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Estafa de fim de ano? Use essas 5 ideias para combater cansaço no trabalho

Bru Fioreti

12/11/2019 04h00

Reuniões mais produtivas, pausas menos mecânicas. Use inteligentemente cada intervalo fora da mesa (Foto: Pexels)

Essa mochila chamada 2019 está aí pesando nas suas costas?

Pois na de muita gente com quem tenho falado sim. Um cansaço que grita pela pausa de fim de ano e se recusa a dar trégua no mês todinho (ou um pouco mais) que falta para isso.

Essa sensação tem a ver com a chamada fadiga de decisão, o cansaço do cérebro vinculado à quantidade de escolhas que temos que fazer em um dia e que parece ter um efeito cumulativo — quanto mais dias sem descansar, mais decisões você toma sem dar a necessária para o corpo.

Junte-se a isso a pressão por se reinventar profissionalmente, as notícias de mudanças no mercado e a hiperconexão e chuva de informações na qual vivemos inseridas e, pronto, temos o cenário perfeito para a estafa.

Como encaixar alguma descompressão para segurar a onda até o ano acabar? Ideias aqui.

1) Inclua pausas ativas

Dependendo do seu tipo de trabalho e de empresa, eu diria apenas: inclua pausas, ponto.

Use a técnica dos blocos de atividades semelhantes para dividir seus afazeres de 90 em 90 minutos (responder e-mails, escrever, pesquisar dados, trabalhar em tabelas ou quaisquer atividades parecidas que possam ser feitas em um bloco de tempo). Assim que o bloco de tempo terminar, levante da cadeira nem que seja por 3 minutos para esticar o corpo e olhar para longe da tela.

Se possível, faça uma breve visita ao café, pegue uma água, caminhe um pouco sem olhar o celular.

Por pausa ativa entenda ainda aquela caminhada no quarteirão depois do almoço ou a conversa com um colega entre um bloco e outro. Não é à toa que as start-ups têm seus espaços para leitura ou jogo de ping pong! Brincar um pouco entre uma atividade e outra é não só saudável como também produtivo.

Se trabalhar em home office, use a mesma lógica dos blocos e tente se levantar entre um e outro, agregando à pausa o frugal hábito de tomar água. Parece pouco, mas já ajuda bem na descompressão.

2) Use mais os ouvidos e menos os olhos

Estão aí a moda dos podcasts e todas as músicas que você tem à disposição para te entreter entre uma atividade e outra. Como em geral usamos demais os olhos no dia a dia profissional, sugiro dar um descanso para eles sempre que possível.

Descanso para eles aqui quer dizer: pare de olhar um pouco para telas! Ocupe-se, se precisar, ouvindo conteúdos de entretenimento, notícia ou técnicos.

Se for ler artigos, olhar as redes sociais ou assistir a vídeos, mesmo que de temas diferentes do que trabalha, desgasta o sentido que mais usa. Deixe isso para o início do dia, quando tem mais energia; e da tarde para frente teste ouvir mais. Por que não?

3) Deixe a caneta cair (e chegue antes no dia seguinte se precisar)

A lógica é: temos, via de regra, bem mais energia no início do dia para utilizar. Ficar esticando o expediente é das práticas mais contraproducentes que existem, porque a gente tende a estar cansada e cometer mais erros, além de pesar na "conta emocional", porque você se sente saturada.

Não dá para finalizar tudo no tempo do expediente? Algo errado nessa conta aí, né? Mas, como não é o tema desta coluna, o que posso sugerir é chegar antes do dia seguinte, com a energia renovada.

Ah, essas esticadas constantes no trabalho, uma hora hoje, 1h30 amanhã… É muito por causa delas que quando chega novembro estamos exaustas. Tente procrastinar menos durante o dia para sair no horário e poder se desconectar!

A era da valorização do comportamento workaholics acabou — e se não acabou onde você trabalha, em breve vai acabar.

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4) Cuide do seu método para reuniões

Reunião que não tem pauta preestabelecida é um convite à perda de tempo. Mesmo as feitas para levantar ideias precisam ter algum método para funcionar e não se estender demais.

Certifique-se ao menos de ter, você, um método para aproveitar o tempo em grupo. Anotar os pontos de atenção, ir com dúvidas e pontos importantes já levantados, só interferir quando tiver uma contribuição real…

No final, tarefas distribuídas — afinal, todos se reuniram para decidir algo, certo?

Sei quão óbvio pode soar tudo isso, mas quem já esteve ou está no meio corporativo sabe quanta dispersão e estresse desnecessários acontecem pela quantidade de reuniões improdutivas.

Façamos nossa parte só marcando reunião quando for preciso e cuidando para que o tema central seja mantido no foco.

5) Turbine a organização diária

Sempre defendo que a organização e a disciplina são o contrário da prisão que muita gente pensa, elas são um atalho para produzir mais e ter mais liberdade. Por isso, fica a sugestão: estabeleça 3 metas macro até o Natal (vale para a vida pessoal também) e capriche na organização diária.

Na prática, basta reservar 5 ou 10 minutos no fim do expediente para fazer uma lista completa das tarefas do dia seguinte. Estabeleça quais são prioritárias e considere sempre um tempo maior para execução do que parece que vai ser necessário (15 minutos a mais para terminar aquele relatório; meia hora entre reuniões…).

Cheque todo fim de dia o que foi feito e organize o dia seguinte. Isso vai te ajudar a descomprimir e dormir melhor, além de garantir um dia seguinte mais produtivo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.

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