PUBLICIDADE

Topo

Histórico

Categorias

Metas de ano novo: use essas 3 técnicas para traçar objetivos que funcionem

Bru Fioreti

07/01/2020 04h02

Ache um lugar tranquilo e, em vez de listar metas, tente responder: que tipo de pessoa eu quero ser e que vida quero levar? (Foto: Pexels)

Talvez a essa altura você ja tenha rascunhado suas metas para 2020, ou, se estiver lendo isso em outra época do ano, nem se lembre do que planejou. Não importa: quaisquer metas que tiver pensado podem ser adaptadas segundo as três técnicas abaixo, que pincei das muitas que criei e estudei nos últimos anos para elaborar textos, cursos e ajudar clientes de pessoas física ou jurídica.

Não existe mágica de realização de metas.

Veja mais

Acordar às 5h da manhã, por exemplo, evidentemente pode trazer horas para seu dia que, se bem utilizadas, rendem mais produtividade. Mas não funciona para todo mundo, simplesmente porque não é todo mundo que quer e que vai manter uma rotina antes do sol nascer.

Aí está o ponto: é precisar mexer nos hábitos para encaixar o que quer incluir de novo na vida e manter isso, como parte da rotina.

Boa parte das metas falhas porque é mal elaborada (não condiz com o que a pessoa quer de verdade e é irreal) ou porque é mal planejada (não é "quebrada" em tarefas menores, tem prazo mal calculado, considera uma mecânica de realização fixa e portanto falsa).

Além disso, existe o intangível, existe aquilo que você e eu não controlamos e que nunca está previsto nas metas. Como saber que uma greve vai atrasar a entrega de um documento e que isso vai impactar sua inscrição? Ou calcular que a pessoa responsável pela promoção teria um afastamento por ordem médica?

Vamos focar no que conseguimos controlar — nosso foco, nossas atitudes, nossas reações e nossa resiliência (peça-chave para metas, porque é com ela que a gente se adapta às transformações e se mantém na linha).

As três técnicas a seguir ajudam nisso. Mescle-as para formular as metas do seu jeito, sem se esquecer de colocar no papel.

1) Foque na pessoa que quer se tornar em vez de no que quer realizar

O comum é vislumbrar resoluções de ano novo como objetivos "picados". Quero emagrecer tantos quilos, fazer academia 3 vezes por semana, ler mais, voltar para o inglês, mudar de emprego, começar um hobby…

É um caminho, ok.

Mas minha sugestão é você se permitir um exercício de olhar para a sua vida como um todo. Do ponto de vista macro, que pessoa deseja ser no final de 2020? Ou lá em 2030? Tente nesse primeiro momento não fazer uma lista de atividades ou de metas curtas, mas imaginar de fato a sua versão melhorada depois de um tempo.

Em dezembro de 2020:

  • Como imagina a sua vida?
  • O que PRECISA ter mudado?
  • Como se sente?
  • Que pessoas têm por perto?
  • Que bens possui?
  • Como está seu trabalho?
  • O que te faz mais feliz?
  • Onde mora?
  • Que hábitos você tem?
  • Como é sua rotina?
  • O que entrou na sua vida?
  • O que fazia e não faz mais?

Essas perguntas dão uma visão mais clara do você quer se tornar.

Estabelecer a rotina que quer ter e o que não pode ter deixado de acontecer é fundamental: esses dois tópicos em especial guiarão o processo e farão suas metas serem mais aplicáveis e, de fato, importantes para você.

Escreva como um texto mesmo, ou grave um áudio do que for imaginando e depois coloque no papel. Só aí vamos para a etapa de converter tudo isso em metas pontuais, com prazo e tarefas — o que explico no tópico a seguir.

2) Trace metas práticas, que se convertam em tarefas

Entendido o cenário amplo, ou seja, a vida que deseja ter e a pessoa que deseja se tornar ao final do prazo estabelecido, é hora de estabelecer como isso pode ser realizado na prática.

Parte do que visualizou para si mesma é para daqui a um ano, mas pode ser que algumas coisas se encaixem melhor em um prazo de 3 ou 5 anos. Tudo bem. Agora é hora de olhar para tudo o que desejou e colocar em tópicos (metas) com prazos (a data final de realização).

Se você desejou estar mais saudável em 2020, fazendo corrida e tomando aulas de ioga lá em dezembro, isso poderia se desdobrar numa sequência mais ou menos assim, a partir de janeiro: voltar a fazer exercícios pelo menos três vezes por semana, largar o cigarro, cozinhar em casa quatro vezes por semana, me matricular no ioga…

Suas metas são basicamente o que é preciso fazer para você se tornar a pessoa que deseja, entendeu?

Uma vez listadas, coloque o prazo final de realização pergunte-se:

  • que passos eu preciso dar para atingir essa meta?
  • o que é preciso ser feito para chegar lá?
  • outra pergunta útil: o que tem que ter acontecido para eu ter esse resultado?

Muita gente tem dúvida sobre como fazer isso, mas é verdade é que se você estiver com preguiça não vai conseguir mesmo!

Para começar a correr, por exemplo, são muitas etapas envolvidas. Se você não sabe todas, sem problema: coloque ao menos o primeiro passo e depois vá atualizando. Mas não trave aí!

Metas efetivas não são construídas num arroubo em janeiro. O ideal é que sejam revisitadas, atualizadas em prazo, escopo e etapas. Que as tarefas necessárias para cada uma sejam repensadas e que você cheque se aquilo ainda faz sentido mesmo. E essa checagem tem que acontecer de tempos em tempos.

Por isso, uma vez que pensou macro, na pessoa que quer se tornar, e elencou as tarefas necessárias para atingir o que deseja, que tal pensar em ciclos mais curtos? O que vou sugerir: quebrar sua meta de 4 em 4 meses.

3) Faça metas em ciclos de 4 meses

Os ciclos de quatro meses nada mais são do que as etapas de uma meta maior cortada num prazo mais curto. Isso é eficaz porque:

  1. aumenta a sensação de realização, uma vez que você vai se sentir bem por ter cumprido aquela etapa, em vez de esperar um ano para ter esse alívio; 
  2. deixa a meta mais palatável, aquilo que parecia enorme deixa de assustar e parece caber mais na rotina se estiver contido em quatro meses; 
  3. evidencia as tarefas contidas na metas, ou seja, o que é preciso fazer na prática, no dia a dia, para que realize o que deseja. Você visualiza melhor o que quer; 
  4. mantém a motivação lá em cima, porque (isso todos sabemos bem) o maior gargalo das resoluções de ano novo é a perda da motivação ao longo dos 12 meses. Fazendo de 4 em 4, isso não acontece; 
  5. existe um prazo mais palpável, curto, para revisitar e flexibilizar o que for necessário. Muita coisa acontece no caminho e talvez você precise esticar o prazo ou mudar alguma estratégia.

O que traçar para o ano, portanto, pode ser desdobrado em três blocos de metas menores de janeiro a abril, de maio a agosto e de setembro a dezembro.

Este primeiro bloco é importantíssimo, é o que chamo de "bloco pontapé". Nele, você dá o start em tudo o que for possível e é quando sua motivação está no nível máximo.

Nada muda por ser janeiro, a não ser o fato de que estamos com a mente direcionada a realização. Use isso a seu favor, desenhe seus blocos de quatro meses e comece a agir — que é quando a coisa realmente acontece.

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.

Blog da Bru Fioreti