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Bru Fioreti

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Ressaca financeira? Tome as rédeas do seu orçamento com este passo a passo

Bru Fioreti

04/01/2018 08h00

Nada como a chegada de janeiro para fomentar aquele leve pânico: o décimo terceiro (lembra?) se foi com a esbórnia natalina, e a realidade bate à porta com os impostos e a volta à rotina. Bem, lamento informar que se você já estivesse no controle das suas finanças essa ressaca financeira não existiria.

Mas, afinal, o que é ter controle do seu orçamento? E mais: como fazer isso?

Ganhar mais do que gasta, a resposta deveria ser simples assim. Porém, na prática, é menos sobre QUANTO você ganha e mais sobre COMO gerencia o que ganha.

Vejo isso no processo de coaching diariamente — todo mundo quer receita positiva, mas não o ônus das restrições e da tomada de consciência que a acompanha. Muitos preferem fingir que os problemas não existem, o que é bem pouco inteligente…

Aí começa o "looping"de reclamar do trabalho e do salário, a obsessão por mudar de emprego, mesmo quando esse não é o problema central.

Antes de se preocupar em ganhar mais, pense em aprender a lidar com dinheiro. Aí, sim, uma conta mais recheada vai fazer a diferença. Como? Separei algumas dicas de fácil (e imediata) aplicação.

Para evitar compras não previstas, tente diminuir gatilhos como newsletters de marcas pipocando no e-mail e visitas ao shopping (Foto: Pexels)

O que aprendemos com os Millennials

Se você faz parte da geração Y (os Millennials, com idade entre 20 e 36 anos), está no grupo de pessoas que tende a guardar mais dinheiro que a geração anterior — lida melhor com dinheiro, em resumo.

Estudo recente feito pelo economista expert em comportamento Dan Ariely, da Duke University, em parceria com o app Qapital, nos Estados Unidos, mostrou dados interessantes sobre essa geração: um alto grau de arrependimento com os gastos "supérfluos", concentrados no fim de semana.

Com base nessa descoberta, os pesquisadores sugerem sacar dinheiro para as despesas dessa natureza. Comprinhas banais nos passeios do sábado, restaurantes e afins devem ter um teto pré-estabelecido. Se o dinheiro vivo acaba, pronto, lá vai você achar opções sem custo para se divertir. E sem arrependimento na segunda-feira.

Mais um "insight"  de Ariely: colocar contas fixas, como plano de saúde e até cursos, em débito automático. Segundo ele, o ser humano tem uma capacidade enorme de adaptação e, ao não ter que parar tudo e pagar o boleto todo mês, simplesmente absorve aquele gasto sem sofrimento. Interessante, não?

Aperte o "pause" e faça as contas

Quanto de fato você ganha, descontando impostos?

Qual sua média fixa de gastos mensais?

Qual sua maior fonte de despesas?

Talvez você não saiba responder precisamente a essas questões e muito menos faça um inventário diário do que entra e o que sai em termos financeiros. Erro! O dinheiro não acaba em um passe de mágica (embora às vezes tenhamos essa impressão). Os gastos ficam grandes na soma das miudezas.

Para resolver isso, o básico é:

1) Escrever quanto ganha subtraindo impostos + listar todos os gastos fixos e escrever sua expectativa de gastos variáveis;

2) Anotar durante pelo menos três dias seguidos todos os custos variáveis, incluindo o pão de queijo no lanchinho e aquele desodorante comprado de última hora na farmácia. Há apps para ajudar nisso também, mas eu prefiro a anotação, porque ela traz mais consciência e é acessível mesmo para quem se enrola com tecnologia;

3) Comparar suas expectativas com os gastos reais e, aí sim, criar uma estimativa de custos realistas;

4) Analisar no mínimo uma vez por semana quanto gastou em comparação com o que "pode" de acordo com sua programação. Se extrapolou em algum item, compensar na semana seguinte;

5) Até se acostumar a tomar consciência dos pequenos gastos, você pode aderir a um aplicativo de controle de finanças vinculado à conta corrente. Ou registrar tudo sem exceção em um bloco de notas.

Guarde $$$ assim que receber

Deixar para guardar dinheiro "se sobrar" é o autoengano financeiro mais comum, e facílimo de resolver.

Basta separar uma quantia para guardar na data de recebimento do trabalho. Dá para programar a transferência para uma aplicação automaticamente, por exemplo. Comece nem que seja com 50 reais, é viciante a sensação de controle ao ver a poupança crescer.

Restrinja os gatilhos de compra

Lembre-se de que boa parte do controle do orçamento tem a ver com dosar as compras, diminuindo ao máximo as por impulso. Isso vale para os clássicos gastos de fim de semana, mas também para seus pontos fracos. Compras por cartão na internet, por exemplo, podem parecer "nada" e ter um peso enorme no fim do mês. Fora as parcelas do cartão de crédito!

Se a ideia for diminuir supérfluos, tire os sites de compras dos favoritos, saia das newsletters e evite idas a shoppings. Se não resistir, pode fazer um trato consigo mesmo. Separar o artigo que amou em vez de comprar na hora e só voltar para comprar se avaliar no outro dia que aquilo ainda é fundamental para você.

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.