passo. Medir os avanços no meio do caminho é fundamental. Uma ideia: faça isso pelo menos de 6 em 6 meses.
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5 formas de transformar seus “defeitos” em diferenciais de mercado http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/13/5-formas-de-transformar-seus-defeitos-em-diferenciais-de-mercado/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/13/5-formas-de-transformar-seus-defeitos-em-diferenciais-de-mercado/#respond Wed, 13 Mar 2019 07:00:09 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1780

Seu sonho é um dia sem interrupção? Ou está cansada de não se encaixar? Esses “defeitos” podem ser oportunidades de carreira (FOTO: PEXELS)

Nada é mais improdutivo que buscar a perfeição. E nada mais estratégico que aproveitar suas oportunidades de melhora — para usar o jargão corporativo — como diferenciais profissionais.

Tudo começa por reconhecer seu pacote de qualidades e defeitos, entendendo quais lhe definem como profissional ou geram desconforto constante. O perfeccionismo, a introspecção ou o tédio com o sistema das 9h às 18h são problemas até que você os encare e faça algo produtivo e os converta em oportunidades.

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Em vez de ansiedade e culpa por não se encaixar no que aprendeu ser o padrão de trabalho, planejamento de carreira e ação! É para lhe inspirar nessa direção que proponho as “soluções” a seguir.

1) Você se sente diferente de todo mundo

Bom para… usar a rede social para gerar identificação com as pessoas ou criar projetos e produtos para seu “nicho”.

O ideal de vida perfeita pipocando todos os dias nas nossas timelines do Facebook e do Instagram está gerando uma saturação já reconhecida pelo mercado da influência online. Cada vez mais existe público para a chamada “vida real”,  que traz à tona problemas cotidianos com humor ou divide angústias e inseguranças até antes guardadas a sete chaves.

Esse “não se encaixar” é um diferencial porque fomenta a conexão com pessoas que se sentem da mesma forma que você. Ou seja: o seu “defeito” certamente é o de muita gente do lado de lá, que vai se identificar, se sentir acolhida, seguir seu perfil e quem sabe comprar o que tiver a vender, sejam ideias, produtos ou serviços.

Vale para pessoas que desejam seguir carreira na internet, mas também para profissionais em geral que precisem de mais credibilidade e visibilidade para o que fazem.

Usar seus diferenciais é um bom começo para aderir à tendência do personal branding, a gestão da marca pessoal como chamariz para qualquer tipo de carreira ou negócio.

Outra sacada é pensar nas soluções que poderia oferecer para pessoas parecidas com você. Lembre-se: tem mais gente por aí querendo as mesmas coisas, você pode explorar esse nicho de mercado com projetos, serviços ou produtos específicos.

2) Você é perfeccionista

Bom para… trabalhar com dados, problemas complexos ou revisão de materiais.

Já falei aqui na coluna que perfeccionismo é diferente de excelência porque pode travar a execução de tarefas e gerar sofrimento. Mas proponho usar essa propensão, por assim dizer, para tudo o que requeira atenção aos mínimos detalhes.

Para não cair no problema da revisão infinita, certifique-se de negociar prazos realistas e se comprometer com algo novo na sequência para se obrigar a mudar de foco.

3) Você não tem paciência para muita gente

Bom para… quem gostaria de trabalhar sozinha e/ou em formato de home office.

Faça da sua tendência à introspecção (que aqui pode ser eufemismo para impaciência) uma vantagem competitiva e inicie aquele plano B de empreender sem pagar funcionários nem aluguel.

Cada vez mais empresas oferecem trabalho sob demanda, remoto ou em consultorias pontuais. Investigue a sua área e comece aos poucos, fazendo uma transição até se sentir confiante e ter um “colchão” financeiro que permita sair do formato convencional.

Se este for o seu perfil, talvez note que rende mais na vida solo, sem interrupções, sem irritabilidade… Mas fica a sugestão: tente não se isolar tanto. Mantenha contato com ex-colegas nem que seja fora do horário de trabalho e saia de casa uma vez por dia.

4) Você não se dá bem com rotina

Bom para… trabalhos remotos ou atuar por projeto, o que é possível em muitas áreas.

Se você é da saúde, pode tentar variar os locais de trabalho em vez de assinar contrato em apenas um. Se é da comunicação, das artes ou das “exatas”, aceitar jobs sob demanda, que exijam uma temporada de alguns meses “in company” ou alguns dias de dedicação onde estiver.

Mudar seu sistema de trabalho está fora de cogitação agora?

Transforme sua dificuldade de fazer mais do mesmo em um diferencial de criatividade: proponha projetos novos no trabalho, inicie um hobby ou “brinque” consigo mesma de fazer uma coisa nova sempre que possível, nem que seja ler algo diferente a cada semana ou conhecer um lugar novo na cidade.

5) Você tem dificuldade de focar

Bom para… profissões do tipo “apaga incêndio”, como assistir ou agenciar profissionais de alto escalão, fazer gerenciamento de rede social ou resolver problemas urgentes em áreas como TI ou saúde, por exemplo.

Isso porque você tende a funcionar melhor com prazos curtos, com senso de urgência, algo que lhe deixe alerta e ative seu “modo concentração” imediatamente.

Caso a natureza do seu trabalho não seja tão emergencial, experimente 3 itens básicos: comprometer-se com outrem a entregar o que precisa em prazos menores, usar fone de ouvido (com sons neutros) e se afastar do celular.

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Você mais confiante e feliz: lições da embaixadora da felicidade no Brasil http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/08/voce-mais-confiante-e-feliz-licoes-da-embaixadora-da-felicidade-no-brasil/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/03/08/voce-mais-confiante-e-feliz-licoes-da-embaixadora-da-felicidade-no-brasil/#respond Fri, 08 Mar 2019 03:01:49 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=1735

“Nunca se encolha diante dos desafios”, aconselha Flora Victoria, a maior autoridade em Psicologia do País (Foto: Divulgação)

Confiança e felicidade: se você não desejar isso, vai querer o quê? Foi pensando em se aprofundar nessas necessidades básicas humanas que Flora Victoria começou a estudar um tema até então desconhecido no Brasil: a ciência da Psicologia Positiva. Isso aconteceu no início dos anos 2000, quando fazia a transição de uma bem-sucedida carreira executiva para empreender no ramo de coaching, também incipiente por aqui na época.

De lá até ser considerada a embaixadora da felicidade no Brasil foram anos de cursos internacionais e a superação de desafios como sua natural tendência à introspecção.

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Hoje, as credenciais de Flora Victoria são reconhecidas mundo afora: fundadora da Sociedade Brasileira de Coaching, é mestre em Psicologia Positiva aplicada pela UPENN (Universidade da Pensilvânia, um dos berços dessa ciência), especialista em felicidade e florescimento humano e autora dos livros “Semeando Felicidade” e “Florescimento na Prática”.

Sua postura é confiante e seus planos, ambiciosos: pretende apresentar projetos que impactem a felicidade no Brasil à ONU.

O caminho para isso está sendo traçado: ela já está em Miami para participar do World Happiness Summit, o maior evento do mundo dedicado a estudos sobre a felicidade, a foi convidada para representar o Brasil no lançamento do World Happiness Report, que será realizado no dia 20 de março, Dia Internacional da Felicidade, na sede da ONU, em Nova York.

Neste que é considerado o Mês da Mulher e da Felicidade, conversei com Flora sobre sua trajetória, os desafios da satisfação profissional para as mulheres e pedi dicas para cultivar a felicidade no dia a dia.

Como começou seu interesse por estudar a felicidade? 

Começou junto com o meu interesse pelo coaching, na década de 1990, quando estava trilhando a minha carreira como executiva na Volkswagen. E, como o coaching é muito focado em metas, a meta maior acaba sendo a felicidade.

A Psicologia Positiva conheci quando li o livro “Authentic Happiness“, do Martin Seligman, em 2002, em uma das minhas viagens aos Estados Unidos. Percebi que ali encontraria os pilares para nos tornarmos felizes e que isso traria para o coaching um embasamento positivo muito importante.

O que fez a grande diferença na vida da Flora profissional ao longo dos anos?

Foram três pontos: a exposição a contextos de negócio importantes, o uso das características de influência e de forças de caráter e os relacionamentos positivos.

1) Experiência. Comecei a trabalhar muito nova, aos 13 anos, e fui uma das primeiras executivas da Volkswagen. Fiz uma carreira brilhante lá, liderando projetos entre Brasil e Alemanha. Depois trabalhei com a implantação das telecomunicações no País, entre Brasil e Estados Unidos, e em paralelo estava fundando a Sbcoaching, começando uma empresa do zero e trazendo a Psicologia Positiva para cá. Então, tive muita experiência e exposição a contextos importantes de trabalho.

2) As características que tenho. Sou uma Alpha muito forte: 98% de forças em Alpha estrategista e quase 90% em visionária (porcentagens baseadas no Alpha Assessment, teste de competências de liderança). Tenho visão e planejo, empreendo. Também conheço e uso minhas forças de assinatura: a persevarança, que é uma força de coragem para realizar tudo o que sempre visionei, e a perspectiva, que envolve transformar sabedoria em aplicação prática (as forças de assinatura são mapeadas em outro teste, um dos mais famosos da Psicologia Positiva, que você encontra aqui). Considero que um dos meus principais papéis é traduzir o que há de mais novo na ciência de uma forma simples e aplicável.

3) Relacionamentos. A minha parceria de mais de 30 anos com o Villela (da Matta, com quem é casada e de quem é sócia), a relação com os meus mentores, os parceiros daqui e internacionais, os coaches que trabalham conosco… As pessoas fazem toda a diferença.

Qual a maior limitação que superou para chegar à posição atual?

Uma das grandes limitações que tive que superar foi que a de preferir o mundo da introversão. Ou seja, eu prefiro o mundo das ideias e poucas pessoas para recuperar minhas energias. Tive que superar isso para subir ao palco e dar treinamentos para centenas de pessoas. Hoje já sou uma extrovertida adaptada, passei por esse processo para chegar à posição atual.

Como embaixadora da felicidade, conta pra gente: o que faz a SUA felicidade, qual a aplicação de tudo o que sabe sobre isso no seu dia a dia?

A felicidade não cai no colo, tem que decidir ser feliz! E tem que praticar: é como aprender algo novo, vem da prática.

Hoje sou muito feliz porque tenho um senso de propósito forte, a certeza absoluta de que tenho o papel de contribuir com as pessoas, de transformar o Brasil num país melhor, de impactar o mundo. Vou estar na ONU no dia 21 de março, o Dia Internacional da Felicidade. Para mim, foi uma imensa alegria quando recebi o convite para estar lá no lançamento do World Happiness Report, porque a ONU faz parte de um dos meus planos de longuíssimo prazo: apresentar um projeto que impacte o Brasil e o mundo.

Outra coisa que me faz feliz é estar no controle da minha vida, usando meus talentos e forças para cumprir meu propósito, além de ter pessoas competentes e especiais comigo.

Sou também muito focada em realizações e conquistas, tenho metas e procuro atingi-las consistentemente e achar os caminhos para chegar lá. E finalmente trabalho as emoções, agradeço todos os dias as oportunidades e os recursos que tenho.

Então é isso: decida, pratique os pilares fundamentais da felicidade. Tenha senso de propósito, se engaje com a sua vida, busque suas metas, tenha emoções positivas, bons relacionamentos e, acima de tudo, evolua constantemente, empreenda todo o tempo e se torne uma pessoa melhor a cada dia.

Afinal, o que é ser feliz profissionalmente?

É amar o que você faz, fazer tudo muito bem feito, com competência e se sentir a melhor profissional da sua área. Contribuir com o meio ao seu redor, com o sistema do qual faz parte. E ter pessoas boas à sua volta.

Que lições tirou da sua carreira e que poderia compartilhar com outras mulheres?

A mais importante para mim é: nunca se encolha. Em todos os problemas, desafios, dificuldades que passei, a primeira tendência era me encolher. E sempre buscava o oposto, que era me expandir por meio da perseverança, da criatividade, do senso de propósito. Isso me ajudou a superar todo e qualquer desafio ao longo dessa jornada. Não se encolha jamais, brilhe, assuma quem você é, coloque suas metas e alcance-as!

Você observa diferenças na maneira de conduzir a carreira entre homens e mulheres? Se sim, pode nos dar algum conselho?

Existem, sim, diferenças. Homens geralmente são mais competitivos e agressivos, mas não é uma regra. Se puder dar um conselho seria: não se preocupe com isso! Não use como desculpa, não se apoie nisso. Faça metas claras, seja assertiva, comunique suas conquistas, busque seu espaço, galgue as posições que deseja. Se for competente, vai chegar aonde quer!

Você teria dicas ou etapas para atingir a felicidade profissional?

Vamos lá:

  1. Supere-se a todo momento. Procure evoluir e ser melhor a cada dia.
  2. Engaje-se com a sua vida! Esteja no controle dela, se envolva em tudo o que faz pessoalmente e profissionalmente. Use suas forças e talentos.
  3. Tenha uma missão, um senso de propósito muito forte que te guie a superar as dificuldades.
  4. Vivencie emoções positivas. Não espere que coisas boas aconteçam para sentir as emoções! Sinta as emoções por decisão própria. Emoções como amor, alegria, interesse, gratidão, entusiasmo. Decida: hoje quero estar mais amorosa, mais alegre, mais entusiasmada…
  5. Procure ter objetivos claros, metas desafiadoras de curto, médio e longo prazos. Aprenda a fazer suas listas de metas e traçar os caminhos para chegar lá. Se não sabe fazer isso bem, contrate um coach, é a melhor coisa a fazer.
  6. Cultive relacionamentos positivos. Encontre pessoas que te apoiem, que tenham valor, que adicionem para você e você para elas. Aproxime-se de pessoas com as quais valha a pena conviver e que contribuam com as pessoas à sua volta.

Esses tópicos são os pilares do “Projeto Semear”, que é a tese do meu mestrado na UPENN, e usei mais de 300 fontes bibliográficas para chegar a esses seis pilares fundamentais para a gente ser feliz.

Tome essa decisão de ser feliz e pratique coisas simples, como metas de desenvolvimento. Fazer uma meditação de 5 minutos todo dia, encontrar pessoas que possam te ajudar e que te inspirem, praticar a gratidão todos os dias… São coisas simples para aplicar as seis dicas acima.

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