Bru Fioreti http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Tue, 17 Sep 2019 07:00:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Não sossega em nenhum trabalho? Descubra que critérios usar antes de mudar http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/09/17/nao-sossega-em-nenhum-trabalho-descubra-que-criterios-usar-antes-de-mudar/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/09/17/nao-sossega-em-nenhum-trabalho-descubra-que-criterios-usar-antes-de-mudar/#respond Tue, 17 Sep 2019 07:00:49 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2318

Avaliar as finanças, considerar o impacto no currículo e praticar a auto-observação : não pule de galho em galho sem fazer isso (Foto: PEXELS)

Mudar de ideia, mudar de planos, mudar de ares, mudar, mudar…

Se você faz a linha inquieta no trabalho deve ter: 1) medo de ser julgada por algum recrutador; 2) dificuldade de se sentir autoridade em algum tema; 3) achar que tem algum problema com você.

Sobre a história do recrutador, fato: pular de trabalho em trabalho passa uma mensagem de pouca resiliência e eventual instabilidade. Se você vai tocar sua carreira assim, sugiro ter boas respostas na ponta da língua e saber que pode ser descartada em concorrências que não cheguem ao olho no olho, e sejam só via currículo tradicional.

Sobre ter dificuldade de se saber muito sobre algo… fato. Como se aprofundar sem experimentar o assunto por um período razoável? A maturação de qualquer habilidade requer tempo, não à toa o período de experiência dura pelo menos 3 meses.

Toda mudança é desconfortável e, paradoxalmente, pesquisas mostram que é nessa fase que a gente absorve mais informações. Então, abraçar o desconforto por um pouco mais de tempo deveria ser uma atitude estratégica para você considerar de hoje em diante.

Para abraçar o desconforto, porém, é preciso permanecer onde está mesmo quando tudo não está fluindo maravilhosamente. Requer um autoacordo em prol do seu desenvolvimento profissional.

Não se engane: às vezes é só trocar de problema

Já sobre ter “alguma coisa errada com você” porque não sossega profissionalmente… meu palpite (baseado em experiência) é que não. Não é algo errado, é um comportamento para ser ajustado.

As mudanças excessivas de trabalho geralmente se dão por baixa resiliência, que é a capacidade de voltar ao eixo, ao estágio anterior, rapidamente mesmo tendo passado por algum revés. Uma soma de flexibilidade + tolerância + inteligência emocional, ou a falta disso tudo.

Exemplo: se você se cansa dos trabalhos por causa das pessoas, lamento, mas em geral está apenas trocando de problema.

Caso o faniquito de sair tenha a ver com a ânsia de testar coisas novas, é bom considerar que isso pode ser feito no mesmo trabalho e também por meio de hobbies, planos B…

Além disso, reflita se isso de ansiar por novidade o tempo inteiro não vai te impedir de se tornar especialista, de se aprofundar em algo. Aprender sempre é bom, mas pode ser sobre o mesmo tema, entende?

Pode não ser o que você quer, claro.

Só considere que você não vai ser autoridade em nada se mudar de segmento toda hora. Porque, por mais acelerado que esteja o mundo, sua curva de aprendizagem é a mesma e precisa da tal da maturação, do tal do platô, como já expliquei aqui na coluna.

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Ansiedade X birra X carreira slash

Outro fator que pode estar fomentando a vontade de mudar em você: a FOMO profissional (Fear Of Missing Out no âmbito da carreira): achar que está sempre perdendo alguma superoportunidade, que o trabalho das pessoas é mais interessante, desafiador e bem pago que o seu.

Já pensou isso? Se sim, tome cuidado com as redes sociais, informe-se para além do seu feed do Instagram e do Facebook se quiser saber de fato como são as empresas….

Essa ansiedade por conhecer novos lugares e até abraçar novas profissões — sim, porque a mudança em série pode não ser de trabalho, mas de carreira — tem eco nas gerações atuais que, de fato, terão várias profissões ao longo da vida e abraçarão o formato slash. Lembra que falei dele? Ter uma carreira/outra/aquela outra. E viver com esse combo de profissionais numa boa.

Isso é diferente de não aguentar crítica e de forma mimada recusar-se a continuar em uma área só porque nem tudo deu certo como você gostaria.

O que é dar certo, afinal?

Pergunte a profissionais de qualquer área experientes e eles te dirão que é sobre cair e levantar, testar novas habilidades e explorar novos cenários, mesmo dentro da mesmíssima cadeira, da mesmíssima empresa. Não é porque você recebe um não que “não dá pra coisa”.

Quando mudar de trabalho ou de área?

Uma coisa é vontade de mudar de ares (legítima, porém nem sempre a ser executada de forma acelerada e impensada). Outra é estar de fato estagnada, perdendo tempo e repetindo mecanicamente o que faz.

Muitas vezes a gente sente que está estagnada, mas é só a fase de aprendizado mesmo. Ou acha que estagnou porque domina a parte técnica do trabalho, mas está precisando é evoluir nas soft skills (as habilidades não técnicas, como criatividade, comunicação ou empatia).

São elas as que mais desenvolvemos tendo que aturar quem não gostamos ou lidar com quem temos pouca afinidade, por exemplo.

Se você leu isso e ainda assim pensou: não, no que faço hoje eu não aprendo absolutamente nada, são outros quinhentos. Tente oferecer projetos novos, mudar de área ou, se trabalhar por conta, procurar novas atividades para incrementar a profissão.

Não custa lembrar que sempre se pode começar um plano paralelo de mudança de carreira, que ocupe noites ou fins de semana, e constitua uma nova área de atuação. Até para preparar as finanças para a mudança que planeja.

Outro aspecto: fazer mais de uma coisa e se dedicar a um novo projeto é um combo interessante para avaliar se dissipar a atenção das tarefas do dia a dia não vai, por si só, ajudar a desanuviar e te manter feliz em todas as áreas.

Pode ser cansaço…

Observe, por fim, se não é um caso de cansaço extremo, que pode caminhar para uma Síndrome de Burnout. Começar a adoecer demais, ter vontade de chorar ou de brigar o tempo todo, levantar da cama exausta e sem vontade de ir, sentir-se perseguida ou julgada… esses são alguns sinais de observação.

O mesmo vale se a empresa for sua, tá? Aprenda a separar apego com o projeto de performance, e a definir hora de trabalhar e hora de descansar (muitos empresários se gabam de não ter isso definido e, sinceramente, é uma péssima abordagem para a saúde mental).

Cuide de você, cuide da empresa, e tente ter uma lente neutra para o que é problema e o que é cansaço.

Clareza, tudo começa por aí.

 

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3 ideias (quase) infalíveis para impressionar no 1º encontro profissional http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/09/10/como-encantar-em-reunioes-e-eventos-veja-3-ideias-que-quase-nunca-falham/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/09/10/como-encantar-em-reunioes-e-eventos-veja-3-ideias-que-quase-nunca-falham/#respond Tue, 10 Sep 2019 07:00:32 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2298

Espelhamento de gestos, olhar social e outras técnicas corporais ajudam a estabelecer conexões mais duradouras // Foto: PEXELS

Você já pensou em quantos “primeiros encontros” profissionais estabelece em uma semana? E em quantos anda desperdiçando oportunidade? De um e-mail que poderia ser mandado com mais delicadeza ao encontro no café no qual você passou depressa e mal estabeleceu uma conexão olho no olho, há inúmeras situações que poderiam ter rendido contatos dos bons, mas caíram no esquecimento.

Com esses contatos, aparentemente banais, é que tudo começa. A ajuda para uma mudança de empresa, o nome da pós-graduação que está abrindo agora, o convite para palestrar naquele evento…

São os frutos do networking.

E às vezes, sim, a gente tem pouquíssimo tempo para causar a impressão certa (afinal, o “boa” ou “má” depende do seu intuito).

A formação da primeira impressão se dá em média em 7 segundos! E vai passar por duas perguntas, pelo menos, “essa pessoa é confiável?” e “ela é competente?”.

Depois desse crivo, você pode até mudar o que o interlocutor pensa de você, mas terá por um tempo que lidar com o viés desconfiado criado lá atrás naquele primeiro contato. Isso influencia a percepção por sabe-se-lá-quanto-tempo.

Então, para otimizar o primeiro contato e melhorar suas habilidades de networker, separei 3 das mais comprovadas técnicas para “seduzir” as pessoas — assim, com aspas, porque não se trata de investidas amorosas, mas de encantar os outros para que possam simpatizar com você e querer ouvir o que tem a dizer.

1) O sorriso confiante e o “olhar social”

Aplique essa dupla, e as pessoas terão vontade de ficar perto de você. O sorriso aberto e confiante, além de sinalizar que você não representa uma ameaça e portanto pode se juntar ao grupo, dá a impressão de que gosta da situação, de que está bem consigo mesma.

Se for para fazer um sorriso exagerado, daquele que se denuncia como falso, com as bochechas para cima e os dentes cerrados, melhor não fazer, tá? O sorriso deve ser natural e ir e voltar conforme a situação permite.

Já o olhar social, descrito no livro “Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal“, de Allan e Barbara Pease, é aquele que estabelece o contato visual sem intimidação: é quando você olha o outro nos dois olhos e entre eles, fazendo uma espécie de V até a região do nariz.

Perceba que não é o olhar no “terceiro olho”, no meio da testa — este, inclusive, é um olhar intimidante, péssima ideia para ocasiões que pedem leveza.

Assim como o sorriso errado e o olhar profundo demais podem repelir, o excesso ou a completa falta de humor podem causar estranhamento. Exercite o meio-termo, os comentários jogados durante uma conversa, de forma comedida e depretensiosa. Você vai sentindo a “temperatura” do grupo para ver até onde ir.

O segredo é observar sem ficar travada enquanto faz isso.

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2) Ouvir mais do que falar

Parte importante e muito negligenciada em reuniões e encontros profissionais é o que chamo de “lição de casa”: estudar brevemente quais tópicos serão conversados e entender quem serão os presentes. Por quais empresas passaram, qual o perfil deles… Você pode pesquisar por rede social ou questionar alguém próximo.

Com esses atributos em mente, fica mais fácil puxar assunto e até lembrar o nome do outro.

Para se apresentar, também tem timing. Treine observar a linguagem corporal das pessoas. Se o fulano está envolvido em uma conversa com várias pessoas, por exemplo, mas seus pés e seu corpo apontam para fora da rodinha, pode ser que adore uma interrupção naquele momento.

Ao se apresentar, você já pode emendar alguma pergunta, diminuindo a chance de o grupo cair naquele silêncio constrangedor e estimulando as pessoas fazerem o que mais amam: falar sobre ELAS!

Poucas coisas são mais sedutoras do que ser um bom ouvinte.

Mostre interesse real, sem mexer no celular enquanto a pessoa fala, procure fazer perguntas específicas e encontre deixas para falar sobre você sem interrompê-la.

Outra dica para aumentar a conexão entre você e seu novo conhecido: apresentá-lo a uma terceira pessoa, assumindo o “acabamos de nos conhecer” e repetindo seu nome.

3) Espelhamento do outro

O espelhamento é um mecanismo social ancestral eficiente para que criemos conexões — desde que, claro, seja feito com sutileza. É uma forma não verbal de dizer “olha, sou igual a você, está tudo bem” e gerar cooperação, o que tem sido útil ao longo da história da humanidade.

Um estudo citado no livro dos autores Allan e Barbara mostrou que, nós, mulheres, somos quatro vezes mais propensas a espelhar outras mulheres do que os homens entre si. As mulheres também têm uma capacidade maior de “ler” a linguagem corporal e entender quando existe algum desacordo em curso.

Na prática, para fazer o espelhamento, basta reproduzir sutilmente algumas das expressões faciais ou corporais do outro. Mas precisa ser sutil mesmo, ok?! Vale também para o cadenciamento de voz e, nesse caso, a dica é evitar falar mais rápido que o interlocutor.

Até o código de vestimenta — vestir-se de forma parecida com os demais — passa o recado de espelhamento. Assim como, destacar-se, escolhendo propositadamente roupas e acessórios diferentes do que sabe que vai encontrar em algum lugar, também passa uma mensagem.

Outro atalho para gerar conexão é encontrar os interesses comuns. Uma vez que em uma conversa você detectou gostos, hobbies ou quaisquer tópicos compartilhados, use algumas palavras-chave para trazê-los à tona e manter o assunto vivo.

Ao espelhar gestos, posturas, cadência vocal e outros elementos, você tem mais chances de criar vínculos e ser entendido como uma pessoa fácil de conviver.

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Você se sente perdida na carreira? Use essas 3 técnicas para se encontrar http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/09/03/voce-se-sente-perdida-na-carreira-use-essas-3-tecnicas-para-se-encontrar/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/09/03/voce-se-sente-perdida-na-carreira-use-essas-3-tecnicas-para-se-encontrar/#respond Tue, 03 Sep 2019 07:00:30 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2280

Testar, criar um projeto de curto prazo e desenvolver forças: é no movimento que você vai se encontrar na carreira (Foto: PEXELS)

Se a carreira em uma empresa, planejada no longo prazo, tornou-se rara, o que nos resta a não ser aceitar que teremos uma, duas, dez transições profissionais ao longo da vida?

O que provoca ansiedade pode também ser entendido como uma oportunidade de se testar, de treinar diversas posições e não cair no marasmo no trabalho.

O problema, para muita gente, é saber qual o próximo passo. O que devo fazer da minha vida? Para qual transição devo me preparar? Que objetivo traçar agora que já realizei o primeiro?

Não existe resposta pronta para essa pergunta. O que existe é autoinvestigação — e muitos vão recomendar que você se conheça a ponto de encontrar um propósito para guiar sua carreira. Tudo bem, tudo certo. Mas, e se isso empacar? É por isso que recomendo fazer testes! Ir se desafiando, fazendo vários trabalhos diferentes, estudando temas diversos… um caminho que pode perfeitamente correr em paralelo ao processo de descoberta do “porquê”.

É com essa premissa em mente que proponho três técnicas para ir se encontrando, enquanto a certeza do propósito, ou de como aplicá-lo, não vem.

1) Conheça suas forças e tente maximizar três delas

Quando afirmei aqui na coluna que autoconhecimento é a nova pós-graduação é porque, de fato, só as habilidades técnicas, a faculdade ou o MBA não dão conta mais de diferenciar ninguém no mercado.

A criatividade para resolver problemas complexos, a habilidade de se relacionar com pessoas de diferentes níveis de conhecimento, a inteligência emocional e relacional para lidar com a pressão de um mercado em constante transformação… Essas competências menos óbvias podem te ajudar a se empossar da sua especialidade e definir seu nicho profissional.

Se conhecer suas forças soa intangível para você, tente fazer o teste de forças de caráter disponível no site ViaCharacter.com — se não fala inglês e a página abrir nesta língua, vai precisar colocar para traduzir para português no topo da página, tá?

O teste é gratuito, e você pode gerar o resultado em PDF também gratuitamente.

As 5 primeiras forças que aparecerem no resultado, em ordem, são as mais afloradas em você. São elas, que naturalmente já tem, que devem ser as mais trabalhadas, de acordo com os pesquisadores da Psicologia Positiva. No próprio site, há sugestões de como lapidar cada uma delas.

Além dessas forças de caráter da Psicologia Positiva, procure saber quais habilidades estão em alta e quais vale a pena você desenvolver. Eu mesma publiquei coluna na qual elenco as habilidades do futuro que podem ser treinadas até em casa, com colaboração, empatia e espírito empreendedor.

Escolha de uma a três e vá lapidando no dia a dia.

2) Faça um cronograma de tentativas profissionais

Parte da angústia em torno de ter um objetivo profissional está relacionado à própria ideia de OBJETIVO. Parece que precisa ser grandioso; empresta um caráter definitivo àquilo que será feito; dá medo.

Claro que é desejável que o profissional tenha em mente o que quer da sua carreira, para guiar as decisões profissionais em vez de delegar a outrem o poder de dizer para que área deve ir ou que projeto topar.

Mas, se você empacou, pode ser que precise de mais tempo e/ou experiência para ganhar clareza. É nessa fase que, em vez de começar a se lançar no mercado e fazer uma série de tentativas, frustrar-se, entender-se, errar e aprender, as pessoas… travam!

Seja você uma novata ou uma mulher em transição de carreira, aceite que é importante estar no mercado para entender de mercado, sair do plano mental e partir para a prática.

Minha sugestão é fazer o que chamo de cronograma de tentativas profissionais: levar essa fase de experimentação para o planejamento.

Esse plano serve para diminuir a sensação de estar perdida e deixa claro (para você mesma) que está propositadamente em período de teste, “se autorizando” a errar, a sair em poucos meses de um trabalho que desagradar, a ter três hobbies ou frilas ao mesmo tempo…

A organização do cronograma é simples: faça uma lista de todas as áreas e atividades em que tem vontade de tentar, que tem o palpite de serem boas para você. Defina um período de tempo máximo para passar por elas (quatro meses? sete? um ano?) e então ter “material” para decidir em qual se aprofundar em estudos e ganhar mais experiência.

Mais 3 dicas para fazer o cronograma de tentativas profissionais sem autoengano:

  1. Tudo bem ir testando mais de uma coisa ao mesmo tempo. A ideia é se jogar o máximo que puder mesmo e ganhar experiência. Esteja sempre estudando, lendo, fazendo… 
  2. Vá anotando suas impressões, sensações e insights diariamente nesse período. Isso é fundamental para que depois se lembre exatamente de como se sentiu em tal trabalho, que dificuldades teve etc. 
  3. Ele vai ser uma aula de autoconhecimento e vai ter certo grau de autoindulgência, e quem é mais volúvel pode tomar gosto pela coisa. Mas, se continuar pela vida nessa toada, não vai se especializar em nada e pode alcançar um teto salarial baixo, já que não vai se especializar. A escolha é sua, mas minha sugestão é que o processo tenha começo, meio e fim. 

Leia mais

3) Defina e planeje um projeto de curto prazo

Além de se alimentar de experiências profissionais e trabalhar suas forças e habilidades independentemente do trabalho atual, sugiro criar um projeto de curto prazo e “do coração” para se colocar à prova.

O desafio é mais que o simples ato de cumprir o prazo do projeto — apesar de isso ser essencial para desenvolver autodisciplina. É a tomada de decisão, mesmo sem ter a tal da certeza absoluta.

Ao escolher um PROJETO de curto prazo, você tira o peso de trabalhar um OBJETIVO de longo prazo, daqueles que botam medo, mas lapida, sem pressão, alguma coisa com potencial para se tornar sua especialidade profissional.

Lembrando que o mercado tende a abraçar cada vez mais trabalhos sob demanda, jobs em vez de contratos tradicionais. Isso também acaba sendo um teste para o sistema de trabalho que em breve será preponderante.

Na prática, o projeto pode vir junto com o cronograma de tentativas ou separado. Se vier junto, coloque-o como prioridade — as demais tentativas devem tomar menos tempo que o seu projeto.

O que pode ser esse projeto?

Um frila robusto a entregar, uma rede social para começar a trabalhar profissionalmente, um livro para escrever, um e-commerce de pequeno porte para abrir, um tipo de serviço ou consultoria que você vai oferecer a partir de agora, uma cobertura de férias que decidiu aceitar naquela empresa…

Para o que estou propondo aqui, o projeto é qualquer atividade profissional com começo, meio e fim na qual você veja potencial e decida fazer em até 6 meses. Pode ser menor ou maior, mas sugiro seis meses.

Escolha o seu e comece. Como no item 2, vale anotar impressões e insights durante o processo. E, ao final, decida se ele merece ser prorrogado ou não.

A clareza virá da experiência. Experimente e verá.

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O mercado muda rápido, você acompanha? Veja 6 dicas para não ficar pra trás http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/08/27/o-mercado-muda-rapido-voce-acompanha-veja-6-dicas-para-nao-ficar-pra-tras/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/08/27/o-mercado-muda-rapido-voce-acompanha-veja-6-dicas-para-nao-ficar-pra-tras/#respond Tue, 27 Aug 2019 07:00:56 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2265

Trocar mais, testar tecnologias, procurar autoconhecimento… Está nas suas mãos se destacar no mercado ultracompetitivo (Foto: PEXELS)

Vira-e-mexe falo aqui sobre como o mercado tem mudado rapidamente e sobre como isso tem gerado ansiedade em profissionais das mais diversas áreas. Mas existem ao menos seis providências que você pode tomar para diminuir a sensação de estar para trás e, mais importante, realmente aumentar sua capacidade de “ler” o cenário e se encaixar melhor nele.

É sobre treinar o olhar, estar presente e entender quais diferenciais pode destacar para ser reconhecida como autoridade ou pelo menos como “diferente” dos demais.

Vamos a às dicas.

1) Nunca esteja sem ler um livro

Perceba a diferença desse primeiro passo de “leia muito” ou “mantenha-se atualizada”. A dica é bem especifica: NUNCA esteja sem ler um livro que de alguma maneira se relacione à sua área.

Claro que qualquer leitura engrandece… Um bom romance ou um compilado de poesias podem fazer maravilhas sobre a sua criatividade! Mas tente se manter lendo mais do que artigos sobre temas relacionados à sua área de atuação. O aprofundamento de quem lê livros (infelizmente) virou diferencial de mercado.

Coloque esse tempo na agenda, de manhã, à noite, ou inclua algumas páginas depois do almoço.

2) Flerte com as novidades e as tecnologias

Reclamar da tecnologia, falar mal das redes sociais ou ficar numa toada saudosista não vai fazer muito pela sua carreira — mesmo se trabalhar com brechó ou sebo, a rede social pode fazer maravilhas pelo seu business!

Adote uma saudável postura de aprendiz e, quando souber que algo novo está aflorando, procure saber. Se tiver chance, toque, experimente, sinta o que aquela tecnologia proporciona.

De perto, as novidades costumam ser menos assustadoras.

3) Faça do autoconhecimento sua pós

Costumo dizer que autoconhecimento é a nova pós-graduação.

Lembra quando ter um MBA era diferencial? Quando o Mestrado era a diferença entre ser ou não autoridade em determinado assunto? Pois aqui em 2019, diferente mesmo é a profissional que se conhece, sabe que habilidades têm e quais precisa desenvolver. E, por isso, é inteligente emocionalmente, bem-relacionada, segura e capaz até de dizer não quando algo contraria seus princípios.

No mercado ultracompetitivo, quem se conhece bem sabe o que pode usar para se diferenciar (veja o próximo tópico).

De livros de autoajuda a terapia, de coaching a imersões holísticas, de meditação a clubes do livro… Crie suas maneiras de pensar sobre si mesma e desvendar o funcionamento da sua mente.

O resultado será mais autoconfiança, melhores relações profissionais, criatividade aflorada e coragem para expor ideias.

4) Assuma um diferencial para não ser mais uma

Primeiro, claro, é preciso incorporar o processo de autoconhecimento como parte da carreira, e não só um “luxo” para aquelas que estão com problemas pessoais a serem solucionados.

Conhecendo a si mesma, é provável que comece a entender o que tem de diferente, melhor, especial ou simplesmente mais acentuado que seus pares profissionais.

O mercado valoriza isso? É algo que, se for conhecido por mais gente, pode se tornar catapulta para aumento de salário, de cargo ou virada de carreira?

Faça o exercício simples de escrever em um papel quais poderiam ser seus diferenciais profissionais e que muita gente ainda não sabe. Escolha o mais marcante em você e comece a assumi-lo.

Isso pode ser feito aceitando mais desafios naquela área, produzindo conteúdo sobre o tema específico nas redes sociais ou simplesmente usando o boca a boca para dizer que está cada vez mais interessada no tema.

Veja: você não inventa nada! É um diferencial seu, algo que já faz muito bem, de que gosta e que tem potencial para te diferenciar da multidão — às vezes até um defeito cumpre esse papel.

Assuma primeiro pra você, bata na tecla e o retorno começará a vir com os meses. Coragem!

Veja também:

5) Prestigie colegas e converse com gente da área

Vá a eventos do setor, dê parabéns no aniversário, varie as pessoas com quem almoça, dê as caras quando for convidada, pergunte se o filho melhorou, compartilhe contatos ou informações valiosas para o outro: você já leu essas dicas de networking, mas será que anda praticando?

Muitas vezes a tendência é cair no piloto automático e voltar a tomar café com as mesmas figuras ou se enfiar na toca como se os relacionamentos não fizessem diferença na carreira. Mas fazem.

Escreva quais são as pessoas com as quais pode fazer um esforço para se relacionar, que providências pode tomar e comece a fazer uma por semana — não mais, para não desistir.

Em poucos meses, terá um grande impacto.

6) Seja curiosa sobre o que está acontecendo em outras searas

Provavelmente esse tópico é o que seus pares não estão fazendo: conversar com gente de outros setores, ler sobre assuntos relacionados a áreas diferentes, procurar saber o que de novo se planeja por ali, dar um pulo em um evento que não tem nada a ver com você, conhecer gente diferente do perfil a que está acostumada…

Saber mais sobre áreas diferentes estimula a criatividade porque faz com que você consiga enxergar soluções absolutamente inesperadas para problemas conhecidos.

Seu diferencial, inclusive, pode vir dessa curiosidade trabalhada de forma sistemática para trazer soluções inovadoras e insights.

 

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Ser imperfeita é tendência! Descubra como isso te ajuda no trabalho http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/08/20/ser-imperfeita-e-tendencia-descubra-como-isso-te-ajuda-no-trabalho/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/08/20/ser-imperfeita-e-tendencia-descubra-como-isso-te-ajuda-no-trabalho/#respond Tue, 20 Aug 2019 07:00:03 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2243

Depois de anos buscando a estética e a vida perfeitas da rede social, entramos na era do imperfeccionismo. E tem oportunidade aí (Foto: PEXELS)

Se você já reclamou que não aguenta mais ver tudo igual no Instagram e cogita dar unfollow em perfis que te fazem se sentir pressionada, feia, infeliz, pobre… Bem-vinda ao clube. A pausteurização de imagem e lifestyle capitaneada pela rede social nos últimos anos foi nos saturando, enquanto impulsionava uma série de áreas, principalmente de moda e beleza.

Agora o mercado começa a absorver conteúdos e produtos que promovem a valorização da imperfeição, do real. É uma oportunidade evidente para quem trabalha com marketing de influência, mas que pode ser abraçada também por você — desde o comportamento na entrevista de emprego até o próximo projeto que vai apresentar aos gestores da empresa.

Imperfeição é tendência, e o quanto antes você se apropriar disso, mais pode se destacar.

A ansiedade, e como chegamos até aqui

Relatórios do birô de tendências WSGN já apontaram como estamos vivendo uma era ansiosa, liderada pelos millenials e usada como instrumento das indústrias de beleza, saúde, entre outras.

Pesquisas com o termo “ansiedade” dobraram de 2015 pra cá, e o maior uso das redes sociais contribuiu para a ascensão da FOMO (sigla para a expressão em inglês “Fear Of Missing Out”), a incômoda sensação de se estar sempre por fora, perdendo algo.

Há ainda a dependência dos elogios e a busca pela perfeição estética.

Recentemente, artigo do site Fashionista descreveu como o uso de aplicativos como Facetune e Photoshop e dos filtros das próprias redes têm influenciado principalmente mulheres a buscar a chamada “Instagram Face” — bochechas marcadas, olhos grandes, boca carnuda, pele ultralisa, sobrancelhas micropigmentadas… Rostos à la Kylie Jenner, obtidos fora do mundo virtual com uma série de procedimentos cirúrgicos e preenchimentos.

Claro que tanta busca pela perfeição, nas formas do corpo ou no estilo de vida, só aumenta a ansiedade geral.

Foi aí que o imperfecionismo entrou no radar dos futuristas e se tornou uma das linhas de estudo mais promissoras, uma contracorrente que começa a ganhar força.

A bancarrota da “Instagram face” 

Na contramão de tantas “fake faces”e “fake bodies”, algumas pessoas resgatam o que têm de único, assumindo suas feições “imperfeitas” como forma de se libertar da pressão por padrões inatingíveis.

Você já percebeu isso: a comunicação da imperfeição humana começa a ganhar eco no mercado, sendo usada de comerciais de beleza a itens de decoração propositadamente irregulares, orgânicos.

Lance esse olhar para seu feed de Instagram, cada vez mais recheado de influenciadores que defendem inclusão, de ativistas que ganham voz e seguidores, de perfis que falam sobre o conceito “body positive”…

Segundo os futuristas, com a ascensão da geração Z, o imperfeito só vai ganhar força — e, claro, pode se tornar uma oportunidade para você.

Veja também:

Carreira imperfeita

O movimento imperfeccionista pressupõe que aceitemos as falhas como parte do processo, o que pode ser trabalhado sob duas perspectivas: 1) não dar ênfase ao imperfeito e focar no que se tem de melhor; 2) enfatizar justamente os “defeitos” e fazer disso um diferencial.

Para entender qual linha seguir e como usar a tendência na prática, listo aqui algumas ocasiões/oportunidades e suas possíveis aplicações. Todas pressupõem assumir a imperfeição como parte natural da atuação profissional e, se possível, fazer disso um “algo mais”.

Só deixo um alerta: não espere se sentir pronta para aplicar as ideias. A graça é justamente ser imperfeita.

  • Na entrevista de emprego: muito já se falou sobre o tiro no pé que é falar que seu maior defeito é ser perfeccionista na entrevista de emprego. Mas muita gente ainda se preocupa em passar uma imagem perfeitinha demais. Não é mais o que as empresas procuram. Lembre-se antes de tudo que os profissionais de RH fazem busca de perfis na rede social, logo, cuidar da imagem que transmite por ali é estratégico. Nessa nova fase do mercado, sua imperfeição pode ser um diferencial. Se você é distraída, mas megacriativa, pode (im)perfeitamente se adequar ao que uma empresa mais moderna está buscando. Do currículo à escolha da roupa para a entrevista, da resposta para a temida pergunta “qual seu maior defeito?” à dinâmica de grupo, busque deixar transparecer algum traço de autenticidade. Ser lembrado em um mercado saturado vale ouro.
  • Na gestão de carreira: permita-se fazer testes. Arriscar-se a fazer pequenos projetos em outras áreas de atuação, mesmo sem ter o completo domínio dela. É assim, à base de tentativa e erro, que você imperfeitamente começa a se enquadrar na geração slash, que tem mais de uma profissão e se diferencia pelo combo improvável de atividades exercidas. A lógica de aplicar ideias imperfeitas vale para o dia a dia de empresas mais tradicionais também. São ideias ousadas oferecidas em reuniões de brainstorm, relatórios criativos, propostas inusitadas no dia a dia do trabalho. Levar o teste adiante é entender que não existe fracasso quando se quer ser mais criativa, só existe aprendizado e aperfeiçoamento.
  • Nas redes sociais: talvez uma das maiores oportunidades relacionadas ao imperfeccionismo esteja na gestão da marca pessoal nas redes sociais. Cultivar um defeito, como já explicou Robert Greene em seu clássico “As 48 Leis do Poder”, é uma das formas mais eficientes de encantar e de ser lembrada. Mostrar vulnerabilidade gera ainda identificação com o seguidor, transmite verdade. Considerando o branding pessoal como uma ferramenta para ganhar autoridade e ser reconhecida no mercado, pense em deixar transparecer seus valores mais importantes e se posicionar sempre que a ocasião permitir. Você pode usar ainda o estilo como uma ferramenta de diferenciação, apropriando-se do que tem de diferente em vez de mascarar “defeitos”, e criando uma assinatura de imagem que faça seu perfil ser facilmente reconhecido. Por fim, a ferramenta de vídeos (hoje usada nos Stories e na rede em ascensão  Tik Tok) é especialmente eficiente em mostrar o real e gerar conexão. Gravar a própria cara — ou a comunicação audiovisual, se assim preferir — está se tornando uma habilidade desejável em vários segmentos do mercado. É sobre ser competente, claro, mas sobre saber comunicar essa competência nos mais diversos meios de um jeito único, só seu.
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Você tem dificuldades para dar nome à sua profissão? Saiba como se destacar http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/08/13/voce-e-uma-profissional-slash-descubra-aqui-e-se-destaque-em-6-passos/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/08/13/voce-e-uma-profissional-slash-descubra-aqui-e-se-destaque-em-6-passos/#respond Tue, 13 Aug 2019 07:00:57 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2216

Produtora de conteúdo/personal trainer; nutricionista/psicóloga; contadora/professora de ioga: você faz parte da geração slash? (Foto: PEXELS)

Você hoje tem dificuldade para dar um nome específico para a sua profissão? Está penando para encontrar um posicionamento especial na carreira? Precisa melhorar a forma como equilibra as demandas tão diversas de um dia de trabalho?

Sofrendo com um ou com os três dilemas acima?

Para começo de conversa, não vamos chamar de dilemas. Melhor encarar como características comuns no mercado de trabalho atual e seu novo tipo de integrante: o profissional “slash” ou, em português, o “profissional barra barra barra”: aquele que faz isso / aquilo / aquilo outro.

Entendeu?

Está aqui uma jornalista/business coach/estrategista de branding pessoal para tentar te explicar que isso não é mais visto como falta de foco, coisa de quem não sabe o que quer ou um problema de quem não faz nada bem.

A “carreira slash” é uma tendência que nasce de um novo tipo de comportamento aliado às demandas do mercado.

Felicidade profissional sob demanda

A tendência de comportamento que culminou no profissional slash você provavelmente já conhece: a partir da geração Y (os millenials, nascidos dos início dos anos 1980 até meados dos 1990), a vontade de cumprir um propósito de vida e se sentir satisfeito com o ganha-pão passou a ser mais falada.

Trabalhar “só” para ganhar dinheiro, cumprir expediente, seguir ordens… tudo isso foi ficando obsoleto quando o foco na satisfação profissional e na realização de sonhos ganhou os holofotes.

Do ponto de vista do mercado, os especialistas em futuro do trabalho apontam o movimento de flexibilização trabalhista. Como já falei aqui na coluna, as contratações tenderão a ser realizadas sob demanda. É o que, nos jargões moderninhos, chamamos de “fazer jobs”.

Você quer se sentir plena, mas isso vai se dar pelo conjunto dos jobs em empresas diferentes ou para clientes diversos. Vai palestrar, dar consultoria, vender cursos, entregar projetos. Vai atuar como psicóloga, professora, advogada, professora de ioga, engenheira, astróloga, médica, “instagramer“, nutricionista, consultora de estilo. Em uma, em duas, em quatro dessas áreas.

E vai aprender a se equilibrar em um modelo de trabalho que remove as seguranças que parecíamos ter até então.

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O fim dos experts?

Ao contrário do que parece à primeira vista, a ascensão do profissional slash não significa a bancarrota do especialista. O que muda é que até esses precisarão aprender a trabalhar sob diferentes demandas, para mais de uma empresas e conectados a mais de uma área.

Repito: há muito espaço para o expert, a diferença é que talvez ele não possa mais se contentar com ser muito bom em uma coisa sem dialogar com as demais. Com relações e áreas mais fluidas, o mercado pede que os hiperespecializados saiam das suas torres e compartilhem conhecimento para conseguir resultados melhores.

Aliás, superespecialistas ou generalistas, todos precisarão estar conectados. E é por isso que o relacionamento e a comunicação estão entre as habilidades consideradas mais importantes de agora até 2030, segundo vários estudos recentes.

As 6 habilidades que a “você slash” precisa dominar

Pensando nos caminhos do mercado slash, listei as habilidades que provavelmente você que já se encaixa ou está prestes a se encaixar nesse novo modelo econômico precisa desenvolver.

Não é uma questão apenas de sobreviver no mercado, mas de se sobressair e atingir o propósito maior disso tudo: a felicidade profissional.

Antes das dicas, lembre-se de que a capacidade de lidar com mudanças e a tal da cabeça aberta vêm antes disso tudo. O cenário é esse, se dá melhor na carreira quem, em vez de espernear, aprende a lidar com ele à sua maneira. Assim ó…

  1. Aprender de uma vez por todas a lidar com dinheiro. Sem um salário fixo e com mais de uma fonte de renda, é claro que o gerenciamento das finanças fica por sua conta — como, vamos falar a verdade, sempre deveria ter estado. Muitas vezes, basta começar por uma planilha e um planejamento dos gastos fixos para se sentir segura. O que deve entrar de dinheiro neste mês? Há uma perspectiva sobre os próximos? Quais gastos preciso cortar? Dá para recusar esse trabalho que não tem a ver com o que quero? Ou preciso pegar o máximo agora para me dedicar ao meu projeto do coração daqui a alguns meses? Planejamento financeiro e de carreira estão conectados, porque ter ou não uma perspectiva do que entra e o que sai tende a mudar a forma como prioriza e toma decisões.
  2. Entender que seu propósito não precisa vir do que te dá dinheiro. Em seu best-seller “Seja Mais Feliz“, o psicólogo e pesquisador de Harvard Tal Ben-Shahar, um dos mais reconhecidos defensores da Psicologia Positiva, explica que não necessariamente o propósito de vida precisa ser tão grandioso, como erroneamente se interpreta por aí, muito menos estar preso apenas à profissão. O propósito pode estar vinculado à família, ao hobby, ao trabalho voluntário… Se você não enxergar a conexão entre o que faz para pagar as contas e o que traz significado à sua vida… TUDO BEM! Não tem nada de errado em querer trabalhar “apenas” para ganhar dinheiro. Se for seu caso, busque significado de outras formas e entregue-se aos “trabalho 1/ trabalho 2 / trabalho 3” mesmo que não sejam “dos sonhos” sem culpa.
  3. Desenvolver métodos de gerenciamento de tempo em casa. Separar o urgente do importante, organizar o tempo e entender o que é produtividade para você: eis a tríade de habilidades para ser desenvolvida urgentemente por toda uma geração que provavelmente precisará trabalhar remotamente e/ou lidar com organizações horizontais (sem necessariamente haver um gestor para direcionar suas prioridades).
  4. Criar um posicionamento que se baseie na fusão das habilidades. Já defendi aqui na coluna que, hoje, o Instagram é o novo currículo — basta dizer seu nome que vão pesquisar quem você é na plataforma para entender qual é o coração da sua marca pessoal. Sabendo disso, costuma aflorar a seguinte angústia: o que eu devo comunicar para me ajudar na carreira? Um dos caminhos é entender que o seu COMBO de profissional slash pode ser, em si, uma nova profissão. Talvez justamente o fato de prestar esses dois ou três tipos de serviço é que faça de você uma profissional — ou uma marca — única e especial. Comece investigando o que há de diferente aí, lapidando a sensação que pretende gerar e qual é a linha mestra para trabalhar.
  5. Escolher uma das áreas do coração para promover como “sua marca”. Além da abordagem de comunicar seu conjunto como diferencial, uma possibilidade é procurar, entre suas competências, as empresas com que trabalha e os seus serviços qual seria o mais importante e digno de ser comunicado. Qual dos tópicos entre tantas “slashes” é o mais significativo para você e seu branding pessoal? Isso não significa que não possa se dedicar a múltiplas atividades, mas usar como pilar da comunicação pessoal a seara que trará mais oportunidades que te encantam e reconhecimento. Já para ganhar dinheiro, trabalhe com quantas fontes desejar, oras.
  6. Encarar a necessidade de fazer contatos como parte do “job description”. Posicionamento, gerenciamento de tempo e de finanças, habilidades múltiplas… nada disso adianta se você não tiver onde trabalhar e mostrar a que veio! E a demanda surge das pessoas que te contratam — pelo menos até hoje tem funcionado assim. Por essas e outras, acionar novos contatos e aprender a cultivar boas relações é uma das mais importantes características do mercado fluido no qual estamos entrando. Saiba que daqui pra frente você é seu departamento de marketing, e ele é crucial para a empresa você.
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Você dorme bem? Veja por que o sono é a habilidade do futuro no trabalho http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/08/06/voce-dorme-bem-veja-por-que-o-sono-e-a-habilidade-do-futuro-no-trabalho/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/08/06/voce-dorme-bem-veja-por-que-o-sono-e-a-habilidade-do-futuro-no-trabalho/#respond Tue, 06 Aug 2019 07:00:42 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2205

O sono recupera o corpo e a mente e, na era da ansiedade, pode ser um diferencial para a produtividade (Foto: PEXELS)

Parece um paradoxo, mas cada vez mais a alta performance vem sendo relacionada à capacidade de se desconectar, promovendo a necessária recuperação do corpo e da mente para aproveitar o tempo e entregar mais e melhor num intervalo menor.

É por isso que, quanto mais estudo sobre produtividade, mais percebo que dormir, meditar e descansar são as habilidades do futuro, as que vão diferenciar os profissionais produtivos dos improdutivos, estressados e acometidos pela fadiga de decisão.

Digo sem medo de errar: o hype dos workaholics está acabando, e os profissionais que equilibram as diferentes esfera da vida serão mais valorizados. Isso aumenta o rendimento, graças ao incremento dos níveis de satisfação no trabalho. E a geração Z, que começa a entrar no mercado e influenciá-lo, valoriza não longas jornadas e a tradicional hierarquia, mas o balanço na vida e uma cultura horizontal.

Soft skills e descanso

Entre as habilidades valorizadas daqui em diante, estão as menos técnicas e mais humanas, chamadas de soft skills, como criatividade, comunicação e relacionamentos.

O problema é que a exaustão causada pela insônia pode afetar o humor e o próprio funcionamento do cérebro, dificultando o desenvolvimento ou pelo menos a expressão dessas competências — como já expliquei diversas vezes aqui na coluna, citando estudos de neurociência.

Tanto que há uma indústria crescente relacionada a bem-estar, a métodos antiestresse e ao sono em si. Cada vez mais se associa o frenesi da vida moderna, hiperconectada, a uma ansiedade que começa parecendo natural, mas pode migrar para problemas sérios — e disso os profissionais da área da saúde sabem bem.

Bem-vindas sonecas

Há alguns fatos curiosos sobre o sono.

Por exemplo, o fato de as sonecas serem benéficas, assim como as pausas para caminhadas depois do almoço, as paradas para o cafezinho entre reuniões e as meditações ainda que de 5 minutinhos depois de trabalhar por um período longo. 

Nerina Ramlakhan, médica e autora do recente livro “The Little Book Of Sleep” (algo como “O Pequeno Livro do Sono”), defende não só as sonecas ao longo do dia (a siestas, comuns em países como Espanha) como explica que muitas vezes dormimos até de olhos abertos. Isso acontece, por exemplo, quando você lê um livro à noite e no dia seguinte não se lembra de absolutamente nada — segundo ela, isso é uma espécie de pré-sono.

Outro ponto interessantíssimo do livro de Nerida é que é comum e aceitável acordar no meio da noite. Ela explica que esse sono “picado” era comum entre nossos ancestrais e que mesmo sem que a gente se dê conta muitas vezes desperta entre 2h e 4h da manhã.

Não há mal nisso, diz a especialista. A não ser pelo fato de as pessoas começarem a se preocupar e a se cobrar quando despertam na madrugada. O pensamento recorrente é que o período insone vai provocar cansaço no dia seguinte e por isso deveria cumprir o que se convencionou como a quantidade de horas ideal no sono. E aí vem o drama da ansiedade.

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Como eu posso dormir e render melhor?

  • Tente não brigar com a insônia. Existe um ciclo vicioso de não dormir e começar a ficar ansiosa com isso  que tende a aumentar a tensão e a própria insônia. Essa ansiedade vinculada ao sono é tambem esmiuçada nos artigos e livros da australiana Sarah Wilson, mais conhecida pela sua defesa da dieta sem açúcar como forma de diminuir os efeitos de doenças autoimunes.
  • Identifique as soft skills importantes na sua esfera de atuação e deixe que aflorem. Destaco entre essas competências e habilidades a criatividade — e a importância do repouso para que ela aflore. Se o seu trabalho requer essa soft skill, pense em como a busca de referências e até um certo grau de procrastinação podem ser úteis para trazer insights. Só não esqueça que resolver problemas também requer criatividade, ou seja, é importante para todas as áreas.
  • Pratique atividades prazerosas. No coaching para executivos, uma das tarefas importantes é a brincadeira. Fazer atividades que não tenham utilidade evidente para o trabalho em si. E, claro, tem uma importância enorme para a mente praticar atividades físicas!
  • Afaste-se do celular. Principalmente na hora de dormir, criando um saudável ritual antes de deitar na cama.
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Música de manhã, meditação à tarde… Adote esses 5 hábitos e produza mais http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/30/musica-de-manha-meditacao-a-tarde-adote-esses-5-habitos-e-produza-mais/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/30/musica-de-manha-meditacao-a-tarde-adote-esses-5-habitos-e-produza-mais/#respond Tue, 30 Jul 2019 07:00:42 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2185

Escutar uma trilha sonora empolgante toda manhã ou quando estiver pra baixo: aquele hábito de baixo custo e alto impacto (Foto: PEXELS)

Quando a gente fala em produtividade, costuma associar o termo a trabalhar sem pausa do início ao fim do dia, executar 100% das tarefas preestabelecidas e ter aquela sensação de missão cumprida no fim do dia, mesmo supercansada.

Mas, na prática, isso é quase que o avesso do conceito de produtividade! Sem pausa e sem prioridade, o que a gente tem é uma vida ocupada…

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Produtividade tem a ver com fazer aquilo que é realmente importante em um prazo palpável e se sentir viva no final do dia, inclusive para realizar tarefas não relacionadas a trabalho. É sobre viver bem. E a onda de ansiedade que vivemos está fazendo essa pressão para ser hiperrealizadora cair por terra.

Por isso, listei aqui cinco dos hábitos, ou rituais diários, que, em estudos e experiência, notei que ajudam as pessoas a manter o ânimo em dia, e não só a agenda — render mais no trabalho, sem perder a qualidade de vida e parar de se desenvolver.

Vamos a eles.

1 – Criar uma trilha sonora positiva para as manhãs

Só vale incluir músicas que sejam 100% positivas, ou seja, que despertem boas emoções. Mesmo se for linda, aquela música que desperta nostalgia ou lembra o ex não deveria constar na playlist de ânimo matinal.

O poder do ritual matinal tem sido vastamente explorado pelo autor Hal Elrod (do best seller “O Milagre da Manhã“), mas mesmo se não for adepta da sequência que inclui escrever sobre você, tomar água, se alongar etc., pode recorrer a uma trilha empolgante quando estiver desanimada. Funciona.

2 – Fazer exercício físico antes do trabalho

O hábito de se exercitar você já sabe que é positivo, mas especialistas em produtividade costumam indicar que seja feito de manhã, enquanto, em geral, o nível de energia é maior. Além disso, o pique do exercício “prepara” o corpo e a mente para o trabalho — você sai mais animada e com uma prazerosa sensação de missão cumprida.

O exercício leve também entra nessa categoria: uma caminhada ao ar livre depois do almoço, por exemplo, ajuda comprovadamente na criatividade.

3 – Estabelecer a pausa do chá (e da leitura)

Pode ser do café, mas como ele é mais controverso, vamos no inofensivo chazinho. Ou água!

O importante é se permitir ter pausas no meio do dia.

Já expliquei sobre as vantagens de executar os trabalhos em blocos de até 90 minutos, para manter o foco. Entre cada um desses blocos de tarefas, você pode se permitir uma pequena e produtiva pausa — produtiva, sim, porque ela pode ser de ler um artigo bacana ou algumas páginas de um livro a ligar para alguém ou contemplar a paisagem.

A vantagem é tirar a mente e o olhar do trabalho por alguns instantes antes de voltar com o foco renovado.

Funciona bem também quando você está nervosa: é o equivalente a contar até 10, só que com um charme a mais :-).

4 – Meditar no fim do expediente

Comprovada por centenas de estudos científicos, a meditação tem o poder de acalmar a mente e melhorar diversos aspectos da saúde física. Mas existe um mito em torno dela: pessoas extremamente ansiosas acham que jamais vão conseguir passar minutos a fio só à base do “ownnn”.

Minha recomendação: comece com o que consegue. Menos minutos, apenas se concentrando na respiração, repetindo mantra, numa posição confortável na cadeira… O importante é parar alguns minutos e deixar os pensamentos correrem (e eles virão, tá?) sem julgamento, sem tentar suprimi-los.

A meditação no fim do expediente, antes de começar a segunda parte do dia, é uma recomendação que aprendi em uma treinamento que abordava a meditação transcendental (feita com um mantra). Aqueles 2o minutos meditando logo depois de trabalhar para entrar em um novo modus operandi e se preparar para uma noite tranquila…

Custa tentar?

5 – Programar o dia seguinte antes de dormir

Já falei aqui na coluna e repito, porque é comprovado: programar o dia seguinte é uma eficiente técnica antiansiedade e antifadiga de decisões — porque você vai acordar já sabendo o que precisa cumprir, e não vai começar o dia escolhendo e fomentando a ansiedade.

Em um caderno ou bloco de notas, antes de se deitar, escreva uma lista das atividades de trabalho ou não que programa para o dia seguinte. Nessa hora, já cheque as últimas mensagens no celular e… tcharan: afaste-se dele. Pode colocar o despertador, mas não deixar à vista ali na cabeceira da cama.

Ficar uma hora sem olhar o celular antes de dormir é uma meta de saúde mental, e o sono deveria ser considerado a mais importante das ferramentas de produtividade — eu sei, você já desconfiava disso, mas que tal tentar levar a sério?!

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Falta de disciplina? Pode não ser só isso que está atrasando seus objetivos http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/23/falta-de-disciplina-pode-nao-ser-so-isso-que-esta-atrasando-seus-objetivos/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/23/falta-de-disciplina-pode-nao-ser-so-isso-que-esta-atrasando-seus-objetivos/#respond Tue, 23 Jul 2019 07:00:01 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2155

Não é só sobre colocar os objetivos no papel… é sobre o que te motiva a escolher esses objetivos e a cumpri-los depois (Foto: PEXELS)

Uma nova pesquisa, recém-publicada no European Journal of Social Psychology, veio reforçar o que outros estudiosos de Psicologia Positiva apontavam: que o fato de não cumprirmos objetivos como gostaríamos não está relacionado à mera falta de disciplina, mas à própria formulação falha dos objetivos.

Pesquisas já relacionavam autodisciplina e melhores resultados em áreas tão diversas quanto saúde ou desempenho profissional ou acadêmico. Faltava entender o que estava além do autocontrole no dia a dia. Foi aí que entrou o estudo recente, realizado em Viena e baseado em três estudos relacionados entre si.

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O que veio à tona: a autodisciplina de fato é indispensável, mas não só porque faz com que as pessoas executem mais no dia a dia e desenvolvam estratégias de comportamentos saudáveis. É que os disciplinados costumam ser os que escolhem melhor as metas que traçam, buscando realizar aquilo se conecta com seu “eu” mais verdadeiro.

Realizam mais também porque estão mais certos do que querem!

Ou seja, essas pessoas traçam objetivos que de fato são importantes para elas. Não para agradar aos outros ou satisfazer algum padrão externo, mas porque, caso cumpram, se sentirão mais completas com aquilo.

Dá para entender porque se motivam e se movimentam mais, né?

E o que eu faço?

Para os pesquisadores, uma das possíveis explicações para as pessoas mais disciplinadas fazerem escolhas mais autênticas é o fato de terem mais autoconhecimento.

Está tudo está conectado. Porém a pesquisa ainda não conseguiu estabelecer o que vem primeiro: se é a escolha de metas autênticas, o autocontrole ou ainda um foco maior na realização. Tudo caminha junto.

O que quer dizer, para nós aqui fora da academia, que podemos tentar começar a realizar mais começando a trabalhar por qualquer uma das etapas:

  1. desenvolvendo mais disciplina, “quebrando” a nossa meta em atividades pequenas que caibam no dia a dia;
  2. tentando eliminar o ruído, ao estabelecer uma meta por vez em vez de tentar fazer tudo ao mesmo tempo;
  3. sendo mais criteriosas com relação ao que traçamos como objetivo.

Para este último caso, sugiro uma lista de perguntas que ajuda a checar se seu objetivo é autêntico — relacionado ao seu “eu” mais verdadeiro, ou autoconcordante, como a linha da Psicologia Positiva chama os objetivos que são traçados de acordo com os nossos valores mais caros.

Pergunte-se quando for traçar seu próximo objetivo para ter certeza de que está fazendo isso mais por você que pelos outros e consequentemente aumentar as chances de realizá-lo.

  • esse objetivo é de fato importante pra mim?
  • por que é importante para mim?
  • estou buscando esse objetivo por mim mesma ou para satisfazer alguém de fora? 
  • se eu me sentisse totalmente livre para escolher, traçaria esse objetivo antes de qualquer outro?  
  • ao atingir esse objetivo, vou sentir um senso maior de significado ou vou sentir prazer?
  • estou de fato interessada em realizar isso? 
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Seu estilo fala! Saiba como lapidá-lo para melhorar a imagem que transmite http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/16/seu-estilo-fala-saiba-como-lapida-lo-para-melhorar-a-imagem-que-transmite/ http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/2019/07/16/seu-estilo-fala-saiba-como-lapida-lo-para-melhorar-a-imagem-que-transmite/#respond Tue, 16 Jul 2019 07:00:07 +0000 http://brufioreti.blogosfera.uol.com.br/?p=2137

Não é sobre consumir: é sobre formar um estilo coerente com a imagem que deseja transmitir, sair do piloto automático (Foto: Pexels)

Você está resolvida com seu estilo? Ele te ajuda a transmitir uma imagem coerente com o que quer para sua carreira?

Ah, e antes que você pense que esse é um post para incentivar a mudar todo o guarda-roupa, ou gastar com isso, já aviso: é quase que o contrário! Um estilo bem-resolvido te faz consumir menos.

A premissa é: cuidar da imagem pode ajudar, sim, na carreira, porque influencia na impressão que os outros têm sobre você. É aquele plus à competência que você vem lapidando com estudos + prática profissional.

A primeira impressão

Para formar a primeira impressão, segundo pesquisas da psicóloga de Harvard Amy Cuddy, estudiosa da linguagem corporal, a gente se faz duas perguntas: “Essa pessoa é confiável?” e “Essa pessoa é competente?”. Mais de 80% da impressão inicial passa por esse crivo.

Acontece que essas perguntas e a resposta para elas acontecem em geral mesmo de a gente abrir a boca, em cerca de 7 segundos! Nossa postura, nossa aparência, nossas expressões faciais e, em um segundo momento, a maneira como interagimos determina tudo isso.

A impressão das pessoas sobre nós pode mudar depois. Mas ela precisará passar pelo filtro do primeiro contato — mais ou menos positivo.

Como estratégia para construir uma marca pessoal forte, sugiro que tiremos a apresentação da nossa “casca” do piloto automático, que repensemos o que comunicamos.

Antes de seguir o texto, pergunte-se: que imagem eu gostaria de transmitir? Essa é a pergunta necessária para iniciar a gestão de marca pessoal (o branding pessoal, o tema que estudo e sobre o qual sempre falo).

A partir dessa premissa, que tal lançar um novo olhar sobre a maneira como lidamos com nosso estilo e nos expressamos?

O que você veste comunica

Você já deve ter lido que para ir a uma entrevista de emprego, por exemplo, é mais adequado vestir cores claras, a fim de gerar aproximação.

Há muitos estudos sobre o que as cores podem transmitir, mas, mesmo sem saber disso, podemos usar ideias que nos são intuitivas. Exemplo: cores fortes e “brilhantes” fazem com que a gente “chegue chegando”, portanto transmitem uma imagem de extroversão e são ótimas para quem quer chamar a atenção ou causar um impacto.

Já as mais claras, em tons pastel, transmitem calma, serenidade, e portanto aproximam (daí a dica da entrevista de emprego). Em contrapartida, cores escuras tendem a criar barreiras, a afastar. Então pode ser estratégico, dependendo dos seus objetivos, se vestir de terninho preto com salto alto. Ou ser uma péssima ideia…

Qual seu caso?

É bom considerar não só as cores como sua mescla com as formas, os tecidos, os acessórios, o penteado… A combinação forma o estilo.

Um blazer muda completamente de cara se estiver combinado com um scarpin ou com um tênis. Um terno completo, todo bem cortado porém estampado, transmite uma mensagem absolutamente mais alegre e ousada que um risca de giz. Um jeans puído  não é a mesma coisa que um jeans com corte reto…

Em geral, para uma imagem mais polida e profissional, indica-se usar alguma peça de alfaiataria, evitar peças justas ou curtas demais. Mas essas regras podem não fazer o menor sentido para sua área de atuação ou deixar todo mundo igual — o que é o avesso de criar uma imagem marcante.

Fica a reflexão: não há certo ou errado, há o que funciona para seu branding.

O desafio da camiseta branca

Costumo dizer que você pode testar se seu estilo está condizente com seu branding pessoal fazendo o #desafiodacamisetabranca.

Vista calca jeans + camiseta branca e comece… como você combina as peças para que essa dupla básica fique com a sua cara? Parta daí para entender o que te define do ponto de vista da imagem. A maneira como arruma o cabelo, a maquiagem que usa ou não usa, os acessórios que agrega, o sapato, tudo isso comunica.

A ideia não é seguir uma fórmula, mas criar a sua. Entender o que quer transmitir e, se precisar, buscar referências de imagens que te ajudem na construção da sua.

Dica extra: faça uma limpa no guarda-roupa e só deixe peças que tenham a ver com o que quer passar. Limpe sem dó! Facilita na hora de se trocar e ajuda a se manter em uma linha coerente de estilo.

E digo mais. Chega de achar que repetir peças é ruim para a sua imagem. É justamente ao usar os mesmos acessórios ou repetir aquele tipo de roupa que se cria uma marca-registrada. Se essa marca for a que você deseja, bingo!

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Observe como se expressa

Em seu famoso TED, Amy Cuddy explica que não só a postura confiante faz com quem sejamos percebidos dessa forma, como também faz com que nos sintamos de fato mais poderosas.

A postura da Mulher-Maravilha, com o peito estufado e as mãos na cintura, é uma delas. E dois minutinhos, segundo a pesquisadora, dão conta de disparar uma química cerebral positiva e trazer o resultado de confiança desejado.

Sobre gestos e expressões, mais do que querer moldá-los a uma regra de etiqueta, é interessante observá-los. Olhe para fotos e gravações para entender como anda sua postura, se faz muitas caretas, se sorri mais ou menos e eventualmente amenizar ou enfatizar alguns traços.

Muitas pessoas reclamam que são mal interpretadas, que são entendidas como arrogantes quando na verdade só não são de sorrir muito. Pois é: o ser humano interpreta as expressões, e as mais sorridentes ajudam na aproximação…

Claro, depois que tiver a chance de abrir a boca e conversar, tudo pode mudar. Aí é hora de cultivar a autenticidade e focar a conversa no outro, se quiser ser lembrada de forma positiva.

Se quiser, afinal quem define o que quer transmitir é você.

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