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Bru Fioreti

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Fadiga de decisão: provavelmente você se sabota por isso e nem sabe

Bru Fioreti

23/04/2019 04h55

Já acordou cansada hoje? Não estaria você acometida pela fadiga de decisão?! (Foto: PEXELS)

Talvez você não saiba, mas provavelmente sofre de um mal moderno chamado "fadiga de decisão".

É bem que parece: você, eu, quase todos nós temos que escolher tanto ao longo do dia que ficamos cansados, sem energia, sem foco… e, claro, começamos a tomar decisões piores.

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O problema é que a toada de dúvidas que nos assola não tem precedente na História, nosso organismo não está preparado para isso. É a "Síndrome do Netflix": há tantas opções de filmes e séries ali que, no fim das contas, muitas vezes assistimos à mesma série ou simplesmente desistimos.

Vai dizer que nunca lhe aconteceu isso?!

Muitos "abas" abertas

Muitos estudos sobre como gastamos nosso tempo hoje mostram como o uso excessivo de tecnologia afeta a qualidade do sono, a dedicação às relações pessoais e a produtividade no trabalho. E isso acontece tanto dentro quanto fora do horário de trabalho.

Levantamento da plataforma "RecueTime" trouxe dados curiosos. Entre eles, que produzimos pra valer durante uma semana apenas cerca de 14 horas e que pulamos de um aplicativo ou site para outro pelo menos 300 vezes em um dia. Calcule o que isso faz com nosso pobre cérebro — que, comprovadamente, não está evoluído o bastante para ser mutitarefa!

A plataforma ainda descobriu que 40% dos seus usuários usa o computador depois das 22h e que, em média, todos checam o telefone quase 60 vezes durante o dia.

Entende quantas decisões estão embutidas nesses números? Entrar ou não neste site, comprar ou não, dar like ou comentar, marcar reunião ou mandar e-mail…

Fora as pequenas decisões offline, que vão da escolha do café da manhã ao programa do fim de semana.

Para a nossa mente, vida pessoal e profissional são uma só! O excesso de decisões no trabalho pode, por exemplo, levar você a negligenciar questões familiares importantes. Ou a falta de uma rotina organizada, a perder o foco nos projetos fundamentais.

Ok, e o que eu faço?

Em uma frase, para combater a fadiga de decisão você precisa descansar. Abrir "espaço mental" para a reflexão, a criatividade, despreocupar-se, decidir o mínimo possível por alguns períodos do dia.

Contra fadiga, repouso!

Considere suas horas de sono como um ritual sagrado e não subestime a importância de se desconectar dos e-mails nos fins de semana.

Mesmo nos dias de trabalho, se estiver se sentindo extenuada, tente postergar as decisões importantes para um momento mais sereno. Pesquisas mostram que uma pausa de 15 minutos fora do escritório e de preferência em contato com a natureza trazem a renovação necessária para tomar decisões mais pensadas.

Cuide da rotina

Até para "encaixar" o descanso necessário é preciso simplicar a rotina. São conhecidos os exemplos de CEOs, a exemplo de Mark Zuckerberg e Steve Jobs, que para poupar energia mental usam sempre as mesmas cores e estilos de roupas.

Você não precisa sair só de preto, azul e jeans, mas pode, sim, diminuir a quantidade de COISAS, de ruídos que bagunçam a vida e confundem a cabeça.

Guarda-roupa organizado e mais enxuto, chave sempre no mesmo lugar, gavetas organizadas, e-mails respondidos todos os dias no mesmo horário. Automatize sua rotina o máximo que puder para poupar a si mesma de escolher coisas irrelevantes.

Lembre-se: quanto menos energia gasta com as coisas pequenas, mais energia economizada para as importantes.

Organizar a semana e o dia seguinte, algo que sempre defendo aqui na coluna, também é fundamental, assim como  lembrar que as tarefas duram normalmente mais tempo do que planejamos. Coloque no mínimo 15 minutos entre uma reunião e outra, calcule os compromissos esperando o trânsito mais pesado, preveja que certamente fará uma pausa para aquela olhadinha na rede social…

Nessa organização, reserve o período de maior energia para as tarefas mais impactantes ou complexas. Se for para decidir algo importante, que seja quando sua mente estiver mais "fresca". Normalmente, por razões obvias, isso acontece de manhã.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.