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Autopromoção: 5 táticas para "se vender" na rede social sem parecer chata

Bru Fioreti

09/07/2019 04h00

Poste apenas seus feitos e ninguém vai gostar de te seguir. Revele bastidores e percalços por trás da conquista e veja o jogo virar (Foto: Pexels)

A autopromoção aparece como uma das principais características comuns às líderes de sucesso, segundo recente pesquisa sobre habilidades mais marcantes em mulheres que ocupam altos cargos.

Embora o termo, assim como a ideia do marketing pessoal, tenha um cunho pejorativo para muita gente, é apenas uma ferramenta para mostrar o que tem de bom a mais pessoas. Nada a ver com inventar feitos, se gabar ou se apropriar do que não fez ou ser arrogante.

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Autopromoção é uma competência fundamental em mercados ultrassaturados. Feliz ou infelizmente, nesse cenário, não basta ser bom, é preciso mostrar que é, e a rede social é um amplificador de talentos.

Com essa premissa em mente, e defensora que sou da prática do branding pessoal — a gestão da carreira sob a perspectiva de que todos podemos nos tratar como marcas –, separei 5 dicas para praticar autopromoção nas redes sociais sem cair na arrogância nem se tornar aquela pessoa chata que ninguém tem vontade de seguir.

Antes de continuar, uma dica: tenha olhar crítico, claro, mas não deixe que isso te trave.

Teste, veja o que funciona, persista apesar dos poucos likes que sua nova postura de trabalhar o profissional na internet pode gerar.

Considere com cautela comentários de falsos amigos e familiares, pense no público que deseja atingir e no objetivo que tem ali: firmar-se como autoridade na sua área.

1) Use um só perfil para trabalhar pessoal e profissional

Muita calma na hora de aplicar essa dica: misturar perfis profissional e pessoal não é sobre postar tudo o que quiser sobre ambas as esferas, mas ter um viés mais profissional na rede e compartilhar algumas e bem escolhidas fatias da vida privada. 

Se fizer questão de postar coisas muito íntimas, aí pode valer ter duas redes. 

O ponto é outro: não deixar seu perfil completamente frio, como uma espécie de currículo ou portfólio com o único objetivo de autopromoção. Ninguém gosta disso. 

É mais efetivo — e atrativo — mesclar as duas agendas. 

Como saber o que é o quê? Use a dica do livro chamado "Branding Yourself", segundo o qual o parâmetro para postar algo ou não é se perguntar se sua mãe gostaria do post ou se ele desagradaria um superior hierárquico ou um cliente. 

Pensando a rede com viés profissional, é preciso filtrar mais o que posta.

2) Seja útil e revele o caminho das pedras

Parte da sensação ruim que as pessoas relatam ao usar redes sociais tem a ver com a comparação. A vida das pessoas parece perfeita; as férias, mais divertidas; o trabalho, mil vezes mais cheio de oportunidades e desafios empolgantes que os nossos. 

Não é necessariamente assim na vida real, todos sabemos, mas a sensação incomoda e vira-e-mexe ressurge.

Por isso, se quiser ser vista com mais simpatia em sua jornada de autopromoção, comente um pouco sobre o lado B da jornada, revele desafios, permita-se mostrar alguma vulnerabilidade. 

Não precisa reclamar da rotina, basta mostrar as pedras que encontrou no caminho até as conquistas de agora. Dividir desafios e aprendizados, mostrar a quantidade de trabalho por trás dos seus feitos. Postar-se majoritariamente feliz e empolgada e vez ou outra "quebrar" isso.

Você é humana, não precisa agir como uma máquina na internet nem fora dela, e gerar identificação em vez de fomentar inveja é bem mais efetivo para construir uma marca pessoal. 

Além disso, mostre-se útil. O que deu certo e deu errado para você pode servir como dica para mais gente do que imagina. Inspirar, entreter, ensinar, motivar… Qual verbo tem a ver com sua jornada e pode nortear sua produção de conteúdo?

Quando faz branding pessoal, você foca na reação que quer provocar no outro, e essa é a maior diferença entre pensar apenas no que quer mostrar de si mesmo e se preocupar com quem está do outro lado.

Suas conquistas se tornam interessantes apenas se estiverem em um contexto de troca, se transmitirem verdade.

O que você oferece de útil a quem te segue?

Se houver uma resposta concreta, haverá também uma audiência feliz pelas suas vitórias e disposta a te seguir e indicar.

3) Apresente-se bem, ninguém quer adivinhar o que você faz

É básico, mas necessário frisar: sua foto de perfil e sua "bio", a descrição do que faz, ajudam a identificar o que você acha mais importante sobre sua carreira logo de cara no Instagram, no LinkedIn, no Facebook…

Se a ideia for praticar uma autopromoção na medida, descreva seu cargo, mas coloque algum traço a mais que a defina. Tome cuidado com emojis, que infantilizam, e evite frases inspiracionais que não dizem nada concreto sobre você. 

Você não é só seu cargo, mas se não contar o que faz ninguém vai adivinhar. 

4) Poste com a frequência certa e "exista" online

Saber usar as ferramentas a seu favor inclui ter bom senso com a quantidade de postagens. Mas se o bom senso estiver difícil, considere que, no Instagram, os Stories devem ser preferencialmente alimentados todos os dias e o feed em si fica "bem servido" com um mínimo de duas, três fotos semanais. 

Para saber onde postar o quê: no feed, o que for mais inspiracional e merecer ser lembrado; nos Stories tudo o que estabeleça um diálogo e que seja mais perecível como conteúdo. 

Já no LinkedIn, artigos semanais são bem-vindos e atualizações mais amiúde no formato menor. Como atualizações, valem opiniões sobre temas do dia e também conteúdos relevantes de outras pessoas compartilhados. 

Se você não posta, não existe no ambiente online. E a ideia é ser lembrada, certo?

5) Interaja e eleve o ânimo das pessoas

A rede é social, e tanta gente esquece isso… A conexão com as pessoas é o mais importante, mas costuma ser negligenciada quando a pessoa está apenas preocupada em postar todos os seus feitos. 

É por essas e outras que autopromoção acaba ganhando um viés pejorativo, de mentira, de exagero, de "egotrip"

Se conversar com as pessoas, agradecer aos elogios, interagir e aplaudir seus pares, essa má impressão se dissipa. 

Mostre sua personalidade, sim, mas exerça a habilidade de se colocar no lugar do outro. Se você comentasse em um post, não gostaria que a pessoa respondesse? 

Em último caso, quando falo em branding pessoal, sempre sugiro a seguinte sequência de perguntas: 

  • Você se seguiria?
  • Curtiria seu conteúdo?
  • Sentiria-se bem ao acompanhar suas redes sociais? 
  • Está mostrando seu melhor, mas ao mesmo tempo acrescentando algo a quem te segue?

Depois de fazer as perguntas acima, você terá uma ideia se está fazendo gestão de marca pessoal ou se está "marketeando" da maneira errada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.

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