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Bru Fioreti

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O fim de ano não está como gostaria? Siga 3 passos e descanse como merece

Bru Fioreti

19/12/2018 04h00

Ficar de pernas para o ar, à toa: seja qual for o cenário, permita-se e planeje descansar. E não precisa postar nada, olha só… (FOTO: PEXELS)

Parte importantíssima de ser bem-sucedida na carreira é se recuperar da jornada de trabalho, tirar férias, não checar os e-mails, descansar. Você pode argumentar que nem todo mundo faz isso. Mas é o que a maioria dos pesquisadores do bem-estar recomendam hoje para aumentar a performance e o nível de felicidade profissional.

Então, para começo de conversa: você descansa como deveria? Consegue de fato se desconectar? Sai de férias? Tudo começa por aí.

Mas pode ser que não esteja sentindo que o recesso de fim de ano está à altura do desligamento que sonhou e merece. Por que isso acontece com tanta gente?

Dizem que boa parte do nosso sofrimento vem das expectativas mal dimensionadas. E o fim do ano fomenta isso, falemos a verdade. Parece que temos a obrigação de estar exacerbadamente felizes. Com lindos presentes de Natal comprados. Família reunida. Ceia farta. Réveillon badalado engatilhado. Points perfeitos para fotos nas redes sociais calculados. Uma alegria completamente acima da média do ano.

Porém, por inúmeras razões, nem sempre tido isso se concretiza. Às vezes nada disso. E deveria estar tudo bem, mas vivemos em sociedade e somos impactadas pela pressão do cenário. Provavelmente você vem sentindo esse clima de "vamos curtir adoidado" nos últimos dias inclusive no ambiente profissional…

Pensando nisso, fiz uma lista de três passos para que você possa tirar a sensação cobrança do piloto automático e de fato se sentir bem com os dias que tiver para descansar. Do seu jeito. Porque essa é a real prioridade.

Veja como a seguir:

1) Liste suas expectativas, depois diminua pela metade

Tudo começa com o que chamo de "prática antifrustração".

Na verdade, é um exercício simples de mesclar o que gostaria de fazer, o que seria possível e o que de fato é o "mínimo viável" para melhorar seus próximos dias. Não é resignação, é inteligência emocional: você entendendo como se sente e aprendendo a lidar com essas emoções de maneira consciente.

No papel, faça uma lista de tudo o que adoraria fazer nas próximas duas semanas, sonho mesmo, sem filtro. Na sequência, traga isso para a realidade. O que fica para o futuro e pode virar um objetivo para os próximos dezembros e o que dá para fazer já.

Do que seria possível nas próximas semanas, qual é o mínimo viável? Ou seja, quais são as pequenas atividades que se você fizer já melhorarão consideravelmente seu bem-estar agora? Responda isso cortando pela metade a lista do que pretenderia fazer.

A mesma recomendação vale para quem tem muita ansiedade com as to do lists não cumpridas. É sabido que tendemos a exagerar na quantidade de tarefas que conseguimos encaixar em um dia. Por isso, sempre sugiro diminuir pela metade o que acha que pode encaixar em 24 horas. Impressionante como o simples ajuste do que pode realizar em um dia aumenta a confiança!

Dá para aplicar a mesma lógica à sua lista de tarefas de férias, ainda que elas incluam ler três livros, ir à piscina todo dia ou conhecer dois lugares novos. Se for férias mesmo, você vai fazer tudo isso? Diminua a expectativa.

E aí vem o passo 2.

2) Planeje suas miniférias, mesmo se for em casa

Uma vez que encontrou o que é viável para o fim do ano, cortando a expectativa pela metade, faça uma pequena programação semanal. Parece um paradoxo programar dias de folga, mas isso é um elixir para pessoas ansiosas ou que têm dificuldade de se desligar do trabalho.

Funciona como uma espécie de aval de si mesma para si mesma: "pode descansar e não fazer nada, está tudo certo".

Outra vantagem de planejar as férias é visualizar o que de fato "cabe" nos dias de recesso e o que é você tentando preencher demais os dias com coisas que considere realmente produtivas.

Não caia nessa. Quando o tema é descanso, produtivo é tudo aquilo que relaxe. Você não precisa entrar na pilha de fazer mil coisas. Precisa apenas planejar o que no SEU conceito é relaxante e traz bem-estar.

O que é? Ler, passear, ficar sozinha, encontrar família, brincar com as crianças, ver TV, ir ao cinema…?

Não estou citando ir à praia mais badalada e ficar hospedada com amigos queridos em um chalé charmosíssimo com piña colada à vontade porque este post foi pensado para quem não conseguiu ou não quis planejar o que seriam as férias perfeitamente instagramáveis, ok?

Seja lá qual for seu caso, planeje. Na agenda ou no bloco de notas, distribua as atividades preferidas nos dias, garantido que haja bastante tempo livre propositadamente.

A sensação de ter uma programação, ainda que suave, libera você mentalmente das supostas obrigações de fazer o que todo mundo parece estar fazendo, porque VOCÊ tem a sua agenda. E ela é melhor, porque é sua e porque é o que é possível hoje.

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3) Combata a FOMO e olhe mais para dentro

Parte da ideia de não estar à altura do que a época do ano pede vem da comparação. E ela é natural, humana, mas tirá-la do piloto automático é necessário para a saúde mental.

Vamos combinar uma coisa: você não sabe de fato o que se passa com os outros.

O que é sabido é que a vida pretensamente perfeita que vemos nos nossos feeds de notícias das redes sociais é um fator decisivo para o aumento de ansiedade e um gatilho para outros males emocionais.

A FOMO — Fear Of Missing Out –, tornou-se comum nos nossos tempos. Trata-se da impressão que temos de estar de fora, de não acompanhar o que está acontecendo de melhor, de precisar ler tudo, ver tudo o que está acontecendo para tentar "fazer parte", o que é inútil e só faz mal. 

Uma ideia que costumo dar para quem tem dificuldade de imaginar que as pessoas podem não estar tão melhor assim que você é rastrear o próprio Instagram.

Procure suas fotos mais espetaculares ou felizes e questione se realmente tudo foi tão perfeito naquele dia. Em 99% dos casos, você encontra pelo menos uma ocasião em que a foto postada não condiz com o sentimento. Bingo: até você projeta essa imagem sem querer.

Além disso, é claro, diminuir a frequência de consulta ao celular ajuda muito. Já falei disso aqui e em outros posts da coluna — e quem recomenda isso não sou eu, mas as pesquisas e os especialistas mais respeitados do mundo em Psicologia Positiva, o estudo da felicidade.

Sobre a autora

Bruna Fioreti é coach de vida e carreira, jornalista e consultora de branding pessoal e conteúdo. Ministra cursos e palestras sobre carreira, estilo, produtividade e temas femininos pelo Brasil - expertise desenvolvida em cinco anos como redatora-chefe da revista Glamour. Com MBA em Coaching em curso e seu projeto Manual de Você, realiza dezenas de atendimentos individuais e dissemina o conceito de #autocoaching nas redes sociais.

Sobre o blog

Dicas e reportagens sobre carreira, com foco nas mulheres que buscam satisfação, foco, produtividade e aprimoramento da imagem profissional. Um espaço para falar das tendências da área, que vai te ajudar a atingir a melhor performance da empresa chamada VOCÊ.