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Bru Fioreti

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Falta de disciplina? Pode não ser só isso que está atrasando seus objetivos

Bru Fioreti

23/07/2019 04h00

Não é só sobre colocar os objetivos no papel… é sobre o que te motiva a escolher esses objetivos e a cumpri-los depois (Foto: PEXELS)

Uma nova pesquisa, recém-publicada no European Journal of Social Psychology, veio reforçar o que outros estudiosos de Psicologia Positiva apontavam: que o fato de não cumprirmos objetivos como gostaríamos não está relacionado à mera falta de disciplina, mas à própria formulação falha dos objetivos.

Pesquisas já relacionavam autodisciplina e melhores resultados em áreas tão diversas quanto saúde ou desempenho profissional ou acadêmico. Faltava entender o que estava além do autocontrole no dia a dia. Foi aí que entrou o estudo recente, realizado em Viena e baseado em três estudos relacionados entre si.

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O que veio à tona: a autodisciplina de fato é indispensável, mas não só porque faz com que as pessoas executem mais no dia a dia e desenvolvam estratégias de comportamentos saudáveis. É que os disciplinados costumam ser os que escolhem melhor as metas que traçam, buscando realizar aquilo se conecta com seu "eu" mais verdadeiro.

Realizam mais também porque estão mais certos do que querem!

Ou seja, essas pessoas traçam objetivos que de fato são importantes para elas. Não para agradar aos outros ou satisfazer algum padrão externo, mas porque, caso cumpram, se sentirão mais completas com aquilo.

Dá para entender porque se motivam e se movimentam mais, né?

E o que eu faço?

Para os pesquisadores, uma das possíveis explicações para as pessoas mais disciplinadas fazerem escolhas mais autênticas é o fato de terem mais autoconhecimento.

Está tudo está conectado. Porém a pesquisa ainda não conseguiu estabelecer o que vem primeiro: se é a escolha de metas autênticas, o autocontrole ou ainda um foco maior na realização. Tudo caminha junto.

O que quer dizer, para nós aqui fora da academia, que podemos tentar começar a realizar mais começando a trabalhar por qualquer uma das etapas:

  1. desenvolvendo mais disciplina, "quebrando" a nossa meta em atividades pequenas que caibam no dia a dia;
  2. tentando eliminar o ruído, ao estabelecer uma meta por vez em vez de tentar fazer tudo ao mesmo tempo;
  3. sendo mais criteriosas com relação ao que traçamos como objetivo.

Para este último caso, sugiro uma lista de perguntas que ajuda a checar se seu objetivo é autêntico — relacionado ao seu "eu" mais verdadeiro, ou autoconcordante, como a linha da Psicologia Positiva chama os objetivos que são traçados de acordo com os nossos valores mais caros.

Pergunte-se quando for traçar seu próximo objetivo para ter certeza de que está fazendo isso mais por você que pelos outros e consequentemente aumentar as chances de realizá-lo.

  • esse objetivo é de fato importante pra mim?
  • por que é importante para mim?
  • estou buscando esse objetivo por mim mesma ou para satisfazer alguém de fora? 
  • se eu me sentisse totalmente livre para escolher, traçaria esse objetivo antes de qualquer outro?  
  • ao atingir esse objetivo, vou sentir um senso maior de significado ou vou sentir prazer?
  • estou de fato interessada em realizar isso? 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.