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Chega de dúvidas! Conheça 5 técnicas para tomar decisões melhores

Bru Fioreti

27/02/2019 04h00

Aprender a ouvir a intuição e pintar o cenário mais difícil: o que ajuda você a decidir mais rápido? (Foto: PEXELS)

Pedir aumento agora. Investir naquele curso caro. Largar tudo para abrir um negócio. Insistir um pouco mais no emprego sem graça.

Quantas dúvidas rondam sua cabeça dia e noite e permanecem sem resposta por dias, meses e até anos? A indecisão prolongada lhe deixa exaurida, desanimada, com a sensação de que "perdeu o bonde". Eu sei, todas passamos por isso.

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A tomada de decisão muitas vezes vai ser, sim, dolorosa. Afinal, escolher um caminho exclui o outro, e ninguém quer sair perdendo. A dificuldade para priorizar é comum, queremos manter todas as possibilidades à mão — o que é insustentável.

Quantas vezes você ficou em cima do muro, e a vida decidiu por você? A pessoa enrola para sair do trabalho que detesta e acaba demitida; não toca o projeto inovador por medo e alguém faz na frente; e assim por diante.

Mas tomar decisão não precisa ser tão extenuante nem tão demorado. A seguir, proponho cinco técnicas que vão ajudar a acelerar o processo e clarear as ideias.

1 – Avaliar perdas e ganhos

Ferramenta muito utilizada em treinamentos de líderes, consiste em definir a decisão que precisa ser tomada em uma frase e listar o máximo de perdas e de ganhos ao escolher aquilo. É recomendável escrever, para que as ideias não fiquem perdidas.

Depois, é hora de analisar e comparar as perdas e os ganhos, perguntando-se:

  • como eu poderia minimizar as perdas?
  • como eu poderia maximizar os ganhos?

Com essas questões preenchidas, chega a hora de questionar o que traz menos danos e mais ganhos.

Esta, claro, é uma forma de tomar decisões estritamente racionais. Se depois disso ainda assim tiver dúvida, melhor adicionar uma ou mais técnicas abaixo para ajudar a desempatar.

2 – Pintar o pior cenário possível

Pode soar contraditório, mas é uma ideia boa para aplacar a ansiedade. Ao imaginar todos os cenários possíveis a partir da escolha feita, incluindo um em que tudo dá errado, você se sente mais segura com relação ao futuro. Nada parece imprevisível, aumentando a sensação de controle.

Aí entram as comparações.

Se o pior cenário de uma decisão ainda for melhor que a situação atual, é fácil saber o que fazer. Pode acontecer ainda de o pior cenário despertar o desejo de se preparar melhor ou buscar uma terceira via.

De qualquer forma, terá ganhado clareza sobre o porvir.

3 – Imaginar-se no auge da confiança

Funciona bem em situações em que o único entrave para uma mudança é o medo.

As perguntas a se fazer são: "se eu estivesse no auge da autoconfiança, como agiria diante disso?" e "que decisão eu tomaria se não tivesse medo agora?".

A percepção de que o que está travando a escolha é "apenas" o receio de sair da zona de conforto estimula a decisão.

4 – Aprender a escutar a tal da intuição

Se você ACHA que quer mudar de emprego, a chance de que PRECISE fazer isso é imensa. Os palpites que pipocam na mente costumam ser poderosos e vir de sentimentos e constatações acumulados em meses.

A intuição, como bem explica Gary Klein no livro "The Power Of Intuition", é fruto de experiência e preparo, algo natural no ser humano e ótimo guia para a tomada de decisões — não totalmente confiáveis, mas muitas vezes corretas.

Até porque a intuição não provém de algo sobrenatural (pelo menos não na definição usada neste texto e no livro de Klein). Nasce de experiências anteriores e análise do cenário atual. Seu palpite (ou intuição) de que algo não vai bem na empresa ou de que aquela pode ser uma boa oportunidade têm boas chances de estar certo.

Chances, não certezas. Mas existem certezas absolutas?

5 – Verbalizar o problema para alguém de confiança

O mais básico dos conselhos — e um dos mais eficientes.

Ao expressar o drama em voz alta você se entende melhor (é a mesma lógica de escrever).

Se o confidente em questão for do tipo que questiona com uma postura acolhedora, melhor. Isso vai ajudá-la a enxergar o que muitas vezes está embaixo do seu nariz.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.