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Dificuldade de relacionamento no trabalho? Tente estas 3 técnicas

Bru Fioreti

29/10/2019 04h00

Parte da felicidade no trabalho vem dos relacionamentos. Ouvir mais, ser gentil, se interessar pelo outro: pequenos gestos ajudam. Foto: PEXELS

Boa parte do que chamamos de felicidade no trabalho está relacionada às outras pessoas.

A gente cava fundo para descobrir um propósito, algo que traga significado para o que fazemos, e isso importa. Mas, como já falei algumas vezes aqui, a felicidade não é só significado, é a soma de prazer e significado.

Mesmo se você tiver encontrado seu grande motivador para trabalhar com o que trabalha hoje, se não tiver nada de prazer no caminho, poderá se encontrar miseravelmente infeliz.

Os pequenos prazeres na rotina profissional motivam e alegram. Eles importam, e um dos autores que falam disso com mais propriedade é o Tal Ben-Shahar, psicólogo de Harvard e estudioso de Psicologia Positiva, que já entrevistei para a coluna.

Os relacionamentos, a meu ver, são essenciais para deixar a rotina mais prazerosa. Pense no avesso: quando você odeia seus colegas ou brigou com seus pares. É terrível a sensação de trabalhar assim, certo?

Em vez de se indispor, conquistar. Em vez de falar mal, ouvir mais. Em vez de se fechar para as relações, cultivá-las. É isso que quero propor para você hoje, porque funciona e porque vai te fazer mais feliz.

Na prática…

1) Ouça mais e incentive as pessoas a falar sobre elas

Todo mundo adora falar de si mesmo.

Tudo o que aquela colega que parece fechada para o mundo precisa para começar a falar sobre ela (e te adorar por isso depois) é um incentivo. Um sorriso convidativo de bom dia, uma pergunta genuinamente interessada e, pronto, você terá chances de fazer uma amiga.

Muitas vezes estamos tão preocupadas em falar sobre nós mesmas que interrompemos a fala alheia. Ninguém gosta de ser interrompido! Só de ser uma boa ouvinte você já sairá ganhando. Se for uma boa ouvinte e ainda se mostrar interessada em saber mais sobre o outro, bingo.

Deixar que o outro fale mais que você também é uma boa ideia, assim como embarcar nos seus temas de interesse.

Se tiver alguém do trabalho que você realmente queira conquistar, dê uma pesquisada antes no que sabe que a pessoa gosta. Isso é uma técnica boa para puxar assunto com palestrantes ou pessoas que você quer conhecer em eventos também.

2) Faça um esforço para ver o lado bom do outro e elogie

A fofoca pode unir grupos, mas que o fofoqueiro é sempre mal visto lá no fundo, isso é.

Sempre fomenta aquela sensação de "se falou isso de fulana, que trata tão bem, pode tranquilamente fazer o mesmo comigo". E pode mesmo!

Por isso, o pequeno prazer que a maledicência traz não compensa. Mancha a sua marca pessoal e pode dar problemas.

Em vez disso, exercite um olhar benevolente para as pessoas, de propósito mesmo. Todo mundo tem algo bom se você estiver disposta a encontrar. Lance mão do otimismo aprendido, estudado por Martin Seligman, e procure enxergar o que há de bom naquela situação ou pessoa. E, ao encontrar, diga!

Elogios sinceros são um afago para a alma de qualquer ser humano. Até as pessoas que não lidam bem com elogios em público lá no fundo ficam agradecidas.

Quando elogiar, seja específica e honesta, e a pessoa vai captar.

Se não encontrar nada bom para dizer, não diga. Para que ser desagradável? Isso ficou muito escancarado nas redes sociais, com tantos comentários raivosos publicados, mas sempre existiu.

Se você for a pessoa sincerona que acha que sua opinião importa sempre, isso é pra você: não, ela não importa sempre, você não precisa sair dizendo "verdades" na cara dos outros o tempo todo. Isso pesa o clima e diminui a felicidade do trabalho de todos ao redor — inclusive a sua, embora possa não perceber.

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3) Esforce-se para lembrar o nome e o aniversário das pessoas

Dale Carnegie, em seu clássico Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, diz que nada soa mais doce para alguém que ouvir o próprio nome. Pode ver: quando uma pessoa que você não espera que saiba quem você é se lembra de você e do seu nome, não é um pequeno deleite?

Pois é uma habilidade que, mesmo em tempos de Google e celular à mão toda hora, ainda se mostra útil.

A técnica mais utilizada para quem não veio com esse chip de memória tão caprichado (me incluo nessas) é repetir para si mesma o nome. Tentar repetir o nome da pessoa durante a própria conversa e se possível escrever num papelzinho depois para visualizar e ajudar na memorização.

A mesma lógica vale para o aniversário, mas neste caso, claro, recorra a uma agenda ou app para te ajudar. O próprio Carnegie era conhecido por dar parabéns para todo mundo e às vezes ser o único a lembrar a data.

Parece banal, mas esses pequenos gestos aproximam as pessoas.

Quer mais? Olhar nos olhos e não para o celular enquanto fala. Eu mesma treinei clientes para o que parece básico no dia a dia corporativo.

Com uma executiva, quando alguém chegava à sua mesa, ela se irritava, não falava nada nem parava de digitar e soltava um ríspido "fala!". Apesar de entender a irritação dela, que era muito interrompida, eu não podia incentivar aquilo, porque ela já estava conhecida como intratável na empresa. As pessoas tinham medo dela.

Em vez disso, começou a fazer a seguinte sequência. A pessoa chegava, ela dizia num tom afável "oi, só um minutinho", terminava o que estava digitando e então olhava para a pessoa com um sorriso de Monalisa (o máximo que conseguia) e dizia "estava só terminando um e-mail, como te ajudo?".

Isso tudo era muito difícil para ela, contraintuitivo. Mas ela se dispôs a tentar, porque queria melhorar o clima. E o que aconteceu depois desse treino? As pessoas passaram a ser mais amáveis com ela! Lembro de ela vindo contar "fui até elogiada hoje" — o que se deu já na primeira semana da nova postura. Claro, porque agora as pessoas tinham coragem, ela parecia um ser humano.

E, sim, esses pequenos gestos e melhorias no trato ajudam a ter mais felicidade. Trate bem para ser bem tratada. Não funciona 100% dos casos, mas é um excelente começo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.

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