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Bru Fioreti

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3 feedbacks que você não recebeu, mas pode estar precisando

Bru Fioreti

24/04/2019 04h00

Talvez você não goste de ouvir, e talvez ninguém lhe diga… Mas você provavelmente tem muito a melhorar (Foto: Pexels)

A gente costuma ser muito boa em detectar os defeitos dos outros, mas será que a habilidade para enxergar os nossos está afiada assim?

Pode ser que você seja autocrítica e diga que sim. Mas talvez o que realmente precisa ser melhorado não esteja no seu radar. Até porque ninguém nunca disse nada sobre isso!

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E, antes de avançar, façamos uma diferenciação entre autocrítica, aquela voz cruel conosco mesmas, e a autorresponsabilidade, a capacidade de entender no que podemos melhorar, sem culpa nem drama. É sob esse segundo viés que sugiro avaliar os 3 tópicos abaixo.

"Como posso melhorar em cada um deles?". Inspire-se aqui.

1) Você é desagradável com as pessoas

Se você costuma se autodescrever com frases do tipo "eu tenho personalidade forte mesmo", esteja ciente: muita gente vai interpretar essa "personalidade" toda como grosseria, falta de paciência, intolerância a crítica ou intransigência. 

E justamente por isso talvez ninguém tenha coragem (ou vontade mesmo) de chegar até você e mandar a real. 

Como vou saber?

Comece pela autodescrição: você é impaciente, acha as pessoas lentas ou perde o humor facilmente? Se sim, isso pode sabotar sua trajetória profissional, porque saber lidar com pessoas é metade do caminho para a maioria das profissões. 

Faça terapia, ioga, exercício físico… mas FAÇA ALGO para trabalhar o autoconhecimento e controlar os nervos. 

Outras dicas: observar se as pessoas parecem evitar dizer certas coisas a você e tentar se lembrar de como recebeu críticas ou más notícias das últimas vezes. 

Comportamento pode derrubar até os profissionais mais geniais. Cultive as inteligências emocional e social não porque os outros querem, mas por você! 

2) Sua imagem não se alinha com a da empresa

Imagem profissional, ok? Toda empresa é uma marca, tem uma cultura, valores… O que caracteriza a sua? Fazer esse alinhamento é importante para ter mais motivação, crescimento e felicidade profissional. 

Cuidar da marca pessoal começa por conhecer esses "códigos" e pensar de forma consciente e estratégica a quais dele aderir. 

O estilo de roupa costuma ser um bom parâmetro, porque formamos a primeira impressão em apenas 7 segundos, em um processo primordialmente visual. 

O comportamento também constrói sua imagem. Aqui entra a fama de ser puxa-saco, de estar sempre atrasada ou não cumprir prazos, de fazer fofocas… Geralmente temos uma ideia disso, basta aceitar e querer mudar. 

Fora os casos mais delicados, como o de ter mau hálito, por exemplo. Quem tem coragem de avisar? E como fazer isso sem ofender? Delicado, não? 

Como vou saber?

Aqui a sugestão que dou é perguntar àquelas duas ou três pessoas em quem confia muito e avisar que está aberta ao feedback negativo. 

Outra ideia: mandar uma pesquisa para vários colegas pedindo opiniões sobre você. Deve ser preferencialmente anônima, claro. Você é que precisa ter a maturidade de não tentar adivinhar quem disse o quê, muito menos tirar satisfação. 

Se for para pedir feedback, faça isso de coração aberto, como uma oportunidade de evoluir profissionalmente e como pessoa.

3) Você não é tão boa quanto pensa

Quem nunca torceu o nariz para aquele colega que se acha o máximo, mas não é tão bom na prática ou, pior, fala muito e faz pouco?!

Mas ninguém está imune: você, eu, qualquer um pode se ver de forma equivocada. Não porque não temos valor ou somos sem noção, mas porque nossa entrega pode estar fraca momentaneamente ou porque o contexto do trabalho mudou mais rápido do que a gente.

Muitas vezes até temos o conhecimento necessário, mas a performance não faz jus a ele. Estamos cansadas demais, ficamos desatentas, não demos a atenção devida àquela tarefa, estávamos confiantes demais, subestimamos o prazo…

Como vou saber?

Idealmente alguém traz esse feedback. Seu superior imediato, se for empregada, ou seu cliente, se for empresária. Mas eles estarem em silêncio não quer dizer que está tudo bem.

Sugiro se antecipar a problemas maiores, investigando as razões mais constantes de erro ou de desempenho aquém do planejado.

Está faltando fazer um curso de atualização? Gerir melhor o tempo? Dormir melhor à noite? Entender como limpar a caixa de e-mails? Mudar de fornecedor?

Escolha o fator crucial, aquele que mais está lhe prejudicando hoje, e atue sobre ele. Um por vez. Mas começando já.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.