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Bru Fioreti

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Inteligência emocional, você tem? Entenda o que é e por que desenvolvê-la

Bru Fioreti

16/11/2017 08h00

Você já ouviu falar de inteligência emocional, mas você tem? Sabe o que é exatamente? E mais: entende por que deveria desenvolvê-la?

Bom… a última pergunta vou responder rapidinho e com foco profissional: vale a pena desenvolver a inteligência emocional porque ela é considerada a habilidade mais importante entre os recrutadores brasileiros. Ou seja, se você for inteligente emocionalmente falando, tem mais chances de ser contratado e crescer no mundo corporativo.

Fora dele também, mas isso é assunto para uma outra coluna.

Pesquisa feita pela plataforma online de recrutamento D'Hire no início deste ano mostrou que mais da metade dos profissionais de RH acredita que as características comportamentais dos candidatos são tão importantes quanto as técnicas — sendo que cerca de 40% deles vê o comportamento até como mais importante.

E sabe o que 75, 7% dos recrutadores citam como a habilidade fundamental? Inteligência emocional, seguida de gerenciamento de pessoas (65,2%) e resolução de problemas complexos (58,8%).

No estudo de executive coaching, chamamos isso de "soft skills", habilidades que à primeira vista podem não parecer tão fundamentais quanto as técnicas, mas que são as grandes responsáveis pelo chamado "descarrilamento profissional" — tecla SAP: aquele momento em que as pessoas parecem sair dos trilhos, não se encaixar mais profissionalmente.

Deu para entender até aqui por que ser tecnicamente genial e ter um QI elevado pode não levar você a conquistar bem-estar e sucesso profissional?

 

Você, suas emoções e os outros

Inteligência emocional tem a ver com a sua capacidade de lidar bem com as emoções, identificá-las e gerenciá-las de forma a não "travar" diante de adversidades e desânimo e, não menos importante, saber lidar com as emoções alheias.

Ser inteligente emocionalmente inclui ter empatia e bons relacionamentos: treine com a família e os amigos, que tal?! (Foto: Pexels)

O tema foi muito estudado e popularizado pelo psicólogo americano Daniel Goleman, que definiu cinco habilidades de um indivíduo emocionalmente inteligente:

1. Autoconhecimento emocional: a capacidade de reconhecer e entender as próprias emoções de modo a não se deixar dominar por elas. Quando você sabe do que se trata começa a poder lidar com aquilo, certo? Pois é, só neste primeiro tópico já está o maior entrave de todos para muita gente. Talvez para você…

2. Autocontrole: uma vez que conhece suas emoções, você pode desenvolver a capacidade de controlá-las mesmo em meio à turbulência externa. Você está no controle, não suas emoções negativas, seus impulsos. O mundo está caindo lá fora, seu humor está para pouquíssimos amigos, mas seu rendimento continua intacto e você continua sendo gentil com os demais.

3. Automotivação: trata-se de encontrar dentro de você o combustível para atingir suas metas, e não depender de fatores externos e gratificações para seguir adiante. Você direciona as emoções a seu favor, não precisa de "parabéns" a cada bom trabalho feito e tem um senso de direcionamento pessoal e profissional fortes. Você faz o que tem que ser feito, e faz por você.

4. Empatia: conseguir reconhecer e entender as emoções das outras pessoas para lidar melhor com elas e construir relacionamentos mais compreensivos e saudáveis. Não confunda com absorver as emoções alheias a ponto de se afetar. Trata-se mais de exercitar a compreensão para que possa se colocar no lugar do outro e entender o sistema de crenças que rege o seu comportamento. Isso salva relações!

5. Relacionamentos: gerenciando bem as próprias emoções e entendendo bem as dos outros, você consegue construir e cultivar relacionamentos, ampliar sua rede de contatos e se comunicar mais efetivamente, influenciando e liderando os demais. É com essa capacidade que se formam grandes líderes, seja em casa, seja no trabalho. Você tem a inteligência para falar o que é preciso de um jeito que atinja e motive os demais, sem ferir seus princípios. Compreende a si mesmo e aos outros e transmite isso. Pense em alguém assim e comece a eleger as características que pode "modelar" — ou copiar, se preferir — para ser melhor na arte dos relacionamentos.

 

Ok, mas como eu faço?

A inteligência emocional é multifatorial e complexa, como você viu, e é uma construção para toda a vida. Mas, em linhas gerais, o primeiro passo para conquistá-la é o autoconhecimento, que pode ser iniciado por um simples inventário de emoções.

Esta técnica consiste em escrever por pelo menos três dias os sentimentos que teve e vinculá-los ao que estava fazendo naquela hora. Por mais banal que pareça, a análise das suas notas pode fazer você entender sentimentos como frustração no trabalho por falta de feedback ou raiva com o colega que ouve música alto.

Coisas pequenas do dia a dia que podem trazer os primeiros passos para o entendimento das suas emoções. Culpar os outros pelo que sente é o piloto automático de muita gente, mas, quando você se volta para dentro, começa a entender que é o responsável por se deixar abalar por situações simples do cotidiano.

Qual seria a postura de uma pessoa emocionalmente inteligente aqui? Tente repetir essa pergunta sempre que possível antes de agir por impulso — recomendo isso aos meus coachees e vejo ótimos resultados, porque você traz a emoção à consciência.

Entender que não vale a pena se sentir mal por coisas bobas e fazer algo para se sentir melhor, que pode ser desde criar um pequeno ritual para se acalmar (muitas vezes levantar e tomar um copo d'água é suficiente) até colocar um fone de ouvido ou manter uma escala de crescimento profissional baseada em autodesafios (o que você quer conquistar no próximo mês que SÓ DEPENDE DE VOCÊ?)…

Gerenciando bem suas emoções e aprendendo a controlá-las — desde que você não tenha problemas psicológicos, que só podem ser tratados por profissionais da área habilitados –, você pode avançar para os passos seguintes, aumento a automotivação e melhorando suas relações interpessoais.

Uma dica: estabeleça uma pequena meta de evolução pessoal por semana e veja como isso vai aumentar sua motivação e sua capacidade de lidar com suas emoções.

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.