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Bru Fioreti

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Preocupada com a profissão? Veja um guia de 8 passos para aceitar mudanças

Bru Fioreti

15/05/2019 04h00

Como se planejar para o que não sabe? Comece por aceitar que a mudança profissional será constante e tome atitudes diárias (Foto: PEXELS)

Transição de carreira é tendência — e você leu certo.

De todos os caminhos para o trabalho nos próximos anos, o que há de certeiro é que o cenário MUDA, e muda em uma velocidade sem precedentes.

Óbvio que dá um certo pânico. Afinal, como é que a gente se prepara para algo que não pode prever?

Na minha opinião — e experiência profissional –, preparando-se para mudar.

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Aceitando o fato de que as coisas serão diferentes e desenvolvendo a tal da resiliência. É para isso que criei este guia antipânico, um passo a passo para começar a se atualizar agora e abrir a mente para o novo, seja ele qual for. 

Você não precisa de bola de cristal, só precisa desenvolver o olhar e farejar oportunidades em vez de se desesperar com os problemas.

Em 8 passos, possíveis para qualquer um, começando já…

1) Invista pesado em autoconhecimento

Quando falo em investimento, não falo só o que sai da conta bancária, mas sobre tríade dinheiro-tempo-energia: quanto será destinado à sua evolução profissional e como ser humano.

tempo que você gasta em um retiro espiritual pode ser tão ou mais enriquecedor para a carreira quanto um treinamento de um mês em sistemas avançados. 

Como saber? Fazendo um pouco de tudo, variando, abrindo-se ao diferente!

Análise convencional, terapias alternativas, prática de exercícios físicos e respiratórios, processo de coaching, imersões em grupo, documentários, filmes e livros de filosofia, história, psicologia, sociologia, autoajuda e até romances e poesias, experiências das mais diversas entram aqui.

Passe tempo com você, olhando para você, e faça dessa busca pela evolução contínua um hábito diário, variando apenas a fonte de autoconhecimento.

2) Comece a flertar com seus gostos

O uso do verbo flertar aqui é proposital.

Se quiser listar suas habilidades e competências e desenvolver com isso um plano B agora, ótimo. Mas, por ora, a ideia é explorar novos gostos como um mero treinamento para o novo. Coisas pelas quais se interessa e que pode ir trazendo aos poucos para a rotina.

Interesse-se mais pelas coisas, pesquise, vá atrás.

Construir conhecimento é parte fundamental do processo de adaptação às mudanças e pode começar com um Google que você dá naquele autor que não conhecia. Pense em termos de lifelong learning — detalho esse conceito aqui.

3) Busque espaços vazios na sua área de atuação

Por mais saturada que seja a área, sempre há uma nova forma de olhar ou fazer. Por que achamos que tudo precisa ser inventar a roda?

Basta, muita vezes, um olhar curioso, estratégico e sem vícios, sobre o que já faz.

Considere ainda que algumas coisas inovadoras podem estar sendo feitas, mas ainda NÃO COMUNICADAS. Está aí mais um espaço vazio na sua área a ser explorado.

Crie o hábito de anotar essas ideias e revisitá-las alguns dias depois. Bom insights nascem do frugal hábito de escrever o que vem à mente.

4) Crie já um plano B mesmo se não for rentável

Movimento gera movimento. Sempre repito essa frase do Tony Robbins por uma boa razão: funciona!

Mesmo se não estiver precisando complementar a renda, vai se beneficiar da criação de um plano B profissional ou de um hobby que tome corpo.

Lembre-se de que nosso guia antipânico nada mais é que um preparativo para a mudança constante. Quanto mais acostumada estiver a empreender, enfrentar desafios e lidar com o inesperado, mais apta se sentirá para os cenários incertos das próximas décadas.

Comece hoje a treinar a habilidade de levantar algo do zero!

5) Combata a ansiedade ativamente

Não à toa a saúde mental é um dos temas considerados mais promissores para se trabalhar no futuro.

A velocidade das mudanças, a pressão das redes sociais e uma série de outros fatores fazem com que estejamos cada vez mais ansiosas e deprimidas. É um fenômeno mundial que abrange todas as gerações e áreas de atuação.

Eis uma prioridade.

Crie mecanismos de controle do uso de redes sociais e de exposição a telas durante o dia, faça atividades ao ar livre, leia livros (livros!), caminhe, tenha experiências sensoriais, durma bem, tome água…

Siga essas recomendações de saúde que está cansada de conhecer e anda negligenciando. E comece agora, antes de o seu cérebro pifar.

6) Faça trabalhos freelancer como treino

A lógica é parecida com a do tópico 4, mas o incentivo ao trabalho freelancer tem três pontos adicionais:

  1. acostumar-se com um formato de trabalho sem chefe, no qual a gente gerencia com mais afinco as responsabilidades, os horários e os rendimentos financeiros;
  2. manter-se em contato com outras pessoas do mercado e ser lembrada;
  3.  juntar dinheiro extra.

Uma das perguntas que mais respondo sobre transição de carreira é sobre como viabilizá-la. Ué, não tem muito segredo! É preciso tentar acumular algum dinheiro se quiser se sentir mais segura, enquanto ganha experiência na nova área e diminui os gastos que puder. Feito isso, é questão de coragem.

Portanto, se tiver demanda e conseguir tempo, capriche nos "frilas".

7) Crie uma linha do tempo de desenvolvimento pessoal

Você pode não conseguir fazer um plano de carreira tradicional dependendo da velocidade das mudanças da sua praia, mas sempre poderá fazer planejamentos de médio e curto prazo e organizar o autodesenvolvimento.

Importa menos hoje você imaginar o cargo que pretende ocupar daqui a um ano do que calcular qual habilidade fará diferença para resolver os problemas que já começam a pipocar no mercado.

A educação continuada — e programada — é o novo plano de carreira.

Faça hoje mesmo um plano de evolução para três meses e comprove como a sensação de crescimento já muda sua percepção do cenário ao redor e dá ideias de novos negócios e serviços a oferecer.

8) Entre mais em contato com tecnologias para quebrar o tabu

A aversão ao novo é a maior burrice que você pode cultivar, desculpe a sinceridade.

Ninguém está dizendo para testar 100% das tecnologias e se matricular em todos os cursos sobre inteligência artificial, mas ler sobre o tema, ouvir o que as pessoas ligadas a tecnologia (e mais jovens) têm a dizer e se manter aberta a experimentar um app novo que cair na sua frente não dói, vai?!

Quanto menos desconhecida, menos temida é a tecnologia. E ela não vai regredir só porque você não gosta, só porque prefere as coisas "como eram antes"…

Abrace a ideia, ganhe intimidade com os equipamentos e os termos que surgem, tenha paciência e persista. A masterização, o domínio de qualquer área, requer tempo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.