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5 técnicas dos gurus da administração para aplicar já na sua carreira

Bru Fioreti

30/11/2017 08h00

Você pode não querer ser chefe de ninguém, mas ser chefe da vida não é exatamente uma opção.

Gerenciar seu tempo, seus sentimentos, sua carreira, seus relacionamentos, tudo isso depende de você e das ferramentas que usa para evoluir. E algumas delas — muito do que é usado no universo do coaching, inclusive — vieram dos estudos de administração de empresas.

Mas como aplicar isso na prática? Saí com algumas respostas do evento MBA In One Day, criado pelo estudioso Ben Tiggelaar, que ocorreu recentemente em São Paulo em parceria com a Sociedade Brasileira de Coaching.

O que há de mais prático, a seguir.

1. Aprenda a ser seu próprio líder antes de querer liderar os outros

Peter Drucker, autor de mais de 30 livros sobre gestão, concentrou boa parte dos seus estudos no comportamento de liderança e criou uma espécie de manual com 5 passos de desenvolvimento para gestores: 1) gerenciar bem o tempo; 2) focar em resultados claros; 3) mobilizar forças; 4) estabelecer as prioridades corretas; 5) focar em decisões eficientes.

E isso de "ser seu próprio líder" tem especialmente a ver com a clareza no processo de tomada de decisões (o tópico 4) que, segundo ele, deve ter foco no futuro e não ser maculado por tradições obsoletas. Prioridade é o que tem a ver com seus valores, não com a opinião alheia nem seus medos.

Prioridade é o que realmente é importante para você, seu crescimento, seus sonhos mais elevados, mesmo que haja muito desafio envolvido, segundo Drucker. Vale para gestão, mas para a vida, né?

2. Desenvolva a capacidade de separar o urgente do importante

É tão simples quanto isto: para Stephen Covey, as pessoas deveriam começar pelo mais importante. Mas na maior parte do tempo somos tomados pelo que é urgente. Isso ocorre em organizações e na nossa vida pessoal.

Pense naquele dia que passou e você nem viu, ficou horas cuidando de urgências e não se lembrou de fazer algo importante para você, para sua carreira, para seus relacionamentos… Só apagou incêndio…

Como separar o joio do trigo? Entendendo que urgência é aquilo que tem a pressão do tempo para ser resolvido; importância é o que tem a ver com a realização das nossas metas. O ideal é sempre priorizar as questões que são importantes, porém não urgentes, e que portanto podem ser planejadas.

No dia a dia, claro, é preciso reservar um tempo para as coisas urgentes e importantes. Mas já pensou quantas são urgentes, mas não importantes? Experimente escrever suas tarefas corriqueiras e classifique-as assim para ver se está dedicando foco e energia no que realmente faz sentido para você.

Estratégia à la porco-espinho para gerenciamento de carreira, por que não tentar?! (Foto: Pexels)

3. Aplique o conceito do porco-espinho

Jim Collins desenvolveu o conceito do porco-espinho para explicar uma ideia relativamente simples por trás das empresas de sucesso: a intersecção entre paixão, talento e economia. O porco-espinho é o símbolo de animal que usa uma estratégia simples e certeira para sobreviver: vence os inimigos porque se enrola e se torna uma bola de espinhos ao menor sinal de ataque.

Nas empresas, o equivalente seria deixar que todos os funcionários entendam no que a empresa é excepcional, o que exatamente traz lucro para ela e o que de fato os apaixona — o que parece simples dito assim, mas é um processo complexo de se fazer!

Trazendo para o universo profissional dos indivíduos, vale fazer uma autoanálise. Pergunte-se:

  • no que sou muito bom? o que faço melhor que os outros, ou de maneira espetacular?
  • o que de fato me traz dinheiro, me sustenta?
  • o que me apaixona, faz meu olho brilhar? (e não adianta querer forçar isso, precisa vir de dentro, requer autoconhecimento).

4. Organize seu trabalho em torno das suas forças

Marcus Buckingham foi o grande defensor da abordagem focada no que as pessoas já têm de bom, e não no que precisam melhorar.

Baseou seu discurso em um estudo famoso da empresa Gallup segundo o qual 80% das pessoas pesquisadas achavam mais importante focar nas notas baixas dos filhos (aqueles que precisavam subir) do que nas que já estavam altas (e claramente eram as "forças" deles).

Hoje, com o crescimento da Psicologia Positiva, essa ideia tem sido mais aceita. Lembrando que "força" não é só o que você faz bem, mas o que faz você se sentir mais forte. Envolve ser bom, ter vontade de fazer, sentir satisfação com aquilo e haver uma possibilidade de desenvolvimento.

Ou seja: procure atividades, trabalhos e pessoas que estimulem você a usar suas forças e procure dar menos murro em ponta de faca. Sim, ainda terá que lidar com fraquezas, mas sem gastar a maior parte do tempo com isso.

Outra ideia: estude "cases" de sucesso e verá que essa abordagem está sempre ali. Os exemplos do bom uso de forças podem inspirar você a encontrar seus pontos fortes e valorizá-los todos os dias.

5. Comece a gerenciar suas restrições

Eli Goldratt é o criador da teoria das restrições, segundo a qual uma só restrição numa empresa (ou processo, ou liderança, ou linha de produção…) pode atravancar toda uma empresa. Sem identificar qual é a tal restrição, explorá-la e enxergar como isso afeta o todo, os problemas só se multiplicam.

Bem, na sua carreira ou até na sua vida pessoal não é tão diferente. Experimente perguntar: "qual é a minha restrição, o fator limitador que tem me impedido de alcançar melhores resultados?" ou "onde é que minha vida está estagnada?".

Insights interessantes surgem daí.

Você pode descobrir que o fato de não fazer exercício físico pode estar impactando seu desenvolvimento profissional, ou que sua suposta capacidade multitarefa está impedindo você de se destacar pra valer em uma área.

E a partir disso avaliar o que na sua vida está discrepante com essa "restrição", "organizar a casa", avaliar como aumentar sua produção no "setor problemático" e, claro, assim que resolver esse problema, avaliar de novo quais outras "restrições" podem estar atrapalhando sua vida.

É um sistema de melhoria contínua simplificado aqui para ajudar você a evoluir.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.

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